sexta-feira, 4 de novembro de 2011

CPTM vai adquirir mais 40 trens novos

Trem série 8000
Por Diego Silva

A CPTM informa em seu site oficial que realizará audiência para compra de mais 40 trens de oito carros, para reforçar ainda mais sua frota. Segundo nota do portal:

''A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos - CPTM, nos termos da Lei Federal nº8.666 de 21 de junho de 1.993, COMUNICA a todos os interessados que estará realizando AUDIÊNCIA PÚBLICA para prestar esclarecimentos, colher sugestões e contribuições com vistas à AQUISIÇÃO DE 40 (QUARENTA) TRENS, FORMADO POR 8 (OITO) CARROS CADA, que será realizada no seguinte dia e local: Audiência Pública: 18/11/2011 com início às 14:00 horas.
Local: Auditório C do Edifício Cidade I – Mezanino
Endereço: Rua Boa Vista, nº170 - Centro – São Paulo – SP''

Ainda não sabemos que tipo de frota a CPTM deseja (apesar de já imaginar que seja uma frota similar às últimas aquisições série 7000/7500/8000), nem para onde tantos trens irão. Isso deverá ser informado mais para frente.
Nossa preocupação maior é: onde serão colocados tantos trens? Os pátios da CPTM estão lotados de trens, tanto em operação quanto sucatas, sem falar nas obras de ampliação e melhorias. Particularmente, achamos que não é hora de comprar tantos trens, sem ter onde estacioná-los. Mas esse não é o problema maior, e sim, o sistema suportar tantos trens. O atual sistema de sinalização disposto nas seis linhas da empresa não suporta um número alto de trens em circulação, nem tampouco o fornecimento de energia é suficente para suprir todo o consumo. Ou seja, a CPTM está invertendo processos, onde deveria primeiramente investir mais em energia e sinalização. A via permanente é outro fator crítico na história.
O mais correto a se fazer, hoje, é recuperar toda a via permamente, de maneira que possa suportar tantos trens; construção de mais subestações de energia, para suprir todo o consumo de tantos trens; instalar mais rapidamente o novo sistema de sinalização, que possibilita mais trens em operação simultânea em uma distância menor e mais segura, e aí sim adquirir mais trens.
Claro que tudo isso pode ser feito de maneira simultânea, ou seja, as obras para instalação dos novos sistemas estão em andamento há um bom tempo. Mas subestações são poucas em construção. Via permanente não é das melhores possíveis. Se a empresa quer ser um 'metrô de superfície', terá que trabalhar muito para chegar lá.

Essa nova frota deverá substituir grande parte dos antigos trens em operação. Frotas como séries 1400, 1600 e 4400 devem se despedir dos trilhos paulistas com essa aquisição, segundo prévias. Vamos aguardar para ver. Mas não deixa de ser uma boa notícia essa aquisição, pois mostra que a empresa está preocupada em renovar cada vez mais sua frota.

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