segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Os problemas da Linha 12-Safira

Trem série 1600 - Estação Brás - Linha 12-Safira
Por Diego Silva

Caros leitores, nesses quase três anos acompanhando o sistema CPTM de perto, venho tirando muitas conclusões sobre todos os problemas e vantagens que a empresa possui. Um desses grandes problemas é a Linha 12-Safira, que liga o Brás à Calmon Viana, no munícipio de Poá.

Conhecida como 'Variante de Poá', construída paralela à linha tronco (que segue até Mogi das Cruzes), a Linha 12 (antiga Linha F), sempre foi vista como uma das mais problemáticas do sistema. Durante muito tempo, foi a mais perigosa linha da CPTM, contando com tráfico de drogas, assassinatos dentro das composições, trens com portas abertas e com surfistas. Em 2008, essa realidade mudou, após muito trabalho da equipe CPTM, que deu uma nova cara para esse trecho. Conseguiram eliminar os surfistas e as portas abertas, oferecendo mais segurança para os usuários. Novas estações também chegaram para dar um novo brilho para os cerca de 300 mil usuários que usam essa linha diariamente. Mais recentemente, novos trens foram entregues pelo Governo do Estado, oferecendo um serviço melhor para todos.

Trem série 1400 - Estação Tatuapé - Linha 12-Safira

Mas ainda assim, leitores, existem problemas que se arrastam desde sempre. Durante algumas viagens, notam-se certos problemas que já deveriam ter sido corrigidos há muito tempo. O maior deles, talvez, seja a restrição de velocidade entre as estações Brás e Engenheiro Goulart. As composições literalmente se arrastam nesse trecho, onde é possível desenvolver velocidade máxima de 90 km/h. A título de comparação, os trens do Expresso Leste passam na via paralela nessa velocidade, deixando os trens da Linha 12 'comendo poeira'. Mas de acordo com a história, as linhas da Variante foram feitas com um menor investimento, uma vez que era uma 'variante' (a importância maior estaria na linha tronco, que hoje é o Expresso Leste).

Acreditamos que faltou investimento na via permanente dessa linha, pois após muita observação, notamos que é ela quem impede a alta velocidade dos trens. Não adianta querer culpar os trens mais antigos, pois são os mesmos de 30 anos atrás, continuam dando conta do serviço com o mesmo prestígio de sempre. Outro problema que causa transtorno nessa linha é a lotação. Nos horários de pico, por conta da lerdeza no trecho principal, torna-se um gargalo estacionar no Brás, ''carregar'' e voltar. Há de se considerar que a estação Brás está num trecho de curva fechada, o que limita a sua velocidade de entrada e saída da estação, mas terminada a curva, entra-se numa reta que se prolonga até a divisória das linhas variante e tronco, na região da Penha.

Trem série 4400 - Estação Calmon Viana

Algumas estações da Linha 12 ainda estão carentes de investimento. Engenheiro Goulart, São Miguel Paulista, Engenheiro Manoel Feio e Aracaré são as mais ''emergentes'' no momento, pois não apresentam muitas opções de acessibilidade, além de serem estações bastante acanhadas, no estilo 'Central do Brasil'. Curioso é notar o contraste ao longo do percurso, onde se nota estações novas e acessíveis, como Jardim Romano, Itaim Paulista e Comendador Ermelino, logo seguidas de estações citadas, como Goulart e Manoel Feio. São problemas que ainda persistem nessa linha, que ainda parece ser a mais problemática do sistema.

O maior problema, acima dos citados, são os próprios usuários. Sim, eles causam grande tumulto na hora do embarque, não se portam como pessoas. Quem embarca no Brás as 18h sabe do que estou falando. Todos os dias, notícias de pessoas que caem nos vãos, que se machucam por imprudência. Tudo para poder viajar sentado. Quando conseguem partir, as composições saem abarrotadas, praticamente não oferecendo possibilidade de embarque nas estações seguintes. Ou seja, é uma linha com problemas sérios, que precisam ser resolvidos à curto prazo. Mais trens, mais conforto e reeducar os usuários se faz mais do que uma necessidade na Linha 12-Safira.

2 comentários:

  1. Diego, vou falar como usuário dessa linha há mais de 15 anos e tudo o que você postou é verdade!!!

    Há bem pouco tempo atrás (em 2005 para ser mais exato!!!) essa linha circulava nos horários de pico na manhã com um intervalo de 20 minutos, coisa que se fosse nos dias atuais com a atual demanda seria motivo de vandalismo e depredação por parte de alguns, então não reconhecer o esforço da CPTM seria uma injustiça... digo até sem medo de errar que essa linha, junto com a linha 9 foram as que mais receberam investimentos nos últimos 5 anos...

    Além dos problemas que você citou, e entre eles de fato os usuários é um deles, essa linha compartilha em toda sua extensão a malha de trilhos com os trens da MRS, então nos horários em que eu utilizo a linha entre as estações Jd Helena - Vila Mara até o Brás o percurso é feito em média de 35 minutos no horário de pico, no período de vale esse tempo varia entre 45 à 52 minutos...

    Outra coisa que a CPTM poderia fazer para amenizar o transtorno da superlotação, assim como também para a linha 7-Rubi, seria a operação de composições de 8 vagões no horário de pico, porque os de 6 vagões (séries 1400,1400 série 2, série 1600 e o 4400) não são suficientes, principalmente no horário da manhã onde depois da estação Itaim Paulista já não é mais possível o embarque sentido Brás!!!

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  2. juliano acho que nessa parte você tem razão só que parte dos trens 7000 não sei se todos que é da linha 12 estão em outra linhas emprestado como 8,9 e 11 se todos os 20 trens 7000 estivessem na linha 12 concerteza daria conta da demanda ai não teria todo esse tumulto e sem contar que tem o trem série 5500 fase 2 que é de 8 carros mas só tem apenas 4 trens desse modelo.

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