terça-feira, 13 de setembro de 2011

CPTM Campinas: Audiência em Louveira lotou Câmara

Trens série 7000 - Pátio da Lapa
Fonte: CPTM Campinas

Na noite da última quarta-feira, 31, a Câmara Municipal de Louveira, realizou a 2ª Audiência Pública para debater sobre a extensão dos serviços ferroviários pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), de São Paulo para Campinas, parando nas cidades de Louveira, Vinhedo e Valinhos. A Audiência Pública foi coordenada pelo vereador Reginaldo Lourençon (PSDB) e contou com apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias Paulistas.
Aproximadamente 350 pessoas lotaram o plenário do legislativo louverense. Fizeram parte da mesa, o presidente da Câmara Municipal Estanislau Steck (DEM), além dos vereadores de Louveira, Reginaldo Lourençon (PSDB), Ailton Domingues (PR), Marquinhos Deca (PSL), João Leite (PR), os deputados estaduais: Pedro Bigardi (PCdoB/SP) também coordenador da Frente Parlamentar de Logística (FrenLog) da Assembléia Legislativa de São Paulo e o vice-líder da bancada do PSDB Cauê Macris, o presidente do Sindicato Francisco Felício, o prefeito de Valinhos Marcos José da Silva, o presidente da Câmara de Vinhedo, Adriano Corazzari (PSB), os vereadores de Vinhedo e Valinhos, Carlinhos Paffaro e Lourivaldo Messias(PT) respectivamente, representantes da OAB, CIESP, entre outras entidades representativas, técnicos e especialistas em transportes.
Lourençon deu inicio as discussões afirmando que a proposta de extensão dos serviços ferroviários da CPTM até Campinas é concreta e viável, e ressaltou alguns dos benefícios deste tipo de transporte, como economia, preservação do meio ambiente, rapidez, entre outras vantagens. “Hoje é impossível falarmos de outro transporte público de qualidade senão o ferroviário, já que é o único que poderá desafogar nossas rodovias, beneficiando mais de 1,5 milhão de habitantes. Sem falar no ganho ambiental, no baixo-custo a população e no desenvolvimento dessas regiões”.
O presidente do sindicato Francisco Felício disse que as ferrovias não receberam o tratamento necessário nas últimas décadas pelos governos, que privilegiaram o transporte rodoviário no Brasil. “A ferrovia veio sendo tratada de forma discriminada sobrevivendo apenas com o custeio necessário à sua manutenção o que fez com que fosse condenada à privatização”.
Pedro Bigardi abordou as principais discussões na frente de logística da ALESP destacando que sem planejamento regional e mobilidade urbana o Estado poderá sofrer grandes prejuízos. “Antigamente os municípios ficavam centrados em seus próprios problemas, atualmente pensamos em regiões e tem que ser assim, pois estamos muito ligados e dependemos uns dos outros. E hoje não conseguimos pensar em um planejamento regional sem pensar em mobilidade urbana”, afirmou Bigardi.
Cauê Macris também concordou com o caos vivenciado nas rodovias e nos aeroportos e, que alternativas precisam ser feitas, independente do tipo de transporte urbano a ser adotado. “Com certeza o governo apoia esse estudo e temos que levar essa proposta até a CPTM e até o governador que por sua vez deverão estudar a viabilidade econômica e ambiental do projeto. O mais importante é ter vontade política e isso nós estamos tendo”.
O presidente da Câmara de Louveira, Estanislau Steck, ressaltou a importância ambiental do projeto e afirmou que é necessário que todos se unam para que o transporte ferroviário volte a ser uma realidade. “A população quer a volta do trem. Um transporte barato, seguro e que deverá amenizar o problema da mobilidade urbana”, finalizou Estanislau.

4 comentários:

  1. Cara! o povo quer, os vereadores da região de campinas querem, São Benedito quer, eu quero, Deus quer. Mas o PSDB não vai fazer. Eles acham inviável. Mas os políticos e secretários não utilizam transporte coletivo. Eles deveriam ouvir o povo, caramba! Acha justo ter retirado a eletrificação e os trens de passageiros em todo o interior e litoral paulista. Ninguém perguntou para o povo, se o povo queria que retirassem. Bando de.... bom deixa pra lá!

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  2. ...e vou mais além.Uma linha de passageiros de longo percurso, bem que poderia ser reativada entre Araraquara-Campinas. De Campinas para Jundiaí entraria a CPTM e em seguida a outra de jundiaí a Luz em São Paulo-SP.O trecho Campinas-Jundiaí, não precisa ser reeletrificado. Apenas seria simples montar 3ou4trens com carros de passageiros budd/standard da extinta fepasa, como uma locomotiva diesel em cada extremidade, para evitar perder tempo fazendo manobras. Puxa vida gente! Dá pra fazer. Que falta de vontade. Dá para voltar com os trens de passageiros em diversos trechos paulistas. Por acaso o PSDB está há mais de 15anos no poder só com os votos da grande São Paulo? Claro que não! É por isso que há muito muito muito tempo, não consigo nem ouvir os políticos. Me embrulha o estômago com tanta má vontade e mentiras! O país está condenado!!!

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  3. Na Romênia, Inglaterra, Japão e Argentina (principalmente), há linhas onde os trens metropolitanos são movidos a diesel. Olha o metrô de Teresina(PI), o sistema de suburbios de Natal e até uma das linhas da Supervia no Rio de Janeiro. Puxa vida! Funciona! E nem precisa de substações. A CPTM deveria operar com trens a diesel. Ou comprasse trens a diesel, ou simplesmente adaptasse utilizando o que sobrou do material rodante da FEPASA para fazer esta "coisa" funcionar e funcionar direito. Caramba! Dá pra fazer! Estes caras é que não tem vontade mesmo. spmaisfm@ibest.com.br

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  4. ”Trens regionais pendulares de passageiros de médio e longo percurso São Paulo-Minas-Brasília.”

    Para que possamos ter definido um trajeto para trens regionais de passageiros de médio e longo percurso São Paulo - Brasília, passando por muitas das cidades citadas abaixo entre outras, além de um trajeto coerente para cargas, (dupla função) com o fator de sazonalidade igual a zero, deveremos tomar as seguintes providências;

    1ª fase Interligar a ferrovia Norte / Sul com ramal para Brasília-DF com a Ferrovia Centro Atlântica FCA existente passando pelas cidades de Anápolis-GO, Araguari, Uberlândia, Uberaba-MG que hoje se encontram operando somente em bitola métrica, com a implantação de bitola mista ( 1,0 + 1,6 m ), passando por Ribeirão Preto, até o ponto que se encontram com a bitola larga em Campinas, aí já seguindo para Jundiaí e a capital-SP.

    2ª fase Interligar em linha paralela com a ferrovia Norte / Sul passando por Goiânia, Anápolis, Itumbiara-GO, Monte Alegre de Minas, Prata e Frutal-MG e adentrando pelo centro norte de SP na cidade de Colômbia, e a partir daí seguindo por ferrovias existentes por Barretos, Bebedouro, Jaboticabal, até Araraquara no centro de São Paulo, com bifurcação para Panorama ou para a estação Júlio Prestes na capital-SP, ambos os trajetos como função de linhas troncos.

    A maior parte destas propostas é a de se utilizar ao máximo os trechos ferroviários existentes que se estejam desativados ou subutilizados, mas que se encontram-se em regiões de grande potencial, que no passado já possuíram ferrovias a fazer parte de seu desenvolvimento, e que inexplicavelmente se encontram abandonadas, principalmente no estado de São Paulo, e o trecho novo complementar se limita a, ligação ferroviária Norte / Sul, Anápolis, Itumbiara-GO Colômbia-SP ~380 km, a maior parte em Minas Gerais. (Esta ligação tem a função de interligar na menor distância em bitola larga os pontos onde se encontram paralisadas ao Norte Anápolis-GO com a ao Sul Colômbia-SP) em um tempo, distância e custo de implantação muito inferior à proposta original, além que poderá ser utilizada como trens de passageiros.

    Notas:
    1-Fica definida a cidade de Panorama-SP de onde deve partir rumo ao Rio Grande do Sul a continuidade da ferrovia Norte / Sul.
    2-Alguns trechos entre Colômbia e Panorama-SP se encontram em estado precário, ou erradicados, portanto devem ser refeitos.

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