quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Usuário de Mogi das Cruzes relata experiência de viagem em outras linhas

Trens série 4400 - Estação Mogi das Cruzes - Linha 11-Coral
Fonte: Diário de Mogi

A recente visita de vereadores mogianos às linhas 11-Coral e 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) evidenciou as deficiências do serviço oferecido pela estatal no trecho entre as estações Estudantes e Guaianazes. Anteontem, os parlamentares verificaram de perto essa complicada realidade, velha conhecida dos mogianos, que dependem do transporte público ferroviário para trabalhar. Na manhã de ontem, a reportagem de O Diário esteve na porta da Estação Mogi das Cruzes e consultou os passageiros sobre suas experiências ao longo dos trilhos estaduais. Os relatos deixam claro que os usuários sentem a diferença na qualidade dos serviços.

A mogiana Carina Sarto é supervisora de uma empresa de call center localizada na zona leste da Capital e usa os trens da CPTM diariamente para trabalhar. Ela conta que já passou por diversos apuros no interior das composições e revelou que é comum haver problemas técnicos, especialmente no trecho posterior a Guaianazes. "O trem quebra e para no meio do caminho. As luzes são desligadas, o ar condicionado para de funcionar e as pessoas começam a passar mal. É horrível", conta.

Carina explica que, entre Mogi das Cruzes e Guaianazes, os maiores problemas são a lotação e a demora entre a viagens. Neste trecho, o menor intervalo é de 8 minutos, sendo que a partir de Guaianazes, as partidas podem ser realizadas até de 5 em 5 minutos. A passageira sugere que haja mais trens para redução do número de passageiros em cada composição. "Nos horários de pico, os vagões ficam muito cheios. Acredito que mais trens resolveriam o problema", indicou.

O designer gráfico Ildo Bertins, de 28 anos, conta que, quando precisa usar o transporte ferroviário, dá preferência para o Expresso Leste, que atualmente circula apenas em 14 viagens na Linha 11-Coral. Ontem, no entanto, ele perdeu a saída das 11 horas e contou à reportagem que, contrariado, teria de pegar os trens antigos. "Prefiro sempre viajar nos novos, que são mais confortáveis e silenciosos. Nos outros, é tanto barulho que não consigo nem mesmo escutar música com o fone de ouvido. É uma viagem desconfortável", lamentou.

A atendente Jéssica Alves dos Santos trabalha em uma empresa de convênios médicos no Brás, em São Paulo, e também deu declarações semelhantes. Ela cobrou a ampliação do Expresso Leste na Linha 11: "A viagem com os trens antigos é ruim. Já temos os mais modernos, mas são poucas viagens. O ideal seria que aqui tivéssemos o mesmo serviço oferecido no trecho de Guaianazes, onde todas as composições são confortáveis".
Usuários reclamam do intervalo entre Guaianazes e Estudantes
A reportagem de O Diário também encontrou ontem a operadora Maria Lucicleide Silva, que é funcionária do supermercado Assai e veio ontem a Mogi das Cruzes, excepcionalmente, para dar apoio à nova unidade da rede inaugurada na Cidade nesta semana. Ela contou que esta é a primeira vez que usou a Linha 11, no trecho que corta o Alto Tietê, e confessou que a experiência foi bastante desagradável. "Estranhei muito o barulho no interior do trem e também as janelinhas abertas. Os vagões não possuem ar condicionado. Se eu tivesse que vir trabalhar todos os dias, me mudaria para Mogi. Não aguentaria fazer este trajeto todos os dias".

A dona de casa Marisa Ferreira mora em Jundiapeba e usa os trens para ir até a região central de Mogi. Ela passou recentemente por uma cirurgia de retirada de mama e conta que precisa do transporte ferroviário especialmente para realizar perícias e consultas médicas. "A qualidade dos trens é péssima, bem diferente do Expresso Leste. Além disso, o intervalo entre os trens é muito grande", queixou-se.

O padre César Augusto da Silva percorreu ontem o trecho local da Linha 11-Coral, entre Mogi e Suzano. O religioso também relatou diferenças no serviço e declarou que o ideal seria que houvesse a mesma qualidade em todo o sistema: "Os trens que circulam a partir de Guaianazes são bem melhores. Por aqui, a diferença é muito grande, especialmente no trecho entre Jundiapeba e Braz Cubas porque, além da diferença nos trens, a trepidação é grande e o barulho incomoda muito".

O motorista Enéas Florenço Carvalho, de 54 anos, usa os trens no trajeto entre Mogi das Cruzes e Suzano. Ele conta que a situação já melhorou bastante e que no passado o serviço foi bem pior. Porém, afirmou que os trens antigos, que continuam servindo a Região, precisam de reforma para dar mais conforto aos usuários. O cidadão cobrou mais investimentos por parte do pode Público: "Já está na hora de o Governo colocar a mão no bolso".
Trens do Expresso Leste fazem algumas viagens até a estação Estudantes
O encarregado de logística Manoel Carlos Alves Cerqueira usa os trens para trabalhar há vários anos. O homem também conta que o serviço foi aperfeiçoado e que já houve um tempo em que os embarques eram feitos de hora em hora. Porém, apesar das melhorias, ele afirma que é necessário haver mudanças. "Cheguei a apelidar o Expresso Leste de Expresso Lento. Melhorias são sempre necessárias", concluiu.

10 comentários:

  1. Isso é só mais uma prova que ao contrario do que os fans de trens gostam de dizer, a maioria dos usuários da CPTM não gostam dos trens antigos.
    Já passou da hora desses trens serem substituídos.

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  2. Caro Maobi, concordo com voce, que esta mais que na hora destes trens velhos sairem de circulacao, e digo a voce que ja andei em todos os trens da cptm, e te confesso que o pior de todos e o serie 1700, que balança horrores, trepida o tempo todo, o barulho e insurportavel, e ainda tem as paradas e saidas bruscas.

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    1. Pra você ter uma ideia da situação dos usuários da L7, que tem como o "melhor" ou menos pior os 1700, simplesmente porque é maior que os 1100, e os dois são extremamente barulhentos, e extremamente gelados para quem como eu usa eles por volta das 5:45 da manhã, já é frio e o maquinista é obrigado a ligar os ventiladores (sim, usuários da L9, VENTILADORES) para circular o ar.

      PS: Esqueci dos 7000, mas não é isso que a CPTM quer? fazer com que os usuários da L7 esqueçam os 7000?

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  3. Sobre a postagem, realmente quem usa apenas as linhas mais modernas da CPTM se assusta quando vê uma coisa dessas. Eu ri quando eu li a declaração da senhorita Maria Lucicleide Silva "Estranhei muito o barulho no interior do trem e também as janelinhas abertas. Os vagões não possuem ar condicionado..."....gente, fala sério, ela só deve usar o expresso leste e a L9. Acho que teria um infarto se fosse utilizar os 5000, 1100 e 1700.

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  4. É inegável a contribuição que os trens das séries 1100 e 4400 deram às ferrovias paulistas, no caso da EFSJ e da EFCB... mas como operam com mais de 55 anos os 1100 e 40 anos os 4400 realmente já está mais do que na hora de aposentá-los, mesmo com as reformas recentes pelo os quais passaram...

    Ninguém em sã consciência troca a viagem de um série 7000 por qualquer outro desses mais antigos... mas acho que até 2014 eles já estarão em seu devido lugar: num museu ferroviário, assim eu espero

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  5. Os 4400 são verdadeiros Fuscas na linha 11. Pulam mesmo, são barulhentos, estou acostumado. Moro em Mogi e faço o trajeto até Guaianazes e depois ao centro de SP há quatro anos.
    Acho que só haverá trens novos quando acabar a baldeação em Guaianazes. Até o ano 2000, não havia trens 2000, 7000, eram só os 4400 & Cia. De portas abertas e tudo mais, pingentes e surfistas. Era assim... Enquanto estiver assim, o que importa é a eficiência, o trem não avariar, enfim. Já peguei expresso Leste a partir da Estação Estudantes, e sofri pelo trem ficar parado muito tempo retido em Mogi e Ferraz. A qualidade da linha sem paradas excessivas é importante.
    Entre Guaianazes e Estudantes ainda não dá para ter intervalos menores, ou as cancelas de Mogi não poderiam mais se abrir para os carros!
    Por enquanto aguento o trajeto há quatro anos, diferente de relato da usuária na reportagem.

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    1. Bruno C., essa usuária na reportagem não está acostumada a usar o trem, só anda de Metrô, no mínimo!!!

      E pensar que a transferência em Guaianazes era para ser algo provisório e lá se vão 12 anos e sempre aumentando a demanda de usuários!!!

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    2. Tem razão, Juliano. Claro que queremos o melhor, mas acho que pior que o 4400 é a transferência em Guaianazes, uma estação projetada para ser terminal da extensão leste do Metrô, ficou pequena com a situação atual. Não gosto dessa estação, pela falta dos elevadores, rampas obstruem a passagem na plataforma, pilares enormes seguram a rede aérea, ocupando espaço também.

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  6. E mais facil sair a extensao da linha 9 em varginha doke sair as estacoes reformadas do trecho depois de guaianazes.pq ta f... A situacao la.andar nakele 4400 mew.so por deus.qdo vou pra jacarei que tenho q descer em estudantes pra pegar o onibus intermunicipal da breda.eu ja desco na luz cm a tabelinha dos horarios do expresso leste DiRETAO.sem ter q descer em guaianazes pra pegar akele lixo do 4400 que pra mim e um 1700 piorado rsrsrs. Na vejo a hora de xegar os 9000 e a linha 11 B receber o tratamento que merece assim cm a minha linha 7

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    1. Acredito que os 9000 andarão junto com os 2000 apenas no trecho "Expresso Leste". Parece que ano que vem apenas ele chegará até Suzano.

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