domingo, 29 de abril de 2012

Série 7000 e Série 7500

Q02 circulando na Linha 7: primeira viagem comercial

Por Diego Silva

Caros leitores, essa é a última matéria da série sobre as frotas de trens da CPTM. Antes de começar, gostaria de agradecer à todos vocês que participaram, comentando e visitando, tornando essa série um grande sucesso. Hoje, falaremos sobre o CAF 7000 e a sua continuação, o CAF 7500. Um trem que, diferente das demais frotas, acompanhamos todo o desenvolvimento, construção e entrega por parte da CPTM. Vamos à história:

Primeira proposta visual da CAF para os novos trens da CPTM
Proposta escolhida pela CPTM (divulgação)
A história da frota CAF 7000 é bastante curiosa, pois foi acessível para todos àqueles que quiseram acompanhar. A entrega desses trens aconteceu na gestão de José Serra, e o então secretário de transportes metropolitanos, José Luiz Portella, foi até Beasain, na Espanha, acompanhar a construção do primeiro novo trem da CPTM. As primeiras imagens foram divulgadas pelo Governo do Estado, dando mostras que iríamos ganhar um trem com padrão de primeiro mundo, com tudo o que há de mais moderno no mercado:

Estruturas do 7001: primeira foto que chegou para o blog
7001 em estado avançado de construção
Secretário José Luiz Portella, na cabine do novo trem (7001)
Foto oficial na CAF Beasain, com o 7001 pronto para ser enviado ao Brasil

Chegadas as fotos de como seria o novo trem, criou-se a expectativa da chegada do mesmo ao país, e isso demorou pouco. Posteriormente, soubemos que apenas duas unidades viriam da Espanha, e os 46 trens restantes seriam construídos numa nova fábrica que a CAF estava construíndo em Hortolândia, no interior de São Paulo. Então, nós que fazemos a mídia e as fotografias na CPTM, começamos a esperar pela chegada dos novos trens, e isso se deu em meados de janeiro/2010. Os 16 carros espanhois desembarcaram no porto de Santos, e foram acomodados em carretas, que fizeram o transporte até o pátio de Presidente Altino, para encarrilhamento e testes.

Desembarque de um carro motor em Santos
Carros foram acomodados em carretas, para virem à São Paulo
Durante o trajeto, realizado pela TransData
7001, em testes no pátio de Pres. Altino: apenas um carro vermelho
Ao chegarem em São Paulo, aproximava-se cada vez mais a data de entrega dos mesmos. Após testes, adesivação, padronização com a nova identificação visual e as demais burocracias, era chegada a hora da entrega. Em evento realizado na estação Tatuapé, no dia 28 de março, a CPTM entregava o primeiro novo trem, de um total de 40 da mesma série. A estação ficou repleta de usuários, admiradores e fãs da Companhia. Também estive presente, para cobrir a entrega do novo trem:


Q01, pronto para ser entregue na estação Tatuapé

Muita festa por parte dos presentes, muito espanto e admiração pelos usuários, que puderam enfim contemplar a chegada do novo trem. Realizamos também a viagem inaugural do novo trem, entre as estações Tatuapé e Brás, onde pudemos falar rapidamente com o então presidente da CPTM, sr. Sérgio Avelleda, e posteriormente, realizamos também a primeira viagem comercial do novo trem, entre as estações Brás e Calmon Viana.


Q03, prestando serviços no Expresso Leste
Atualmente, dos 48 trens encomendados, somente 45 estão em circulação. Por incrível que pareça, uma unidade está praticamente perdida, após uma colisão grave na estação Palmeiras-Barra Funda: Q02. Antes disso, Q01 e Q07 já haviam se acidentado também, permanecendo imobilizados até hoje (curiosamente, as metades não envolvidas formaram o Q49, trem que circula no Expresso Leste).

Q02, após colisão com o Mafersa 1717: Trem destruído
Q17, descarrilado perto da estação Ceasa
Em contrapartida, a série 7500 (que circula na Linha 9), ainda não sofreu acidentes. A única diferença de uma frota para a outra é a ausência de assentos nos salões de passageiros. Na frota 7500, estes vem em número bastante reduzido.

Dados Técnicos (7000)
CAF's 7000
Comprimento: 170,128 metros (8 carros)
Peso Carro Motor (M1 e M2): 45.7 ton.
Peso Carro Reboque (R1): 40.5 ton.
Peso Carro Reboque (R2): 39.4 ton.
Peso Total: 180 ton.
Carro Motor: 54 Ton.
Carro Reboque: 60 Ton.

PASSAGEIROS
Capacidade

Carro (M1-M2)
Sentadas: 54 pessoas
Sentadas + em pé (6 por m²): 240 pessoas
Sentadas + em pé (8 por m²): 302 pessoas

Carro (R1-R2)
Sentadas: 60 pessoas

Sentadas + em pé (6 por m²): 262 pessoas
Sentadas + em pé (8 por m²): 329 pessoas

TUE (M1-R1-R2-M2)
Sentadas: 228 pessoas

Sentadas + em pé (6 por m²): 1004 pessoas
Sentadas + em pé (8 por m²): 1262 pessoas

7000 em Santo Amaro (Linha 9-Esmeralda)

11 comentários:

  1. Ola diego.bela materia.sobre o trem que descarrilou no ceasa e o Q18 7069-7072 e nao o Q17 7065-7068 que continua rodando.alias pelo q pude acompanhar sobre a empresa o Q18 esta sendo recuperado com algumas pecas do falecido Q2.os carros 7069-R069 mais precisamente foram os mais afetados.ja os outros 6 carros deste conjunto pode ser visto estacionado ao lado da estacao de altino.sobre o Q7 a cptm arrancou a mascara do falecido Q2 e colocou nele e ele esta com os 4 carros 7025-7026 la em altino ja pronto so nao sei porque ate agora ele nao foi acoplado a sua parte 7027-7028 que esta no expresso leste com a parte do Q1 7003-7004. Talvez esta parte do Q7 q esta em altino tenha sido depenada com suas pecas.mais sai se realmente foi feito isto para abastecer outro trem entao na mh opiniao foi burrice trocar a mascara para continuar com o trem la desativado.

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  2. Parabéns Diego pelas matérias, ficaram excelentes!!!

    Mas então o Q02 não volta mais a circular???

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  3. foi o Q17 que descarrilhou próximo de ceasa?, não foi o Q18???

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  4. Pra mim um trem espetacular ar condicionado sistema de som monitores de indicação das estações, a unica coisa chata só a voz de mulher dizendo "desembarque pelo lado easquerdo do trem" mas fora isso nota 10 a unica coisa chata de tudo isso que os CAF 7000 que estavam prometidos para as linhas 7 Rubi e 12 Safira estão trafegando em outras linhas sendo que na linha 7 apenas 2 ou 3 trens dessa frota dividindo espaço com os atuais Budd 1100 e Mafersa 1700, a primeira vez que entrei nesse trem estava com o meu irmão já senti um certo ar de novidade além claro do ar condicionado bem eficiente que quando cheguei na Estação Luz e sai veio aquele vapor quente do lado de fora o chamado choque térmico mas nada que atrapalha-se a boa viagem que fiz nele.

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  5. A CPTM poderia solicitar a CAF, a reconfiguração / disposição interna dos bancos, das unidades da série 7500. Visto que este veio com número reduzido de assentos, obviamente para proporcionar mais espaço interno no salão, para acomodar mais passageiros nas horaa de píco.

    Entretanto, a CAF deixou os balaustres, na mesma diosposição dos balaustres da série 7000. Sendo que na série 7000, os bancos ao lados das portas são duplos (para duas pessoas). E os da série 7500, são unitários (para uma pessoa só). Mas nesta série, permeneceu o balaustre ao lado da porta, com um ferro transversal no alto, entre o Balaustre vertical e a parede do carro, que impede a passagem de uma pessoa nesta área, sem que esta tenha de se abaixar.

    FICOU FORA DE ESTÉTICA E SEM APROVEITAMENTO DE ESPAÇO PARA CIRCULAÇÃO DE PESSOAS AO LADO DAS PORTAS!

    Portanto, que sejam colocados os assentos duplos ao lado das portas, como são na séria 7000. o
    Ou então, que seja retitado o pequeno balaustre transversal, fixo entre o balaustre vertical e parede do carro dos 7500 ao lado das portas, visando melhor aproveitamente de espaço e circulação dos passageiros.

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  6. A compra e a entrega desses trens se deveu basicamente ao projeto de presidência do então governador da época. Muito marketing, pouca efetividade, coisas feitas às pressas. Prometeu-se muito, mas não foi feito o básico como subestações, via permanente e outros, hoje pagamos o preço da incompetência. Utilizaram uma necessidade como plataforma política simplesmente.
    Um então Secretário que era mero colunista do jornal Lance! até assumir a cadeira (está certo que o atual é igualmente péssimo).
    Faltou a informação que o contrato de fornecimento destes trens, seriam 20 7000 para linha 7, e outros 20 para a linha 12. Infelizmente desviados para corrigir a falta de planejamento da CPTM na linha 9, que anteriormente surrupiou o Expresso Leste com os 2070 pelo mesmo motivo.
    O financiamento foi contratado em nome do projeto da modernização das linhas 7 e 12 devido à situação precária e alta idade da frota destas duas linhas, apesar da desculpas comumente utilizadas.
    Quando o Estado chegou com o pires na mão junto ao Bid/Bird(?) apresentou a precária situação destas duas linhas, e não a situação da linha 9, a preferida. Tudo bem, a demanda cresceu, mas devido a vultosos investimentos ao longo dos últimos 10 anos que não ocorreram nas outras linhas, salvo no Expresso Leste. Até então era a linha mais vazia, perdendo até da precária 12. Mas ao passo que as modernizações foram acontecendo, trenzinhos só com ar condicionado introduzidos, e agora linha 5, obviamente ia ganhar passageiros. Investimentos estes que as outras linhas não tiveram...

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  7. Na época da estreia em 2010, andei num trem 7000. Parecia ser um cruzeiro sobre trilhos: Salão confortável, indicadores, ar condicionado, assentos confortáveis, viagem silênciosa, etc...

    Quando o 1° trem chegou na linha 7, as pessoas ficavam maravilhadas 'agora sim, vamos andar num trem de verdade'. As pessoas pareciam uma criança recebendo um brinquedo pela 1ª vez.

    Mas como tudo na vida tem um ciclo, hoje vejo cada vez mais pessoas reclamando desses trens, ora por motivos plausíveis como o ar-condicionado 'desregulado' ou a lentidão, ora por motivos ridículos como o som do ar-condicionado, a voz eletrônica, o som dos freios na parada e partida da estação, as campainhas, etc... Muita gente ainda diz que prefere andar nos trens antigos, 'sem frescura' Eu queria só ver eles andar num 1100 às 5h00 da manhã e/ou em dias de muita chuva. Seria divertido ver a cara deles.

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    1. De fato, na estreia desses trens, os usuários ficaram encantados. Observei muitos abrirem um sorriso ao ver o novo trem chegando na estação. Hoje em dia, muita reclamação, sob qualquer motivo. Os trens antigos são melhores, isso é fato. Mas em dias de muito calor ou de forte chuva, os CAF 7000 são excelentes. Apesar de que, sob chuva, eu prefiro viajar no 1100 (sentado).

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  8. Concordo, os trens antigos são bons também. Mas quando certo usuário reclamou do sonzinho dos freios do trem novo na chegada e partida da estação foi demais!!! kkk

    Boa matéria, Diego! Sucesso.

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  9. Mas se o Q02 não vai voltar, a CPTM deveria falar para a CAF fabricar mais um trem com a mesma numeração, assim não é um 7000 perdido completamente. E ainda não vejo a diferença entre o 7500 e o 8000 que não está na matéria. Em dia de calor é bom pegar trem com ar condicionado, pena que nunca peguei um 7000, mas para falar verdade, em dia de chuva prefiro os antigos mesmo, ou o I15 do Metrô, meu preferido. O 3000 é trem novo?

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    1. Pedro, a CAF não tem obrigação de construir um 'novo' Q02, pq a culpa do acidente foi da CPTM. A garantia dos trens não cobre acidentes desse tipo. A diferença de 7500 e 8000 é simples: salão contínuo nos novos trens, enquanto os 7500 são carros individuais.
      Siemens 3000 é do ano 1999.

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