sexta-feira, 2 de março de 2012

Os trens, os maquinistas, os acidentes...


Fonte: STEFZS / Porto Gente

Os ferroviários do Brasil estão ainda mais preocupados depois do acidente envolvendo um trem de passageiro que matou 50 pessoas e feriu mais de 600 em Buenos Aires, na Argentina. Rogério Centofanti, do Sindicato dos Ferroviários (Sinferp), diz que os maquinistas de trens metropolitanos andam em baixa junto ao conceito de muitos públicos, porque são constantemente responsabilizados pelos acidentes. “Isso tem sido verdadeiro em São Paulo, e bem recentemente na Argentina”.

Diferente de qualquer outro condutor (de aeronave, nave ou mesmo de ônibus de longo percurso), o maquinista não tem banheiro na cabine. “Se a situação aperta, terá que suportar até o final do trajeto. Todos os seus movimentos internos são monitorados por uma câmera de vídeo e as imagens controladas pela empresa. Não podem, também, comer ou beber durante o trajeto, e menos ainda na cabine”, explica.
Com o desmonte da ferrovia paulista, observa Centofanti, desmontou-se também a carreira ferroviária.

“A passagem da capacitação, também na década de 1990, caiu da trajetória ajudante-maquinista para a formação de maquinistas em apenas seis meses. Mesmo assim, seis meses de formação para que o aspirante fosse habilitado a conduzir um tipo (série) de trem. A partir de 2000, o tempo de formação caiu para três meses para cada tipo de trem (série) e, hoje, continuam os mesmos três meses de formação, mas para todos os tipos (séries) de trens”.

3 comentários:

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  2. É, amigo Diego. Algumas profissões são movidas pelo dinheiro. Outras pela fama.
    Em certos momentos, são movidas por satisfação pessoal, pressão familiar e falta de opção melhor.
    E tem aquelas que são alimentadas PELA PAIXÃO! O ferroviário, especificamente o maquinista já foi muito mais valorizado, mas hoje é mais um. Profissional esquecido e pouco elevado, dada a importância do que faz. Mas seu lugar é na cabine, apaixonado pelos comandos, pelos trilhos, o ruído do chopper, os jacarés e chaves de mudança.
    O maquinista ama o AVI como o caminhoneiro o volante. Existe e existirá não pelo dinheiro ou reconhecimento, mas sim pela paixão pelos trilhos.
    Forte abraço!

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  3. Sonho em virar Maquinista, estou me preparando para o próximo concurso, esta faltando o curso de eletricidade básica, pretendo fazer no início deste ano. Essa paixão apareceu quando eu 5 anos de idade, em uma excursão escolar do prézinho ainda, onde tive a oportunidade de estar dentro da cabine e aquela imagem, lembrança de tudo esta passando na minha frente e o sentimento de estar alí me fez apaixonar por trens, tanto é q depois de certa idade comprei uma Locomotiva para mim...... Espero q eu tenha sucesso na prova.

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