sexta-feira, 1 de abril de 2011

Achados e Perdidos da CPTM registram altos índices de objetos deixados nos trens e estações

Fonte: Site CPTM

Diariamente chegam à Central de Achados e Perdidos da CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos], na estação Barra Funda, inúmeros objetos esquecidos em suas estações e no interior dos trens. No entanto, há sempre algo inusitado entre um item e outro, como uma bicicleta ou um carrinho de bebê, cuja falta deles, seria fácil de ser percebida.

No entanto, milhares desses itens acabam esquecidos definitivamente. Para se ter ideia, ao longo de 2010, foram armazenados cerca de 80 mil itens esquecidos ou perdidos em estações e trens: uma média diária de 220 objetos, numa empresa que transporta mais de 2,2 milhões de passageiros por dia. Ou seja, quase 1% dos usuários acaba perdendo ou esquecendo algo na CPTM.

As estações que mais registram itens perdidos são aquelas com maior movimento como a Luz, Brás, Barra Funda e Guaianazes. Com o aumento do número de passageiros, a cada ano tem mais gente esquecendo coisas.

A boa notícia é que quase metade dos objetos esquecidos são recuperados. No ano passado, 35.400 itens foram devolvidos aos seus proprietários. Em 2009, mais de 74 mil peças foram deixadas em estações e trens, com final feliz para 50% dos proprietários que conseguiram reaver seus pertences.
Os documentos pessoais estão entre os itens que os usuários mais perdem, respondendo por quase 40% dos objetos encaminhados para a central. Além deles, peças de vestuário, carteiras, fotos e celulares também figuram entre os mais "esquecidos". Alguns objetos ganham destaque por serem inusitados como, por exemplo, dentaduras e muletas.

Em fevereiro um item curioso passou a figurar neste rol: um usuário chegou à estação pedalando, deixou a bike próximo as catracas e seguiu viagem de trem e nunca mais retornou para buscá-la. Até agora a central não localizou o dono da "magrela" que, se dentro dos próximos 30 dias não for resgatada, será encaminhada para o Fundo Social de Solidariedade, destino da maioria das peças abandonadas.
De acordo com Eliete Cury, chefe do Serviço de Atendimento ao Usuário [SAU], o alto índice de devolução se deve ao trabalho de pesquisa da Central. "Apenas 20% das devoluções são fruto da iniciativa do proprietário. Os demais 80% são resultado do contato ativo feito com o usuário pela Central, obtido através de pesquisa minuciosa para localização de seus proprietários a partir das `pistas¿, nem sempre evidentes, deixadas nos documentos e objetos", explica.

Serviço

Os itens encaminhados à Central de Achados e Perdidos passam por uma triagem onde são separados objetos, valores e documentos que possam indicar alguma forma de contato com o proprietário, seja por telefone, carta ou e-mail. Após isso, são cadastrados e guardados.
Após 60 dias, os objetos que não foram retirados por seus donos, são encaminhados para o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo. Os documentos são devolvidos aos órgãos expedidores.
A Central de Achados e Perdidos atende de segunda a sexta feira, das 7h às 19h, exceto feriados na estação Barra Funda. O contato também pode ser feito pelo telefone 0800-055-0121.

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