segunda-feira, 25 de julho de 2011

Uma viagem no Expresso Turístico

Texto e imagens: Diego Silva

Depois de muitos textos e observações sobre o Expresso Turístico, eis que chegou o dia de realizarmos uma viagem nesse trem, que é um dos grandes trunfos da nova CPTM. Lançado há dois anos, o Expresso tem sido sucesso absoluto, havendo fila de espera para compra de passagens. Um de seus roteiros mais disputados é Paranapiacaba, aberto ao público em meados de 2010. O trem conta com uma locomotiva Alco, de origem canadense, e dois carros de inox, cedidos pela ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária). Além de Paranapiacaba, mais dois roteiros: Mogi das Cruzes e Jundiaí.
Nossa viagem foi no último sábado, para Jundiaí, que foi o primeiro destino a ser aberto para o Expresso Turístico. Embarcando na Estação Luz, todo aquele clima antigo de longas viagens de trem por São Paulo surgem para os passageiros, mesmo aqueles que nunca participaram de viagens desse tipo. Posso lhes dizer que também senti isso. Após o embarque, nos posicionamos no carro PI 3253 (antigo carro de primeira classe), e como manda o script nostálgico, ficamos no aguardo da partida. De repente, soou um apito, e a buzina da Alco nos avisa que chegou a hora da partida. Durante a viagem, guias vão explicando a importância histórica de cada ponto e cada estação a qual passamos. Uma viagem muito agradável, sem interrupções. Um clima bastante agradável, e que traz uma lembrança distante de como era o transporte de média distância em São Paulo.

Dentro dos carros, famílias, amigos, casais, e viajantes solitários apreciam a paisagem... Observando alguns mais 'experientes', pareceu que os mesmos estavam lembrando os tempos de ouro das ferrovias paulistas, revividos agora dentro do Turístico da CPTM. De fato, um contraste de vidas e emoções estavam dentro daqueles carros. Atravessamos toda a Linha 7-Rubi, de ponta a ponta, e o momento máximo da viagem foi a passagem pelo túnel do Botujuru. Nesse momento, solicitaram a todos que ficassem em seus lugares, para a passagem... Eis que as luzes se apagaram, e durante a passagem do túnel, o maquinista Jammil fazia brincadeiras com o farol da Alco, remetendo a uma cena de filme de suspense (carros apagados, e aquela luz forte piscando, algo muito legal de se observar). Nesse momento, estávamos no fundo do segundo carro, para filmar toda a passagem. Pouco depois chegamos à Jundiaí, onde grupos turísticos já estavam à espera dos passageiros, para realização de seus respectivos roteiros. De Jundiaí, retornamos para São Paulo, no trem metropolitano, a fim de cumprir outros compromissos. Mas fica registrado mais uma 'aventura' de Diego Silva nas dependências da CPTM. O Expresso Turístico é uma viagem inesquecível, e o blog recomenda a todos vocês. É um investimento que vale a pena, e quem puder participar um dia, vá!

2 comentários:

  1. Bom dia, Diego! Muito bom o seu blog! Completo, com curiosidades e notícias que eu não esperava de nenhum outro.

    Só mais uma curiosidade... estou pesquisando a respeito das cidades históricas da RMSP, e, valendo uma nota Plena na matéria, meu professor disse para descobrirmos a extensão em KM do túnel de Botujuru. Vc poderia postar a respeito de curiosidades do tipo. (Claro q eu ainda não descobri...).

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    1. Olá Maturbuk! Obrigado pelos elogios! Segundo informações, o túnel do Botujuru tem uma extensão aproximada de 800 metros. Preciso reunir algumas curiosidades interessantes para postar... Obrigado pela sugestão!

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