segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Linha 13 pode não ficar pronta para a Copa, diz secretário


Fonte: Sonda Brasil

O secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, admitiu que a Linha 13 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que vai ligar São Paulo ao Aeroporto de Guarulhos, pode não ficar pronta para a Copa do Mundo de 2014. “Tudo pode acontecer”, disse.

O secretário reiterou, no entanto, que a secretaria trabalha para que a obra fique pronta até julho de 2012. “Ainda não desistimos [desse prazo], estamos correndo com todo gás”, afirmou. Segundo Fernandes, o Consórcio Invepar, que assumiu a administração do Aeroporto de Cumbica, já demonstrou interesse em participar do projeto que vai ligar Cumbica, em Guarulhos, à Linha 12 da CPTM – possibilitando que passageiros do aeroporto cheguem à capital paulista por meio da rede metroferroviária.

O Consórcio Invepar, ainda segundo o secretário, também solicitou a mudançado local planejado para a estação para a instalação de um centro de convenções junto ao aeroporto. “Estamos estudando as possibilidades”, afirma. A entrega da obra que prevê 12 quilômetros de extensão entre a Estação Engenheiro Goulart (Linha 12-Safira) e o aeroporto depende, de acordo com Fernandes, das desapropriações e da velocidade da obra no tempo previsto. “Pode não ficar pronto, assim como pode estar concluído [para a Copa]”, afirmou. As obras são executadas pelo Grupo Consultor EPC, que venceu a licitação em abril, apresentando projeto no valor de R$ 22,3 milhões.

O secretário lembrou que há 55 quilômetros de obras de metrô contratadas e que deste total 30 quilômetros serão entregues em 2014, quando há eleição para o governo do Estado. “O fato de entregarmos 4,5 quilômetros em 2013 e a maior parte em 2014 não tem a ver com eleições. Gostaria de entregar tudo hoje, mas as obras têm um ritmo”, ressaltou, lembrando que em 2013 haverá entrega de 15 estações da CPTM que estão sendo reformadas.

Os recursos necessários para a execução das obras de ampliação de metrô e CPTM chegam a R$ 45 bilhões, dos quais R$ 7 bilhões saem do orçamento do Estado; R$ 23 bilhões de financiamentos junto a bancos sociais; e R$ 15 bilhões da iniciativa privada. “Estamos tentando todos os caminhos possíveis. A tendência é que a iniciativa privada caminhe mais rápido com seus projetos.”

Para o presidente da Via Quatro, Luiz Valença de Oliveira, que administra a Linha 4-Amarela, em São Paulo, a celeridade da execução da iniciativa privada ocorre por conta do modelo do negócio. “As empresas têm interesse que obras saiam mais rápido para que tenham retorno. Enquanto não há passageiros usando não temos lucro.”

Valença disse ainda que os acionistas da Via Quatro – CCR e Odebrecht TransPort – têm interesse tanto nos novos projetos de administração  e construção de novas linhas de metrô quanto nos trens regionais que vão ligar São Paulo a Jundiaí, Santos e Sorocaba. “O processo dos trens e do metrô é parecido. Temos interesse em projetos que possuem forma e estrutura vantajosa”, afirmou.

Um comentário:

  1. eu juro que desisto do meu oficio se linhas como o expresso jundiaí ou os trens de longa distância forem simplesmente concessionados como ocorreu com a linha 4 ... será que em algum momento os governantes pensam que todo mundo é burro ? simples ... a linha ja tá ai ... é só por cada um em seu lugar "all e mrs nesse caso" (ainda nesse caso eu acho que a mrs tem mais culpa no cartório que a all) e dizer ... a linha é do estado ...vcs só tem o direito de usar e não sao donos ... ainda mais que voces violaram o contrato e eliminaram os trens de passageiro e canibalizaram muito material rodante ilegalmente ... ou abre para o trafego misto ... ou vaza ...simples ... não tem essa de "mrs não quer trem de passageiros depois de rio grande da serra " "mrs nao quer uso misto na cremalheira" ...simples ou faz ela respeitar o contrato e por trens de passajeiros ou usa a maldita linha que é do estado e eles só tem o direito de usar forçando eles liberar o trafego de trens de passageiros ... ja que seria minimo o impacto pois seria muito mais que 8 horarios por dia num exemplo de santos a paranapiacaba ... ou santos ao bras ...sei la ... 4 partidas de cada lado nao influenciaria em nada o sistema de carga pra la de paranapiacaba

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