domingo, 27 de maio de 2012

CPTM 20 Anos: O Expresso Turístico


Por CPTM

Os mesmos trilhos que impulsionaram o desenvolvimento do Estado de São Paulo a partir da segunda metade do século XIX estão de volta para levá-lo a uma viagem inesquecível por meio da história, da cultura, da arquitetura e do meio ambiente.

O Expresso Turístico é um serviço ferroviário inaugurado em 18 de abril de 2009 pela Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos e pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Tem como objetivo integrar pontos de interesse turístico localizados ao longo da malha férrea.

A viagem é feita a bordo de uma composição, formadas por dois carros de aço inoxidável fabricados no Brasil na década de 50 e tracionados por uma locomotiva a diesel, da CPTM. Cedidos pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), os vagões foram totalmente restaurados pela CPTM. Ao longo do percurso sobre os trilhos, monitores dão informações históricas sobre a ferrovia paulista e as estações da CPTM.

O serviço foi desenvolvido para aqueles que enxergam na ferrovia, muito mais que um meio de transporte eficiente para os seus deslocamentos, uma excelente oportunidade para conhecer sua história, criando uma nova opção de turismo na Região Metropolitana de São Paulo.


Atualmente, há três opções de trajeto: Luz-Paranapiacaba (quinzenal, aos domingos), Luz-Jundiaí (semanal, aos sábados) ou Luz-Mogi das Cruzes (quinzenal, aos domingos). O trem sai da Estação da Luz, da CPTM, um dos mais importantes marcos arquitetônicos do país e um dos poucos monumentos da cidade tombados pelos órgãos de preservação do município, do Estado e da União. No caso do trajeto Luz-Paranapiacaba, o passageiro pode optar por realizar o embarque e desembarque na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André (Linha 10-Turquesa, da CPTM), com tarifa diferenciada.

Os passageiros têm como opção roteiros turísticos para complementar o passeio dentro da cidade de destino. Esse serviço não é de responsabilidade da CPTM e é pago à parte, diretamente às agências de turismo.

Roteiros


Luz x Jundiaí
A apenas 60 km da capital paulista, Jundiaí e as cidades vizinhas reservam uma série de atrações que podem ser feita pelo viajante do Expresso Turístico. Uma delas é o Museu Ferroviário, da Cia. Paulista de Estradas de Ferro, que praticamente desenhou o mapa ferroviário do interior de São Paulo. Há também as belezas naturais da Serra do Japi com suas trilhas e caminhadas, e o Circuito das Frutas, uma viagem nas fazendas produtoras de uva, morango, caqui, figo etc no entorno da cidade. Isso sem falar da bela arquitetura local, parques e feiras de artesanato.

A viagem
O trajeto é realizado semanalmente aos sábados, com partida às 8h30 na Estação da Luz e retorno às 16h30 na Estação Jundiaí. A viagem é feita a bordo de uma charmosa locomotiva da década de 50, totalmente reformada. O trem segue pela estrada de ferro implantada em 1867 pela antiga SPR (São Paulo Railway Co.), empresa de capital inglês. Essa foi a primeira ferrovia de São Paulo e foi construída para levar, principalmente, o café produzido na região de Jundiaí até o Porto de Santos.Atualmente chamada Linha 7-Rubi, ela ainda conta com estações construídas pela SPR, facilmente identificadas pela arquitetura em estilo inglês, como Perus, Caieiras e Jaraguá. Durante a viagem, que dura cerca de 1h30, monitores do Expresso Turístico fornecem informações históricas sobre a ferrovia.


Luz x Mogi das Cruzes
Localizada a 48 Km da capital paulista, Mogi das Cruzes compõe o grupo de municípios que formam o Alto Tietê, região próxima à nascente do Rio Tietê. A cidade, com cerca de 370 mil habitantes, é cortada pelas serras do Mar e do Itapeti.

Integrante do Cinturão Verde de São Paulo, atualmente Mogi é conhecida como centro produtor de flores, com destaque para as orquídeas, herança da forte presença japonesa na cidade na primeira metade do século 20. Além do Circuito das Flores, a cidade oferece outras atrações turísticas, como as igrejas da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo. Trata-se de um importante pólo musical, já que no século 17 a região foi referência na produção de música barroca. 

A viagem
O trajeto, que dura cerca de 1h30, é realizado quinzenalmente aos domingos, com partida às 8h30 na Estação da Luz e retorno às 16h30 na Estação Mogi das Cruzes.

Ao deixar a capital paulista, o Expresso Turístico toma a direção dos trilhos da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, ferrovia construída ainda no Império, em 1877, para ligar o Rio de Janeiro a São Paulo. 
Atualmente esse trecho integra a Linha 12-Safira da CPTM, que conecta o Brás à Estação Calmon Viana. O trecho é conhecido como “variante” à atual Linha 11-Coral/Expresso Leste, que foi aberta ao tráfego em 1934. Nesse caminho restaram duas estações com prédios da década de 1920, Calmon Viana e Aracaré. 
Durante o século 20, passaram por essa linha os mais importantes trens de passageiros de longo percurso que o Brasil já viu, ligando São Paulo ao Rio de Janeiro. Entre eles estavam o Cruzeiro do Sul, o Santa Cruz e, mais recentemente, o “Trem de Prata”, que operou até 1998.



Luz x Paranapiacaba
Esse é o mais novo trajeto do Expresso Turístico. Localizada no município de Santo André (SP), Paranapiacaba é uma charmosa vila de arquitetura inglesa que já se candidatou a Patrimônio Mundial da Humanidade e foi testemunha de uma importante fase de expansão da tecnologia ferroviária no Brasil na segunda metade do século XIX. Lá, os passageiros poderão conhecer diversas atrações culturais e ecológicas, como o Museu do Castelinho, o Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba e a Casa da Memória.

A viagem
O trajeto é realizado quinzenalmente, aos domingos. O passageiro tem a opção de embarcar às 8h30 na Estação da Luz ou às 9h00 na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André (Linha 10-Turquesa, da CPTM). O retorno ocorre às 16h30 em Paranapiacaba, com parada na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André. Atenção: No ato da compra do bilhete, o passageiro define em qual das estações prefere realizar o embarque e o desembarque.

A viagem é feita a bordo de uma composição, formadas por dois carros de aço inoxidável fabricados no Brasil na década de 50 e tracionados por uma locomotiva da década de 1950, totalmente reformada. O percurso de 48 Km leva 1h30 e é realizado ao longo da atual Linha 10-Turquesa, proporcionando ao turista uma viagem no tempo. Entre os destaques estão as estações Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, tombadas recentemente pelo patrimônio histórico de São Paulo. Elas foram construídas pela antiga empresa britânica SPR (São Paulo Railway) ― primeira ferrovia paulista, inaugurada em 1867.

Além disso, é possível encontrar em operação em Paranapiacaba a segunda locomotiva mais antiga do Brasil, que pertenceu à SPR e hoje integra o acervo da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF). Anualmente, no mês de julho, a vila também é palco do tradicional Festival de Inverno de Paranapiacaba, que reúne estrelas da MPB, rock, música clássica e atrações internacionais.

2 comentários:

  1. Graças aos esforços dos membros da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária - ABPF, foi possível a CPTM montar este Trem, nos mesmos moldes ou características dos extintos Trens de Passageiros de Longo Percurso, que até meados de 1998 / 99, operam entre a capital e cidades do interior paulista, antes da liquidação da FEPASA - Ferrovia Paulista S/A.

    Estes dois Carros de Passageiros em Aço Inoxidável que atualmente formam a composição do Expresso Turístico, foram fabricados pela MAFERSA na década de 1960, para a então Estrada de Ferro Araraquara - EFA, onde operavam nos Trens de Passageiros de Longo Percurso, entre as cidades de São Paulo, Campinas, Araraquara, São José do Rio Preto e Santa Fé do Sul.

    A partir da década de 1970, passaram a compor a frota da estatal FEPASA. Que manteve a operação destes Trens de Passageiros de Longa Distância, até a sua liquidação pelo governo, no final da década de 1990.

    Depois da liquidação da FEPASA e desativação de todos os Trens de Passageiros Regionais e de Longo Percurso do estado de São Paulo, o material rodante destes Trens, foi estacionado em diversos pátios ao longo da malha ferroviária. Onde em muitas destas localidades, ficaram sujeitos a depreciação, furtos e vandalismos.

    A ABPF, entidade fundada da década de 1970, que até então tinha em seu acervo na grande maioria, exemplares de Carros de Passageiros e Vagões de Madeira e Locomotivas Movidas à Vapor, material rodante este oriundo da época do início das ferrovias no Brasil, viu - se também na necessidade de tentar salvar alguns exemplares dos Carros de Aço dos idos das décadas de 1950 / 60, a melhor época dos serviços ferroviários de passageiros, considerados Trens de Luxo para a época.

    Por intermédios dos esforços de seus membros, fez requisições junto a extinta Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima - RFFSA, pela autorização do resgate de alguns Carros de Aço, para compor o acervo de Trens Históricos desta entidade.

    E assim foi feito;
    Por intermédio destes trâmites burocráticos, a ABPF conseguiu salvar também estes dois Carros Mafersa da antiga EFA. E em forma de apoio ao projeto "EXPRESSO TURÍSTICO", foram emprestados os dois exemplares, para a CPTM operar o Trem, trazendo de volta a nostalgia das antigas viagens de Trens.

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