segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

CPTM define modelo operacional da Linha 10-Turquesa

Trens série 2100 - Estação Brás - Linha 10-Turquesa
Fonte: CPTM

A STM [Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos] esclarece que durante o período das obras de modernização das vias da CPTM, na região da Estação da Luz, realizadas entre agosto a dezembro do ano passado, houve significativo crescimento na demanda de usuários com a integração da Linha 4-Amarela de metrô àquela estação. Através de pesquisa, a CPTM coletou dados sobre a movimentação de usuários com a nova configuração e adotou um novo modelo operacional para as Linhas 7-Rubi e 10-Turquesa.

O objetivo é atender, com maior segurança, aos 465 mil passageiros que por dia circulam na Estação da Luz. A decisão, portanto, levou em consideração aspectos técnicos, já que intervenções na Estação da Luz, que é um patrimônio histórico, são restritivas. Além disso, o usuário foi ouvido em pesquisa, a qual revelou que 56% avaliaram as mudanças de forma positiva e consideram os serviços prestados ótimo ou bom no geral.

De posse desses dados, a CPTM adotou medidas que, se por um lado alterou a rotina de deslocamento de uma parcela dos usuários da Linha 10-Turquesa que desembarcavam em Luz, trouxe benefícios à coletividade, especialmente aos usuários das linhas 7-Rubi, 11-Coral e da própria Linha 10-Turquesa. Isso porque a reorganização das linhas melhorou consideravelmente a circulação de pessoas no interior da centenária estação.

Antes da mudança da Linha 10 para a estação Brás, as três linhas [7, 10 e 11] estavam concentradas no mesmo local e as quatro plataformas existentes eram divididas da seguinte forma: uma atendia o embarque e desembarque da Linha 7, outra o embarque e desembarque da Linha 10 e o Expresso Leste, que transporta o maior número de usuários, era o único que operava com duas plataformas distintas para embarque e desembarque. Entretanto, com o aumento constante da demanda no sistema, a circulação no interior da estação ficava comprometida, criando situações de conflito nos momentos de embarque e desembarque, nos horários de pico.

Na estação Brás, a Linha 10-Turquesa passou a dispor de duas plataformas: uma para o embarque e outra para o desembarque. Isso deu mais segurança e agilidade à operação. Além disso, a Linha 10 teve o intervalo reduzido de 6 para 5 minutos.

O novo modelo também beneficiou a Linha 7-Rubi, que passou a contar com plataformas exclusivas para embarque e desembarque, proporcionando, além da segurança, mais tranqüilidade à operação na própria plataforma central, que era compartilhada pelos usuários no desembarque da Linha 11-Coral e embarque e desembarque da Linha 7-Rubi e que agora passou a ser realizado de forma separada.
Os usuários que precisam seguir rumo à Estação da Luz podem usar os trens do Expresso Leste, na própria estação Brás, onde também há transferência gratuita para a Linha 3-Vermelha do Metrô.

Clique aqui e veja a matéria exibida no SPTV 1a edição no dia 20/01/2012

Cabe lembrar que considerando o desenvolvimento do ABC, o Governo do Estado trabalha para implantar duas novas linhas de transporte sobre trilhos para atender a região. A Linha 18-Bronze, do Metrô, ligará, por meio de monotrilho, a futura estação Alvarenga, em São Bernardo do Campo, à estação Tamanduateí, que tem conexão com a Linha 2 do Metrô e a Linha 10 da CPTM, além do projeto Expresso ABC, que ligará Mauá à capital.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos reitera que todas as mudanças implementadas reforçam o conceito de rede, buscando ampliar a mobilidade urbana sem aumento de custo para o usuário, já que as integrações são gratuitas. Tanto assim, que os usuários da Linha 10-Turquesa, com destino à região de Pinheiros e do Butantã, estão sendo beneficiados diretamente pela conexão com a Linha 2-Verde, em Tamanduateí. Lá o movimento, que era de 13 mil usuários por dia, após a inauguração da nova estação integrada ao Metrô, saltou para 70 mil.

Cabe destacar que com o atual modelo, as integrações gratuitas da CPTM com estações do Metrô, estão distribuídas da seguinte forma:

2 conexões na Linha 7-Rubi: na Barra Funda, com a L3; e na Luz, com a L1;
1 conexão na Linha 8-Diamante: na Barra Funda, com a L3;
2 conexões na Linha 9-Esmeralda: em Pinheiros, com a L4; e em Santo Amaro, com a L5;
2 conexões na Linha 10-Turquesa: em Tamanduateí, com a L2; e no Brás, com a L3;
3 conexões na Linha 11-Coral: no Brás, com a L3; e na Luz, com as L1 e L4;
1 conexão na Linha 12-Safira: no Brás, com a L3.

30 comentários:

  1. Independente do que digam e do que tentem "justificar" sempre usando as mesmas palavras-padrão, continua ruim ... como usuário do sistema, continua inaceitável... o povo quer a Linha 10 de volta à Luz, independentemente do que eles querem fazer a gente acreditar.......

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  2. Esse assunto parece não ter fim, mas é preciso lembrar como as coisas funcionavam antes da inauguração da linha 4-Amarela do Metrô...

    No horário de pico, principalmente da manhã, quando chegavam à estação da Luz as 3 linhas que faziam o terminal na estação, o tempo médio desde a saída dos trens, que era o inferno na linha 7-Rubi, até às plataformas da linha 1-Azul do Metrô era de 15 minutos para mais... com a inauguração da linha 4-Amarela a coisa ficou insuportável mesmo, e algo tinha que ser feito. Como a estação da Luz possui apenas 4 plataformas, a coisa mais racional seria sacrificar uma linha e deixando essa plataforma livre para apenas embarque ou desembarque, e como a linha 10-Turquesa é a que apresenta o menor número de usuários entre as demais que operam na estação Luz, essa foi reposicionada até a estação Brás, medida essa que revoltou muita gente, e com absoluta razão... mas e se a CPTM resolvesse fazer isso com a linha 7-Rubi ou a linha 11-Coral, com certeza seria muito pior, basta imaginarmos a seguinte situação:

    Linha 7-Rubi até a Barra Funda: A linha 3-Vermelha do Metrô já opera no limite da capacidade, muito provavelmente iria entrar em colapso operacional.

    Linha 7-Rubi até o Brás: Não faria sentido porque na estação Brás não há plataformas suficientes para abrigar mais uma linha vindo da região oeste, e os tumultos na estação Luz continuariam, seria uma péssima opção sob todos os aspectos.

    Linha 11-Coral até o Brás: Eis o caos no sistema ferroviário de São Paulo!!! Para acessar a estação Luz os usuários do Expresso Leste iriam utilizar a linha 10-Turquesa, pensem na desgraça que seria hein???

    É por essas e outras que eu sempre digo: Utilizem a estação Barra Funda como terminal para as linhas 7,8,10 e 11... é só utilizar as plataformas sem uso, colocando os trilhos e pronto!!! Fazendo isso a CPTM iria colaborar imensamente com o desafogo da linha 3-Vermelha do Metrô, deixando a estação Luz como passagem para as linhas 10 e 11, desativando a estação Júlio Prestes e melhorando a eficiência operacional dos trens em São Paulo...

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    1. Concordo completamente com terminal em Barra Funda...

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    2. Muito bem Juliano!!Tbm concordo que a estação da Barra Funda é quem deveria ser o terminal para todas as linhas. Isto sim, seria uma mudança inteligente e que ajudaria à todos os usuários

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    3. Juliano, dizem os projetos que Palmeiras-Barra Funda será o terminal do Expresso Leste. Isso já se desenha há algum tempo, e sei disso antes mesmo de virar funcionário da CPTM. Não pra menos, estão construindo mais 9 trens da série 9000 para dar suporte. Mas enquanto de um lado alivia, do outro complica: o Expresso Leste será agora Palmeiras-Barra Funda x Suzano, ou seja, ainda mais usuários. Mas o fato de chegar em BFU já é uma grande conquista, pois irá dividir a demanda com a Linha 7-Rubi, que é a glória eterna no pico da manhã sentido Francisco Morato, para quem embarca em Luz.

      Sobre a Linha 10 na Luz, um leitor conversou comigo no MSN a respeito, sendo que usei o seguinte princípio:

      - Linha 10: Brás x R.G.Serra = 18 trens (programado para o horário de pico), intervalo de 5', viagem de 60' (programado).
      A frota 2100 é composta por 24 trens de seis carros. Se voltasse a operar até Luz, a disposição passaria para 20 ou 21 trens, deixando apenas três na reserva (que é necessária). Se hoje, no atual panorama, chegássemos em Palmeiras-Barra Funda, haveria de usar os 24 trens da frota 2100 e ainda mais 3 ou 4 trens série 1100, pois, a ideia de manter o intervalo em 5' deveria ser preservada. Tudo isso, sem reserva. Ou seja, falta trem, querendo ou não.
      A ideia por si só é ótima, mas hoje, impossível.

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    4. Porém, caros leitores, existe uma questão que ainda não está em xeque, falando de Palmeiras-Barra Funda: A Linha 9-Esmeralda pode vir dar as caras por aqui...
      Segundo planos, a Linha 9, ao sair de Ceasa, não mais viria até Presidente Altino, mas sim, viraria sentido Lapa, passando por Imperatriz Leopoldina, Domingos de Morais, Lapa (integrada) e Agua Branca. O que não se sabe ainda é onde será o terminal dessa linha. Alguns dizem que seria Agua Branca (que terá a Linha 6-Laranja do Metrô. Outros dizem que é Palmeiras-Barra Funda (que teria o Expresso Jundiaí, o Expresso Leste, Linha 7-Rubi, Linha 8-Diamante e Linha 3-Vermelha...)

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    5. Diego, já que a linha 10-Turquesa opera somente com trens de 6 carros, tem alguns da série 4400 lá em Jundiapeba (Mogi das Cruzes) que poderiam quebrar um galho... num primeiro momento os usuários da linha não iriam querer os 4400 nem ferrando, mas como a causa seria nobre (levar a linha até a estação Barra Funda), quem sabe não mudariam de idéia...

      Agora na boa, linha 9 até a Barra Funda é falta do que fazer!!! Tanta coisa mais urgente e necessária e surge algo do tipo, só pode ser brincadeira!!!

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    6. Juliano, a ideia de trazer os 4400 para a Linha 10 não é das piores, mas se for para levar até Palmeiras-Barra Funda, eu não sei se hoje esses trens teriam capacidade de subir aquela rampa para chegar em Luz. Se for para dar suporte de frota, o mais indicado é a frota 1100, que já é ''da casa'' para os usuários da Linha 10. Já que os usuários da Linha 7 não são grandes fãs dessa frota, esses trens seriam muito bem-vindos aqui na Linha 10.

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  3. Se a CPTM fosse uma empresa tão competente como se diz, faria medidas que atendessem a todos os seus usuários e não que excluísse uma parcela deles, a final todos pagam para utilizar o serviço. Imagine quem sai de Rib. Pires, onde o intervalo entre os trens é 10 minutos( o intervalo de 5 minutos começa na estação de Mauá) tem que ir a região central,
    passa todo o sufoco de usar a linha 10 e depois encarar o Expresso Leste, que é mega lotado! Isso não é vida!

    A CPTM tem que parar de dar tanta atenção para sua linha queridinha e ver o restante do sistema, e fazer como o Juliano falou, levar as linhas 10 e 11 na Barra Funda, ai sim ela estaria fazendo um trabalho digno de uma empresa responsável.

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    1. Muito bem Luan, foi muito bem lembrado que o intervalo de tempo entre um trem e outro em Ribeirão Pires continua sendo de 10 minutos (isto qdo não atrasa e chega até 15 minutos de espera, pois até parece que somente em Mauá é que tem passageiros, eles esquecem que muitos usuários vem de Rio Grande da Serra, Paranapiacaba, Ribeirão Pires e Guapituba, e ter que entrar em um trem da linha LESTE é um verdadeiro descaso conosco, e tbm no final do dia, quando chegamos na plataforma da estação da LUZ ter que enfrentar uma "luta livre" para conseguir entrar no trem que vai para Guainazes, sem comentários....

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  4. A CPTM está anos-luz à frente de empresas como Supervia, CBTU e outras operadoras de trens urbanos no país, se é que existem outras...

    A empresa opera 6 linhas na região metropolitana e nem todas são iguais por causa da demanda de usuários, vejamos como exemplos:

    Linha 7-Rubi: Praticamente a única ligação e opção de transporte para quem mora em Francisco Morato e adjacências, nas 13 estações, excluíndo a extensão operacional até Jundiaí, os trens só vão recebendo passageiros desde Fco Morato e só "aliviam" na Barra Funda e Luz, ou seja, em 90% da viagem as composições permanecem lotadas, a mesma coisa para as linhas 11 e 12...

    Linha 8-Diamante: Como atende uma região mais desenvolvida economicamente que a linha 7-Rubi, o trem quando parte de Itapevi vai recebendo passageiros até Osasco, onde há o acesso à linha 9, então o trem esvazia, mas logo volta a lotar e alivia também na estação Barra Funda, onde depois disso, até a estação Júlio Prestes, é possível contar nos dedos de 1 mão quanto usuários vão até a estação terminal.

    Linha 9-Esmeralda: A famosa "queredinha" da CPTM!!! Era linha conhecida como aquela que liga " o nada ao lugar nenhum" até a extensão ao Grajaú e, principalmente à interligação com a linha 4-Amarela do Metrô... Falando por mim, que utilizava essa linha nos anos 90 quando era office-boy, mesmo com o intervalo médio de 20 no horário de pico, todos viajavam sentados, com um certo conforto em ambos os sentidos... hoje o trecho mais "carregado" é de Grajaú, extremo sul da capital até a estação Pinheiros, onde há o rápido acesso até a região da Paulista e ao centro da capital.

    Linha 10-Turquesa: É, talvez, a que possui a distribuição mais homogênea de usuários, uma vez que a imensa maioria (estou falando da maioria, não de todos!!!) embarcam em Ribeirão Pires e Mauá, quando chega em Santo André o trem alivia um pouco, lota novamente até à estação Tamanduateí, essa sim o trem dá uma aliviada tremenda e segue confortavelmente até o Brás, onde faz a estação terminal.

    OBS: Digo isso como usuário das linhas 10 (onde trabalho, em São Caetano do Sul), e da linha 12 (onde resido, nas imediações da estação Jardim Helena-Vila Mara), hoje eu, com 32 anos de idade e usuário dos trens desde 1996!!!

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    1. Concordo com você juliano, a L7 permanece lotada, principalmente porque quem sai aqui da região de Caieiras, Franco da Rocha e Morato, só tem duas opções para chegar em São Paulo: EMTU e CPTM, os ônibus são extremante caros e levam quase 3 horas num trajeto que o trem (mais barato) faz em no máximo 45 minutos (Caieiras - Barra Funda). Os trens em horário de pico seguem lotados até a Lapa, que é onde o pessoal começa a desembarcar, mas como a Lapa é terminal de muitas linhas de ônibus assim como Pirituba, o trem que já estava cheio, lota novamente permanecendo assim até a Barra Funda, onde alivia bastante.

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    2. Zocateli, além dessa diferença brutal entre o tempo gasto pelo ônibus que são pouquíssimas linhas, tem o preço, que é determinante para qualquer meio de transporte ser vantajoso, além, claro, das opções de integração que a CPTM oferece, coisa que por mais incrível que pareça, não existem para a maioria dos ônibus intermunicipais!!!

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    3. Perfeita análise das linhas! Complementando, as Linhas 11-Coral B (Guaianazes a Estudantes), que parte com poucos usuários do terminal Estudantes, carrega em Mogi, carrega em Suzano, alivia em Calmon Viana e descarrega em Guaianazes. Na Linha 11-Coral A (Expresso), não há como dizer que tem pouco movimento. Todas estão sempre carregadas.

      Na Linha 12, o trem sai de Calmon Viana com alguns provenientes da Linha 11-B. Enche em Itaquaquecetuba, Manoel Feio e Itaim Paulista, vem carregando em São Miguel, Romano, Jd. Helena e Ermelino... Descarrega parte em Tatuapé e finaliza em Brás.

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  5. Pessoal, será que esta pesquisa a qual revelou que 56% dos usuários avaliaram a mudança de forma positiva, entrevistou alguem da linha 10 que vem lá de Rio Grande da Serra ou de Ribeirão Pires e tem que prosseguir viagem além da estação da LUZ, ou mesmo àqueles que tem que desembarcar na estação da LUZ??? Acredito que não, pois se fossem entrevistados, duvido que teria algum louco que acharia esta mudança boa e o serviço continuaria ótimo ou bom!!! Aguém aqui foi entrevistado??? Eu não fui!!!! Pois com as pessoas que tenho contato no trem, todos fazem a mesma pergunta: quando o nosso "trem" volta para a estação da LUZ??????

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    1. Sandrinha, ainda estou procurando pessoas que tenham respondido essa pesquisa. Eu, usuário da estação de Rio Grande da Serra e da Linha 10 há mais de três anos, não fui procurado em nenhum momento, tampouco vi qualquer movimentação de pesquisas. Como citei antes, a CPTM não fez da maneira correta. Uma pesquisa deveria avaliar se os usuários aprovariam isso.

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    2. Bom a única pesquisa que eu fiquei sabendo e cujo eu fui entrevistado foi uma que fizeram ano passado que perguntaram para onde eu ia e se eu pegava baldeação. Falei com a ouvidoria da CPTM sobre o que era essa pesquisa, mas não me responderam e inclusive falei com a pessoa que me entrevistou, mas ela disse que só estava fazendo a pesquisa, que não sabia para o que ela servia. Conclusão, não dá pra confiar nem nas pesquisas da CPTM.

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    3. Luiz, eu cheguei a ver tais pesquisadoras em dois dias, na estação Lapa. Mas esse tipo de pesquisa, segundo sei, tem um prazo para ser feito. Por exemplo, o Metrô fez a pesquisa 'Origem e Destino' em 2007 e 2011, para melhor planejar suas futuras linhas. Isso foi noticiado e etc. A CPTM fez uma pesquisa às escuras...

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  6. "além do projeto Expresso ABC, que ligará Mauá à capital"

    Alguma dúvida de que o Expresso não passará nem do Brás?

    Cabe ressaltar que as novas linhas (Expresso ABC e Linha 18), além das atuais integrações (Linha 3, 11 e 12 no Brás e Linha 2 em Tamanduateí) não foram concebidas para serem uma rápida ligação do ABC com a região central da Luz. Pelo contrário, a linha 18 trará ainda mais usuários para a Linha 10, vide que será construída em regiões carentes em transporte público - São Bernardo por exemplo, só é acessível por linhas de ônibus.

    A Linha 2 foi feita para um rápido acesso a região da paulista. É incabível utilizá-la para acesso à estação Luz, e isso vem acarretando muitos transtornos nessa linha.

    A Linha 3 já está superlotada, embora o Metrô venha se mostrando mais eficiente diante de situações como essa. É a opção que tomei, mas devo deixar claro que não tenho como ponto final a Luz. Estudo na região da Santa Cecília. Indo até a Luz antigamente, andava mais para chegar ao SENAI, mas não perdia tempo com a integração.

    O Expresso Leste, fora do horário de pico, se mostra a solução mais viável. Notei até um ganho em tempo de viagem - claro, sou jovem, não perco muito tempo nas transferências, mas penso em quem tem mobilidade reduzida.

    O problema é durante o horário de pico. Um dos meus amigos, que estuda comigo e utiliza o Expresso, comentou que "antigamente o Expresso ia 'mó' vazio pra Luz. Agora ele enche mais". Tanto que agora vamos juntos no Metrô. É mais lotado, mas além de nos deixar mais perto de nosso destino, o Metrô tem muito mais experiência em administrar suas linhas durante o horário de pico.

    Claro, sei que infelizmente nem todos tem essa opção como eu. E por isso defendo a volta da Linha 10 a Luz, embora tenha consciência que a cada dia que passa isso se torna menos provável.

    A CPTM poderia ter ao menos expandindo o Expresso Leste até a Barra Funda antes, ou não ter tirado os 7000 da linha 7. Como comentei em outro blog, fiz uma viagem durante o horário de pico da tarde. E algo que reparei na Linha 7, é que a demanda é muito similar à da Linha 10. No entanto, se nossos intervalos já são acima de 5 minutos, lá os intervalos levam tempos inaceitáveis. E é claro que os 7000 fazem muita falta lá. Tenho certeza que se a frota prometida estivesse operando lá, juntamente com os 1100 e os 1700, os intervalos seriam muito menores - claro, há sinalização, alimentação, e tantos outros fatores.

    Mas não vou mais perder tempo tentando mostrar soluções, várias já foram mostradas por muitos outros que comentaram aqui. Nova Luz, utilização da Estação Julio Prestes, terminal na Barra Funda, Linha 7 no Brás... Enfim, como já cansei de falar, soluções encontramos de monte, mas falta vontade política para por isso em prática. E o cenário a longo prazo não é nada animador. A demanda só cresce, e a CPTM só toma atitudes paliativas para encarar seus problemas. Quem perde são os usuários, com menos opções de integração, maior tempo para se deslocar no sistema, maior estresse e menos segurança.

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  7. O que a CPTM não fala é que existe um projeto chamado nova Luz. Este projeto existe, pelo menos, desde 2008 e até hoje não saiu do papel.
    Se esse projeto já estivesse pronto não estaríamos enfrentando este problema.
    Com a nova luz as linhas 7,8, 10 e 11 teriam duas plataformas na estação da Luz.
    Mas, se a nova luz não sair do papel é capaz que o expresso ABC também não vá até a Luz. Ou a linha 7 saia da Luz para a chegada do expresso ABC lá.
    Portanto, acho que os usuários da linha 7 deveriam também começar a brigar pela nova luz.

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    1. Luis, por acaso tenho aqui o projeto da Nova Luz. Irei preparar uma boa postagem com esse projeto, apresentando para vocês que ainda não a viram. O plano é construir onde hoje estão localizadas as oficinas, ou seja, haveria uma completa remodelação do sistema. Em breve irei detalhar para todos vocês, será uma postagem muito legal.

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    2. Legal. Quando eu ouvi falar desse projeto fiquei indignado como ele não saiu do papel até hoje.

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  8. liberem a estaçao luz para linha 10 turquesa ja!!!!

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  9. Já que citaram o expresso ABC, fica a pergunta: é algo realmente necessário???

    Se com a integração na estação Tamanduateí com a linha 2-Verde os usuários levam em média 10 minutos de Santo André e 15 minutos de Mauá do jeito que está fica meio sem sentido, porque os que embarcam em Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires não serão beneficiados, usariam a linha "paradora" como funciona até hoje, e no trajeto deixariam de ser atendidos os usuários das estações Capuava, Prefeito Saladino, Utinga, Ipiranga e Mooca que pouco representam falando de números... muito dinheiro jogado fora, na minha opinião!!!

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    1. Juliano, sua visão é bastante logística, porém, acredito que a ideia da CPTM em construir o Expresso ABC é justamente para desafogar o trem parador. Veja que a maioria dos usuários fica em Santo André e Mauá (não considero São Caetano, porque acho que a demanda das duas primeiras é muito maior). Com o Expresso, ganharíamos potenciais usuários, que seriam divididos nas duas linhas. Ficaria a cargo do usuário escolher seu serviço. Claro, nós que somos pós-Mauá (eu sou de Rio Grande da Serra, para os que não sabem), continuaríamos com o parador. É um serviço que deve ser avaliado, pois seu custo-benefício pode não ser dos melhores.

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    2. Diego, se fosse um plano para as linhas 7-Rubi e 8-Diamante acho que seria melhor aproveitável!!!

      Hoje a lotação dos trens da linha 10-Turquesa envolve basicamente uma estação: Tamanduateí linha 2-Verde do Metrô... e a maioria são usuários das estações Santo André e Mauá, coisa de 10 a 15 minutos a viagem... nas linhas 7-Rubi e 8-Diamante a própria operação do "looping" faria jus à tal investimento, uma vez que, enquanto com o expresso poderia ser incorporado mais usuários, as linhas 7 e 8 são, como todos sabemos, as 3ª e 2ª mais lotadas da CPTM, atrás apenas da linha 11-Coral Expresso Leste... mas isso é apenas a minha opinião...

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    3. De fato, Juliano, as linhas 7-Rubi e 8-Diamante mereceriam uma melhor atenção. Conheço bem a Linha 10, viajo nela desde que nasci. Aqui, a questão é colocar mais trens. É simples. Mas não tem frota suficiente, ou em outras palavras: a sinalização não aguenta (muito antiga). A Linha 7 tem dois loop's de manhã: Caieiras x Palmeiras/Barra Funda e Luz x Lapa. A Linha 8 conta com o loop Palmeiras/Barra Funda x Barueri. No caso da 8, mais trens fazendo o trajeto resolveriam, ou um expresso?
      Na Linha 7 é complicado fazer Expresso, porque existem somente linhas duplicadas (a terceira linha segue até Pirituba).

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  10. Orra! Se eu levasse 15 minutos de Santo André até Tamanduateí...

    O Expresso é uma obra vital para a região do ABC, se o mesmo for feito como sempre foi planejado - Uma ligação rápida entre as estações mais movimentadas com a Luz. Se parar em Tamanduateí ou Brás, só agravará a situação no Expresso Leste e nas Linhas 2, 3, 1 e 4. Sim, a Linha 2 ainda supre muito bem sua demanda. Mas temos que lembrar que logo logo haverá o monotrilho. Será que a Linha Verde aguentará?

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    1. João Eduardo, o grande problema de SP é o seguinte: as linhas já nascem saturadas. Hoje, pagamos pelo erro de anos anteriores, onde não se investiu em transporte. Só hoje as pessoas acordaram para ver que transporte público é essencial. O Monotrilho será outro grande problema, pois a estação Vila Prudente não vai aguentar aquele fluxo gigantesco. Ela não é estação de integração.

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  11. A CPTM disponibiliza como alternativa a quem tinha como destino a estação da Luz a baudiação no Brás, porém, o que eles não disseram é que o trem que completa este trajeto já chega no Brás lotado e muitas vezes o usuário tem que esperar três, quatro composições para conseguir embarcar. Sem contar que o tempo viagem aumentou e muito por conta desta baudiação.
    Eu por exemplo esperei por muito tempo a linha 4 - amarela, entretanto após a sua inauguração o trem deixou de ir até a Luiz onde há a integração.

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