quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

CPTM promete novos freios nos trens até 2014

Freio do trem L36, do Metrô de São Paulo
Fonte: Diário de São Paulo

Somente neste ano, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) já contabilizou  três acidentes envolvendo trens da companhia. Em todos os casos a empresa atribui a falha a erro humano. Já o Metrô não registrou nenhuma ocorrência deste tipo desde o ano passado. Em entrevista na última quarta-feira, o gerente geral de operações da CPTM, Francisco Pierrini, afirmou que até 2014 a companhia terá um novo sistema que reduz a velocidade dos trens automaticamente sem a interferência do condutor.

De acordo com especialistas, tanto o Metrô como a  CPTM são meios de transporte seguros, mas as operações são diferentes. “No Metrô, a interferência do maquinista é mínima. A operação é totalmente automatizada, ao contrário da CPTM”, diz Aurélio da Dalt, professor de teoria das estruturas do Instituto Mauá de Tecnologia.

“O Metrô utiliza o sistema ATO (operação de tráfego automática). O nível de automação é total e o condutor está ali mais para acompanhar a situação. Ele não interfere diretamente na circulação dos trens. A Linha Amarela, por exemplo, já nem tem mais condutor”, explica Telmo Giolito Porto, professor do departamento de transportes da Poli-USP (Escola Politécnica).  “Já na CPTM, a automação é parcial, chamada de ATC (controle de tráfego automático). O centro de controle gerencia a operação, mas é o maquinista quem conduz o trem”, diz.

Em toda a linha férrea há sinalização. Quando a luz está verde, significa que não há trem à frente e o condutor pode prosseguir. Quando a luz está vermelha, o condutor deve desacelerar o trem. “Se o maquinista não para, um apito é disparado na cabine. Se ainda assim ele não age, aí o sistema automaticamente reduz a velocidade do trem”, explica Porto.

Segundo o professor, a automatização é necessária no Metrô porque um humano não conseguiria fazer o trem trabalhar em intervalos tão curtos, de cerca de um minuto. Na CPTM, esse intervalo é maior, de cerca de três a cinco minutos, o que permite a atuação do condutor. 
E por que os trens ainda colidem? “Porque o sistema da CPTM é programado para reduzir a velocidade até 20 km/h. Ele não para totalmente para não prejudicar o restante da circulação e para não diminuir o intervalo entre os vagões”, diz.

Segundo ele, nessa velocidade há chances de bater, mas não há risco de uma colisão forte, que cause mortes ou a destruição do trem. “Essa decisão foi tomada desde o início das operações”, diz.
Segundo Dalt, a completa automação da CPTM só será possível quando as linhas de carga e de passageiros forem separadas – atualmente, ambos os trens circulam na mesma via.

A CPTM demitiu por justa causa o condutor do trem que descarrilou na quinta-feira, na Estação Ceasa. No caso do acidente de quarta, na Estação Vila Clarice, a condutora da locomotiva que colidiu com outro trem só será ouvida no dia 27, já que ela permanece afastada por razões médicas.

6 comentários:

  1. Legal tem de se investir mesmo para evitar acidentes e trazer conforto e segurança aos passageiros.
    Porém já foi apurado que a culpa é realmente do maquinista deste trem que descarrilhou, pois claro que pode ter sido erro dele, mas também existem diversas outras variáveis que levariam a tal ocorrência. (Só para citar, falha no intertravamento, falha na máquina de chave, cotas de salvaguarda vencidas)
    Não é apenas levantar o dedo para um possível culpado. Tem de se apurar com clareza publica, afinal milhares de vidas ficam em jogo nestas situações, os motivos de sinistros como este.

    Lembrando que a linha é sim totalmente sinalizada, porém ao contrario do que dá a entender a declaração do professor, a sinalização visual de campo (luz verde e vermelha), só existe em região de AMVs e no restante do trecho as indicações se dão na cabine por meio de sinais elétricos recebidos pelo trem.

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    1. Nossa q coisa chata.a corda smp arrebenta p lado mais fraco...melhor pra gnt.em vez de 3 vai pular pra 4 vagas de makinista hehehe.tomara... E eu kero de preferencia essa ai da linha 9.

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    2. Como usuária acho um desrespeito para com um maquinista com mais de vinte anos de carreira, segundo me contaram. É uma forma da empresa se "limpar" diante da imprensa, porque vocês acham que ela assumiria que o trem tem falhas ou a via? Eles contam para a imprensa que o sensor de descarrilhamento foi removido?
      Não. Isso não fazem. Jogam toda a culpa no pobre maquinista, pois assim dizem à imprensa: "nossa empresa apurou que foi falha humana (como sempre é), e por sermos uma empresa "séria" e "correta", o funcionário foi punido com demissão por justa causa. Assim se livram de um empregado antigo, cheio de direitos e contratam outro, por um salário mais baixo. Como jurista, fico revoltada.

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  2. Contradizendo o que disse o especialista que colisão a 20 km/h não causa destruição do trem nem mortes...

    http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=529469&tm=7&layout=121&visual=49

    http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/02/acidente-de-trem-deixa-dezenas-de-mortos-na-argentina.html

    "O comboio de passageiros foi incapaz de parar na estação terminal e acabou por embater contra o final da plataforma, a 20km/h. A frente da composição ficou destruída e as carruagens esmagaram-se umas nas outras. Uma delas entrou pela seguinte quase seis metros."

    É bom ficar esperto com o que dizem.

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  3. Que não aconteça mais.. que sirva de lição...!!!!!!

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