sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

CPTM não orientou sobre segurança, diz sobrevivente

Trem da série 7000 foi envolvido no acidente de domingo
Fonte: Agora São Paulo

Sobrevivente do acidente em que três pessoas morreram atropeladas por um trem entre as estações Brás e Tatuapé da linha 11-coral, na zona leste, na madrugada de anteontem, o engenheiro Cauê Arnaud Gruber, 29 anos, afirmou ontem que a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) deveria ter garantido a segurança do grupo.
 
Agora - O que aconteceu?
Cauê Arnaud Gruber - Estávamos testando um trem. A gente estava acompanhando o técnico da CPTM até a estação Engenheiro São Paulo. Eu estava caminhando, senti, não sei se uma vibração, olhei para trás e vi o farol do trem. Eu gritei para meus colegas saírem da via. Tentei puxar o rapaz que estava do meu lado pela mochila. Pulei da frente do trem, o trem bateu na minha mochila. Eu vi tudo, os corpos voando, o trem freando.
 
Agora - A que velocidade o trem estava?
Cauê - Com certeza estava a mais de 70 km/h, perto dos 90 km/h, que é o limite.
 
Resposta
A CPTM reiterou ontem as informações que havia divulgado anteontem e reafirmou que as vítimas descumpriram as normas de segurança da empresa.
A companhia informou que agora aguardará a investigação da Polícia Civil para se pronunciar novamente sobre o episódio de anteontem.
De acordo com a CPTM, a prática de andar sobre a via é proibida. A nota da companhia afirma ainda que somente funcionários que fazem serviços diretamente na linha têm permissão para transitar sobre as vias, desde que devidamente uniformizados e com a circulação de trens interrompida.
O delegado Valdir Rosa, titular da Delpom (Delegacia de Polícia do Metropolitano), informou que ouviu os envolvidos, requisitou laudos do Instituto de Criminalística e que agora o caso ficará a cargo da Delegacia de Acidentes de Trabalho.

5 comentários:

  1. LUTO!!!! Agora mesmo, morrem mais dois operários nos trilhos da Linha 8-Diamante da CPTM. Estou realmente triste. E gostaria de saber o que está acontecendo com a CPTM???

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  2. É obvio que a companhia nunca assumirá a culpa. Eu sempre digo que, acidentes ferroviários nunca acontece por um só erro e sim uma sucessão de erros. Vale lembrar que os trens 7000 (7000, 7500, 8000) tem um grau de visão muito ruim, especialmente de perto. A posição de condução é péssima. Chega a ser pior que os veteranos 5000, por exemplo. Num grau de visão melhor, talvez tivesse, pelo menos dado tempo de sinalizar por buzina as pessoas, há uma distância de mais ou menos 100m.

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  3. Pelo relato, nota-se que o condutor do trem estava acima do limite de velocidade para o local...NEGLIGENCIA.

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  4. DASFEG, de acordo com o local onde aconteceu o acidente, o condutor da composição não estava acima do limite de velocidade. Entre Tatuapé e Brás, pelo menos até a estação Bresser-Mooca do Metrô, o trecho permite 90 km/h. Somente ao passar BRE que se reduz a velocidade para fazer a curva fechada de entrada da estação Brás.

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  5. Não teria como estar acima do limite de velocidade se o ATC não autorizasse, tanto é que a frota 1700 é capaz de chegar aos 120Kkm/h e não passa de 90Km/h dependendo do trecho juntamente com a sinalização de via DASFEG. Seu comentario e infundado.

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