quinta-feira, 5 de julho de 2012

Contra falhas, CPTM investe R$ 400 milhões em sistema elétrico


Fonte: Jornal da Energia


A maior integração entre as linhas de metrô e o sistema de transporte metropolitano por trilhos criou uma demanda inesperada aos trens e ocasionou a necessidade de aportes imediatos nas instalações elétrica da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que administra o sistema. Para se ter uma ideia, a empresa calcula aportes de R$400 milhões em melhorias, como a adição de subestações, a serem concluídas até 2015.

“A CPTM possui 22 subestações operacionais com 183 MW de potência instalada”, aponta Jose Antônio de Filippi, assessor técnico executivo da diretoria de engenharia da CPTM. Com os investimentos, esse número deve saltar para 30 unidades, o que aumentará a capacidade do sistema de alimentação elétrica da companhia para 261 MW instalados.

Questionado sobre algumas falhas que ocorrem no sistema, Filippi listou fatores que contribuem com esse tipo de ocorrência, como a sobre-solicitação e a obsolescência dos equipamentos. Além disso há insuficiência de manutenção e da rede elétrica que não tem atendido o acréscimo da carga, e interferência de fatores externos, como raios. 

O assessor explica que o acréscimo de subestações reforça e flexibiliza o sistema elétrico, de forma que ele atenda mais adequadamente à demanda por energia gerada pelo acréscimo de trens na rede. “Nossa busca é para conseguir aumentar a frota, de forma que o passageiro espere três minutos na plataforma”, aponta Filippi, ao admitir que a empresa corre para atender o aumento da demanda. 

As subestações são implantadas para receber tensão das distribuidoras ans níveis de 138kV, 88 kV ou 34,5 kV, dependendo dos locais. A partir daí, os transformadores são conectados a grupos retificadores que se incumbem de transformar a corrente alternada em corrente contínua, nível 3.000V, para ser levada para a rede aérea e os trilhos ao longo de toda a linha férrea. Parte das novas subestações serão fornecidas por ABB e Siemens, vencedoras das licitações. 

No caso da CPTM, a AES Eletropaulo é a maior fornecedora de energia, mas as regiões que ultrapassam o domínio da companhia, fora de São Paulo, são atendidas por empresas como Elektro e EDP Bandeirante. “Parte dessa energia temos que abaixar para uma tensão intermediária e distribuir por rede própria, para fazer com ela chegue a subestações em regiões que não são atendidas por concessionárias”, acrescenta ainda Filippi

Já o metrô de São Paulo afirma que “não possui histórico de falhas em suas subestações elétricas que tenham impedido a circulação dos trens”. Segundo o Metrô, são dez subestações primárias que recebem e transformam a energia das distribuidoras para alimentar toda a rede. A companhia informa que os investimentos em sistemas de energia não são contabilizados separadamente, mas que os aportes em manutenção devem saltar dos R$ 529 milhões do ano passado para cerca de R$ 615 milhões em 2012.

Gargalo 
De acordo com Marcelo Alves, professor do Centro de Engenharia Automotiva, do departamento de Engenharia Mecânica Veicular da Poli/USP, os problemas com os sistemas de energia concorrem por conta da migração inesperada de um volume considerável de passageiros para os trens, o que desencadeou na necessidade de mais carros. “Eles passaram a ter utilização muito maior”, disse ao analisar que, a partir daí, os incidentes começaram a ser mais frequentes. 

Alvez diz que a integração dos trens metropolitanos ao metrô sobrecarregou o sistema e que, por isso, os investimentos estão correndo atrás da demanda. O especialista fala que uma saída seria andar com as obras mais rapidamente, para que estas acompanhem o ritmo do crescimento de usuários, o que é difícil por conta da impossibilidade de parar a rede para realizar o serviço de substituição e ampliação de equipamentos. 

Comentário do sindicato:
Bom. Bem mais elegante e honesto admitir problemas, apontá-los, indicar soluções e ações, do que ludibriar usuários e imprensa com desculpas e mentiras que não se sustentam no momento e tampouco no tempo, transferir responsabilidades para ferroviários e perseguir sindicato. Talvez seja chegado o momento de o Governo do Estado de São Paulo estudar a possibilidade da criação de usina hidroelétrica para suprir de energia os meios de transporte de pessoas sobre trilhos, que tendem a aumentar.

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