quinta-feira, 2 de junho de 2011

Greve CPTM 2011: Paralisação geral

Fonte: CPTM
Imagem: Diego Silva

A CPTM lamenta a decisão arbitrária de três dos quatro sindicatos que representam os empregados de suas seis linhas, que decidiram pela greve, em assembleias realizadas na noite desta quarta-feira [1]. A Companhia apela à categoria para que cumpra a determinação do Tribunal Regional do Trabalho [TRT/SP] de manter 90% da operação nos horários de pico e 70% no vale.

Embora respeite o direito de greve, a empresa clama para que os sindicatos permaneçam em estado de greve, sem paralisar o sistema, até o que se acontecer prejudicará cerca de 2,4 milhões de usuários que diariamente utilizam a rede da CPTM para chegar ao trabalho, a escola, ao médico, a rede hospitalar, entre outros inúmeros compromissos assumidos, confiando no serviço da companhia.

Durante o processo de negociação, a CPTM manteve aberto o diálogo com os sindicatos e avançou na renovação de 65 cláusulas de benefícios sociais tradicionalmente concedidos aos empregados. Cláusulas que estão totalmente asseguradas como seguro de vida, cesta básica, planos de saúde médico e odontológico, além de 2/3 de gratificação de férias.

O reajuste salarial de 3,27% oferecido pela CPTM contempla 1,75% do IPC/Fipe dos meses de janeiro e fevereiro e 1,5% de aumento real, o que equivale a 86% do IPC/Fipe dos dois meses aos quais se refere o dissídio em razão da alteração da data-base de setembro para março, atendendo uma solicitação da própria categoria, durante a negociação do Acordo Coletivo 2010/2011.

Além disso, a CPTM reajustou o valor facial do vale-refeição, que é totalmente subsidiado pela empresa, em 8,77%, passando de R$ 15,63 para R$ 17, enquanto o Auxílio Materno-Infantil acompanhou o índice de 3,27% passando de R$ 198,39 para R$ 204,88.


Proposta da CPTM

A proposta apresentada pela CPTM é de reajuste de 3,27%, o que corresponde a 1,75% do IPC/Fipe de janeiro e fevereiro e 1,5% de aumento real. Esse índice 1,5% equivale a 86% de ganho real com base no IPC/Fipe dos dois meses aos quais se refere o dissídio.

Cabe ressaltar que no Acordo Coletivo fechado com os sindicatos para o ano de 2010, foi definida a mudança da data-base da categoria, que a partir deste ano passou de setembro para março. A atual negociação salarial leva em consideração os índices referentes a janeiro e fevereiro de 2011.

A CPTM também reajustou o valor do vale-refeição mensal em 8,77%, passando de R$ 15,63 para R$ 17 por dia, enquanto o Auxílio Maternal acompanha o índice de 3,27% e sobe de R$ 198,39 para R$ 204,88.

Cabe ressaltar que, entre as cláusulas já aceitas pelos quatro sindicatos, estão totalmente assegurados diversos benefícios proporcionados aos empregados, como seguro de vida, cesta básica, planos de saúde médico e odontológico, além de adicional de férias.

A Companhia aguarda decisão final da Justiça para o desfecho do movimento, que só nesta quarta-feira, prejudicou cerca de 420 mil usuários, o que representa 17,5% do total de 2,4 milhões de passageiros transportados/dia útil.

A Linha 12-Safira [Brás-Calmon Viana] foi paralisada totalmente e a Linha 11-Coral, parcialmente, o que levou a Companhia a acionar o Paese, com ônibus gratuitos fazendo o percurso no trecho entre Guaianazes e Estudantes, em Mogi das Cruzes.

Além disso, durante o pico da noite, para manter os trens das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda circulando com intervalos equilibrados também foi preciso acionar o Paese, com atendimento por ônibus gratuitos nas extremidades das duas linhas.

Em razão do movimento grevista, a CPTM orienta aos usuários que retardem seus deslocamentos, na medida do possível, nos horários de pico.

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