quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Panes na CPTM não podem ser consideradas normais


Fonte: ALESP

Hoje a pane foi na linha 2 – Verde do Metrô. Ontem foi na Linha 8 da CPTM. Amanhã, os milhares de usuários do sistema de transporte coletivo da capital já “têm certeza” que alguma pane irá acontecer para prejudicar a sua mobilidade dentro da Região Metropolitana. Estas ocorrências não podem passar a ser consideradas como “normais”, porque não o são. Têm causas, provocam consequências e é de responsabilidade do governo do Estado resolvê-las.

A CPTM já contabilizou mais de 100 panes este ano, segundo relatório da própria companhia. O Metrô também soma mais de uma centena de problemas.

Governo federal anunciou mais R$ 10 bi em recursos para SP

Com o anúncio do ministro da Economia, Guido Mantega, no último mês, da ampliação do limite fiscal do estado de São Paulo em R$ 10 bilhões para este ano, o governador Geraldo Alckmin não poderá mais usar como “desculpa” o Programa de Ajuste Fiscal para a paralisia nos investimentos em infraestrutura e o não cumprimento dos seguidos Planos Plurianuais (PPA) elaborados pelos seguidos governos tucanos em São Paulo há mais de vinte anos.

Essa falta de investimentos tem como resultado o “caos” na mobilidade urbana, principalmente nas regiões metropolitanas do Estado. A lenta retomada dos investimentos não é suficiente para suprir as deficiências acumuladas. Basta lembrar que a última linha estruturante do Metrô paulista inaugurada antes da linha 4 - Amarela (entregue parcialmente no final de 2011), foi a Linha 2 - Verde, ainda no início dos anos 90, na gestão Quércia. Partindo do princípio que uma linha de metrô leva oito anos para ser feita, então a cidade de São Paulo deveria ter, pelo menos, sete linhas nos dias de hoje.

De 1999 a 2011, o Estado deixou de investir R$ 10,34 bilhões no Metrô. O governo tucano tem que cumprir as metas de investimentos projetadas no PPA e nos orçamentos anuais do Estado.

O ciclo das panes, apontado por especialistas

. Lotação. A origem das falhas é o excesso de gente buscando um serviço incapaz de atender todo mundo com conforto. Em 2011, o Metrô carregou uma média de 2,7 milhões de pessoas por dia e a CPTM, 2,3 milhões. Foram colocados mais trens para circular nas linhas existentes. Segundo o governo, de 2010 para cá, foram 33 para o Metrô e 72 para a CPTM. Só que isso trouxe novos problemas. É preciso mais linhas.

. Pouca energia. Os sistemas instalados nas linhas já existentes passaram a ser usados por mais trens. E a fonte de energia do transporte, a eletricidade, passou a ser compartilhada por mais composições. "Puxa-se mais energia", explica o professor de Engenharia de Transportes da FEI Creso de Franco Peixoto. "Mas tem linhas que não estão dando conta", completa o consultor Horácio Augusto Figueira. A sobrecarga facilita a ocorrência de falhas elétricas, o que está acontecendo principalmente na Linha 9-Esmeralda da CPTM.

. Idade. A falta de sintonia entre trens e sistemas fica mais grave porque a CPTM usa um leito ferroviário que tem mais de 100 anos de idade - parte é do século 19 -, diferentemente do Metrô. Por isso, grande parte dos investimentos nas linhas já existentes é canalizada para troca de transformadores elétricos, rede de transmissão de energia, postes e até dormentes dos trilhos.

. Pouco tempo para reformas. "O tempo útil que eles (CPTM) têm para fazer obras é de apenas 2h diárias", diz o professor Telmo Porto. Isso porque os trens funcionam das 4h à meia-noite todo dia. "Até entrar na via e sair, são 2h perdidas por dia." Esse entra e sai diário também pode facilitar a ocorrência de panes durante a operação, segundo especialistas. É que uma série de sistemas precisa ser ligada e desligada a cada serviço simples, como troca de um poste.

. Atrasos em obras. O pouco tempo para executar obras de melhoria arrasta o fim dos serviços e, assim, prolonga o problema. Dos 11 contratos de manutenção assinados pela CPTM desde 2008, oito tiveram de ser prorrogados. Segundo a companhia, por falta de tempo.

. Rede pequena. É o problema mais difícil: uma linha de metrô ou trem leva, em média, oito anos para ficar pronta. O tamanho da rede metro-ferroviária também potencializa panes. Se um trecho está parado, há poucos pontos de baldeação para que usuários mudem de trajeto e evitem passar pela linha com falha, como ocorre em outras cidades do mundo. "E a rede de ônibus tem velocidade média de 15 km/h. É como se estivesse em constante pane", diz o consultor Horário Figueira.

3 comentários:

  1. Interessante que em outros países como Rússia levam no máximo 5 anos pra fazer uma linha de metrô sendo que lá e bem mais profundo que aqui.

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  2. texto partidário...
    quer dizer que o governo federal amplia o limite fiscal (que é o quanto o governo estadual pode gastar) e isso significa dinheiro na hora?
    esse dinheiro estara disponivel num pinga-pinga a partir do ano que vem...
    isso se tiver sobra de limite de gastos...
    porque senão é ZERO.

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  3. CAROS SEGUIDORES DESTE BLOG QUERO AQUI ESTAR FALANDO O SEGUINTE,ESSES PROBLEMAS QUE OCORREM NA CPTM E NO METRÔ É CULPA DESSE NOSSO GOVERNO,POIS TENHO NOTADO QUE HA UM TEMPO ATRÁZ OS INVESTIMENTOS E A ATENÇÃO POR PARTE DO GOVERNO TEM DIMINUIDO NA CPTM,POIS A CPTM ESTÁ DENTRO DE UMA MALHA FERROVIÁRIA CENTENÁRIA OU SEJA A INFRA ESTRUTURA DA CPTM É MUITO ANTIQUADA E COMO SE ISSO NÃO BASTASSE O GOVERNO NÃO FAZ MANUTENÇÕES PROFUNDAS NESSE SISTEMA ,SENDO ASSIM ACHO AINDA UM MILAGRE A CPTM AINDA FUNCIONAR DENTRO DE UMA INFRA ESTRUTURA TÃO ANTIQUADA E DEFICIENTE DESSAS E ENQUANTO A NÓS USUÁRIOS DEVEMOS ENTENDER QUE CULPADO DISSO É O PRÓPRIO POVO MESMO PORQUE NÃO SABE VOTAR E ELEGE ESSES GOVERNANTES QUE INFELIZMENTE A CPTM ESTÁ NAS IMUNDAS MÃOS DELES E DESSA IMUNDA DIRETORIA QUE INFELIZMENTE DIRECIONA A CPTM A CPTM TERIA QUE ESTAR NAS MÃOS DA INICIATIVA PRIVADA MAS DE UMA INICIATIVA PRIVADA QUE FOSSE UMA EMPRESA FERROVIÁRIA DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS EUROPÉIA ,CHINEZA OU JAPONEZA QUE INVESTISSE PESADAMENTE NA MODERNIZAÇÃO GERAL DE TODA AS ESTRUTURAS DA CPTM COMO TAMBÉM NOS MATERIAIS RODANTES TRENS ,ETC.

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