domingo, 20 de fevereiro de 2011

CPTM - Frota de trens - Aço carbono

Trem série 4400 - Segunda frota mais antiga da CPTM
Crédito da foto: Diego Silva
Texto e imagens: Diego Silva

Na segunda parte da matéria sobre a frota de trens da CPTM, mostraremos para vocês os trens de aço carbono. Na matéria anterior, falamos sobre os trens de aço inox, desde os mais antigos aos mais novos, e agora, damos continuidade na apresentação:

Crédito da foto: Diego Silva
Trem Série 2000
O trem série 2000 foi construído em meados de 1999, para atender a solicitação da CPTM em sua nova linha (Linha E, atual Linha 11-Coral), que ficou conhecida como Expresso Leste. Foram comprados 30 trens de 4 carros, da construtora CAF espanhola, porém, as empresas Alstom e ADTranz também fazem parte do consórcio construtor. Os trens contam com ar-condicionado, assentos anatômicos e isolamento termo-acústico. Todos com padrão de metrô de superfície. Atualmente, continuam prestando serviços na mesma linha, porém, desde 2004, atendem Guaianazes x Luz, e não mais Guaianazes x Brás, como era até 2003. Esporadicamente, a CPTM estica as viagens do Expresso até Estudantes, auxiliando a população da região de Mogi das Cruzes a evitar a integração na estação Guaianazes.

Crédito da foto: Diego Silva
Trem série 2100
O trem série 2100 foi construído em 1974, e até 1997, operou nas linhas de passageiros da Espanha, pela operadora Renfe, como UT440. No final de 1997, o governo do estado de SP fechou um acordo com a Renfe, onde a operadora espanhola fez uma doação de 48 trens de 3 carros para a CPTM, apenas oferecendo os trens com a nova identificação visual. Toda a revisão mecânica e estrutural ficou por cargo da CPTM, que custou R$ 1 milhão por carro, ou seja, R$ 3 milhões por trem. Em 1998, a CPTM entregou os primeiros trens para rodarem na Linha E (na época, os trens série 2000 ainda não haviam sido licitados). Muita expectativa cercava a operação dos novos trens, que tinham ar-condicionado e música ambiente, além de assentos muito confortáveis, portas mais largas e mais conforto que os trens que por ali rodavam. A população não recebeu os trens como a CPTM esperava, sendo que os mesmos foram alvos de vandalismos inacreditáveis. Então, a empresa devolveu os trens mais antigos para a Linha E, e lançou os trens série 2100 para a Linha D (atual Linha 10-turquesa), onde, após vários testes, recebeu ótimas avaliações de perfil e desempenho. No segundo semestre de 1998, os trens espanhóis apareciam na linha D, dando um novo ar de graça nessa região, onde até hoje se encontram, prestando serviços. Por motivos operacionais, a CPTM mandou quatro unidades para a Linha C (atual Linha 9-Esmeralda), para auxiliar na oferta de trens, porém, com a chegada das novas unidades, todos foram devolvidos para a linha 10. Esses trens circulam com 6 carros, e estão todos passando por uma nova reforma, ganhando mostradores digitais e câmeras de vigilância. É possível encontrar trens iguais no Chile, Argentina, e claro, na Espanha.

Crédito da foto: Diego Silva
Trem série 4400
A frota série 4400 é a segunda mais antiga da CPTM. Datada de 1965, os trens foram construídos pelo consórcio Cobrasma - Santa Matilde - FNV. Todos os trens rodam com 6 carros, porém, com uma diferença: os motores estão no segundo carro, e não no primeiro, como é mais comum. Pode-se encontrar a mesma frota no Rio de Janeiro, sendo esse um dos melhores trens da época, pelo eficiente sistema de ventilação e pela velocidade que desenvolve. O ponto fraco é que esse trem pula muito, além de sacolejar para ambos os lados. A CPTM conta com cerca de 33 unidades de 3 carros, que desde 2010, são exclusivos na Linha 11-Coral B (Guaianazes x Estudantes), além de rodarem na Linha 12-Safira, ligando Brás a Calmon Viana. Assim como os trens série 1700, o trem série 4400 tem assentos longitudinais, ou seja, todos laterais. Atuam na CPTM desde sua fundação, e algumas unidades estão passando pela segunda reforma na administração atual.

Crédito da foto: Diego Silva
Trem série 4800
Os trens série 4800 deixaram de operar pela CPTM em 1º de maio de 2010, após mais de 50 anos de serviços prestados nos trilhos da malha oeste. Construídos em 1958, pelo consórcio Toshiba-Kawasaki-Nippon-Kinki, os jotinhas, como eram conhecidos, chegaram ao Brasil de navio, para atenderem uma encomenda da então Estrada de Ferro Sorocabana. Durante seus primeiros anos de operação, circulava com nove carros, em bitola métrica. Tais trens foram muito utilizados durante sua operação comercial, uma vez que, ao passar dos anos, a necessidade de transporte foi aumentando cada vez mais. Após duas reformas, chegou 1996, e como fazia parte da Fepasa, foi também repassado para a CPTM. Nesse tempo, os toshibas prestavam serviço na extensão operacional da Linha C, ligando Jurubatuba a estação Varginha. Já em estado precário, atendia a extensão em plataformas de madeira. Após um tempo, os toshibas foram deslocados para atender uma outra extensão: Itapevi a Amador Bueno, na Linha B (atual Linha 8-Diamante). Receberam grafites como nova pintura, num projeto entre a CPTM e grafiteiros da região, chamado Expresso Arte. Ali, sua história foi se encerrando, da maneira mais precária possível... Em seus últimos dias, sua operação era crítica. Total desconforto, muitos ruídos nas engrenagens e principalmente, falta de acessilidade tornaram a história dos jotinhas ainda pior. Para variar, em uma viagem, o trem perdeu os freios, e ficou desgovernado entre Itapevi e Santa Rita. Em outro momento, incêndio no sistema elétrico... Eis que a CPTM decide despachar três unidades para a CBTU - BA, onde em Salvador, passaram por reformas e hoje estão operando. As três unidades restantes estão em São Paulo, no pátio de Presidente Altino (Osasco), à espera de um fim. Enquanto isso, o tempo vai destruindo o que um dia já foi o orgulho de uma ferrovia... Em 2010, restaram as três unidades 4802, 4807 (essa recebeu o novo padrão CPTM) e 4808. Ambos estão desativados.

10 comentários:

  1. Bom quando eu disse que não tinha nenhum vandalismo nos novos trens da linha 7 (quis dizer os que eu andei, bom se já estão vandalisados, quem sai perdendo é os próprios usuários, quem tem que usar um trem vandalisado), eu já vi os trens da série 7000 vandalizados sim mas nas linha 11,12 e inclusive na linha 9, até me espantei, pois essa linha passa numa área mais nobre de sp, e tem vandalismo.
    A unica coisa que não intento é que a CPTM prefere rodar os novos trens fora do horário de pico pela questão do vandalismo, eu acho que tem menos vandalismo no horário de pico, por os trens estar mais lotados, quando o infrator for vandalisar as pessoas vão xingar, e os infratores vão ficar sem graça.
    Até hoje eu só presenciei uma tentativa de vandalismo, isso ocorreu na linha 10 (em 2007) uma moleque pegou uma tesourinha e começou a escrever no vidro, eu estava de pé (não era horário de pico, mas o trem estava meio cheio) uma mulher que estava do meu lado critou com o meleque: "O moleque risca de novo esse vidro que eu risco a sua cara com essa tesoura!", o moleque ficou meio sem graça se levantou e desceu na próxima estação (Maua).

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  2. Duvida Cruel!!! Qual que é o trem (SÉRIE) mais potente da CPTM? E quais (SÉRIES) conseguem subir rampas elevadas?
    Os:
    1700;
    2000;
    2070;
    2100;
    3000;
    7000;

    Mais uma os futuros série 8000 serão igualzinho os 7000?

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  3. Caro anonimo, atos de vandalismo são frequentes. Basta perceber e usar os trens no dia a dia. A linha 9 passa numa área nobre, mas acaba na periferia do mesmo jeito (Grajaú não é região nobre). A CPTM roda os trens nos melhores horários, mas vai chegar a hora de todos rodarem sem exceções. Também presenciei um ato de vandalismo, também na linha 10, também um moleque com uma tesoura. Detalhe: unidade com cameras...

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  4. Sobre a potencia dos trens, vai variar um pouquinho. Os trens série 1700, 2000, 2070, 3000 e 7000 conseguem subir rampas elevadas. Exemplos disso são suas linhas de atuação. O trem série 2100 até sobe uma grande rampa, mas a CPTM não arrisca. Corre uma história de que um 2100 foi fazer testes na linha 7, e saindo de Vila Clarice, o motor incendiou. Ou seja, o 2100 é para retas.

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  5. O banco de resistores de algum 2100 pegou fogo descendo a rampa de OVC.

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  6. Não se esqueçam que o milzinho (1100) também tem potência para isso...

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  7. Sim, o trem série 1100 possui tal potência.

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  8. Série 2000:

    Não seriam 30 trens de 4 carros ou 15 trens de 8 carros???

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  9. Sim caro anonimo, percebi que postei a informação de maneira errada. Irei corrigir a mesma imediatamente. Obrigado pela observação!

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  10. Mesmo achando que ficou legal o novo layout e gosto mt dele.
    Esse TUE 4400 nunca vai se aposentar?
    Ja que tem mais de 50 anos de serviços prestados e
    só vive sendo reformado

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