quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Ferroanel: a solução para tráfego livre na CPTM?

Trem cargueiro da MRS Logística passando por Rio Grande da Serra
Por Diego Silva
(Matéria original postada em 11 de maio de 2010)

É muito comum durante alguns horários específicos pararmos nossas viagens de trem por conta de locomotivas que estão à nossa frente. Muitos usuários se irritam com o fato de ter que esperar alguns minutos enquanto a locomotiva e seus incontáveis vagões estão manobrando, e pensando nisso, surgiu a questão-tema desse post. O governo do estado sugeriu há algum tempo a construção do Ferroanel, um projeto similar ao Rodoanel, que seria construído exclusivamente para cargas. Sabe-se que esse projeto ainda não saiu do papel, e não se imagina o quanto poderá demorar para ser construído, nem por onde nem quando. Construir uma ferrovia depende muito mais do que a boa vontade dos governantes. Poucos sabem que depende de uma aprovação da Assembleia Legislativa, de uma licença ambiental, de um alvará de construção, desapropriações nos locais de construção, preparação do terreno, compra de materiais, licitação de empresa construtora (pode levar ainda mais tempo...), e mais outros fatores, o que torna o projeto muito lento. Mas a ideia em si não é de todo mal, uma vez que o planejamento da CPTM, de reduzir os seus intervalos para no mínimo 3 minutos, dependerá exclusivamente desse projeto. Para aqueles que desconhecem, a CPTM não permite a passagem de trens cargueiros das 04h ás 09h (horário de pico da manhã), e das 17h às 21h (pico da noite). Das 00h às 04h, o movimento nos trilhos é exclusivo das locomotivas, uma vez que é o único tempo livre de circulação entre elas. Com o Ferroanel, cada qual terá o seu espaço demarcado, tornando a logística muito melhor distribuída. Trata-se de algo inovador, já que o país conta com poucos quilômetros de ferrovia, em vista de outros países menores que o Brasil. Outro fator determinante seria a melhor condição das vias permanentes da CPTM, que não receberiam mais as pesadas locomotivas das empresas concessionárias de cargas MRS e ALL. O Ferroanel poderá ser a solução, mas em quanto tempo? E depois de pronto, realmente estaremos livres dos trens de carga? É esperar para ver...

13 comentários:

  1. Seria otimo... mas como tudo aqui nesse pais de escandalos financeiros, sociais e politicos, demora decadas para ser feito, Não devemos ficar tão esparançosos assim, se isso sair algum dia, talvez alguns de nós leitores do seu blog, não mais estarao vivos para ver isso.( Uma pena...)

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  2. Diego, gostaria de saber mais uma vez informações sobre o Q02, se a CPTM vai reformá-lo mesmo e se tem informações de quando será reformado...

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  3. Arquiteto, o Governo do Estado já autorizou a obra do Ferroanel. Após os estudos, deverá ser iniciada até o fim desse ano. Em 2013, já deveremos ter a salvação...

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  4. Wagner, o Q02 permanece imobilizado no pátio da Lapa, sem previsão de retorno. A CPTM deverá reformá-lo, mas depende de algumas burocracias, como o seguro e a garantia do trem. Por ser espanhol, acaba sendo um pouco mais difícil, mas ele voltará sim, assim como todos os outros.

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  5. Oi Wagner.
    Hoje mais cedo eu entrei no post sobre o trem série 8000 e nele o Diego tinha escrito que ia na tarde de hoje em Presidente Altino para acompanhar a entrega dos trens e então postar uma matéria sobre este evento, inclusive com fotografias.
    Imagino que o autor do blog deve ter apagado para então postar mesmo a matéria sobre esse trem.

    Quem sabe até o final da noite de hoje, já não aparecça esta matéria, né? Eu estou ansioso para vê-la.

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  6. Peço perdão caso eu fui invasivo ao ter respondido a pergunta do Wagner no lugar do Diego.

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  7. Eu também estou ansioso Daniel pela matéria... Não vejo a hora desse trem começar a rodar

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  8. Mas acho que isso deverá ocorrer só no final do ano ou começo do ano que vem...

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  9. Wagner e Daniel, não fui à Presidente Altino nesta tarde, por estar com um estiramento muscular na perna, o que está dificuldando minha caminhada num ritmo mais forte. Realizei viagem na Linha 7, e retornei para casa. Quanto ao 8000, a informação não foi confirmada, portanto, acho mais ético postar quando tudo estiver confirmado. Assim que eu puder, irei até lá fazer as fotos e preparar a matéria para vocês.

    Daniel, você não foi invasivo ao responder por mim. Apenas imaginou o caminho que eu faria, fato que não ocorreu...

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  10. Finalmente achei o post onde tinha a pergunta da matéria do 8000 ! Fiquei a semana toda o procurando e não encontrava de jeito algum.

    Agora deu para entender porquê a postagem não foi publicada, pois eu fiquei aguardando vários dias por ela.
    Está mais do que certo aguardar as informações se confirmarem, pois publicar uma coisa que no futuro acaba não se concretizando, o leitor sente enganado, além da imagem do blog acabar sendo manchada por veicular uma notícia não verídica.

    Apesar da plataforma Blogger ser excelente, infelizmente ainda há alguns bugs a serem consertados, pois se um post é publicado, mas depois é excluído, ele continua visível para os seguidores painel do Blogger. Só que quando a pessoa clica no link, aí vem o aviso de página não encontrada.

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  11. Peço desculpas pelo entrave, Daniel. Já aconteceu uma vez isso, também com o CAF 8000, e no fim não era verdade. Mas entrei em contato com algumas pessoas e me parece que o trem está próximo de chegar. Tenho uma data provável da chegada, mas não vou divulgar para não cometer o mesmo erro.

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  12. A construção do Ferroanel de São Paulo – que vem se arrastando há anos, embora esta seja uma obra de grande importância para São Paulo e para o país – pode receber um grande impulso, se os governos federal e estadual, responsáveis por ela, chegarem a um acordo sobre uma proposta feita por este último. São Paulo se dispõe a elaborar o projeto executivo e a cuidar do licenciamento ambiental do Tramo Norte, entre Jundiaí e Itaquaquecetuba, ao custo estimado de R$ 15 milhões.
    Deve ser ressaltada também a grande importância de uma ligação rodo ferroviária entre Parelheiros e Itanhaém para cargas e passageiros, o que poderá levar o presidente interino Temer e o governador Geraldo Alckmin a acertarem em princípio a sua construção conjunta, deveria ser suficiente para fazer ambos dar novos passos nessa direção.
    São patentes as dificuldades que a ausência do Ferroanel cria para o transporte de carga em direção ao Porto de Santos e de passageiros na região metropolitana de São Paulo geram o maior gargalo ferroviário do país. Hoje os trens de carga que se destinam àquele porto têm de utilizar linhas concomitantes com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que passam pela região central da capital. A concessionária que faz esse transporte só pode operar em períodos restritos, o que diminui sua eficiência e aumenta seu custo.
    E a situação é agravada, porque, para aumentar sua capacidade de transporte de passageiros, a CPTM deseja diminuir o intervalo entre os seus trens. Suas razões para isso são técnicas, porque o sistema de transporte coletivo da Grande São Paulo, do qual ela é uma das responsáveis, ultrapassou o limite de sua capacidade e o número de passageiros continua aumentando. Se ela adotar aquele medida, haverá redução ainda maior da circulação dos trens de carga.
    Só o Ferroanel, a começar pelo Tramo Norte, que tem de longe o maior potencial de transporte, poderá resolver o problema. Hoje, dos cerca de 2,5 milhões de contêineres que chegam anualmente ao Porto de Santos, apenas uma quantidade irrelevante 100 mil é despachada por trem, um meio de transporte mais rápido e econômico do que os caminhões. Com o Ferroanel, estima-se que o volume que por ele circulará chegue acima de um milhão de contêineres. Os benefícios para os setores mais diretamente ligados a essa atividade – produtores e transportadores – e para a economia do País como um todo serão enormes.
    Ganhará também a capital e o litoral paulista, dos quais deixarão de circular cerca de 5 mil caminhões por dia, um alívio considerável para seu trânsito sempre congestionado.

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