segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A eterna reclamação dos usuários - Parte 4 de 8

Novo CAF série 7000 na Linha 9: Trecho é a ´menina dos olhos` da CPTM

Texto: Diego Silva
Imagens: Diego Silva - Willian Molina

Caros seguidores, continuando nossa série de reportagens, hoje falaremos da Linha 9-Esmeralda, a preferida da CPTM. A linha é a melhor da companhia, já que é basicamente um metrô de superfície, atendendo a população da zona sul, partindo de Osasco e finalizando no Grajaú. O trecho foi construído pela Fepasa, sendo conhecido como ramal de Jurubatuba, já que na prestação de serviços, o trem seguia até lá, quando outrora fazia terminal em Pinheiros, ou mesmo em Santo Amaro. Digamos que essa seja a linha perfeita da CPTM, mas como usuário é sempre descontente e quer sempre mais, existem muitas reclamações dessa linha também...

Trem série 3000 com 4 carros: maior reclamação
A principal reclamação dos usuários dessa linha era a questão do tamanho dos trens. Até o final de dezembro de 2010, todos os trens circulavam nessa linha com apenas quatro carros (a exceção era o trem série 2100, que ajudava no pico com seis carros). Ou seja, a oferta de trens era excelente, pois contavam com doze unidades série 2000 fase II, dez unidades série 3000 e mais quatro unidades série 2100. Mas os CAF série 2100 causam um probleminha a parte: eram lentos demais para partir, e causavam atrasos nos demais. Com a retirada deles, houve a chegada dos novos CAF série 7000, que são semelhantes aos demais da linha, e com isso, houve-se a necessidade de acoplar os demais trens, para que todos tivessem oito carros. Feito isso, notou-se um detalhe bastante interessante: os trens não ´se entendiam`. Durante o processo de acoplagem, alguns trens não reconheciam que estavam com oito carros, e causava problemas para circulação. Com isso, a CPTM emprestou mais duas unidades série 7000 para a Linha 9, a fim de cobrir o buraco deixado pela falta de trens, que passavam por processo de atualização e acoplagem.

Trem série 2000 fase II: trens não se reconheceram

Feitas as acoplagens, feitos os testes, era hora de ver tudo funcionando... e eis que surge uma nova reclamação: intervalo dos trens. Supostamente com menos trens circulando, os intervalos na linha 9 cresceram um pouco, gerando insatisfação dos usuários. A lotação alcançou níveis jamais esperados, e com os trens acoplados, deu para ter uma noção de quantos usuários a linha tem. Mas nada que não possa ser resolvido, e os trens tem escoado bem a demanda. Os usuários já se acostumaram com os trens maiores, e são sempre beneficiados com melhorias. Trens novos costumam ser enviados para lá com frequencia, seja para teste, seja para uso definitivo, fazendo da Linha 9 o brilho da CPTM.

Trem série 3000 na estação Luz: Projeto Integração Centro foi a primeira experiencia dessa frota

Só um detalhe que não me agradou após a chegada dos trens em Grajaú foi a questão do vandalismo. Quando as unidades seguiam até Jurubatuba, todos os trens rodavam no mais perfeito estado. Com a extensão do serviço até Grajaú, notou-se aumento dos índices de vandalismo. Os trens série 3000 são os mais atacados, visto que são os mais rodados da linha. Mas não existe justificativa para vandalizar trens. Mas enfim... acerca disso, creio que as maiores reclamações da linha 9 sejam sobre intervalo e lotação. Mas todas as linhas estão lotadas, então... Intervalo é algo possível de se arrumar, já que não passa trem cargueiro por aquele trecho. Mas a linha 9 é a melhor da CPTM de fato.

Novos trens na estação de Jurubatuba: Linha 9 é a primeira em novidades da CPTM

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Blog completa um ano de vida

Caros seguidores, hoje é o aniversário do blog! Em 25 de fevereiro de 2010, na sala número 106 do laboratório de informática da Universidade Nove de Julho (campus Memorial da América Latina), nascia o blog ´´Diego #1742``, voltado a apresentar fotos e vídeos da CPTM feitos por mim. Tudo da maneira mais simples, com um fundo preto e algumas poucas informações, demos início aos trabalhos. Com algum tempo de vida, alcançamos as primeiras mil visitas, e com isso, começaram as mudanças estruturais. Nosso blog ganhava ligações diretas com o site da CPTM, com utilidades interessantes aos usuários, além de notícias e matérias caseiras feitas a partir de viagens e impressões tiradas da empresa. Em meados de abril/maio, aplicamos um cenário ao blog, e trocamos toda a interface. Começamos ali a nossa identidade, que começou a ganhar cada vez mais notoriedade entre os usuários e visitantes do blog. Com isso, o volume de visitas aumentou muito, e viu-se a necessidade de rebatizar a página. Entrava em ação, o Blog CPTM em Foco, que hoje aqui completa o seu primeiro ano de vida. Chegamos em 10 mil visitas muito rapidamente, e foi um fato que me surpreendeu. Com a evolução das coisas, chegamos a ter mil visitas por semana, o que rapidamente levou a alcançarmos a marca de 20 mil visitantes. Nesse mesmo tempo, começamos as obras de reestruturação visual do Blog CPTM em Foco, para deixar a página mais comunicativa e atraente.

Alguns números do nosso blog, desde sua fundação:
- Cerca de 27500 visitas desde a fundação (média de 75 visitas por dia)
- 100 matérias postadas na íntegra para apreciação
- Matéria mais lida: Eletrocarro volta a circular na Linha 8 (700 visualizações)
- Página mais vista: Frota de trens (cerca de 1900 visualizações)
- Países visitantes: Estados Unidos, Portugal, Alemanha, Reino Unido, Canadá, França, Rússia, Argentina e Taiwan.

E aqui estamos caros seguidores, repaginados, com muito mais ligações com a CPTM. Completamos um ano de vida., e essa também é uma postagem diferente: é a nossa 100º matéria no blog! Agora, temos uma nova estrutura, novos links, mais informação e facilidade para você que é usuário e fã da CPTM: cada foto que temos no blog é referente ao assunto que aborda, ou seja, cliquem em uma das imagens, e você será direcionado ao assunto de seu interesse. Gostaria de agradecer a cada um de vocês que nos visitam diariamente ou com uma certa frequencia, porque sem vocês, nada disso teria evoluído. Sofremos duras críticas, mas em contrapartida, os elogios sempre se sobressaíram, e estamos aqui, firmes e fortes, caminhando para o futuro! A vocês, o meu agradecimento especial!

Diego Silva
Administração - Blog CPTM em Foco

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Mafersa - O orgulho da indústria ferroviária nacional


Fonte: wikipedia

A Mafersa - Materiais ferroviários Sociedade Anônima - foi uma indústria construtora de trens e materiais voltados ao uso ferroviário, sediada em São Paulo.


Trem série 1100 da CPTM: enviado dos EUA pela Budd, montado pela Mafersa em São Paulo

Início e expansão
A Mafersa foi fundada em 31 de janeiro de 1944. Durante esse período fabrica rodas e eixos para as ferrovias nacionais. Devido à sua localização às margens da então São Paulo Railway, vende rodas, eixos e vagões de carga para essa ferrovia.
Em 1947, a ferrovia foi estatizada, sendo renomeada Estrada de Ferro Santos-Jundiaí. A EFSJ começa estudos de modernização de sua ferrovia em parceria com empresas americanas através da missão tecnológica Brasil–EUA ocorrida nos anos 50. Em 1957 é feito um contrato de transferência de tecnologia com a The Budd Company, sendo a Mafersa a primeira companhia industrial da América Latina a produzir carros em aço inoxidável. No mesmo ano é inaugurada a filial de Caçapava, responsável pela fabricação de truques, eixos, rodas e engates.

Trem série 1400: encomendado à Mafersa em 1976, pela então RFFSA


Estatização e auge
Após o golpe militar de 1964, a Mafersa é estatizada e inicia a produção de carros de passageiros série 800  (baseados na série Pioneer III da Budd) para a Estrada de Ferro Sorocabana e Estrada de Ferro Araraquara. Em 1968 são fabricados Trens Unidade para a EFSJ baseados na série Pioneer III da Budd.
Na década de 70, a Mafersa teve o seu auge, fabricando TUE’s para o Metrô de São Paulo em 1972 (sob licensa Budd), Metrô do Rio (em consórcio com a Villares, 1978), para a RFSSA entre 1976 e 1978, e para a Fepasa (em consórcio com a Villares, ACEC e Sorefame, 1980).

Trem série 1700: o último grande projeto da Mafersa em aço inox

Declínio
Durante a década de 80 a Mafersa sofre um duro golpe com a falência da The Budd Company, sendo que fica impedida de fabricar trens utilizando os métodos da empresa americana. Sua última encomenda utilizando esse processo foram os TUE’s 700 para a RFFSA, fabricados entre 1983 e 1987. Houve uma tentativa de utilizar um processo de fabricação francês (sob licença Francorail), mas o único projeto que a Mafersa utilizou esse processo foram as frotas C e D do metrô de São Paulo (construída em conjunto com a Cobrasma). Além disso, crises econômicas impedem o governo brasileiro (que respondia pela maioria de suas encomendas) de adquirir novos trens, o que obriga a Mafersa (e sua concorrente Cobrasma) a iniciar a fabricação de ônibus e trólebus em 1985 como um meio de diversificar seus produtos para fugir da crise econômica.
Trólebus construído pela Mafersa, atualmente na cidade de Santos (SP)

 Uma das unidades construídas pelo consórcio entre Mafersa
e Morrison-Knudsen Co.  do Metrô de Chicago.
Privatização e falência

No início dos anos 90 a Mafersa fabrica trens para o metrô de Brasília, com novo processo de fabricação (já utilizado nos trens do metrô Rio). Na mesma época a Mafersa faz parceria com a empresa norte americana Morrison-Knudsen Co. Essa parceria resulta na fabricação de 256 caixas para TUE's de aço inox para o metrô de Chicago (3200-series), 38 carros de passageiros (chamados nos EUA de Mafersa Coaches) para a Virginia Railway Express. Em 11 de novembro de 1991 a empresa é privatizada, sendo que a Refer (associação dos funcionários da Rede Ferroviária Federal) adquiriu o controle acionário com 90% das ações. Em 1994 o consórcio Morrison-Knudsen Co. / Mafersa vence licitação nos EUA que prevê a fabricação de carros de 2 andares para a Caltrans nos EUA. O contrato é cancelado em 1995 com a falência da Morrison-Knudsen Co., detentora do contrato nos EUA.
No início dessa década o governo brasileiro não faz nenhuma encomenda de trens o que leva a empresa à nova crise que atingiu o seu ápice em 1995, com a falência da parceira Morrison-Knudsen Co., com a fábrica parando a produção por três meses sendo vendida ao Clube de Investimentos dos Funcionários. No fim desse ano os 1.820 empregados foram demitidos e a dívida da Mafersa atingia R$ 2,6 milhões. A fabrica foi reaberta em 1996 com 360 funcionários e recebeu apenas encomendas de reformas, tendo reformado a antiga série 100 da EFSJ (que agora pertence à CPTM).
A filial de Caçapava atinge a marca de 2 milhões de rodas produzidas em 21 de agosto de 1998. Em maio de 1999, a empresa transferiu a tecnologia e os direitos de uso da marca Mafersa à MWL Brasil Rodas e Eixos (formada por ex funcionários da Mafersa). A matriz indústrial no bairro da Lapa em São Paulo era adquirida pela multinacional Alstom.

Trem do Metrô de São Paulo (Linha 3-Vermelha). Mafersa fez parte da grande indústria ferroviária nacional, ao lado de sua concorrente Cobrasma. Crise fez com que ambas se unissem na construção de trens do Metrô de São Paulo, na década de 1980. Na imagem, trem de fabricação Mafersa.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

CPTM - Frota de trens - Aço carbono

Trem série 4400 - Segunda frota mais antiga da CPTM
Crédito da foto: Diego Silva
Texto e imagens: Diego Silva

Na segunda parte da matéria sobre a frota de trens da CPTM, mostraremos para vocês os trens de aço carbono. Na matéria anterior, falamos sobre os trens de aço inox, desde os mais antigos aos mais novos, e agora, damos continuidade na apresentação:

Crédito da foto: Diego Silva
Trem Série 2000
O trem série 2000 foi construído em meados de 1999, para atender a solicitação da CPTM em sua nova linha (Linha E, atual Linha 11-Coral), que ficou conhecida como Expresso Leste. Foram comprados 30 trens de 4 carros, da construtora CAF espanhola, porém, as empresas Alstom e ADTranz também fazem parte do consórcio construtor. Os trens contam com ar-condicionado, assentos anatômicos e isolamento termo-acústico. Todos com padrão de metrô de superfície. Atualmente, continuam prestando serviços na mesma linha, porém, desde 2004, atendem Guaianazes x Luz, e não mais Guaianazes x Brás, como era até 2003. Esporadicamente, a CPTM estica as viagens do Expresso até Estudantes, auxiliando a população da região de Mogi das Cruzes a evitar a integração na estação Guaianazes.

Crédito da foto: Diego Silva
Trem série 2100
O trem série 2100 foi construído em 1974, e até 1997, operou nas linhas de passageiros da Espanha, pela operadora Renfe, como UT440. No final de 1997, o governo do estado de SP fechou um acordo com a Renfe, onde a operadora espanhola fez uma doação de 48 trens de 3 carros para a CPTM, apenas oferecendo os trens com a nova identificação visual. Toda a revisão mecânica e estrutural ficou por cargo da CPTM, que custou R$ 1 milhão por carro, ou seja, R$ 3 milhões por trem. Em 1998, a CPTM entregou os primeiros trens para rodarem na Linha E (na época, os trens série 2000 ainda não haviam sido licitados). Muita expectativa cercava a operação dos novos trens, que tinham ar-condicionado e música ambiente, além de assentos muito confortáveis, portas mais largas e mais conforto que os trens que por ali rodavam. A população não recebeu os trens como a CPTM esperava, sendo que os mesmos foram alvos de vandalismos inacreditáveis. Então, a empresa devolveu os trens mais antigos para a Linha E, e lançou os trens série 2100 para a Linha D (atual Linha 10-turquesa), onde, após vários testes, recebeu ótimas avaliações de perfil e desempenho. No segundo semestre de 1998, os trens espanhóis apareciam na linha D, dando um novo ar de graça nessa região, onde até hoje se encontram, prestando serviços. Por motivos operacionais, a CPTM mandou quatro unidades para a Linha C (atual Linha 9-Esmeralda), para auxiliar na oferta de trens, porém, com a chegada das novas unidades, todos foram devolvidos para a linha 10. Esses trens circulam com 6 carros, e estão todos passando por uma nova reforma, ganhando mostradores digitais e câmeras de vigilância. É possível encontrar trens iguais no Chile, Argentina, e claro, na Espanha.

Crédito da foto: Diego Silva
Trem série 4400
A frota série 4400 é a segunda mais antiga da CPTM. Datada de 1965, os trens foram construídos pelo consórcio Cobrasma - Santa Matilde - FNV. Todos os trens rodam com 6 carros, porém, com uma diferença: os motores estão no segundo carro, e não no primeiro, como é mais comum. Pode-se encontrar a mesma frota no Rio de Janeiro, sendo esse um dos melhores trens da época, pelo eficiente sistema de ventilação e pela velocidade que desenvolve. O ponto fraco é que esse trem pula muito, além de sacolejar para ambos os lados. A CPTM conta com cerca de 33 unidades de 3 carros, que desde 2010, são exclusivos na Linha 11-Coral B (Guaianazes x Estudantes), além de rodarem na Linha 12-Safira, ligando Brás a Calmon Viana. Assim como os trens série 1700, o trem série 4400 tem assentos longitudinais, ou seja, todos laterais. Atuam na CPTM desde sua fundação, e algumas unidades estão passando pela segunda reforma na administração atual.

Crédito da foto: Diego Silva
Trem série 4800
Os trens série 4800 deixaram de operar pela CPTM em 1º de maio de 2010, após mais de 50 anos de serviços prestados nos trilhos da malha oeste. Construídos em 1958, pelo consórcio Toshiba-Kawasaki-Nippon-Kinki, os jotinhas, como eram conhecidos, chegaram ao Brasil de navio, para atenderem uma encomenda da então Estrada de Ferro Sorocabana. Durante seus primeiros anos de operação, circulava com nove carros, em bitola métrica. Tais trens foram muito utilizados durante sua operação comercial, uma vez que, ao passar dos anos, a necessidade de transporte foi aumentando cada vez mais. Após duas reformas, chegou 1996, e como fazia parte da Fepasa, foi também repassado para a CPTM. Nesse tempo, os toshibas prestavam serviço na extensão operacional da Linha C, ligando Jurubatuba a estação Varginha. Já em estado precário, atendia a extensão em plataformas de madeira. Após um tempo, os toshibas foram deslocados para atender uma outra extensão: Itapevi a Amador Bueno, na Linha B (atual Linha 8-Diamante). Receberam grafites como nova pintura, num projeto entre a CPTM e grafiteiros da região, chamado Expresso Arte. Ali, sua história foi se encerrando, da maneira mais precária possível... Em seus últimos dias, sua operação era crítica. Total desconforto, muitos ruídos nas engrenagens e principalmente, falta de acessilidade tornaram a história dos jotinhas ainda pior. Para variar, em uma viagem, o trem perdeu os freios, e ficou desgovernado entre Itapevi e Santa Rita. Em outro momento, incêndio no sistema elétrico... Eis que a CPTM decide despachar três unidades para a CBTU - BA, onde em Salvador, passaram por reformas e hoje estão operando. As três unidades restantes estão em São Paulo, no pátio de Presidente Altino (Osasco), à espera de um fim. Enquanto isso, o tempo vai destruindo o que um dia já foi o orgulho de uma ferrovia... Em 2010, restaram as três unidades 4802, 4807 (essa recebeu o novo padrão CPTM) e 4808. Ambos estão desativados.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

CPTM - Frota de trens - Aço Inox

Trem série 1100: o mais antigo da frota
Acervo CPTM de Diego Silva - Créditos ao autor

Por: Diego Silva

A frota de trens da CPTM é bastante diversificada. De trens da década de 1950, ao mais moderno veículo disponível no mercado, a história da ferrovia está presente diante de nossos olhos. Ao assumir os serviços de transporte de passageiros na região metropolitana de São Paulo, a CPTM herdou uma frota bastante precária das empresas CBTU e FEPASA. Mas ao longo dos anos, com muito esforço, todas as unidades foram reformadas e modernizadas, e circulam atualmente nas seis linhas da CPTM. Vamos conhecer, nessa primeira matéria, um pouco da história de cada um dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos:

 Crédito da foto: Diego Silva
Trem série 1100
Construído em 1957, pela extinta Mafersa (Materiais Ferroviários S/A), o trem série 1100 é o mais antigo da frota da CPTM em atividade nesse momento. Essa frota, numerada inicialmente como série 101,  foi adquirida por solicitação da EFSJ (Estrada de Ferro Santos a Jundiaí), num lote de 30 trens unidades, com um total de 90 carros, entre motores e reboques. Desse lote, 30 carros foram importados montados pela Budd americana, enquanto os 60 carros restantes vieram em forma de kit, para serem montados pela Mafersa, nas oficinas da Lapa. Em 1987, esse trem deixou de ser a única série a circular na linha Paranapiacaba x Jundiaí, com a chegada do novo trem Mafersa série 700 (atual série 1700). A frota inteira foi repassada para a CPTM em 1992, onde passou por uma modernização total. As maiores mudanças foram a total remodelação do interior, e a nova máscara facial, com um design mais atraente e moderno. Atualmente, circula na Linha 7-Rubi (Luz x Francisco Morato x Jundiaí), e esporadicamente, auxilia na Linha 10-Turquesa (Luz x Rio Grande da Serra). Todos os trens rodam com 6 carros, e atualmente, apenas uma unidade de 3 carros está fora de operação. As demais 22 unidades de 3 carros prestam serviços, em 11 trens de seis carros.

Crédito da foto: Diego Silva
Série 1400
O trem série 1400 foi construído pelo consórcio Budd-Mafersa, nos anos de 1976 e 1977, atendendo a encomenda feita pela RFFSA (Rede Ferroviária Federal S/A). Semelhante aos trens série 1100, contam com unidades de 3 carros, em aço inox. A CPTM cuida dessa frota desde que assumiu a administração em 1992, e atualmente, apenas 4 unidades de seis carros estão prestando serviços. Dessas quatro unidades, três passaram por reforma e modernização (atuam na Linha 12-Safira, ligando o Brás a Calmon Viana), e uma unidade com quatro carros atua na extensão operacional da Linha 7-Rubi (Fco. Morato x Jundiaí). De sua reforma, internamente pouco mudou, porém, o maior avanço na reforma foi o aumento da cabine do operador, além da substituição de equipamentos de tração e console, tornando sua condução muito mais fácil.

Crédito da foto: Diego Silva
Trem série 1600
O trem série 1600, assim como seu antecessor série 1400, também foi construído pelo consórcio Budd-Mafersa, no ano de 1978. Possui poucas diferenças com seu antecessor série 1400, sendo que o desenho é o mesmo. A única diferença notável era a ausência da porta no meio da máscara facial. Na foto, nota-se que é a versão reformada desse trem, entregue em 2010 pela CPTM. Um fato curioso para os leigos da ferrovia paulista é que existe um trem dessa série, com máscara totalmente diferente dos demais. A unidade 1605-1606, conhecida por 1600M, sofreu um acidente em 1987, na estação de Itaquera, se chocando com outro trem da mesma série. Após ser enviado para reforma no Rio de Janeiro, retornou com uma máscara completamente diferente da série, o que faz com essa unidade seja única.
Trem série 1600M - Crédito da foto: Diego Silva


Atualmente, cinco unidades prestam serviços. Três dessas unidades estão na Linha 12-Safira (Brás x Calmon Viana), sendo uma delas com a máscara original, uma modificada (unidade da foto acima), e a terceira da primeira foto, que voltou de reforma recentemente. A quarta unidade está prestando serviços na extensão operacional da Linha 7-Rubi, com a máscara facial original, porém no padrão vermelho. Juntamente com essa unidade, está mais uma com máscara facial original, porém, no padrão metropolitano (azul), também na extensão da Linha 7-Rubi.

Crédito da foto: Diego Silva
Trem série 1700
O trem série 1700 foi fabricado pela Mafersa na década de 1980, nas fábricas de São Paulo. A encomenda desses trens foi feita pela CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), que os numerou por série 700. Nesse mesmo ano, entrou em operação nas linhas da CBTU no Rio de Janeiro. Em 1987, após um acordo entre as superintendências da CBTU de Rio de Janeiro e São Paulo, um lote de 25 trens de 8 carros são enviados para São Paulo, em troca das unidades série 900, enviados ao Rio de Janeiro. Com isso, começa a trajetória desses trens em São Paulo. Tal trem circula atualmente na Linha 7-Rubi (Luz x Francisco Morato x Jundiaí), mas já operou também na Linha 10-Turquesa (Luz x Rio Grande da Serra), sendo deslocado inclusive até Paranapiacaba. Entre 1999 e 2001, a CPTM enviou 22 unidades para reforma, sendo divididos em diversos lotes. De toda a frota, uma unidade de 4 carros foi desativada, após um acidente em Perus (Linha 7). Uma unidade de quatro carros encontra-se desativada no pátio da Luz, outras duas no pátio da Lapa. Originalmente, circula apenas uma composição de quatro carros, na extensão da Linha 7. Todas as demais circulam com oito carros e modernizadas, no padrão metropolitano. Muito se diz sobre uma nova reforma em todas as unidades, com a aplicação do novo padrão vermelho, e instalação de ar-condicionado, mas ainda são apenas boatos.


Crédito da foto: Diego Silva
Trem série 2000 fase II
O trem série 2070, ou série 2000 fase II, foi construído pelo consórcio Cofesbra (Consórcio Ferroviário Espanha-Brasil), formado pelas empresas Alstom (caixa), CAF (truques) e Bombardier (sistemas elétricos), no ano de 2007. Todas as 12 unidades de quatro carros foram construídas para circular na Linha 9-Esmeralda (Osasco x Grajaú). Todos os trens contam com ar-condicionado, assentos anatômicos e maior conforto em relação aos demais. Recentemente, todos os trens foram acoplados, e desde o final de 2010, circulam com oito carros, aumentando a capacidade de viagem.

Crédito da foto: Diego Silva
Trem série 3000
O trem série 3000 foi construído em 1998/1999, por um consórcio formado pelas empresas Siemens AG, Mitsui & Co. e SGP. Foram compradas apenas 10 unidades de quatro carros cada, todas com ar-condicionado e assentos anatômicos. No início da operação, tais trens ajudaram no deslocamento de usuários entre as estação Brás, Luz e Barra Funda, durante a época de reformas na Estação Luz. Isso se deu no projeto Integração Centro da CPTM. Após, foram enviados para a Linha 9-Esmeralda (Osasco x Grajaú). O destaque desses simpáticos trens é que os mesmos são os primeiros do país a possuírem motores de tração em corrente alternada, alimentados por inversores trifásicos controlados por microprocessadores. Uma marca inconfundível dessa frota é o som de seu motor de arranque, que lembra um instrumento musical.

Crédito da foto: Diego Silva
Trem série 5000
A frota de trens série 5000 já possui certa história nos trilhos de São Paulo. Fabricado entre 1978 e 1980, pelo consórcio CCTU (Consórcio Construtor de Trens Unidade), formado por Francorail, Societé MTE, BBC (Brown Boveri Company), Traction Cem Oerlikon e Jeumont Schneider. Tal frota foi solicitada pela Fepasa, para a então Linha Oeste (Atual Linha 8-Diamante), e nomeada como série 9000. No Brasil, o representante do CCTU foi a Cobrasma, que ficou responsável pela revisão de entrega dos primeiros trens, que chegaram montados da França, e da montagem das 80 unidades restantes. As vinte primeiras unidades (num total de 100 trens), foram totalmente fabricadas na França. Uma de suas principais novidades em vista dos demais, era o controle eletrônico de velocidade através de chopper. Na metade da década de 1980, a Fepasa renomeou toda a sua frota, e assim, os trens franceses foram renumerados para série 5000. Sua numeração passou a ser identificada como UI 5xxx, onde UI = Unidade Inox, e 5xxx a numeração dos carros. Em meados de 1992, a a operação das linhas da Fepasa foi transferida para a CPTM, mas a arrecadação das bilheterias ainda pertencia à Fepasa. Em 1996, toda a frota foi enfim transferida para a CPTM. Essa frota é a maior da Companhia, sendo que cada trem conta com 12 carros (dois trens de seis carros acoplados). De toda a frota construída, de 100 trens de seis carros, restaram para operação cerca de 40 trens de seis carros, ou 20 de 12 carros. A CPTM já licitou a compra de 36 novos trens para substituição dessa frota, e os novos trens devem chegar em meados de 2011.

Crédito da foto: Diego Silva
Trem série 5500
O trem série 5500 foi construído em 1978, pelo consórcio Eletrocarro (Budd - Sorefame - ACEC - Villares). Montados pela Mafersa, tais trens chegaram ao Brasil vindos de Portugal para auxiliarem na operação da Linha Oeste da Fepasa, e também no então Ramal de Jurubatuba (atual Linha 9-Esmeralda). Foram adquiridos 50 unidades de 8 carros, porém, com o passar do tempo, muitos foram se perdendo, e atualmente, a frota da CPTM conta com cerca de 4 unidades em padrão original. Muitos dos trens avariados foram abandonados próximos da estação Engenheiro Manoel Feio, na Linha 12-Safira. Em 2007, a CPTM licitou a reforma de algumas unidades, e solicitou a retirada e recuperação de todos os trens que estavam abandonados em Eng. Manoel Feio. Após a reforma, tais trens voltaram como...

Crédito da foto: Diego Silva
Trem série 5500 fase II
... os trens série 5550, ou, série 5500 fase II. Totalmente modernizados, com novo salão de passageiros, novo sistema de ventilação, nova máscara facial, os novos trens foram reformados pelo consórcio Bombardier-Tejofran, e circulam atualmente na Linha 12-Safira (Brás x Calmon Viana). Infelizmente, duas unidades dessa série tiveram graves problemas, sendo que uma teve queima no motor, e estão já desativadas próximo a estação Brás. Mas as demais unidades circulam diariamente.

Crédito da foto: Diego Silva
Trem série 7000
Os trens série 7000 são a mais recente aquisição da CPTM. São integrantes do plano Expansão SP, lançado pelo governo do estado na gestão 2007/2010. Foram comprados 48 trens de oito carros, em licitação vencida pela espanhola CAF. Em março/2010 foram entregues os dois primeiros trens da série, que vieram montados da Espanha, sendo um para a linha 12-Safira (7001-7004) e um para a linha 7-Rubi (7005-7008). Essa nova frota conta com ar-condicionado, assentos anatômicos, câmeras de vigilância, sistema de detecção de incêndio, sensores de descarrilamento (já retirados), e isolamento termo-acústico. Dotados de um conforto ímpar, é o que há de mais moderno no mercado de trens no mundo atualmente. Até o fim de 2011, as 48 unidades devem ser entregues, sendo que 26 delas já se encontram em posse da CPTM. O terceiro trem foi construído na fábrica da CAF em Hortolândia (SP), assim como todos os seus subsequentes.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Linha 8-Diamante recebe novos trens

 Trem série 7000 saindo de Osasco, rumo a Itapevi: Trens novos na linha 8

Texto e imagens: Diego Silva

Assim como as demais linhas da CPTM que estão necessitadas de trens, a Linha 8-Diamante recebeu essa semana três unidades novas, da série 7000, para auxiliar na operação. Os trens fazem parte do pacote de 48 unidades encomendadas à construtora CAF. As unidades contam com ar-condicionado, assentos anatômicos, detectores de incêndio e maior conforto em relação aos demais trens da linha. Só um detalhe que por hora poderá causar transtornos: o série 7000 conta com oito carros, contra 12 dos demais. Mas por hora, a operação tem sido bem sucedida.
Realizei uma viagem de inspeção hoje na unidade 7110, até Osasco. Embarquei em Palmeiras-Barra Funda, e as impressões foram interessantes. Os usuários se mostraram bastante surpresos e admirados com a chegada de um novo trem para sua linha, depois de mais de 30 anos utilizando apenas o série 5000. Nas estações seguintes, olhares espantados, e sorrisos de satisfação eram cenas comuns dos usuários. A linha 8-diamante deverá receber 36 novos trens da série 8000, também da fabricante CAF, que devem chegar a partir do segundo semestre de 2011. Com isso, as três unidades da série 7000 rodarão emprestadas até a chegada dos novos trens encomendados. Durante o dia de hoje, circulavam duas unidades, sendo que a terceira estava estacionada no pátio de Presidente Altino. Uma boa notícia para os usuários da Linha 8-Diamante, que sofrem com constantes problemas.
Trem série 7000, unidade 7110 estacionada em Osasco



SPR completa 144 anos do início de operação
Caros seguidores, hoje também comemoramos o aniversário do início de operação da SPR (São Paulo Railway). A ferrovia, conhecida como ´Santos a Jundiaí`, começava suas operações em 16 de fevereiro de 1867, ligando Santos a São Paulo, e posteriormente a Jundiaí, com ênfase principal no escoamento de café das lavouras. Hoje, o trecho compreendido da antiga SPR se divide em três: Linhas 7 e 10 da CPTM, no transporte de passageiros, e um trecho dedicado unicamente a cargas, pela MRS logística. Parabéns a todos que fizeram parte da história da SPR! 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Transporte metropolitano terá reajuste

Fonte: Site CPTM

A Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos reajustou as tarifas dos trens do Metrô e da CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos] e dos serviços de ônibus intermunicipais gerenciados pela EMTU [Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos], que passam a vigorar a partir da zero hora do próximo domingo, dia 13.

Realizada anualmente, esta atualização tarifária leva em consideração o equilíbrio econômico-financeiro da Companhia do Metrô, como empresa não dependente do governo em suas despesas de custeio. No caso da CPTM, há subsídio governamental para possibilitar que a população de renda mais baixa e moradora em áreas mais distantes do centro não seja penalizada com um custo maior dos deslocamentos.A tarifa social permite a realização de viagens de longa distância, como entre Jundiaí e Mogi das Cruzes, pagando somente um valor básico.

O bilhete unitário do Metrô e da CPTM será majorado de R$ 2,65 para R$ 2,90. Já o bilhete unitário da Linha 5-Lilás [que opera atualmente entre Capão Redondo e Largo Treze, em Santo Amaro] custará R$ 2,80.

O bilhete Madrugador Exclusivo [válido das 4h40 às 6h15 no Metrô e das 4h às 5h35 na CPTM], que custava R$ 2,40, será comercializado a R$ 2,50. O Cartão Madrugador Integrado passará de R$ 4,11 [desde a majoração dos ônibus municipais da capital, em 5 de janeiro último] para R$ 4,21.

Os cartões Bilhete Único Integrado Comum e Vale-Transporte serão reajustados de R$ 4,29 [valor de 5/1/2011] para R$4,49.

Já o Cartão Lazer [BLA-M10], que custava R$ 22,30, será comercializado a R$ R23,50. O Cartão Fidelidade M8 passará de R$ 20,30 para R$ 21,50; o M20, de R$ 48,70 para R$51,40 ; e o M50, de R$ 116,50 para 123,00.

As transferências entre Metrô e CPTM continuarão gratuitas nas estações Palmeiras-Barra Funda, Luz, Brás e Santo Amaro.


ÔNIBUS INTERMUNICIPAIS

A partir de 13 de fevereiro, serão reajustadas também as tarifas dos ônibus intermunicipais das três regiões metropolitanas do Estado - São Paulo, Campinas e Baixada Santista.

A média de reajuste das tarifas das linhas intermunicipais do serviço comum na Região Metropolitana de São Paulo [RMSP] é de 7,66%; na Região Metropolitana da Baixada Santista [RMBS], de 6,94% e da Região Metropolitana de Campinas [RMC], de 6,23 %.

As 13 linhas do Corredor Metropolitano ABD [São Mateus - Jabaquara], operadas pela concessionária Metra, terão suas tarifas alteradas de R$ 2,65 para R$ 2,90. O ônibus executivo que liga o Aeroporto Internacional em Guarulhos a diversos pontos da capital terá a tarifa reajustada em 6,5% - de R$ 31,00 para R$ 33,00. A linha suburbana que interliga a Estação Tatuapé do Metrô ao Aeroporto Internacional será reajustada em 6,06%, passando de R$ 3,80 para R$ 4,05.

O cálculo das novas tarifas levou em conta a evolução dos custos do setor de transporte coletivo nos últimos 12 meses, incluindo componentes específicos como material rodante [veículos], que aumentou 12,5 %, e mão-de-obra, com variação de 6,7 %.

O peso destes itens no cálculo do custo do transporte é de 43% para mão-de-obra, 20% para combustíveis, 24% para veículos e peças e 13% para os demais.

Em 2010 houve a incorporação de ônibus novos no sistema. Na RMSP, em quatro áreas de operação foram incluídos 419 ônibus zero quilômetro. Entraram 110 ônibus novos no sistema da RMBS e 516 na RMC. A renovação da frota oferece aos usuários mais conforto, segurança e regularidade no serviço.

REAJUSTE POR ÁREAS [Serviço regular comum]

REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO

ÁREA 1

Municípios de Cotia, Embu, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista e São Paulo. A menor tarifa será de R$ 1,95 e a maior, de R$ 5,05, dependendo da quilometragem percorrida pela linha.

ÁREA 2

Municípios de Barueri, Cajamar, Caieiras, Carapicuíba, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba e São Paulo..

A menor tarifa será de R$ 2,10 e a maior, de R$ 5,00.

ÁREA 3

Municípios de Arujá, Guarulhos, Mairiporã, Santa Isabel e São Paulo. A menor tarifa será de R$ 2,10 e a maior, de R$ 5,00.

ÁREA 4

Municípios de Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Suzano e São Paulo. A menor tarifa será de R$ 2,10 e a maior, de R$ 4,95.

ÁREA 5

Municípios de Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e São Paulo. A menor tarifa será de R$ 1,95 e a maior, de R$ 4,85.

REGIÃO METROPOLITANA DA BAIXADA SANTISTA [Serviço regular comum]

Menor tarifa: R$ 2,20; maior tarifa, R$ 8,60, dependendo da quilometragem percorrida pela linha.

REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS

Menor tarifa: R$ 2,65; maior tarifa, R$ 6,00, dependendo da quilometragem percorrida pela linha.

DADOS OPERACIONAIS

A EMTU/SP atua em 67 municípios, com população total de 24 milhões. A empresa gerencia 816 linhas metropolitanas do Serviço Regular [Comum e Seletivo] e, em 2010, transportou 660 milhões de passageiros: 544 milhões na RMSP, 62 milhões na RMBS e 54 milhões na RMC.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

CPTM cresce na pesquisa de imagem da ANTP

As três empresas vinculadas à Secretaria dos Transportes Metropolitanos, CPTM, Metrô e EMTU, subiram na avaliação positiva da pesquisa "Imagem dos Transportes Públicos na Região Metropolitana de São Paulo", divulgada nesta quarta-feira, dia 2/2, pela Associação Nacional de Transportes Públicos [ANTP]. O levantamento avalia a percepção dos usuários sobre os serviços prestados, melhorias, prioridades e a importância do setor.

O Metrô de São Paulo continua sendo o mais bem avaliado entre os seguintes sistemas de transporte coletivo: micro-ônibus, ônibus e corredores municipais, ônibus intermunicipais, trens, além dos corredores São Mateus-Jabaquara e Expresso Tiradentes. Após o Metrô, com 68% de melhorias percebidas pelos entrevistados, a CPTM foi o meio de transporte que mais evoluiu nos últimos anos, com 39%.

Para 75% dos entrevistados o transporte coletivo melhorou. Entre as razões citadas para a melhora estão: aumento de linhas [50%] e da frota [44%], economia de tempo [29%], renovação da frota [21%] e conforto [16%]. Além disso, 70% acreditam que o transporte coletivo continuará melhorando nos próximos anos.

Nesta edição da pesquisa, o uso da bicicleta aparece com destaque entre os meios de locomoção. Para 6% dos entrevistados, a bicicleta vem ganhando importância à frente de opções como ônibus metropolitanos e táxi. Além disso, a construção de ciclovias é citada por 13% dos pesquisados como uma das medidas para ajudar a melhorar o trânsito.

CPTM

A CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos] registrou aumento de 50% para 54% na avaliação positiva dos serviços prestados, enquanto a índice de insatisfação caiu de 26% para 18%. Com isso, o saldo subiu de 24% para 35%. Entre os sete serviços oferecidos pelas seis linhas, uma vez que a linha 11-Coral [Luz-Estudantes] foi divida em dois trechos, cinco apresentaram melhora na avaliação.

A Linha 7-Rubi [Luz-Francisco Morato] foi a que registrou maior crescimento no número de avaliações positivas, de 43% para 50%, e de redução das percepções negativas, de 40% para 27%. Com isso, tornou-se a linha que mais melhorou seu saldo: saltando de 3% para 22%.

Embora continue com boa avaliação na CPTM, a Linha 9-Esmeralda [Osasco-Grajaú] teve queda, de 67% para 62% no quesito excelente/bom. O índice de insatisfação subiu de 21% para 22%, resultando no saldo de 40% face aos 46% computado no ano anterior. Uma das principais razões para esse desempenho é o crescimento da demanda em cerca de 20% entre 2009 e 2010, impulsionada pelas melhorias implementadas, como novas estações, modernização das existentes e incorporação de novos trens à frota.

A Linha 8-Diamante [Júlio Prestes-Itapevi] computou crescimento positivo de 47% para 51% e redução de 38% para 28% das percepções negativas, elevando o saldo de 9% para 24%. Na Linha 10-Turquesa [Luz-Rio Grande da Serra] - a mais bem avaliada neste levantamento - o índice excelente/bom subiu de 63% para 64%, entre 2009 e 2010, enquanto que o de insatisfação caiu de 24% para 15%, resultando na elevação do saldo de 39% para 49%.

O serviço Expresso Leste [Luz-Guaianazes], na Linha 11-Coral, teve reduções de 57% para 53% na avaliação positiva e de 24% para 22% na percepção negativa, com saldo de 31% face aos 33% registrado em 2009. Já o trecho Guaianazes-Estudantes, na mesma linha, ampliou o índice excelente/bom de 51% para 55% e a percepção negativa caiu de 32% para 19%, elevando o saldo de 19% para 37% entre 2009 e 2010.

Por fim, a Linha 12-Safira [Brás-Calmon Viana] registrou avaliação positiva de 51% contra 47% em 2009 e queda do índice negativo de 36% para 27%, aumentando o saldo de 11% para 24%.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Diego Silva: 2º ano registrando a história da CPTM e do Metrô

Caros seguidores, hoje completamos dois anos fotografando e filmando a história da ferrovia metropolitana paulista! Em 04 de fevereiro de 2009, dávamos início a essa história, fazendo a primeira viagem da vida pela linha 12-Safira. Na época, haviam certas novidades, como novas estações ou a reforma de outras. Sequer contávamos com os novos trens que hoje circulam pela variante de Poá. Em 2009, na visita a Calmon Viana, encontramos uma estação bastante pacata, simples de tudo. Uma passarela de madeira, parte da plataforma também de madeira, poucos metros de cobertura nas plataformas, além da falta total de acessibilidade. Agora em 2011, encontramos uma estação totalmente nova, porém, feita nas bases da anterior, contando com elevadores, nova passarela, cobertura total de plataformas, uma nova plataforma, além de novos trens.
Pois bem, nesse meio tempo, desde a primeira saída para fotografar, vimos de tudo um pouco por esses trilhos... Participamos de entregas de estações, de novos trens, de visitas técnicas, vimos mudanças bastante radicais em determinadas linhas, sofremos com seguranças nos barrando por causa de fotografias, realizamos sonhos, conhecemos lugares, fizemos novas amizades, e ganhamos bastante espaço entre os fãs da CPTM e do Metrô em São Paulo. Hoje, dois anos após o começo de tudo, observamos como a CPTM mudou... Encontramos estações modificadas, encontramos trens reformados, novas composições, novo padrão visual, trens mais confortáveis, menor intervalo, mais confiabilidade no sistema, além de ter feito um acervo com mais de 7000 fotos, e mais 500 vídeos relativos a isso. Com isso, só tenho a agradecer a todos que me acolheram, que me conheceram, que viraram amigos, que participaram e participam dessa história que pretendo levar em frente por mais anos. Obrigado a todos que contribuem!

Diego Silva: Nos trilhos da CPTM e nos túneis do Metrô, 
dia após dia, fazendo da vida uma história ferroviária!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Como funciona a cabine de um trem


Clique na imagem para visualizar melhor
Texto e imagem: Diego Silva

Atendendo a solicitação do nosso visitante Paulo W., estamos publicando uma matéria sobre o funcionamento da cabine de um trem. Usaremos como exemplo a cabine do trem série 2100, da espanhola CAF. Apesar de ser diferente das demais cabines, os comandos são praticamente os mesmos, o que os diferencia muito pouco. Assim como os carros, os trens tem acelerador, freio, buzina... Mas claro que com algumas diferenças.
Por motivos de segurança e procedimentos operacionais, não podemos explicar a fundo todas as funções da cabine do trem, mas apresentaremos o básico, aquilo que os usuários gostariam mesmo de saber. Se falarmos de tudo, levaríamos horas, além de fazer uma confusão mental em todos que lerem essa matéria.
Pois bem, inicialmente, a comunicação é essencial entre os trens. Para isso, existe o Centro de Controle Operacional (CCO), que controla toda a circulação de trens, os sinais e as distâncias corretas entre as composições. Temos no painel de todos os trens, um rádio comunicador, ligado diretamente ao CCO.
Temos também a nossa vista, um microfone, que serve para comunicação entre o maquinista e os usuários dentro do trem.  Temos o controle de portas, que fica ao lado do volante de tração, identificado por duas chaves combinadas. Aliás, o volante de tração é onde pratica-se a aceleração e o freio desse modelo de trem. Existem cerca de oito posições no volante de tração, variando entre aceleração, freio dinâmico e freio de emergência. Acima do volante de tração, temos o velocímetro, identificando a velocidade corrente do trem no momento, e ao seu lado, um amperímetro, que serve para medir a tensão da rede. Existe uma certa tensão de eletricidade para poder movimentar o trem. Mais ao lado, temos o conhecido ATC.
O ATC (Automatic Train Control), funciona como um sistema independente de controle de velocidade do trem. Com a sinalização existente, todos os trens circulam com velocidades pré-determinadas. O ATC funciona para que essas velocidades sejam mantidas e respeitadas. Caso o trem exceda a velocidade permitida, o ATC entra em ação, cortando a tração do trem. É um sistema bastante seguro adotado pela CPTM em seus trens, que inclusive informa a posição do trem a frente, e quanto quilômetros por hora a composição deve circular. Um outro sistema bastante usado é o ´homem-morto`, que consiste em um dispositivo que apita em intervalos determinados, e caso não seja ´reconhecido`, imediatamente será aplicado freio de emergência no trem. Esse sistema é usado em caso de mal-súbito no maquinista, já que o mesmo tem de reconhecer o homem-morto, que atenta para a lucidez do operador do trem. No caso do 2100, temos ainda o painel mostrador, onde se programa os itinerários, a partir de códigos pré-determinados. Existe ainda o controle de ar-condicionado, os painéis elétricos, os comandos de pantógrafo, e outros mais, que seria complexo demais para explicar. Mas toda essa explicação é o básico para matar a curiosidade dos usuários sobre o verdadeiro funcionamento de uma cabine de trem da CPTM.

Matéria originalmente postada no Blog da CPTM, em 30 de janeiro de 2011.

Trem série 2100 - Foto: Diego Silva

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