domingo, 31 de julho de 2011

Prêmio Top Blog 2011: CPTM em Foco está entre os 30 mais votados

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Imagem: Top Blog

Caros leitores, pela quinta semana consecutiva, o blog CPTM em Foco está entre os 30 mais votados do prêmio Top Blog 2011. E tudo isso, graças a vocês, que diariamente estão conosco em busca de informações e atualizações sobre o transporte sobre trilhos de São Paulo. Mas isso não é tudo! Para mantermos nossa posição, e concorrer diretamente ao prêmio, precisamos de mais votos. Vocês que estão diariamente lendo nossas postagens, votem no blog, clicando no selo azul incorporado no canto superior esquerdo. Já votou no blog? Indique para os amigos, e peça o voto deles para o blog! Quanto mais votos tivermos, maiores serão nossas chances de irmos para o segundo turno de votação. Conto com a ajuda preciosa de todos vocês que nos acompanham!

 COMO VOTAR

- Clique no selo azul incorporado no canto superior esquerdo da página;
- Será redirecionado para a página do prêmio. Confira a imagem, e o nome do blog.
- Clique em votar. Será solicitado seu nome e email, portanto, digite seu email correto.
- Clique em Ok. Você irá receber um email de confirmação.
- Abra o email, clique no link enviado, e pronto! Seu voto foi validado!

Boas atitudes geram boas viagens

Por: Diego Silva

As pessoas que utilizam os trens da CPTM diariamente conhecem como ninguém como funciona o sistema. Todos os dias, quase dois milhões de pessoas passam pelos trens da companhia, espalhados pelas suas seis linhas, cada um com uma rotina e uma necessidade diferente. Uma situação une todas essas pessoas: a escolha do trem como meio de transporte. E sendo assim, alguns pequenos gestos facilitam e otimizam o sistema, a fim de dar o devido conforto e segurança para todos. O blog CPTM em Foco utiliza como slogan o título dessa postagem, e nesse pequeno texto, mostraremos o porque de boas atitudes gerarem boas viagens.

- Evite acidentes: não entre nem saia do trem ao sinal de fechamento das portas.
As portas do trem são automáticas, e variam de pressão de acordo com o trem. Algumas são mais fortes, outras são mais fracas, mas em toda situação, podem causar acidentes. Não embarque ou desembarque do trem ao ouvir o sinal das portas. Evite ficar preso nelas, e causar atrasos aos demais usuários e composições. 

- Evite desconforto aos demais usuários: ao embarcar, leve sua mochila nas mãos.
Quem utiliza os trens em horários de maior movimento, sabe o quanto é desconfortável alguém entrar no trem com uma mochila nas costas. Com o grande fluxo de pessoas, torna-se um incômodo sem igual. Por isso, evitem problemas e incômodos: levem mochilas, sacolas e volumes nas mãos.

- Entre e saia do trem pelo lado direito da porta.
Facilite o embarque. Quem utiliza o lado direito da porta, colabora para um embarque e desembarque seguro. Tumultos nas portas causam atrasos e desconforto. E, principalmente, aguarde a saída dos usuários para embarcar com segurança. Colabore para a segurança de todos.

- Os assentos com identificação são de uso preferencial. Respeite esse direito.
Os assentos preferenciais são um dos maiores problemas dos trens. Esses lugares são reservados para idosos (acima de 65 anos), gestantes, pessoas com deficiência ou com crianças de colo. Em caso de não haver pessoas com essas qualificações nos trens, seu uso é livre. Mas caso embarque alguém com essas qualificações, deixem os assentos livres. Eles são garantidos por lei.

- Não incentive comércio ambulante, nem dê esmolas.
Pedir esmolas e comércio ambulante nos trens são práticas ilegais. O trem é o nosso transporte, não uma instituição de caridade. Não ajude pedintes, pois muitos agem de má fé, e utilizam a sua ajuda para sustentar vícios. Não colabore com comércio ambulante, pois você não sabe qual a procedência das mercadorias. Você pode estar colaborando com o crime organizado, receptando cargas.

- Colabore com a segurança
O trem é de todos. Você paga para utilizar um serviço de qualidade. Não deixem estragarem o que é de todos. Qualquer atitude suspeita ou vandalismo, informe as equipes de segurança da CPTM, ou mande um SMS-Denúncia para 7150-4949. O sigilo é absoluto, e você colabora para um transporte cada vez melhor.

- Não sente no piso dos trens
Em caso de ocupação de todos os assentos, não sente no piso dos trens. Você pode causar acidentes aos demais usuários, além de ficar exposto à possíveis choques. Mantenha-se de pé, ou aguarde a próxima composição.

- Não segure as portas dos trens
Quem segura as portas do trem, atrasa a circulação de todos os trens, além de contribuir para o defeito das portas da composição. Na impossibilidade de embarcar, aguarde o próximo trem. Quem segura as portas, atrasa a vida dos demais usuários.
- Deixou alguma coisa cair nos trilhos?
Nunca desça na via. Você corre risco de morte. Em caso de quedas de objetos, chame um funcionário a serviço da estação. Preserve sua vida.

- O volume do seu aparelho pode incomodar os demais usuários
Não utilize aparelhos sonoros em volume que cause incômodo aos demais usuários. Trem não é discoteca, e ninguém precisa saber que tal música é a sua favorita. Utilize fones de ouvido.

- Quer saber mais sobre os serviços da CPTM, tirar dúvidas, enviar sugestões?
Entre em contato com o atendimento ao usuário: 0800 055 0121, ou pelo email usuario@cptm.sp.gov.br;
O blog CPTM em Foco também se disponibiliza para tirar suas dúvidas, além de informar os usuários.

Pratique boas ações, para um transporte cada vez melhor!

sábado, 30 de julho de 2011

Obras na Luz: fim da primeira fase


Por: Diego Silva

Com o fim das obras na Estação Luz, para troca de aparelhos de mudança de via, sentido Palmeiras-Barra Funda, a mudança agora vai para o outro lado. Durante os 44 dias de obra, a obra contemplou a troca de AMV padrão arema por padrão UIC, onde este permite a transposição dos trens em uma velocidade maior que o primeiro. Também foi realizado toda a troca de lastro, pois haviam vazamentos de óleo provenientes dos trens. Realizada a obra, o tráfego para os trens será aberto amanhã (domingo), para fases experimental. Espera-se que já na segunda-feira, seja possível passar novamente com trens pelas vias, que foram liberadas já nesse sábado. 
Agora, as obras avançam sentido Brás. O mesmo procedimento será realizado nas vias sentido Rio Grande da Serra, e os trens da Linha 10-Turquesa irão realizar as viagens somente até a estação Brás. Durante 44 dias, as viagens serão realizadas dessa forma, e os usuários que necessitarem chegar até a estação Luz, deverão migrar para a Linha 11-coral (Luz x Guaianazes). Ainda não temos a informação sobre a chegada dos trens da Linha 7-Rubi até a estação Brás, durante as obras, mas já antecipamos que a Linha 11-Coral será a alternativa principal para os usuários se deslocarem até a estação Luz.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Integração CPTM e Metrô

Integração entre as estações Pinheiros da CPTM e da ViaQuatro (Linha 4-Amarela)

Por: Diego Silva

Uma das maiores facilidades para quem usa transporte público sobre trilhos em São Paulo é a integração entre as diversas linhas existentes. A CPTM e o Metrô se encontram em diversos pontos da cidade, distribuindo melhor a demanda, e levando você cada vez mais longe, por um preço menor, e dentro de um tempo equilibrado. Conheça as integrações que você pode realizar dentro do sistema de transporte sobre trilhos:

 Linha 7-Rubi (Luz x Francisco Morato x Jundiaí)

- Estação Francisco Morato (Integração gratuita com o trem de Jundiaí);
- Estação Palmeiras-Barra Funda (Integração gratuita para a Linha 8-Diamante da CPTM, Linha 3-Vermelha do Metrô, acesso ao terminal rodoviário municipal, e ao terminal rodoviário interestadual);
- Estação Luz (Integração gratuita com as linhas 10-Turquesa e 11-Coral da CPTM, Linha 1-Azul do Metrô, e até o final do ano, com a Linha 4-Amarela, também do Metrô).

Linha 8-Diamante (Júlio Prestes x Itapevi)

- Estação Palmeiras-Barra Funda (Integração gratuita para a Linha 7-Rubi da CPTM, Linha 3-Vermelha do Metrô, acesso ao terminal rodoviário municipal, e ao terminal rodoviário interestadual);
- Estação Presidente Altino (Integração gratuita com a Linha 9-Esmeralda da CPTM);
- Estação Osasco (Integração gratuita com a Linha 9-Esmeralda da CPTM).

Linha 9-Esmeralda (Osasco x Grajaú)

- Estação Osasco (Integração gratuita com a Linha 8-Diamante da CPTM);
- Estação Presidente Altino (Integração gratuita com a Linha 8-Diamante da CPTM);
- Estação Pinheiros (Integração gratuita com a Linha 4-Amarela do Metrô).


Linha 10-Turquesa (Luz x Rio Grande da Serra)

- Estação Luz (Integração gratuita com as linhas 7-Rubi e 11-Coral da CPTM, Linha 1-Azul do Metrô, e até o final do ano, com a Linha 4-Amarela, também do Metrô);
- Estação Brás (Integração gratuita com as linhas 11-Coral e 12-Safira da CPTM, Linha 3-Vermelha do Metrô);
- Estação Tamanduateí (Integração gratuita com a Linha 2-Verde do Metrô);
- Estação Prefeito Celso Daniel - Santo André (acesso ao terminal rodoviário da EMTU).

Linha 11-Coral (Luz x Guaianazes x Estudantes)

- Estação Luz (Integração gratuita com as linhas 7-Rubi e 10-Turquesa da CPTM, Linha 1-Azul do Metrô, e até o final do ano, com a Linha 4-Amarela, também do Metrô);
- Estação Brás (Integração gratuita com as linhas 10-Turquesa e 12-Safira da CPTM, Linha 3-Vermelha do Metrô);
- Estação Tatuapé (Integração gratuita com a Linha 12-Safira da CPTM, e integração tarifada com a Linha 3-Vermelha do Metrô);
- Estação Calmon Viana (Integração gratuita com a Linha 12-Safira da CPTM).

Linha 12-Safira (Brás x Calmon Viana)

- Estação Brás (Integração gratuita com as linhas 10-Turquesa e 11-Coral da CPTM, Linha 3-Vermelha do Metrô);
- Estação Tatuapé (Integração gratuita com a Linha 12-Safira da CPTM, e integração tarifada com a Linha 3-Vermelha do Metrô);
- Estação Calmon Viana (Integração Gratuita com a Linha 11-Coral da CPTM).

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Linha 13-Jade irá até o aeroporto

Fonte: Folha de São Paulo
Imagem: Diego Silva


O trem popular prometido pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para ligar a capital paulista a Guarulhos será estendido ao aeroporto de Cumbica até 2014.
A decisão foi comunicada nos últimos dias a políticos da região e confirmada ontem pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos.
A pasta diz que a linha, a cargo da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), permitirá a viagem do Brás, no centro de São Paulo, até Cumbica em 23 minutos.
Mas o padrão do trem será comum, com tarifa hoje em R$ 2,90, intervalos de seis minutos e características semelhantes às dos demais que atendem as periferias --e que chegam a ter acima de seis pessoas por m2 nos picos.
Ou seja, não será igual à antiga proposta do Expresso Aeroporto, que foi engavetada e que previa um serviço diferenciado, mais caro, sem paradas, voltado para quem quisesse pegar um voo.

JADE
O novo trem, batizado de linha 13-jade, segue a rota já existente da linha 12-safira da CPTM entre Brás e Engenheiro Goulart, na zona leste. A nova ligação sobre trilhos começa a partir desse ponto.
Alckmin já havia prometido que faria pelo menos um trecho de 8 km da zona leste até a região do Cecap Zezinho Magalhães, em Guarulhos. Um eventual prolongamento até Cumbica, porém, era considerado incerto --por se tratar de um trem comum e desconfortável para quem tem muita bagagem.
Por ordem de Alckmin, segundo a secretaria, foi decidido fazer essa extensão de mais 3 km para que haja conexão da linha ao aeroporto.
O Estado diz que ela será atrativa, por exemplo, para 28 mil pessoas que trabalham em Cumbica --e que também deverá ser uma opção inclusive para uma parte dos passageiros dos aviões.

HORÁRIO NÃO INTEGRAL
O horário de funcionamento da CPTM, porém, não é integral -vai das 4h à 0h. Hoje há ônibus executivos de São Paulo ao aeroporto, mas com tarifa de R$ 33.
A gestão prevê licitar a linha 13-jade no ano que vem para que as obras comecem até 2013 e terminem em 2014.
O Estado não comentou a possibilidade de ela ficar pronta antes da Copa. Pela previsão original, a nova ligação só entraria em operação no segundo semestre, depois do evento, às vésperas do fim do mandato do governador.

TREM-BALA
O recente fracasso na licitação do TAV (trem-bala federal) foi um dos estímulos para a decisão de prolongar a linha popular até Cumbica.
A linha 13-jade chegou a ser estimada em R$ 947 milhões, e a gestão Alckmin já manifestou a intenção de implantá-la por meio de PPP (parceria público-privada).



CPTM em Foco antecipou notícia

Clique no link para visualizar a matéria:
http://cptmemfoco.blogspot.com/2011/07/indefinicoes-no-tav-atrapalham-criacao.html

No dia 7 de Julho, nós publicamos uma matéria sobre as indefinições do TAV, que utilizariam o possível trajeto da Linha 14-Ônix, o futuro Expresso Aeroporto. Não havíamos cogitado a possibilidade de se chegar ao aeroporto com a Linha 13, mas havíamos comentado que essa indefinição teria travado todo o projeto. Mais uma vez o Blog CPTM em Foco se antecipa na notícia, e traz para você o que é de mais importante e relevante sobre os trilhos paulistas!

Acidente de Perus - 11 anos da maior tragédia da CPTM

Imagem: Divulgação de época
Texto: Diego Silva

Há exatos onze anos, acontecia o pior acidente da história da CPTM. Na estação de Perus, da então Linha A (atual Linha 7-Rubi), uma composição foi atingida por um trem desgovernado, causando a morte de nove passageiros, e provocando ferimentos em 124 outros usuários. Até hoje, familiares das vítimas não receberam tudo o que teriam direito, e o tempo passa, sem qualquer resposta. A CPTM afirma ter feito acordos com parentes de cinco mortos. O restante briga até hoje na Justiça por algum benefício, assim como pelo menos metade dos feridos. 

Foto: O estado de São Paulo (28.07.2000)

Segundo laudo da perícia, e da sindicância realizada pela CPTM na época, foi apontada culpa do maquinista Osvaldo Pierucci, que não teria tentado calçar o trem, que começou a se locomover da estação Jaraguá. A composição, da série 1700 (unidade 1740), estava estacionada sentido Francisco Morato, e como trata-se de um trecho de descida, começou a se locomover, onde houve perda do controle. Tudo isso causado graças à uma queda no fornecimento de energia elétrica (algo que era comum na época). O procedimento padrão seria calçar o trem, a fim de evitar sua movimentação involuntária. Mas não havia calços no trem, o que fez com que a composição de construção Mafersa entrasse em movimento (seus freios não foram capazes de segurar a composição). O trem 1740 iniciou o movimento, e ganhou velocidade no trecho entre Jaraguá e Perus, que tem cerca de 5 quilômetros. Ao apontar na curva de Perus, estava estacionado o trem da série 1100 (unidade 1103-1118), que foi fatalmente atingido, sem que houvesse tempo de retirar os usuários da composição 1103, mesmo após os pedidos desesperados do maquinista Pierucci através do rádio, em comunicação com o Centro de Controle Operacional.
Durante depoimentos, o maquinista havia afirmado que tentou improvisar travas com pedaços de madeira, para evitar a movimentação do trem 1740. A comissão de sindicância da CPTM, por sua vez, informou não ter encontrado vestígios de madeira no local do acidente, e que portanto, a tentativa de frear o trem não teria acontecido.


O diretor de operações da época, João Zaniboni, disse em uma entrevista algo bastante forte, que não reflete nada: ''temos que aprender com as fatalidades''. Palavras do secretário de transportes metropolitanos, Cláudio de Senna Frederico: 'se o maquinista tivesse cumprido as normas, não teria acontecido o acidente. O trem estava parado, não foi calçado, e desceu a ladeira' (Folha Online, 12.08.2000). Mas fica a dúvida: o trem precisava ser calçado para não descer?
A CPTM atribuiu a tragédia a um ato de vandalismo. Sindicância interna apontou que houve ação direta de pessoa não identificada no destravamento dos freios de estacionamento enquanto o trem aguardava reparo. Osvaldo Pierucci chegou a ser responsabilizado por autoridades estaduais, mas a apuração foi contestada pelo Instituto de Criminalística. Laudo final do IC concluiu que a culpa pelo acidente era da CPTM. Entre as causas estava o fato de que "não havia calços adequados e disponíveis nas cabines de comando da composição".

Na época, a CPTM divulgou nota oficial com as seguintes informações:

1. Às 19h15, ocorreu, por motivos ainda indeterminados, queda da rede de alimentação elétrica dos trens, entre Jaraguá e Perus, na Linha A (Brás-Francisco Morato). O problema ocasionou interrupção na circulação de trens nas duas vias existentes, motivando o acionamento, pela CPTM, da Operação PAESE (Programa de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) para transportar, por ônibus, os passageiros no trecho afetado entre Pirituba e Perus. Simultaneamente, o Centro de Controle Operacional (CCO) da CPTM passou a operar os trens nas extremidades da linha, entre Brás e Pirituba e entre Perus e Francisco Morato.

2. Uma composição, já evacuada, permaneceu estacionada com seu maquinista e auxiliar a bordo, entre Jaraguá e Perus, seguindo os procedimentos usuais de segurança, com o acionamento de freio de serviço e de estacionamento e rodas do trem calçadas.

3. Às 21h15, o maquinista informou ao CCO que o trem estava se movimentando e tentou brecá-lo novamente. Ciente do risco de colisão com outro trem, estacionado na plataforma de Perus, embarcando passageiros com destino a Francisco Morato, tomou as seguintes providências:

- Chamou, via rádio, o maquinista do trem estacionado em Perus para que este procurasse movimentar a composição no sentido de Francisco Morato. Infelizmente, não foi possível realizar a fuga devido ao rompimento da rede aérea, provocado pelo trem desgovernado.

- Diante do perigo iminente, o maquinista do trem descontrolado, após tentativa de calçá-lo, pediu, sem sucesso, por rádio, a evacuação do trem estacionado em Perus.

- Como medida extrema, o CCO tento evitar o choque dos trens com o acionamento de chave de desvio de via visando descarrilar a composição sem passageiros. A iniciativa foi infrutífera.

4. A colisão provocou, num primeiro momento, 9 mortos e 48 feridos.

Veja uma compilação dos vídeos informativos da época:


Diante de todas as informações que tivemos acesso, tirou-se algumas conclusões:

- Os trens série 1700 não eram dotados de sistemas de freios confiáveis (tanto que em 1995, uma composição rodou desgovernada entre Vila Clarice e Piqueri)
- A rede aérea sofreu queda de energia, a terceira naquela semana. Não havia manutenção corretiva.
- O secretário de transportes foi um tanto enfático ao criticar a CPTM, jogando toda a culpa na empresa, visto que a Companhia é subordinada do estado.
- Após o acidente, medidas cautelares foram tomadas, algo que deveria ser feito com maior regularidade.

Atualmente


Atualmente, a rotina diária na estação de Perus segue, como se praticamente nada tivesse acontecido. Muitos dos usuários sequer sabem que ali aconteceu tamanha tragédia há onze anos atrás. Em visita à estação de Perus, para realização de alguns registros fotográficos para compor essa matéria, notou-se uma mera tranquilidade, com usuários em suas rotinas. Acima, a foto de um trem série 1100, igual à composição que recebeu a colisão do trem desgovernado da série 1700. A cena pode ser imaginada observando essa imagem, pois de 2000 para cá, apenas a cobertura na plataforma não fazia parte da cena trágica.


A estação foi reconstruída, usando a mesma base de antes. Não foi necessária uma obra de grande magnitude, e ainda é possível observar os prédios históricos preservados. As plataformas ganharam cobertura, e a passarela foi recolocada em seu lugar (nas primeiras imagens, é possível ver a passarela derrubada, com o impacto dos trens). O fluxo de passageiros aumentou muito desde 2000, fazendo da Linha 7-Rubi uma das mais movimentadas do sistema. Com a chegada de alguns trens novos, iniciou-se a mudança de imagem da CPTM, que investe para garantir um transporte de qualidade para seus usuários.


Os trens envolvidos no acidente de Perus foram perdidos, pois a colisão destruiu ambos. Na imagem acima, nota-se dois exemplares iguais das frotas envolvidas: série 1100 e série 1700. Esses trens não deixaram de circular em nenhum momento na Linha 7, onde prestam serviços com grande destreza. A mudança, de 2000 para cá, foi a modernização da série 1700, que passou por revisão geral, ganhando inclusive, novos sistemas de freios, mais seguros e confiáveis que os anteriores.

Fica aqui registrado mais um aniversário do acidente. O Blog CPTM em Foco deixa sua homenagem póstuma às vítimas do acidente de Perus, e os sentimentos para os familiares das vítimas.

Arnaldo Alves Santos, 39 anos;
Daniele Carachesque Vieira, 11 anos;
Elzo de Jesus Santos;
Leandro Pereira Bernardes, 20 anos;
Luiz Ferreira Lima, 44 anos;
Paulo Martuchi, 60 anos;
Redva Maria dos Santos Santana, 35 anos;
Selmo Quintal, 24 anos;
Maria Bernadete dos Santos.

As informações aqui exibidas foram digitadas de acordo com informações da Folha de São Paulo, onde seu portal exibe notícias da época. A responsabilidade do texto está, em partes, sob responsabilidade de Diego Silva, não expondo totalmente a sua opinião sobre os fatos.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Mais um trem expresso: São Paulo a Jundiaí em 25 minutos


Fonte: Rede Bom
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou que a Secretaria dos Transportes Metropolitanos está desenvolvendo um projeto para a criação de uma linha de trem expresso para ligar Jundiaí a São Paulo em 25 minutos.
O projeto do Expresso Regional, citado por Alckmin, prevê a construção de uma linha férrea paralela à usada hoje, a 7-Rubi, e ligará Jundiaí direto à Capital, sem paradas.
O anúncio foi feito em meio a uma ligação por celular ao secretário estadual dos Transportes Metropolitanos,  Jurandir Fernandes.
Durante o telefonema foi dito a Alckmin que a parada será na estação Barra Funda, em São Paulo, com integração a outros trens e metrôs.
Estima-se que até setembro seja concluído o projeto funcional. Ele dará as diretrizes de traçado, valores estimados para empreendimentos, localização de estações e pátio de apoio para operação. Segundo a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), após a conclusão desse estudo serão realizados os projetos básicos e executivo para detalhamento.
Apesar da necessidade da construção de uma nova linha, parte dela poderá ser implantada na faixa de domínio atual.
Cerca de 400 mil passageiros utilizam a linha 7 que vai de Jundiaí para a Estação da Luz. Hoje, o trajeto dura, em média, 1h50 e tem 14 paradas.
 “O projeto será uma PPP [Parceria Público Privada]”, afirma Alckmin.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Uma viagem no Expresso Turístico

Texto e imagens: Diego Silva

Depois de muitos textos e observações sobre o Expresso Turístico, eis que chegou o dia de realizarmos uma viagem nesse trem, que é um dos grandes trunfos da nova CPTM. Lançado há dois anos, o Expresso tem sido sucesso absoluto, havendo fila de espera para compra de passagens. Um de seus roteiros mais disputados é Paranapiacaba, aberto ao público em meados de 2010. O trem conta com uma locomotiva Alco, de origem canadense, e dois carros de inox, cedidos pela ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária). Além de Paranapiacaba, mais dois roteiros: Mogi das Cruzes e Jundiaí.
Nossa viagem foi no último sábado, para Jundiaí, que foi o primeiro destino a ser aberto para o Expresso Turístico. Embarcando na Estação Luz, todo aquele clima antigo de longas viagens de trem por São Paulo surgem para os passageiros, mesmo aqueles que nunca participaram de viagens desse tipo. Posso lhes dizer que também senti isso. Após o embarque, nos posicionamos no carro PI 3253 (antigo carro de primeira classe), e como manda o script nostálgico, ficamos no aguardo da partida. De repente, soou um apito, e a buzina da Alco nos avisa que chegou a hora da partida. Durante a viagem, guias vão explicando a importância histórica de cada ponto e cada estação a qual passamos. Uma viagem muito agradável, sem interrupções. Um clima bastante agradável, e que traz uma lembrança distante de como era o transporte de média distância em São Paulo.

Dentro dos carros, famílias, amigos, casais, e viajantes solitários apreciam a paisagem... Observando alguns mais 'experientes', pareceu que os mesmos estavam lembrando os tempos de ouro das ferrovias paulistas, revividos agora dentro do Turístico da CPTM. De fato, um contraste de vidas e emoções estavam dentro daqueles carros. Atravessamos toda a Linha 7-Rubi, de ponta a ponta, e o momento máximo da viagem foi a passagem pelo túnel do Botujuru. Nesse momento, solicitaram a todos que ficassem em seus lugares, para a passagem... Eis que as luzes se apagaram, e durante a passagem do túnel, o maquinista Jammil fazia brincadeiras com o farol da Alco, remetendo a uma cena de filme de suspense (carros apagados, e aquela luz forte piscando, algo muito legal de se observar). Nesse momento, estávamos no fundo do segundo carro, para filmar toda a passagem. Pouco depois chegamos à Jundiaí, onde grupos turísticos já estavam à espera dos passageiros, para realização de seus respectivos roteiros. De Jundiaí, retornamos para São Paulo, no trem metropolitano, a fim de cumprir outros compromissos. Mas fica registrado mais uma 'aventura' de Diego Silva nas dependências da CPTM. O Expresso Turístico é uma viagem inesquecível, e o blog recomenda a todos vocês. É um investimento que vale a pena, e quem puder participar um dia, vá!

sábado, 23 de julho de 2011

CPTM tem aval para tornar Expresso ABC em PPP

Fonte: Diário do Grande ABC
Imagem: Diego Silva

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos está autorizada pelo governo do Estado a buscar na iniciativa privada ajuda para desenvolver o Expresso ABC, orçado em R$ 1,2 bilhão. O Conselho Gestor das Parcerias Público-Privadas aprovou a incorporação do projeto à sua carta de negócios. A decisão foi divulgada anteontem no Diário Oficial do Estado.
Espécie de Metrô de superfície, a linha é considerada o principal plano de transporte público por trens na região e deverá diminuir o tempo de viagem entre o Grande ABC e a Capital.
Os trens do Expresso ABC, que já foi chamado de Expresso Sudeste, irão correr em paralelo aos trilhos da Linha 10-Turquesa da CPTM, que liga Rio Grande da Serra à Estação da Luz, na Capital.
Além da aprovação, o conselho determinou o início de estudos mais aprofundados e a modelagem para lançamento do edital de concorrência pública para o empreendimento. A expectativa é publicar a licitação até o fim deste ano.
Os trabalhos serão realizados pela Secretaria de Transportes Metropolitanos, com o acompanhamento das Pastas de Planejamento e Desenvolvimento Regional, da Fazenda e a Procuradoria Geral do Estado.
A ampliação dos estudos tem por objetivo garantir que o Expresso ABC seja integrado aos outros modelos de transporte público na região, mas sem prejudicar o funcionamento desses serviços.
Para isso, o conselho pediu o "detalhamento dos potenciais impactos em termos concorrencial e de complementaridade" com os ônibus intermunicipais e com o futuro Veículo Leve sobre Trilhos, que ligará São Bernardo à Estação Tamanduateí, Linha-2 Verde do Metrô.
PPP
A permissão para repartir o projeto com a iniciativa privada pode acelerar o Expresso ABC, que não parece andar na mesma velocidade dos trens e vem sendo ensaiado pela CPTM há pelo menos seis anos.
A ideia da parceria público-privada é viabilizar as demandas tradicionalmente operadas pelo Estado com a participação de investimentos de empresas e consórcios, que podem explorar comercialmente o negócio.
A Linha 4-Amarela do Metrô, que vai ligar a Estação da Luz à Vila Sônia e tem parte já em operação, é exemplo de empreendimento desenvolvido por PPP. O contrato foi assinado em novembro de 2006 e prevê investimentos de R$ 3,5 bilhões.

Serviço promete reduzir tempo de viagem
A promessa do Expresso ABC é enxugar pela metade o tempo de viagem entre Mauá e a Capital, que é feita hoje em até meia hora e deverá durar somente 12 minutos quando o serviço estiver em funcionamento.
A linha terá extensão de 24 quilômetros e seis pontos de parada, sendo três no Grande ABC e três em São Paulo - Mauá, Santo André, São Caetano, Tamanduateí, Brás e Luz.
O intervalo entre um trem e outro, para embarque e desembarque de passageiros, será de até seis minutos.
Além do aumento da velocidade média dos veículos, a prometida agilidade será alcançada também pela união desses dois fatores: menos tempo de espera e número reduzido de paradas.
Para a implementação do ramal, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos irá adquirir 11 novos trens.
Atualmente, pela Linha 10-Turquesa, que corta cinco cidades do Grande ABC, transitam diariamente cerca de 366 mil pessoas.
Até cerca de 70% desta demanda, segundo levantamento da CPTM, utiliza as estações por onde o Expresso ABC vai percorrer.
O governo do Estado estima que, juntas, as duas linhas - Expresso e Turquesa - irão transportar 626 mil passageiros por dia.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Trem vai ligar Pinheiros à Barueri em 20 minutos

Fonte: Folha de São Paulo / Blog Paparazzi Ferroviário

A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) incluiu em seu programa de investimentos um novo trem expresso, para ligar a estação Pinheiros da CPTM e do Metrô até Barueri.
Com 20,8 km, batizado de Expresso Oeste-Sul, ele prevê fazer a rota em 20 minutos, em uma linha paralela à via férrea atual, com paradas em Osasco e Carapicuíba.
O trajeto hoje leva 35 minutos, com baldeação entre duas linhas da CPTM (8-diamante e 9-esmeralda) e 11 estações no meio do caminho.
O padrão do trem é similar aos demais, mas, por parar menos, permite uma viagem mais rápida com a mesma tarifa -R$ 2,90. A expectativa é de 154 mil passageiros/dia.
Ele também possibilitará a conexão futura com uma nova extensão de trem da linha 8 da CPTM até Alphaville -inserida no plano tucano para um segundo momento.
Os projetos foram apresentados pelo Estado a engenheiros, dois meses atrás, e confirmados à Folha pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).
Segundo a estatal, serão incluídos no PPA (Plano Plurianual) de 2012 a 2015, que traça as metas do governo.
O cronograma prevê a contratação do projeto detalhado do Oeste-Sul ainda este ano, para que as obras de R$ 808 milhões bancadas pelo Estado comecem em 2013 e terminem no fim de 2015.
O diretor de planejamento da CPTM, Silvestre Eduardo Rocha Azevedo, afirma que "é um prazo viável", por ser paralelo à via atual, com poucas desapropriações.
Alckmin já havia anunciado outros dois trens expressos -continuidade do governo anterior. O primeiro, para 2012, é uma extensão do Expresso Leste até Suzano. O outro, batizado de Expresso ABC, prevê ligar em 2014 a estação da Luz até Mauá.

ALPHAVILLE
A CPTM também inseriu no plano de investimentos uma linha de trem de 9,6 km entre Carapicuíba, Barueri e Alphaville. Na prática, ela pode permitir, com baldeações, viagens para Pinheiros como para a região central.
Entre os alvos estão trabalhadores presos nos engarrafamentos. A previsão é atender 61 mil usuários por dia.
O projeto inicial da linha será licitado no final de 2011. Por enquanto, não há detalhe de traçado e estações.
O Estado tem como meta começar as obras no fim do atual mandato de Alckmin -para terminá-las até 2016.
Mas, diz Azevedo, esse prazo ainda é incerto, por depender da conclusão dos projetos da linha até 2013.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Conheça a continuação da frota 7000: Série 7500

Texto e Imagem: Diego Silva

A CPTM continua com sua renovação de frota, e mais oito trens estão chegando à São Paulo, para dar suporte à Linha 9-Esmeralda. Trata-se da Série 7500, um contrato mais leve realizado pela empresa, a fim de adquirir oito unidades de oito carros, que irão circular na zona sul. As composições são idênticas à série 7000, tendo de diferente apenas a disposição dos assentos.


Durante sessão de fotos no pátio de Presidente Altino, pudemos adentrar nesse novo trem. Observou um ar-condicionado mais forte que do seu antecessor, o que deve trazer ainda mais conforto para os usuários. Essa nova frota não traz nada de muito atraente, pois trata-se de um CAF 7000. Sua modificação principal, como citado, é o layout dos assentos, pois estes estão em menor número, e menos espalhados. Com isso, o salão de passageiros ficará mais espaçoso, e como os usuários não gostam, mais pessoas irão viajar de pé. Eu acredito que essa frota será bastante útil para a operação looping (Jurubatuba x Pinheiros), nos horários de pico, já que esta operação visa escoar rapidamente a demanda. Os novos trens estão em Presidente Altino, recebendo os últimos equipamentos, e dentro em breve, já estarão em circulação pela linha 9-Esmeralda, dando apoio aos demais trens das séries 3000 e 7000 que por lá circulam.

Assentos longitudinais: menos lugares, mais espaço

Cabine de comando - Nenhuma diferença com o CAF 7000

terça-feira, 19 de julho de 2011

Governador libera imóveis para construção da Nova Suzano

Fonte: CPTM
Imagem: Divulgação

O governador Geraldo Alckmin assinou o decreto que autoriza a desapropriação de imóveis para a reconstrução da estação Suzano da Linha 11-Coral da CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos].

A área totaliza 15,1 mil metros quadrados e foi orçada em cerca de R$ 15,7 milhões. Com o decreto assinado pelo governador, as áreas ficam declaradas de utilidade pública a fim de serem desapropriadas. As despesas com a execução do decreto correrão por conta de transferência de capital do Tesouro do Estado.

A desapropriação das áreas é um importante passo para a ampliação do Expresso Leste de Guaianazes até Suzano, prioridade nesta gestão. O Governo do Estado de São Paulo investirá R$ 37 milhões na reconstrução da estação Suzano.

Para isso, já foram adquiridos nove trens novos, cujo investimento foi de R$ 280 milhões. As novas unidades serão incorporadas à frota da CPTM, a partir do segundo semestre do ano que vem. Também estão em andamento as obras de infraestrutura, que contemplam modernização dos sistemas de sinalização, telecomunicações, energia, rede aérea, via permanente.

Com a entrega da estação de Suzano, no segundo semestre de 2012, o serviço Expresso Leste será estendido, solucionando as dificuldades de embarque existentes hoje em Guaianazes, cuja estação se tornou pequena diante do forte aumento da demanda na CPTM, nos horários de pico.

Sobre as desapropriações: a área de 15,1 mil metros quadrados declarada de utilidade pública comporta 53 imóveis, dos quais 44 comerciais, seis residenciais e três desocupados. Os proprietários, que começarão a ser notificados em breve pela CPTM, serão indenizados em dinheiro e pelo valor de mercado dos seus imóveis.

A nova estação terá 10,3 mil metros quadrados de área construída e será totalmente acessível a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. O projeto está em conformidade com o planejamento urbano do município de Suzano.

Novas instalações: além da estação Suzano, também está sendo reconstruída a estação Ferraz de Vasconcelos. Com as novas instalações, os usuários terão mais conforto e comodidade. Ambas terão plataformas cobertas, escadas rolantes e todos os itens de acessibilidade [elevadores, piso e rota táteis, comunicação em Braille, corrimãos e rampas adequadas]. Além de banheiros públicos comuns, também terão sanitários exclusivos para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Haverá passarela de transposição à via férrea, em área não-paga, aberta 24 horas e iluminada

sábado, 16 de julho de 2011

Obras de modernização alteram circulação no final de semana

Fonte: CPTM
Imagem: Diego Silva

Neste fim de semana [16 e 17], a CPTM realiza obras de modernização e intervenções de manutenção em horários e trechos específicos, alterando a operação dos trens nas linhas. Os trabalhos serão realizados em horários de menor movimentação, a fim de gerarem o menor impacto possível aos usuários. Veja como fica a operação em cada linha:

Linha 7-Rubi [Francisco Morato - Jundiaí]

Das 8h às 18 horas do domingo [17], a CPTM realizará a substituição de trilhos na região da estação Botujurú. Por esse motivo, os trens circularão com intervalo médio ampliado.

Linha 8-Diamante [Júlio Prestes-Itapevi]

Das 18 horas até o fim da operação comercial do sábado [16], será realizada a implantação e manutenção de componentes do sistema de energia e via no trecho entre as estações Palmeiras - Barra funda e Lapa, ocasionando maior intervalo médio entre os trens naquele trecho. E no domingo [17], das 8h às 20h, haverá serviços de infraestrutura no trecho que compreende as estações Barueri e Jandira. Em razão disso, os trens circularão com intervalos ampliados entre as estações Barueri e Itapevi.

Linha 9-Esmeralda [Osasco-Grajaú]

Das 22 horas de sexta-feira [15], até o fim da operação comercial, a CPTM irá realizar implantação de componentes do sistema de energia na região de Pinheiros, com intervalos ampliados entre as estações Hebraica-Rebouças e Osasco.

A partir de 4h00 de sábado [16], até as 18h00 deste mesmo dia, a CPTM realizará a implantação de equipamentos de via, com intervalos ampliados entre Pinheiros e Osasco. Após as 18 horas de sábado [16], ocorrerá também a substituição de trilhos na região de Osasco, por este motivo os trens da Linha 9 estarão retornando da estação Presidente Altino, com intervalos ampliados entre as Presidente Altino e Pinheiros.

Durante toda operação comercial de domingo [17], a circulação dos trens será realizada com maior intervalo médio entre as estações Osasco e Pinheiros, para implantação de equipamentos de via na região de Pinheiros.

Linha 11-Coral [trecho Guaianazes-Estudantes]

Das 18h do sábado [16], até o final da operação comercial, do domingo [17], haverá manutenção no sistema de via entre as estações Ferraz de Vasconcelos e Antônio Gianetti Neto. Os serviços acontecem também no domingo [17], das 8h às 18 horas, entre as estações Ferraz de Vasconcelos e Guaianazes. Em razão disso, os trens circularão com maior intervalo médio.

Linha 11-Coral [trecho Guaianazes-Luz]

A partir das 4horas do domingo [17] até o fim da operação comercial, a CPTM realizará a implantação de componente do sistema de energia, na região da estação Tatuapé. As intervenções ocasionarão maior intervalo médio maior entre os trens.

Linha 12-Safira [Brás-Calmon Viana]

Das 18 horas do sábado [16], até o fim da operação comercial domingo [17], acontecem serviços de manutenção no equipamento de via no trecho entre as estações Engenheiro Manuel Feio e Jardim Romano. Por conta disso, os trens circularão com maior intervalo médio.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Conclusões após o acidente

Imagem: Portal G1
Texto: Diego Silva

A bruxa anda solta nas ferrovias brasileiras nas últimas semanas. Diversos acidentes aconteceram num intervalo muito baixo de tempo, algo que chega a assustar a mim, e a todos nós que acompanhamos ferrovia. Dias atrás, uma colisão frontal na MRS Logística deu fim à 3 locomotivas C44Emi. Dias depois, a ALL sofreu um descarrilamento de 11 vagões de milho em Eng. Marsilac. Antes de ontem, a Supervia noticiava o choque de dois trens em Queimados. Ontem, foi a nossa vez: colisão de trens na estação Palmeiras-Barra Funda.
Depois de muita conversa, apurando o que havia acontecido, chegou-se à conclusão de um erro na sinalização de via. O trem acima, com apenas 15 meses de circulação, colidiu com um trem da série 1700 (1717) à cerca  deixando 42 pessoas feridas, por volta das 13h30. Algo completamente fora do comum, afinal, a CPTM possui um índice relativamente baixo de acidentes dessas proporções. A composição da série 7000, que foi vista em sua primeira viagem comercial em 08.04.2010 por nós, praticamente teve seu fim decretado.
O estrago na composição foi de proporções assustadoras. Completa destruição da máscara facial, e comprometimento das estruturas. As mídias mostraram as cabines intermediárias, e um detalhe que chamou muito a atenção: os engates cederam, e as cabines quase entraram uma na outra.

Cabines intermediárias também se chocaram: engates cederam, condenando o trem (foto: Portal R7)

Tudo bem, não tivemos mortos, e trem é algo que se recupera. Esse é o ponto mais importante de todos. Mas uma questão fica aberta: o que aconteceu? Falha de maquinista ou falha dos sinais? Uma colisão a 40 km/h... Conheço bem esse trem da série 7000, e todos sabemos que ele tem um freio dos mais eficientes. Não vou bancar o técnico aqui, porque não tenho cacife para isso, mas algo muito errado está por trás disso.

Mas o que me fez criar essa postagem, informal diga-se de passagem, foi algumas conclusões que tirei depois desse acidente. A começar: sinalização. A CPTM pretende trocar toda a sinalização das vias, para os sistemas CBTC e ATO. Tivemos problemas graves relativos ao CBTC na Linha 2-Verde do Metrô, e eu não acho um sistema seguro e confiável o suficiente para implantar em trens metropolitanos. O sistema ATO é utilizado atualmente no metrô, e mostra-se eficiente para redução de intervalos.
Um segundo ponto: na minha visão de usuário e admirador da CPTM, eu acredito que a empresa não estava pronta para receber um trem com essa tecnologia e porte. Temos 19 anos da fundação da CPTM, e muito se evoluiu nesse tempo. Mas o CAF 7000 é um passo grande demais para a empresa. Claro, oferece o devido conforto que o usuário merece, e é um verdadeiro metrô de superfície. Mas talvez não fosse a hora ainda. Eu tenho certeza que muitos vão discordar da minha visão, e não tiro a razão de ninguém, mas achei necessário expor também o que penso. O trem foi duramente criticado pelos usuários nos primórdios, mesmo sendo um 'avião sobre trilhos'. Quem olha para o passado da CPTM, e olha hoje, nota a gigantesca evolução. Mas infelizmente, esses trens não estão tendo sorte. É o terceiro CAF 7000 que deixa de operar por acidente. O primeiro foi a unidade 7001, descarrilada em São Miguel Paulista, e até hoje imobilizada. Depois, a unidade 7025, que foi atingida por um série 1100, rasgando a lateral da máscara. E agora, a unidade 7005-08.

Já se fala em perca total dessa unidade, e não vejo muito o que fazer na mesma. Estive na Lapa, e conferi de perto o que aconteceu com esse trem. Com toda a sinceridade, é algo que não tem recuperação. Um completo estrago. A estrutura dos carros recebeu o impacto, e em alguns pontos, está torta. Eu acredito que esse trem não mais voltará a circular pelos trilhos paulistas. E é importante a CPTM se mexer para repor essa perda, aproveitando que a linha de produção na CAF está a todo vapor, pelas encomendas feitas pela própria CPTM. No mais, prezados, é isso. Seguimos à vida normal.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Acidente com dois trens trava Linha 7-Rubi

Fonte: G1

Pelo menos 14 pessoas ficaram feridas no início da tarde desta terça-feira (12) depois que dois trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) se chocaram na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo. A informação é da assessoria de imprensa da CPTM, que ressalta que nenhum dos feridos está em estado grave.
O acidente ocorreu pouco depois das 13h30. Segundo a CPTM, entre as vítimas há uma mulher com suspeita de trauma na região do tórax. Os feridos foram levados para hospitais da região.
De acordo com a CPTM, um trem que circulava pela Linha 7-Rubi (Luz-Francisco Morato), no sentido Luz, bateu em outro que estava parado mais à frente, aguardando a sinalização para seguir viagem rumo à estação Luz.
“Alguns passageiros que estavam de pé perderam o equilíbrio, o que pode ter gerado quedas ou escoriações leves”, diz o comunicado da CPTM. Por causa do acidente, a circulação na Linha 7-Rubi ocorre alternadamente por uma única via, na região da estação Palmeiras/Barra Funda, aumentando o tempo de intervalo entre as composições. A CPTM informa ainda que abriu sindicância para apurar as causas do choque.

Trens batem na estação Palmeiras-Barra Funda

Fonte: R7

Dois trens bateram no início da tarde desta terça-feira (12) na estação da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. Há informações de feridos, mas não foi informado quantos. Segundo o Corpo de Bombeiros, oito viaturas da corporação foram encaminhadas ao local.

Segundo a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) o acidente ocorreu por volta das 13h40. Um trem que circulava pela linha 7-Rubi (Luz-Francisco Morato), no sentido Luz, foi de encontro ao outro que estava parado à frente, aguardando a sinalização para seguir viagem rumo à estação Luz.

A CPTM esclarece que não houve feridos com gravidade. No entanto, alguns passageiros que estavam de pé perderam o equilíbrio, o que pode ter gerado quedas ou escoriações leves. Os agentes da estação estão mobilizados no atendimento dos usuários.

Neste momento, a circulação na linha 7-Rubi ocorre alternadamente por uma única via, na região da estação Barra Funda, o que causa maior intervalo entre os trens.

Uma sindicância vai apurar as causas da ocorrência.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Simulador de trens agiliza formação de novos maquinistas

Fonte: Jornal Senai CPTM
Imagens: Diego Silva


A responsabilidade de ter que operar uma máquina tão grande quanto um trem não é nada simples. Os usuários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) colocam sua confiança nos maquinistas para chegar ao seu destino em tempo e segurança. Por causa disso o processo de capacitação desses funcionários não pode ter sua base apenas em teoria. Com o intuito de preparar e atualizar os operadores de trens às séries mais atuais, a CPTM adquiriu dois novos simuladores de tecnologia de ponta.

Em um projeto idealizado no ano de 2006, o Centro de Formação Profissional “Engº James C Stewart” sugeriu a aquisição dos simuladores de trem. Isto aconteceu juntamente com a chegada dos novos trens da série 7000, que estavam em processo de compra entre a CPTM e a empresa CAF (Construção Auxiliar de Ferrovia).
Os simuladores foram fornecidos pela Lander, uma empresa espanhola que cria, especificamente, simuladores de uso civil como trens e navios. A principal função desses simuladores é servir como ferramenta de ensino integral, simulando situações adversas e estimulando uma abordagem sistemática do operador. Cada um deles teve um custo de 5 milhões de reais. Um deles estái para o CFP “Eng° James C. Stewart”, na Lapa, e o outro para o prédio administrativo em Presidente Altino, Osasco.

Cabines são realistas, e simulação é completa


Com o mapeamento das áreas de circulação e apoio do Centro de Controle Operacional, foi possível reproduzir as linhas 7 ( Luz – Jundiaí), 8 (Júlio Prestes-Amador Bueno), 9 ( Osasco- Grajaú ), 10 (Luz- Rio Grande da Serra), 11 (Luz-Estudantes) e 12 (Brás- Calmon Viana).
O processo de filmagem das vias e estações foi longo e durou cerca de dois anos para capturar detalhes das vias e estações. O simulador possui as características das séries 2.000, 2.000 fase II, 2.100, 3.000 e 7.000.
Cada uma das unidades possui duas cabines equipadas de forma que se pareça o máximo possível com o painel verdadeiro. Há também um posto destinado ao instrutor do exercício (PI), que permite escolher o trajeto, inserir obstáculos e comunicar-se com a cabine; e ainda um posto de observação (PO) que permite aos demais alunos visualizar o colega em atividade.

 Posto de observação

Por meio de uma tela projetada em frente da cabine de simulação, o aluno tem noção do caminho feito pelos trilhos. A partir de uma determinada rota, o instrutor pode confrontar situações problemas e orientar o aluno para elas: pessoas no caminho, pedras muito grandes, chuva e neblina são alguns dos casos com que a pessoa, por trás do painel, pode se deparar.
Em suma, notamos que a tecnologia está cada vez mais avançada e a CPTM acompanha essa evolução. A aquisição dos novos trens e simuladores mostra que estamos vivendo uma realidade diferente, que nos remete a buscar novos horizontes.

Que fim levou o Projeto Integração Centro?

Texto e imagem: Diego Silva

Pouco depois da virada do século, a CPTM anunciava com muito ênfase o projeto Integração Centro, que ligaria cinco de suas seis linhas ao centro de São Paulo. Em folhetos da época, essa integração era conhecida por Linha I. O Integração Centro teve seu princípio com a total modernização da Estação Luz, desde as obras de integração subterrânea com o Metrô, até a chegada do Expresso Leste, em 2003. Na realidade, o projeto Integração Centro nada mais é do que aproximar, ou centralizar mais propriamente dito, as linhas principais da CPTM na região central (leia-se Brás, Luz e Palmeiras/Barra Funda). O projeto, por sua vez, ainda não está concluído, por conta de obras essenciais a seu funcionamento. Para interligar essas três estações, é necessário substituir toda a via permanente existente, toda a sinalização, e principalmente, obter o menor intervalo possível entre trens (a CPTM trabalha com um horizonte de 3 a 4 minutos). Quando tudo estiver concluído, a estação Palmeiras-Barra Funda será o terminal das Linhas 10 e 11, algo que é extremamente necessário e funcional, com a finalidade de desafogar a estação Luz. A Linha 8, por sua vez, deverá fazer terminal na estação Brás, eliminando de vez a estação Júlio Prestes do trajeto. O Expresso Leste deverá ser o primeiro a chegar na estação Palmeiras-Barra Funda, pois o seu projeto original abrange o atendimento desse serviço entre esta estação e Suzano, onde também deverá chegar a linha 12-safira.
Não pensem que o projeto foi esquecido ou arquivado. Acontece que uma obra assim não pode ser feita da noite para o dia, e claro, há de se considerar que a demanda cresceu a taxas chinesas. Atualmente, as obras para troca de aparelhos de mudança de via na estação Luz tem sido um verdadeiro desafio para a CPTM, que realiza a obra sem interferir na operação dos trens. Após essa obra, será possível transpor trens muito mais rapidamente entre Palmeiras-Barra Funda e Luz, e como promete o folheto informativo, reduzir o intervalo das viagens, visto que na região da Luz, é o trecho onde os trens mais demoram para fazer a volta de comando. Há muito o que fazer por aqui, mas quando tudo estiver pronto, a CPTM terá uma grande vantagem, e quem ganha com tudo isso, é você, usuário!

domingo, 10 de julho de 2011

Trem série 2100 - Um espanhol com histórias para contar

  
Trem série 2100 em Presidente Altino: frota doada pelo governo espanhol

Por: Diego Silva

A frota série 2100, conhecido por muitas pessoas como 'trem espanhol', foi a primeira aquisição da CPTM, durante sua gestão. Em meados de 1997, o governo espanhol disponibilizou 68 unidades de 3 carros, para aquisição de algum cliente interessado, das então frotas 440R, que estavam fora de serviço na região de Barcelona e Madrid. Durante a disposição, o governo chileno arrematou 20 unidades, e o governo de São Paulo adquiriu 48 unidades. As unidades são do ano de 1974, dotadas de caixas em aço carbono, sistema de ar-condicionado, e um eficiente sistema de freios. Durante seus anos de serviço na Espanha, essa frota foi utilizada à exaustão para serviços de média e longa distância (ou tren de cercanías, como se chamam por lá). Em sua chegada ao Brasil, essa frota foi muito noticiada, pois era o primeiro grande passo da CPTM rumo à reconstrução do sistema de transporte sobre trilhos paulista. Nessa postagem especial, contaremos um pouco sobre a história desse trem, que é o mais confortável da CPTM:


Unidade 440, em seu formato original: dois carros, um reboque e um motor

No início dos anos 1970, os serviços regionais e suburbanos espanhóis eram oferecidos pela operadora Renfe, cuja velocidade e conveniência tornaram-se obsoletos, mas o número de unidades era pouco, se comparado com a necessidade de transporte diária, e o conforto para seus passageiros não atendia um nível mínimo exigido. Neste contexto histórico, e tendo em mãos o Plano Estratégico de 1972, a Renfe procurou chegar aos 140 km/h nas linhas principais da rede, visando assim aproximar-se assim, dos grandes centros urbanos. Com isso, a empresa adquiriu um total de 255 unidades da série 440, assim que estes trens foram equipados com um motor potente para atingir a velocidade desejada e obter uma boa aceleração.

UT440 já com três carros (autor desconhecido)

A concorrência para a entrega das 30 primeiras unidades em formato Mc + RC (Carro motor com cabine + carro reboque) foi vencida pelo consórcio formado pela Westinghouse CAF, SA Espanha (WESA), que seria responsável por fornecer a maior parte da série, devido a sucessivos contratos que exigiam mais unidades (segundo contrato, que incluiu do 440-031 até 440-058 em formato Mc + R + RC, e reboques intermediários para as primeiras 30 unidades foi entregue antes da pré-produção das unidades). Nem a CAF nem a WESA possuíam condições de enfrentar essa carga de trabalho, por isso, foi necessário recorrer aos demais ganhadores da concorrência (Macosa e GEE de um lado, e MTM de outro), as quais se encarregariam de fabricar grande parte dos carros reboques (intermediários e carros-líderes), assim como os truqes, ficando sempre a cargo da CAF os carros-motores e seus truques. Dado que o departamento de indústria e desenvolvimento da CAF não contava com experiência suficiente para criar um produto próprio, o desenho geral das caixas dos carros e dos truqes foi subcontratado ao fabricante suíço Schindler Waggon, de Prattlen, enquanto que o equipamento elétrico foi construído sob licença da Mitsubishi Electric Company, sendo este equipamento uma variante reduzida e compacta em vista dos que eram construídos para locomotivas locais. Um total de 255 unidades foi entregue em vários lotes, e até meados de 1985 ainda chegavam novas unidades, sendo que cada novo lote tinha algumas diferenças de tipo estético ou técnico.

UT440-125 - Segundo Lote, em Valladolid (Espanha), foto de Carlos Olmos

Com esses trens, o conforto dos viajantes também aumentou: dispõem de quatro grandes plataformas de piso baixo (versão espanhola) para entrada e saída de cada carro, um novo sistema de suspensão a ar, assentos confortáveis (substituídos a partir do segundo lote), equipamentos auxiliares para alimentação do trem e diversas outras melhorias, bem como freios magnéticos e eletromagnéticos (patim).
Entre o final de 1980 e começo de 1990, os serviços suburbanos precisavam mais e mais de unidades para prestação de serviços, porque as unidades que estavam prestando tais viagens regionais, foram modificadas para esse serviço, enquanto que, para os regionais, foram colocados trens elétricos mais antigos, como o série 432. Graças a chegada das novas séries 450 e 446, foi possível liberar algumas destas unidades para realizar uma profunda reforma, onde houve renovação estética, retirando as divisórias internas e deixando cada carro como um único salão de passageiros, adicionando teleindicadores internos e externos, sistema de áudio, novas portas e novo ar-condicionado.

UT440-159 (versão reformada) - St. Vicente de Calders (Espanha). Foto de J. Guti

Entre 1996 e 2005, foram vendidas um total de 68 unidades, sendo 20 para o Chile e 48 para o Brasil, que somado ao total de trens baixados (seis unidades), deixam 181 trens, que seguem sendo fundamentais nos serviços regionais da operadora Renfe. Desse total, apenas 21 seguem sem reforma.

UT440 no Chile, como Metrotren. Foto de Jorge Iturra

UT440R Concepción - modernizado pela Metrotren (autor desconhecido)
Em setembro de 2000, o primeiro trem dessa série, unidade 440-001 foi baixada no pátio suburbano da Renfe, formada pelos carros 001M, 022R e 001C, sendo preservada pelo Museu do Trem e cedida para a ASVAFER (Associação dos amigos do trem de Valladolid), que tinha previsto reconstruir o carro-motor e repintar a unidade com o esquema original de cores (azul e amarelo) enquanto fosse possível. A unidade ficou estacionada no interior do TCR de Valladolid (pátio), para evitar vandalismos e degradações, na expectativa de poder efetuar a reforma necessária para que a unidade apresentasse de novo seu aspecto primário. No iníco de 2005, a unidade foi recuperada pela Renfe, para retirada do carro reboque intermediário, e incorporado em outra unidade, cujo destino era a importação (Chile). Os carros 001M e 001C ficaram separados dentro do TCR, onde estão atualmente num estado de conservação lastimável. Não parece que exista a menor intenção dos administradores e entidades em recuperar esses carros para sua restauração e exposição estática, pelo que planejam, cada vez mais, a sombra do desmanche.
NO BRASIL
 Desembarque dos carros espanhóis em Santos (autor desconhecido)

Carros espanhóis prontos para o translado Santos x São Paulo (autor desconhecido)

Como citado na abertura da matéria, a CPTM adquiriu, através do governo do estado de São Paulo, 48 unidades de 3 carros dos trens UT440 da operadora Renfe, posteriormente renumerados como série 2100. Tais trens foram destaque por serem a primeira aquisição da CPTM, sendo dotados de caixas em aço carbono, ar-condicionado, quatro portas em cada carro, suspensão a ar, e um conforto ímpar. Na época de sua aquisição, essas unidades seriam para utilização no novo serviço da CPTM, o Expresso Leste (atual Linha 11-Coral). As unidades chegaram com grande destaque, e nos primeiros dias de circulação, sofreram vandalismos cruéis por parte da população da zona leste de São Paulo, que até então utilizava trens de aço inox sem qualquer conforto e segurança. Com o índice de vandalismo nos novos trens, a CPTM inteligentemente retira todos os novos trens dessa linha, e começa a realizar testes em outras linhas, tais como as linhas A (até então ligando o Brás à Francisco Morato), C (até então ligando Osasco à Jurubatuba) e D (ligando Luz à Rio Grande da Serra).
 Trem série 2100 prestando serviços no Expresso Leste (Foto de Ricardo Toshima)

Após os testes, o trem série 2100 respondeu muito bem na Linha C, onde algumas unidades foram enviadas para utilização experimental da população. Nessa linha, o trem circulava ora com 3, ora com 6 carros, auxiliando nos horários de vale e de pico. Até meados de 2010, ainda era possível encontrar esses trens em circulação nessa linha, principalmente no horário de pico. Na Linha D, o trem também recebeu boas avaliações, e a CPTM entendeu por bem enviar as demais unidades para esse trecho, uma vez que o trem foi bem avaliado em todos os quesitos, e também pela distância das estações ser considerada alta, em vista do trem ser de distâncias médias e grandes.

Trem série 2100 na estação Grajaú (Linha 9-Esmeralda) (autor desconhecido)

Porém, um fato curioso até hoje é história entre os admiradores desse trem: durante os testes na Linha A, uma unidade sofreu um super-aquecimento nos freios, na saída da estação Vila Clarice, um trecho de descida bastante íngreme, vindo a acontecer um pequeno incêndio. Após isso, raras vezes o 2100 chegou a ir novamente até o extremo da atual Linha 7-Rubi. Um dos maiores problemas para esse trem chegar até o extremo é o seu gabarito, e a pouca força de arranque. Por se tratar de um trem de viagens, os motores não são dotados para vencer rampas difíceis, o que torna totalmente inviável sua operação em trechos com essas características.

Trem série 2100 nas proximidades da estação Jaraguá (Linha 7-Rubi)

Durante testes na extensão da Linha 7. Na imagem, chegando em Jundiaí

Em 1998, o trem série 2100 estreava na Linha D, trazendo um novo conceito em transporte de passageiros para os usuários do ABC paulista. Um detalhe que muitos usuários ainda se lembram era o de música ambiente. Era possível realizar uma viagem entre Rio Grande da Serra e Luz, num trem confortável, com ar-condicionado e música ambiente, fato jamais imaginado pelos usuários dessa linha até anos atrás. O ´trem azul` era aclamado pelos usuários da Linha D, e por muito tempo foi avaliado como ótimo, e durante alguns meses, ainda dividia trecho com o trem série 1100, seu antecessor, que posteriormente viraria seu reserva imediato em caso de avarias. Mas como sempre tem alguém descontente, logo começaram os índices de vandalismo, obviamente em menor número do que os eventos realizados na zona leste.
 Trem série 2100 em Campo Grande, em uma de suas raras viagens à Paranapiacaba (Foto de Ricardo Koracsony)
OS ACIDENTES
Unidade 2139, durante acidente em Mauá
1. Mauá
O trem série 2100 sofreu poucos acidentes durante sua vida na CPTM. Normalmente, os eventos aconteceram propositalmente, por usuários mal intencionados. Um dos primeiros que se teve notícia foi em Mauá, quando uma unidade que estava correndo sentido Rio Grande da Serra foi descarrilada por um dormente deixado na via. Com o impacto, o trem saiu dos trilhos e atingiu uma catenária. O maquinista e alguns usuários sofreram ferimentos, mas ninguém morreu.

Acidente da unidade 2129 com um vagão de açúcar em Rio Grande da Serra

Unidade 2129 acidentada em Rio Grande da Serra - 2002
 Trem ficou imobilizado por certo tempo no pátio da Luz

2. Rio Grande da Serra
Também em 2002, um acidente de maior proporção ocorreu em Rio Grande da Serra. Às 06h da manhã, uma unidade saía de Rio Grande da Serra com destino à estação Luz, quando encontrou um trem cargueiro no sentido contrário. Durante o cruzamento, um dos vagões carregado de açúcar descarrilou, atingindo de frente o trem, de prefixo 2129. O maquinista não se feriu, mas alguns usuários foram lançados dentro do carro, sofrendo ferimentos leves. Essa unidade ficou imobilizada por muito tempo, para reforma e reconstrução da máscara. Atualmente, está acoplada com a unidade 2139.

Acidente de Utinga (foto: Portal Terra)
3. São Caetano
O caso mais recente de acidentes, foi bastante improvável. Um ônibus caiu de um viaduto, entre as estações São Caetano e Utinga, permanecendo na via. A unidade 2136, que vinha correndo sentido Rio Grande da Serra, atingiu o ônibus, trazendo mais pânico para os usuários do veículo, que permaneciam no interior do ônibus. O maquinista do trem 2136 notou que havia algo a frente da composição, uma vez que vinha correndo à 90 km/h, que é a velocidade permitida no trecho. Em um reflexo, o maquinista acionou todos os freios da composição, inclusive o freio de emergência, que foram muito efetivos, fazendo com que o impacto com o ônibus fosse numa velocidade próxima de 10 km/h. Se o maquinista não tivesse realizado essa manobra, e tivesse atingido o veículo na velocidade de cruzeiro, esse acidente poderia ter sido de proporções muito mais graves. A unidade 2136 passa por reparos, nesses últimos dias, e deve voltar à circulação nas próximas semanas.

Unidade 2136, após o acidente
REVISÃO GERAL 
 Unidade 2125-2123: a próxima unidade que seguirá para a revisão geral

Chegado um certo tempo, os trens necessitam passar por uma revisão geral, para verificação de todo a sua composição. Nessa hora, o trem inteiro é desmontado, para ser inspecionado peça por peça, e os componentes que não estiverem em boas condições, são substituídos. No caso dos trens série 2100, ao alcançarem o limite de 1 milhão de quilômetros, as unidades estão sendo imobilizadas para suas respectivas revisões gerais, a fim de ganharem uma vida útil de pelo menos, mais 20 anos. Em uma matéria explicativa sobre revisões gerais, também postada semanas atrás, o escolhido foi o trem série 2100, e aproveitando toda a atualização dessa postagem, trago novamente para vocês como funciona toda a modernização do trem.

Unidade 2131 desmontada para revisão geral

Carros da unidade 2131 separados

Depois de retirado todos os componentes (ar condicionado, caixas de bateria, compressores de ar, instalações elétricas, truques, motores e demais presentes). Cada um dos componentes vai para uma área, para sua respectiva revisão. Além da revisão, os componentes que não tiverem mais condições de uso, são substituídos por novos equipamentos. As janelas também são retiradas, para instalação de novas placas de policarboneto (as janelas dos trens não são de vidro). Todo o trem se transforma em diversas peças. No caso do trem série 2100, a caixa de aço carbono é lixada, limpa, e passa por calderaria, onde a mesma é analisada em busca de trincas e rachaduras que possam comprometer sua vida útil. Após isso, ela é recuperada, numa funilaria.
 Unidade 2128 recebendo reforços estruturais
 Unidade 2128 com chapas laterais reforçadas

Salão de passageiros totalmente desmontado, para reforço de estruturas

Toda a parte elétrica do trem é remontada, ganhando novo cabeamento juntamente com novos contatos. Os motores são revisados também, e em caso de problemas mais graves, são substituídos por outros anteriormente revisados ou estocados por segurança. Truques e engates são retirados para análise, em busca de falhas e trincas que possam causar acidentes graves em caso de quebra dos componentes.
 Unidade 2134 após reforços estruturais, aguardando serviço de funilaria para ganhar a nova identificação da CPTM

Após esses processos, o trem começa a ser remontado, com suas peças que estão retornando das revisões, ou mesmo novas peças chegando em lotes contratados. Durante sua montagem, o trem já é envolvido em testes estáticos parciais, visando acelerar o processo de retorno do mesmo. Nessa fase, tudo o que foi retirado externamente é reinstalado. A caixa do trem, toda lixada e reforçada, vai para uma cabine de pintura, onde recebe a identificação visual da CPTM, nas cores cinza e vermelho. Ao sair da funilaria, começam as instalações internas, de ar condicionado, componentes, câmeras, aplicação do filme anti-derrapante do piso e demais componentes.
 Salão de passageiros, já com o filme aplicado. Posteriormente, instalação dos assentos.

Unidade 2127, recebendo os últimos detalhes

Por fim, com o trem já montado e pintado, a unidade deixa as oficinas de Roosevelt, e segue para as oficinas da Luz, onde recebe os últimos detalhes (principalmente a instalação das câmeras).
 Salão de passageiros totalmente recuperado
 Câmeras de vigilância já instaladas
A unidade é testada estaticamente, a fim de comprovar a funcionalidade de sua parte elétrica, e posteriormente, é testado dinamicamente em movimento, com a finalidade de comprovar o perfeito funcionamento e integridade para oferecer segurança a quem utilizá-lo. Com isso, o trem volta à operação, com sua vida útil ampliada, pronto a levar e trazer os usuários com o mesmo conforto e segurança.

Unidade 2134, aguardando outra unidade para acoplagem (provavelmente 2136 ou 2131)
Atualmente, os trens série 2100 continuam prestando serviços diários na Linha 10-Turquesa (Rio Grande da Serra x Luz). As 48 unidades adquiridas passam por um processo de revitalização, ganhando a nova identificação visual, além de passarem pela revisão geral de todos os equipamentos. Nessa revitalização, os trens ganham câmeras de vigilância, indicadores de estação e anunciadores automáticos. Até o fim de 2013, espera-se que toda a frota já esteja modernizada e revisada.
Vejam vocês como esse trem tem história... De um plano estratégico espanhol, reformado, unanimidade nos serviços de longa distância da Renfe, enviados ao Brasil, acidentes, reformas... E aí estão eles, firmes e fortes, realizando serviços diários de viagens entre o ABC Paulista e a capital São Paulo. E ainda tem gente que acha que trem é só um meio de transporte...


Agradecimentos: Ricardo Toshima, Equipe do site UT440.com (pelas fotos fornecidas), Wikipedia Espanha (fonte de consulta do histórico espanhol do trem), Sandro Lima (pela visita em Roosevelt para compor a matéria da Revisão Geral), Ricardo Koracsony (créditos de algumas fotos), e à CPTM, por manter viva a história dessa composição.

Essa postagem foi republicada, visando corrigir pequenos erros encontrados na original, além de atualizar e acrescentar alguns dados importantes, para que a história ficasse melhor contada.

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