sábado, 2 de julho de 2011

Obras na estação Luz deveriam ter sido realizadas em 2004


Texto: Diego Silva

As obras de modernização dos aparelhos de mudança de via na estação Luz da CPTM tem causado certos transtornos para os usuários, uma vez que foi necessário inverter plataformas, e trocar as operações e estratégias. Na primeira semana, o problema maior foi avisar o usuário, de onde ele deveria embarcar (a saber: trens com destino a Francisco Morato partem pela plataforma 4, enquanto que o Expresso Leste com destino a Guaianazes parte da plataforma 2). Porém, tem se notado um verdadeiro gargalo com a interdição de duas vias para realização dessas obras. Para quem se lembra, a estação Luz passou por obras de grande movimentação em 2004, quando ganhou os acessos subterrâneos, além do corredor de ligação com a estação Luz do Metrô (Linha 1-azul). Nesse tempo, houve interdição de três das quatro vias, sendo que apenas os trens com destino a Francisco Morato (que nessa época faziam terminal na estação Brás) passavam por essa via (que hoje é a plataforma 4). Aproveitando as obras e interdições, a administração da época deveria ter aberto os olhos para realizar em 2004, as obras que estão sendo feitas hoje, realizando assim um serviço mais rápido e eficiente.
Hoje, a CPTM enfrenta esse desafio, de realizar as obras com a operação em funcionamento, ou seja, os trens continuam circulando, e a obra em andamento. Mas há de se entender o seguinte: existe um cruzamento de vias em X logo após a saída da estação. Esses desvios estão sendo utilizados exaustivamente, por conta da manobra dos trens do Expresso Leste. Digamos que dê problema em um desses desvios: de repente, há um nó operacional na entrada da estação Luz. Essa semana, uma composição da Linha 10 avariou na plataforma (não realizava a volta de comando de cabine). O procedimento comum seria puxar o trem até a subida das oficinas, para que o próximo trem estacionasse e fizesse a cobertura. Mas com a interdição isso não foi possível. O que se fez: um trem do Expresso Leste ficou no aguardo do sinal, o trem seguinte da Linha 10 atravessou dois desvios, e estacionou na plataforma 3. Logo após, o trem do Expresso estacionou, e com a saída do trem da linha 10, haviam dois trens cargueiros à espera de liberação da via 3.
Agora imaginem vocês se isso acontece no horário de pico, a confusão que não seria... As obras para instalação de novos desvios será útil para o transporte, pois os trens poderão realizar a troca de via em maior velocidade. Mas como citado no começo da postagem, isso deveria ter sido feito ainda em 2004. Serão cerca de 40 dias de obras, com as vias 1 e 2 interditadas no sentido Palmeiras-Barra Funda. Após esse tempo, as vias serão interditadas no sentido Brás, sendo que o trem da Linha 10 com destino a Rio Grande da Serra fará sua parada final na estação Brás, por mais 40 dias aproximadamente.
Isso deveria ter sido pensado há sete anos atrás, quando a demanda não era tão expressiva quanto é hoje. Algumas cabeças da CPTM ainda pensam como se estivessem nos tempos de RFFSA, CBTU e Fepasa. Nesses tempos, era mais fácil fazer obras com o sistema em operação. Mas hoje, quase 20 anos depois da fundação da CPTM, qualquer anormalia no sistema tem reflexos em outras linhas, e até mesmo no Metrô. Há de se abrir os olhos para uma nova realidade.

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