segunda-feira, 11 de julho de 2011

Simulador de trens agiliza formação de novos maquinistas

Fonte: Jornal Senai CPTM
Imagens: Diego Silva


A responsabilidade de ter que operar uma máquina tão grande quanto um trem não é nada simples. Os usuários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) colocam sua confiança nos maquinistas para chegar ao seu destino em tempo e segurança. Por causa disso o processo de capacitação desses funcionários não pode ter sua base apenas em teoria. Com o intuito de preparar e atualizar os operadores de trens às séries mais atuais, a CPTM adquiriu dois novos simuladores de tecnologia de ponta.

Em um projeto idealizado no ano de 2006, o Centro de Formação Profissional “Engº James C Stewart” sugeriu a aquisição dos simuladores de trem. Isto aconteceu juntamente com a chegada dos novos trens da série 7000, que estavam em processo de compra entre a CPTM e a empresa CAF (Construção Auxiliar de Ferrovia).
Os simuladores foram fornecidos pela Lander, uma empresa espanhola que cria, especificamente, simuladores de uso civil como trens e navios. A principal função desses simuladores é servir como ferramenta de ensino integral, simulando situações adversas e estimulando uma abordagem sistemática do operador. Cada um deles teve um custo de 5 milhões de reais. Um deles estái para o CFP “Eng° James C. Stewart”, na Lapa, e o outro para o prédio administrativo em Presidente Altino, Osasco.

Cabines são realistas, e simulação é completa


Com o mapeamento das áreas de circulação e apoio do Centro de Controle Operacional, foi possível reproduzir as linhas 7 ( Luz – Jundiaí), 8 (Júlio Prestes-Amador Bueno), 9 ( Osasco- Grajaú ), 10 (Luz- Rio Grande da Serra), 11 (Luz-Estudantes) e 12 (Brás- Calmon Viana).
O processo de filmagem das vias e estações foi longo e durou cerca de dois anos para capturar detalhes das vias e estações. O simulador possui as características das séries 2.000, 2.000 fase II, 2.100, 3.000 e 7.000.
Cada uma das unidades possui duas cabines equipadas de forma que se pareça o máximo possível com o painel verdadeiro. Há também um posto destinado ao instrutor do exercício (PI), que permite escolher o trajeto, inserir obstáculos e comunicar-se com a cabine; e ainda um posto de observação (PO) que permite aos demais alunos visualizar o colega em atividade.

 Posto de observação

Por meio de uma tela projetada em frente da cabine de simulação, o aluno tem noção do caminho feito pelos trilhos. A partir de uma determinada rota, o instrutor pode confrontar situações problemas e orientar o aluno para elas: pessoas no caminho, pedras muito grandes, chuva e neblina são alguns dos casos com que a pessoa, por trás do painel, pode se deparar.
Em suma, notamos que a tecnologia está cada vez mais avançada e a CPTM acompanha essa evolução. A aquisição dos novos trens e simuladores mostra que estamos vivendo uma realidade diferente, que nos remete a buscar novos horizontes.

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