quinta-feira, 20 de outubro de 2011

CPTM começa a se desfazer de trens sucateados

Carro de uma composição série 5500 sendo cortado no pátio da Lapa
Por Diego Silva

A CPTM aos poucos está ganhando espaço em seus pátios: parte dos trens sucateados já estão passando por processo de leilão e posterior desmanche. Diversos trens que sofreram danos irreversíveis no passado (incêndios ou problemas estruturais, em grande maioria), começaram a deixar os pátios da Luz e da Lapa, e seguem para a fila da morte. A princípio, os carros da série 5500 são os primeiros, e durante nossas passagens pelo pátio da Lapa, já contamos mais de dez carros fatiados. Esse é um processo importante para a empresa, pois elimina sucatas que estão ocupando espaço importante nos pátios. A CPTM está com falta de espaço para estacionar seus trens, e com a retirada desses carros, ao menos algumas linhas serão reabertas para estacionar as frotas ainda operantes.
No pátio da Luz, existem carros das séries 1400, 1600 e 5500 sem qualquer tipo de recuperação, que aguardam algum processo liberatório para seguirem a fila da morte. Além disso, três lendárias locomotivas V8, da antiga Fepasa, e mais duas English Electric, da EFSJ, aguardam uma definição sobre seu futuro.
Na Lapa, do lado direito sentido Francisco Morato, nota-se diversos carros, em sua maioria carros Budd (frotas 1400 e 1600, além dos Classes Únicas), aguardando a vez de irem para o corte. Curioso é ver quatro carros de trens modernizados recentemente aguardando o mesmo destino (carros das unidades 1602/1613 e 1404/1414, que foram alocadas para a extensão da Linha 7-Rubi, com quatro carros cada, sendo que a composição original é habilitada com seis carros).
Em Presidente Altino, a situação é mais agravante: diversos trens parados, há décadas, sem qualquer uso. Os trens da série 5000 estão estacionados há muito tempo por lá, após acidentes, incêndios e inutilizações. Além disso, carros de viagem da Fepasa e até mesmo um carro 'original' de uma composição Toshiba ainda se encontra por lá. Falando em Toshiba, os trenzinhos da série 4800 também estão em Presidente Altino, aguardando sua sorte. Em Jundiaí Paulista, cerca de dois quilômetros da estação Jundiaí da CPTM, ainda se encontram carros Budd e Eletrocarro (frotas 1600 e 5500, respectivamente). Ainda há muito para se fazer, e precisa ser feito rápido, pois os novos trens estão chegando, e vai faltar espaço para todos.

12 comentários:

  1. Bom dia Diego... Antes de me tornar arquiteto trabalhei em uma metalurgica, na funcao de tornerio mecanico- ferramenteiro. Digo a voce que o aco inox e um metal muito valioso e podeiria ate ser derretido em caldeiras, e se tranformar em chapas que poderiam ser vendidas ou ate mesmo servir de insumos para possiveis reparos estruturais em trens que sofrem com colisoes. Não entendo nada sobre leiloes, mas o caminho deve ser esse mesmo, mas tem que ser rapido, pois ha muitas sucata a ser retirada por ai. Obs: estas mesmas possiveis chapas de aco inox poderiam ate servir para composicao de layouts de informacao nas estacoes, tais com placas, totens com o mapa ferroviario da cptm, e ate mesmo fazer parte da composicao das bilheterias, dado que o aço inox tem sido muito usado nos projetos arquitetonicos por ai a fora.

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  2. Nossa, sorte que vi essas sucatas de 5500 antes da destruição desse patrimônio. Arquiteto, meu caro, concordo contigo, todas essas sucatas de inox poderiam ser reaproveitadas, se duvidar até para a fabricação de novos trens com esse material.

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  3. Justamente essa carcaça que estava abandonado tomando espaço como havia citado em outro poste.

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  4. É arquiteto!
    Essa idéia de reciclar o aço inox presente nos trens sucarteados seria ótima, pois ajudaria a preservar mais a natureza, já que esse material não ficaria jogado em qualquer lugar.

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  5. Olá amigos
    Semana passada, aqui em Altino eu pessoalmente despachei três carros série 5500 para o Pátio da Lapa. Segundo informações, eles foram comprados por uma empresa metalúrgica, a preço de banana. São materiais valiosíssimos, a notar pelo tempo que estão parados, praticamente sem sofrer quaisquer corrosões. Precisamos de espaço para alocar os novos trens, como os série 7000, 7500, 8000 e 9000.
    Só lamento um detalhe: as locomotivas V8 e algumas outras elétricas, que mereceriam uma reforma e voltar a operar no Expresso Turístico, que hoje, opera 100% de suas viagens em linhas eletrificadas. Abraço.

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  6. Hoje eu passei pela Lapa e vi esses trens (ou o que já foram) sendo cortados. Dava pra sentir o cheiro de ferro queimado.

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  7. Arquiteto, sempre ouvi dizer que o inox é um metal muito valioso, motivo que torna o preço dos trens elevadíssimo. Por mim, investiria nesses carros e os transformava em aditivo da série 5550. Mas como foi noticiado, esses carros empenaram, e não servem mais. Alguns nem possuem unidade motora. Paciência.

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  8. Paulinho, não só você, mas muitos ferroviários estão esperando uma definição sobre a locomotiva V8. Seria uma glória enorme ter a clássica e história 'escandalosa' de volta aos trilhos...
    Quanto aos trens, os que você despachou para nós aqui na Lapa estão na fila da morte já, inclusive em um deles estava um adesivo muito antigo ''vandalismo não'' (me lembro disso em 1998/1999).
    Como disse ao arquiteto, eu tentaria fazer aditivo da série 5550. Mas são inúteis.

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  9. Sim Vítor, é um cheiro forte. Nessa foto, que tirei em Julho, acompanhei o corte desse carro. É uma cena chata de se ver, afinal, trata-se de um trem, objeto que tanto admiramos, pesquisamos e tudo o mais...

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  10. o aço inox we realmete caro, mas a medio prazo vale o custo inical, pois nao requer reparos, nao enferruja, e mais resistente que o aco carbono, tanto que a dobra deste material e muito mais trabalhoso, e as brocas para perfuracao tem que ser diamantadas, e trabalham em uma roatacao mais baixa, para que a broca nao "queime" e perca o fio e tambem nao queime o aco inox. Mas como disse, é um material extremamente valioso.

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  11. Já tinha passado da hora, tantos posts que a CPTM precisa de espaço para estacionar os trens, e apesar de muitos de nós admirarmos essas relíquias elas já estavam ocupando o tão precioso espaço que será usando se Deus quiser para os novos trens que na minha opinião são muito bem vindos....

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  12. A Cptm tem que vender carros que estão fora de uso a muito tempo, pois muitos foram incendiados e são irrecuperaveis, com excessão das EE e V8 que pertencem a união.
    O que me deixou perplexo foi que mencionou em seu post o 1602/1613 e 1414/1405, que foram reformados a pouco tempo.
    Porque sucatear trens que ainda funcionam? Pior se eles não seriam mais uteis por que a reforma?
    Nosso governo estadual precisa esclarecer isto pois é um caso muito estranho.

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