segunda-feira, 14 de maio de 2012

CPTM 20 Anos - Um patrimônio a ser preservado

Estação Luz: maior patrimônio herdado pela CPTM
Por Diego Silva

Caros leitores, algo que poucas pessoas percebem é o enorme patrimônio que está sob administração da CPTM. Não são apenas estações, trens e documentos históricos. Mas sim, parte de uma rica história, que é a da ferrovia paulista. Como estamos contando diariamente para vocês, sobre o aniversário da companhia, a SPR (São Paulo Railway) deixou um grande legado de seu poderoso e vasto patrimônio. Como a mais importante ferrovia do Brasil não sobreviveu, deixou como parte de sua história algumas estações e imagens.

A estação Luz, com seu majestoso e imponente conjunto arquitetônico, deve ser considerado como principal patrimônio da companhia. Cartão-postal da cidade, porta de entrada de São Paulo num passado não muito distante, a belíssima obra ainda hoje encanta todos àqueles que por ela passam. Palco de muitos encontros e despedidas, hoje a estação é 'apenas mais uma estação' em meio a um sistema de transporte ferroviário que, aos poucos, começa a crescer mais e mais.

Estação Rio Grande da Serra: típica estação de 3a. classe da SPR
Algumas estações pelo caminho que ligava Santos até Jundiaí ainda mostram muitos detalhes deixados pela SPR. Podemos citar três: Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires e Jaraguá. Ambas possuem uma construção muito similar. A passarela, clássica, está presente nos três prédios, dando um toque de classe para o conjunto da obra. Em tempos mais atuais, algumas estações da SPR foram tombadas como patrimônio histórico pelo Condephaat. Outras, mais similares, acabaram sendo reconstruídas ao longo do tempo, devido à necessidade de estações maiores e mais modernas. As que ainda resistem ao tempo, lá estão por conta de uma demanda considerada inferior.

A CPTM já estuda reconstruir grande parte de suas estações, devido ao aumento significativo da demanda de passageiros. Com isso, as estações mais antigas, que são alvo dessa postagem, deverão ganhar uma outra utilidade. Fala-se até mesmo de transformar algumas em pequenos museus, talvez até mesmo algum museu que conte parte de sua história, ou da cidade que se formou ao seu redor.

Além das estações, a CPTM também deve se atentar aos seus trens. Parte deles fizeram parte de gerações de famílias (exemplo: série 1100, em circulação desde 1958, ofereceu transporte para pelo menos três gerações de família diferentes). A companhia poderia construir um 'Museu da Ferrovia', onde reuniria importantes peças que contariam parte da história do trem em São Paulo, podendo até mesmo preservar um carro motor de uma determinada série de trens, quando esta não mais estiver apta a circular. Algo que não temos muito no Brasil é isso: preservação da história.

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