sábado, 5 de maio de 2012

CPTM 20 Anos: O início das operações

Primeiro logotipo da CPTM
Por Diego Silva
Imagens: Divulgação

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos foi fundada em 1992, mas começou suas operações efevitamente em 1994, quando os primeiros trens partiram das estações já sob sua administração. O começo da nova empresa foi muito complicado, pois as situações em que se encontravam trens e estações era completamente precária. Mas com garra, a empresa virou o jogo, e hoje caminha para ser a melhor empresa de transporte ferroviário de passageiros do Brasil.

Trem série 1700 - Estação Mauá - Linha D (foto de 1997, aproximadamente)
1994
Entra em operação a CPTM. Contando com uma frota de pouco mais de 100 trens, espalhados em quatro linhas, que eram administradas pela CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos). Média de usuários era de 700 mil/dia. Trens viajando com portas abertas eram comuns, surfistas se equilibravam no teto das composições. As linhas administradas: Linha A (Brás x Francisco Morato, onde pagava-se um valor simbólico para ir até Jundiaí), Linha D (Luz x Paranapiacaba), Linha E (Roosevelt x Estudantes, trens saíam de São Paulo com destinos alternados entre Mogi e Estudantes), Linha F (Roosevelt x Calmon Viana).


Existiam casos de trens fazerem viagens diretas entre Paranapiacaba e Jundiaí, ligando as linhas A e D. Trens da zona leste passam por revisão, para entrarem em um novo sistema de operação, ganhando novas peças e melhor controle de segurança.
Frotas para operação: 101, 1400, 1600, 1700, 4400, 5500.

Trem série 5000 - Frota da Fepasa recebia nova identificação da CPTM
1996
A CPTM inicia a operação das linhas B e C, que estavam sob controle da Fepasa até então. Com um acréscimo na frota, começa a administração de todo o atual sistema. Da mesma forma que as linhas da zona leste, a empresa encontra um cenário de abandono e descaso: surfistas, pingentes, trens em péssimo estado e um longo trabalho a ser realizado. Estações da linha B não contam com nenhum item de acessibilidade (fator que não era tão lembrado naqueles tempos). Nesse mesmo ano, a frota 101 foi enviada para as empresas Cobrasma e Mafersa, afim de modernizar e adequar os trens à nova realidade.
Frotas para operação: 1400, 1600, 1700, 4400, 4800, 5000, 5500.

Trem série 1100 - Reforma de 23 unidades concluída em 1997
1997
Começa a nova realidade para a empresa e seus usuários: 23 unidades reformadas e modernizadas da nova série 1100 (Unidades pares modernizadas pela Cobrasma, unidades ímpares pela Mafersa). Aquisição de 48 trens da série 2100, vindos da Espanha. Licitados 30 trens da série 2000. Ainda existiam casos de viagens com portas abertas, e intervalos ainda eram considerados altos demais para a demanda existente.

Estação Brás/Roosevelt, ainda sem a cobertura completa

Estações
Nas estações, existia um problema que ainda é possível ver hoje, em casos não tão isolados: falta de acessibilidade e conforto. A CPTM não contava com estações dotadas de escadas rolantes, salvo a estação Barra Funda. Até mesmo a estação Brás, grande centro que recebia quatro linhas, era muito acanhada. Mas sabemos bem que todo começo é difícil. Apesar disso, a empresa se planejou de maneira correta, executando obras gigantescas, para oferecer um maior conforto para seus usuários. Três delas merecem grande destaque: cobertura da estação Brás, integração subterrânea na Luz e a construção da Linha 5-Lilás do Metrô.

Estação Brás atualmente, com cobertura completa

2 comentários:

  1. Tenho uma curiosidade:

    Na linha 7 já andei num 1100 com a antiga indicação da linha A-Marrom (Jundiaí - Barra Funda)e da linha D-Bege (Barra Funda -Paranapiacaba) além da linha E-Laranja (Barra Funda - Estudantes)

    Diego, em que época as linhas A, D e E partíam da Barra Funda e por que elas foram segregadas para a Luz e Brás?

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    Respostas
    1. Bruno, pelo que me lembro, esses trechos estavam operacionais entre 2002 e 2004. Isso acontecia por conta da reforma e construção do túnel de acesso na estação Luz. Então, havia apenas uma linha operacional na Luz, que era da Linha A. Os trens ficavam em via singela. A linha E eu não cheguei a embarcar em Barra Funda. Mas A e D, eu lembro perfeitamente.

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