terça-feira, 24 de julho de 2012

O fim da era Francorail em SP: CPTM abre leilão para se desfazer de 12 composições da série 5000

Cena que não será mais vista: 5000 em Júlio Prestes
Por Diego Silva

Assim como tudo na vida, os trens também chegam ao fim. E assim, o ciclo da série 5000 da CPTM se encerra, de maneira crítica. Uma aquisição de respeito da lendária Fepasa, nada menos que 50 trens de aço inox que revolucionaram o transporte metropolitano da zona oeste e sul de São Paulo, se vê diante de um leilão, que irá sacramentar seu derradeiro fim nos trilhos paulistas.

No último dia 21, a CPTM publicou no Diário Oficial, a abertura de leilão para se desfazer de doze composições da série 5000. A renovação de frota começou ainda em 2010, com a assinatura de uma parceria público-privada, onde a vencedora (no caso, a CAF) forneceria 36 trens de oito carros cada, além de ganhar a manutenção dessa frota por 20 anos. Pois bem, já são 17 trens entregues e a empresa já decide se livrar da frota 5000.

De 1978 a 2012, bilhões de quilômetros rodados
Apesar de serem ótimos trens, com um desempenho razoável na linha em que opera, a frota 5000 sofre com constantes avarias, graças à falta de peças para sua manutenção (lembrando que são trens de construção francesa, com uma imensa dificuldade de encontrar sobressalentes). Com uma boa reforma, ainda seria possível garantir a circulação dessa frota por mais alguns anos. Mas nem Governo nem CPTM enxergam dessa forma, dando o veredito final para a Linha 8: 36 novos trens e nada de trem velho nesta linha.

Quem quiser, pode acompanhar o leilão através deste link: Diário Oficial - Leilão da série 5000
Aproveite também e releia a história da série 5000, contada por mim em uma série especial que foi ao ar aos domingos, no começo deste ano: http://cptmemfoco.blogspot.com.br/2012/04/serie-5000.html

25 comentários:

  1. Mas quando a CAF ganhou a PPP não se falou que a mesma iria reformar os trens série 5000? Algumas composições deveriam ficar porque são ótimos e uma reforma os deixariam bem tanto no visual quanto no desempenho. Pena o governo agir assim se desfazendo.

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    1. errado meu amigo, a CAF/Ctrens ganhou apenas a manutençao dos trens da linha 8, e nao a reforma. na verdade conforme os 8000 vao entrando, os 5000 vao sendo devolvidos para a CPTM. e cá entre nós, a manutençao da Ctrens é de 5ª categoria, se eles nao conseguem resolver os problemas mais simples, quem dirá uma reforma geral...

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    2. Leisommg, na época da assinatura da PPP, eu lembro que haviam comentado: seriam 24 novos trens e a reforma de 12 composições da série 5000. Após uma análise, viram que não era viável reformar essas doze composições, e assim, fizeram o contrato de 36 novos trens.
      A CAF ganhou o contrato dos trens, e a PPP de 36 novas composições.

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  2. Uma vez, eu estava acompanhando o START UP de uma caldeira, e havia um Eng. Frances ( Da fabricante da Caldeira ) acompanhando o processo. Depois de quase um mês de problemas pra colocá-la em funcionamento, pergunte ao Eng. Frances qual era o problema da caldeira : Ele me respondeu - Foi fabricada na FRANÇA. Nunca mais esqueci dessa frase, e nunca mais confiei em nenhum equipamento frances.

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    1. marfil, se segundo seu comentario a industria francesa é ruim, pode acreditar que a industria espanhola é 50 vezes pior. um CAF não chega nem perto da qualidade quem tem o 9000 fepasa (atual 5000 CPTM). pode ter certeza absoluta do que digo.

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    2. São casos e casos. Não sou perito em engenharia ferroviária, mas pelos problemas que a série 5000 causa (principalmente reposição de peças), produtos franceses não tem lá tanta confiabilidade.

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  3. Em muitos paises, se troca a frota de trens a cada 20, 30 anos, mesmo se os trens estiverem em bom estado. Ainda que várias séries da CPTM foram reformadas/modernizadas mais que 1 vez. Agora com o caixa do Estado melhor, melhor é trocar tudo por novo e tirar essa imagem de sistema depredado e descaso, deixando-o para trás. Sim, os trens antigos são a imagem escarrada de um passado sombrio e que muita gente ainda associa com surfistas ferroviarios, arrastões, pingentes, lixo, portas abertas, entre outros. Além disos, o custo para reformar o 5000 sairia o mesmo valor de um trem novo, então, melhor comprar um trem novo logo do que reformar esses trens antigos.

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    1. imagem muito mais criada pela CBTU que pela fepasa.

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    2. Renato foi bastante sincero: não dá para carregar uma mesma imagem durante décadas e décadas. Tudo bem, os trens estão em bom estado, mas já que dá para comprar trem novo, ao invés de continuar gastando com composições problemáticas, o negócio é comprar novas composições mesmo. Um processo de renovação é interessante em qualquer âmbito.

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    3. É chato ter de se livrar dos trens antigos mas acaba sendo melhor para o sistema e para a população afinal já está mais do que na hora de trazer um pouco mais de conforto nos trens. Os 8000 apesar de ser criticado pelo número reduzido de assentos e etc... pelo menos se cumprirem o intervalo de 3 minutos entre os trens haverá mais oferta de lugares reduzindo a superlotação.
      Por aqui na Linha 7 já era sabido que os 1100 sairiam de circulação e apesar de ele ter um certo incômodo no horário de pico, gosto de andar nele e é ótimo curtir a brisa durante a viagem de janela aberta apreciando as belas paisagens da região do Jaraguá-Perus-V.Clarice é muito triste saber que isso vai acabar... e agora querem acabar com os 1700 também e esse trem está 'novo' em excelentes condições e só foi produzido em 1987. Eles mereceriam uma boa reforma.

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  4. É uma pena um ótimo trem mas infelizmente vai nos deixar o famoso FEPASÃO, a ultima vez que andei nele foi exatamente no inicio do mês de Julho agora vai ficar apenas na lembrança ADEUS 5000.

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  5. É uma pena mesmo,adorava esses trens.
    Uso ele todos os dias para ir ao trabalho e só de ouvir o seu som,sempre dava um pouco de alegria nessa rotina cansativa.
    Espero que a CPTM tenha mais cuidados com essa nova frota e não deixar acontecer o que aconteceu com os 5000.
    Eu ainda achava que eles iriam para a Supervia.
    Porque iriam ter ainda alguma utilidade

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  6. Cara, nao acredito, a cptm vai descarta-los assim normalmente, precisa deixar alguma coisa pra população que admira esse belo trem assim como eu. Desde que nasci andei nos trens da serie 5000, pois era o mesmo caminho pra ir na minha escola e pro trabalho da minha mae. Quando li o titulo desta postagem me deu um aperto no coração

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  7. Só uma curiosidade: como é a numeração dos trens da CPTM. Uso a linha 10 que usa a série 2100 (mais nova que a série 5000)!
    Sendo assim, qual é a lógica, colocar maior numeração num trem antigo?
    Sei que agora tem os trens da série 7000,8000 e futuramente 9000! Aí sim , com numeração correta...

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    1. Alexandro, a numeração dos 5000 já vem da época da Fepasa. Eles começaram como 9000, mas após algum tempo, foram renumerados para UI5000. Não existe uma lógica, mas a numeração foi feita de acordo com o que já existia.

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  8. ALEXANDRO, a serie 2100 é mais velha que a serie 5000, nao sei ao certo o ano de fabricação deles, mas a CPTM adquiriu primeiro a serie 2100, entao a serie 1100 é a mais antiga em operação

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    1. 1100 (1958); 1400 (1976); 1600 (1978); 1700 (1987); 2000 (1999); 2070 (2008); 2100 (1974/1998); 3000 (1999); 4400 (1965); 5000 (1978); 5550 (1978/2007); 7000 (2010); 7500 (2011); 8000 (2012).

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  9. nem vou comentar porque juro por deus que estou com lagrimas nos olhos ... adeus fepasão ...

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  10. Acredita q este trem se recebesse uma modernizacao com novos motores e uma rejuvenescida na sua aparencia seria o melhor trem da cptm.claro. Entrando no padrao de 8 carros como os demais.seria a frota mais eficiente do sistema.ficaria ate melhor doke os 5550. Mais como a cptm n quer mais modernizar ou reformar nenhum trem e uma pena.enquanto isso o milzinho vai ficando... 55 anos de idade e pelo visto vai fikar mto mais tempo. Hehehe.

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    1. O tempo chega para todos, acredite... Comenta-se que os Budd 1100 não passam de 2014.

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    2. Mais e ai? Quero so ver qual ou quais frotas iram operar na linha 7 e na sua extensao qdo esses 1100 sairem.alias comentavam q os 1100 ainda ficariam mto tempo na cptm mais rodando apenas na extensao...vc sabe alguma coisa a respeito diego?

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    3. O que me complica é que cada um fala uma coisa. A notícia oficial é que os 1100 não passem de 2014. Outros, falam que à partir de 2014, os mesmos só vão prestar serviço na extensão da Linha 7. Com a saída desses 11 trens, nada mais óbvio: 11 CAF 7000 ou onze novos trens, do novo lote de 65 que a CPTM irá comprar.

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  11. meus caros, o 5000 ainda vai continuar rodando pois as subestaçoes existentes na linha 8 não dão conta de atender apenas aos 8000, muito menos se realmente for cumprida a promessa de 3 minutos de intervalo. tanto que o 5000 tambem está recebendo o CBTC. pode publicar essa noticia, meu caro amigo dono deste blog que eu garanto o que digo.

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    1. Apenas um trem da série 5000 recebeu CBTC, e por ventura, esta composição está imobilizada, sem previsão de retorno. A CPTM está investindo na instalação de CBTC nas vias e nos novos trens (que não possuem).

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  12. Pessoal, saudosismos à parte (eu também gosto muito do 5000, fácil de operar, macio, suave nas frenagens e arrancadas), mas o tempo dele enfim chegou.
    Eu até escreveria o futuro da CPTM, de acordo com as tendências atuais. Diria que todos os trens velhos seirão de cena, como os 1100, 1700, 1600, 1400, 5550, etc. Por que? Bem, para o Estado é muito mais viável economicamente criar PPP do que tentar consertar ou reformar trens, cujas peças já são raras. Aquele modelo de oficina de antigamente (como lá em Altino) vai sair de cena.
    A CPTM tende a se tornar uma administradora dos patrimônios, ou seja, deslocando técnicos antigos para fiscalizar as manutenções, aplicar multas, etc. Também não acho que venha a terceirizar a operação. Não tem jeito. É uma tendência. Abraços.

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