quarta-feira, 23 de março de 2011

Usuários garantem lugares nos trens, e diminuem oferta de lugares

A cena se repete todas as manhãs e tardes nos trens da CPTM. Pleno horário de pico, e os trens chegam aos terminais praticamente lotados. Essa cena já é comum há algum tempo, mas já está passando dos limites tal atitude dos usuários. Usarei como exemplo meu próprio caso.
São 06h da manhã em Rio Grande da Serra, e a estação está cheia. Todos aguardam o próximo trem para realizar o embarque, e quando a composição estaciona, o que se percebe são todos os assentos praticamente ocupados, com usuários embarcados nas estações de Ribeirão Pires, Guapituba e até mesmo Mauá. A prática, conhecida como ir até o final e voltar, tem sido um problema crônico nos horários de pico. Com isso, os trens chegam aos terminais praticamente sem qualquer oferta de lugares, forçando os usuários a viajarem em pé. Já ouvi histórias de que isso se repete na Linha 7, com usuários que moram em Caieiras embarcarem até Francisco Morato e retornarem até Luz; na Linha 8, embarques em Engenheiro Cardoso e Sagrado Coração rumo à Itapevi, para realização da volta até Palmeiras-Barra Funda; Linha 11, com embarques em José Bonifácio e Dom Bosco, rumo à Guaianazes, com retorno garantido até Brás e Luz...
Falta bom senso para os usuários, mas os mesmos alegam que os trens só andam lotados, e com tal prática, os mesmos garantem seus lugares nas viagens. Mas essa garantia tira o acesso à viagem de outros usuários.
Nos horários de pico, o que vemos é uma verdadeira disputa por lugares nos trens da CPTM e do Metrô, infelizmente. Os usuários pagam R$ 2,90 para viajarem com conforto e segurança, mas não querem viajar em pé. Nos horários de pico, é uma missão praticamente impossível, e em determinados casos, o que acontece é um verdadeiro estouro. A CPTM nada pode fazer para auxiliar essa questão, uma vez que atualmente, está operando na capacidade máxima. O que poderia acontecer de fato é uma conscientização dos usuários acerca do embarque e da prática da ida ao final pro retorno...

O que acontece há muito tempo é conhecido como gargalo logístico. A CPTM se programa corretamente para atender o alto fluxo de usuários em determinados horários, mas os trens ainda não dão conta da enorme demanda usuária, mesmo com a chegada de 32 novas composições. A estação Luz, parada final de três linhas e passagem de uma linha de Metrô, é um verdadeiro problema, principalmente quando trens das linhas 7 e 11 estacionam juntos. A plataforma se transforma num mar de gente, cenas presenciadas por mim todos os dias. Durante o pico da tarde, a situação é menos complicada, já que usuários embarcam em Palmeiras-Barra Funda e voltam para F.Morato assentados em seus lugares. Durante uma passagem na estação Brás no horário de pico da tarde, pude observar as operações de embarque melhor. Na Linha 12-Safira, diversos funcionários e seguranças auxiliam o embarque, e o sistema de som da estação auxilia, informando quais trens estão a caminho (de 6 ou 8 carros, com determinadas cores como estratégia. Por exemplo: novo trem série 7000 é identificado como operação safira; trem série 4400 como operação amarela e assim sucessivamente). Mas não é lá de grande ajuda, já que os usuários não colaboram. Ao abrir das portas, todos se lançam trem adentro, para garantir seus lugares... Acredito que com uma reeducação dos usuários, muitas das cenas que se veem em horários de pico poderiam ser evitadas. Talvez uma estratégia como o projeto ´Seis na Sé`, com atrações culturais e artísticas para evitar o pico fossem aplicáveis na CPTM, mas isso haveria de ser estudado com muita calma, uma vez que no horário de pico, os usuários estão estressados após mais um dia de trabalho, e tudo o que querem é chegar em casa o mais rápido possível...

2 comentários:

  1. Excelente matéria Diego!!!
    Tal problema é um problemão mesmo, isso acontece em quase todas as linhas, uso a Linha-07 todos os dia como venho de Jundiaí, o trem para na estação varias pessoas já sentadas, mais isso acontece pois a entrada mais utilizada da estação de Várzea Paulista é da plataforma 1 destino Jundiaí, mais em Francisco Morato tem vez que quase todos os bancos estão ocupados, mais a maioria pelo que eu sei vem de Franco da Rocha, mas de Caieiras ai já é um abuso dos usuários, na linha 12 eu sei que muitas pessoas pegam o trem sentido Comon Viana em Itaquaquecetuba pois o trem chega entupido em Itaqua.
    Bom como eu Trabalho na Barra Funda, eu desço na plataforma 9 dou preferência pegar o trem sentido LUZ mas se eu ver um Trem novo dou preferência pega-lo, mesmo ele estando cheio!, pois a viagem parece que fica mais rápida, e nem se fale no conforto que tal trem proporciona.
    Mas acho errado isso de voltar para a estação terminal (apesar de eu fazer isso quando eu volto, mesmo nos domingos e feriados), mas mesmo colocando o embarque que nem a linha 11 na estação da LUZ não adianta muito, pois eu presencio muitas pessoas ficarem dentro do trem e ir com ele para a manobra de troca de plataforma.
    Bom mais isso é um problema meio sérios mais a maioria das pessoas fazem isso né!!!

    Mas eu adorei essa matéria Diego, muito boa mesmo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    ResponderExcluir
  2. Obrigado pelo comentário Bruno. Essa prática é adotada por muitos usuários, e ainda é necessária uma reeducação cultural para os mesmos. É um problema que vem ocorrendo praticamente em todas as linhas, e nessa questão, a CPTM não pode interferir muito...

    ResponderExcluir

Olá! Obrigado por comentar no blog. Pedimos a gentileza de não usar palavras ofensivas contra a empresa nem contra seus funcionários, ou mesmo contra o blogueiro. O objetivo do blog é informar e compartilhar conhecimento.

Siga o blog por email

Seguidores