sexta-feira, 20 de abril de 2012

Secretário nega colapso na CPTM e anuncia R$ 2 bi em investimentos

Jurandir Fernandes nega colapso na CPTM
Fonte: STEFZS

O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirmou nesta quarta-feira na Assembleia Legislativa de São Paulo que as sucessivas falhas nas linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) estão dentro do que se pode considerar "mundialmente aceitável" e que a população deverá sentir de forma mais efetiva os investimentos da companhia até o ano de 2014. "O sistema não está em colapso", disse.

De acordo com dados da secretaria, foram verificadas 49 panes em 2010, 42 no ano passado e 14 até o último dia 10 de abril. Projetado para o ano, o número de falhas deve fechar 2012 em torno de 50. A CPTM classifica como falha um problema que atrase o usuário por mais de 20 minutos ou aquele em que seja necessário tirar os usuários da composição, obrigando o acionamento do sistema de transporte de ônibus.

"Somente em 2012, a companhia deverá aplicar cerca de R$ 2 bilhões em melhorias. Até 2014, toda a parte elétrica dos 520 km de linhas (260 km em cada sentido) será trocada", afirmou.

Aos deputados estaduais paulistas, ele justificou que nem todas as panes são provocadas por problemas nos trens e que fatores externos também contribuem. Ele citou, por exemplo, interrupções provocadas por enchentes durante as chuvas do último verão.

De acordo com ele, a sensação de falhas constantes se deve à velocidade da informação. "Hoje, qualquer problema é imediatamente comunicado à mídia. Há algumas falhas que, se não fosse isso, não se daria importância, de tão pequenas que são. O que é preciso é que as pessoas entendam essa realidade", diz.

Fernandes afirmou que a companhia está fazendo a modernização das linhas sem interromper o transporte, utilizando apenas o período noturno e, em alguns casos, os fins de semana. "Não é falta de investimento. É preciso que todos entendam que a transformação está acontecendo com os trens em movimento. Não há ilusões, metrô e trem não dão conta sozinhos no que diz respeito à mobilidade urbana. As cidades também precisam fazer a sua parte", diz.

2 comentários:

  1. se for levado o tempo em consideração, que as linhas fechem aos domingos, para que as reformas sejam feitas!

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  2. Concordo que as linhas fiquem fechadas aos Domingos, mesmo sabendo que uso os trens alguns domingos para passeios. É chato, mas é um mal necessário, pois essas obras poderão evitar transtornos maiores.

    Espero que essas obras reduzam e muito os problemas de energia e lentidão dos trens.

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