quarta-feira, 6 de julho de 2011

Expresso Turístico: disputa por passagens é acirrada


Fonte: O Estado de São Paulo

Lançado em abril de 2009, o Expresso Turístico da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) não consegue dar conta da quantidade de passageiros interessados em viajar para seus três destinos - Paranapiacaba, Jundiaí e Mogi das Cruzes. Falta frota e problemas operacionais impedem a expansão.

Só uma locomotiva Alco RS-3, de 1952, e dois vagões de aço inoxidável, fabricados nos anos 60, com 174 poltronas no total, fazem o transporte de passageiros, alternando-se entre os três destinos. Para Jundiaí, mesmo com número maior de viagens, há poucas vagas disponíveis para julho e o turista só encontra "folga" a partir do fim de agosto. Para Mogi das Cruzes, viagem menos procurada, ainda restavam na sexta-feira apenas 11 poltronas para o próximo domingo.

O principal gargalo do Expresso Turístico é a viagem para Paranapiacaba. As quatro previstas para junho e julho estão esgotadas há pelo menos três meses. E, no dia 17, todos os bilhetes para o passeio de 21 de agosto, o único do mês, foram vendidos em menos de seis horas.

Agora, os interessados em viajar no expresso para a vila histórica encravada na Serra do Mar, de onde se avista o litoral nos dias de céu claro, serão obrigados a esperar pelo menos até setembro para tentar o embarque. Isso se estiverem atentos às datas de liberação dos passeios na página da CPTM na internet e se contarem com a sorte de chegar a tempo na bilheteria da Estação da Luz, onde são vendidos os bilhetes e de onde parte o trem.

Na bilheteria, a passagem custa R$ 30 para quem sai de São Paulo (o turista que embarca em Santo André paga R$ 27 e há descontos progressivos para quem compra mais de um lugar). O mesmo guichê abastece também a agência de turismo oficial do passeio, que, tão logo iniciadas as vendas, compra bilhetes para clientes previamente cadastrados em uma lista de espera, diminuindo a oferta para o público em geral. Os clientes da operadora desembolsam em média R$ 70 pela viagem até Paranapiacaba (a diferença equivale ao bilhete mais o serviço de guia, almoço e seguro-viagem, dependendo do roteiro escolhido).

Dificuldade. Depois de checar na internet a disponibilidade da viagem para agosto, o biomédico César da Silva Santos, de 32 anos, foi na sexta-feira ao guichê da CPTM na Luz para confirmar a compra. Chegando lá, foi surpreendido com a informação de que as passagens para Paranapiacaba tinham se esgotado rapidamente, ainda pela manhã. "É complicado, porque você acaba direcionado para a agência de turismo. E aí sai bem mais caro."

Nem mesmo a agência é garantia de embarque imediato. Sem conseguir bilhetes no guichê, o corretor de seguros André Xavier de Miranda, de 37 anos, procurou a operadora de turismo para comprar oito passagens para a família. Só conseguiu duas, mesmo assim porque houve uma desistência. "Deixamos nome e telefone e a funcionária da agência ligou dizendo que uma pessoa havia desistido, porque a mulher morreu. Daí sobraram duas poltronas. Aproveitamos que foi no Dia dos Namorados e viajamos eu e a minha mulher. Em outra oportunidade, voltaremos com o restante da família."
O corretor diz também que é preciso aumentar o número de viagens para que mais pessoas possam viajar. Ele também pede que outras agências ofereçam os pacotes para aumentar a concorrência e diminuir os preços.

O administrador de empresas Rafael Cerantola Martins, de 34 anos, fez o passeio com a namorada. Ele diz que é preciso avaliar até que ponto a expansão do número de vagas no trem não vai prejudicar o atendimento ao turista na vila. "É preciso saber se a própria cidade comporta tudo isso. Talvez a gente queira mais por uma questão egoísta, mas é possível que não exista estrutura suficiente por lá para receber todo mundo."

A veterinária Cristiane Yoshida, de 42 anos, conseguiu viajar com o marido, depois de bastante insistência. Mesmo assim, só pela agência de turismo. "Só se vende na Luz e muita gente acaba desistindo. Acho que eles poderiam oferecer um número maior de viagens e outras formas de adquirir os bilhetes."
As excursões também concorrem com o passageiro comum, porque não há limite no número de bilhetes por pessoa.

4 comentários:

  1. bom dia a todos!!acho que é uma otima ideia da cptm o expresso turístico mas poderia ser bem melhorada.primeiramente a cptm haveiria de colocar mais trens no expresso e então teria de reformar e modernizar as várias maris fumacas que estão abandonadas tanto na grande sp,quanto no interior paulista.depois na minha opinião deveria tirar o expresso até mogi das cruzes já que é a menos procurada pelos usuários.depois deveria se manter o expresso até paranapicaba e colocarmais três ou quatro maria fumaças e assim teriam mais passagens disponiveis,depois deveria se restaurar as vias e as estações do interior paulista e se ampliar o expresso de jundiai,passando por valinhos,vinhedo,campinas ,bauru,jau,tatui e chegando na grande cidade de pederneiras e criar mais rotas para piracicaba,pinhamonhangaba,aparecida do norte na ferrovia restaurada e dividir em trens do expresso turístico e de transporte por exemplo se houvessem 24 marias fumacas 12seriam para trensporte e 12 turísticas.os de transportes seriam apenas para transportar com 1ª clsse,2ª classe e 3ª classe com carro restaurante e tudo.e o turístico tambem mas teria o guia para orientar, as passagens custariam 10 á 15 r$.na min ha opinião a cptm ganharia em credibilidade e em conforto para os usuários fazendo isso e tambem lucraria bastante.bom dia!!

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  2. Diego, o Expresso Turístico é uma jogada fantástica da CPTM, pois essa disputa de passagens mostra o quanto o serviço é bem visto pelos passageiros. Quanto à expansão do serviço, não é simplesmente chegar e reformar. Existe todo um processo de liberação dos carros, das locomotivas, para aí sim poder operar. Mas na minha visão, não seria prático recuperar as marias-fumaça, porque o investimento seria alto demais. Claro, tem retorno, mas com o recebimento de novas locomotivas da EIF, a CPTM poderá deixar as Alco exclusivamente para o Turístico. Existe um processo liberatório entre o DNIT e a CPTM, para aquisição de mais quatro carros de inox. Se isso acontecer mesmo, o Turístico ganhará mais força.

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  3. Putz...e eu era doido pra viajar nesse Expresso Turístico,mas com essa dificuldade até desisti!!!!

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  4. Patricio, um dos roteiros menos procurados é o de Mogi das Cruzes. Ou seja, caso queira muito viajar no Expresso, recomendo que faça esse roteiro. Jundiaí e Paranapiacaba são muito procurados.

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