segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Francorail série 5000 encerra as atividades

Série 5000 na estação Júlio Prestes
Por Diego Silva

Após 34 anos de uso, chega ao fim a operação comercial da série 5000 em São Paulo. Os trens franceses, que sempre circularam na Linha 8-Diamante (com breves passagens na Linha 9-Esmeralda), encerram sua participação na história ferroviária paulista de maneira decadente: mais da metade da frota sucateada, sem peças de reposição, com a manutenção falida e sem créditos. Uma série de sucessivos erros trouxe o fim desse trens, que se tivessem sido melhor cuidados, teriam uma vida útil ainda maior. Para os usuários da Linha 8, que já contam com vinte e duas novas composições com ar-condicionado (porém, com quatro carros a menos que os franceses), não fará grande diferença. Em conforto, ambas as frotas se equivalem. O que as difere hoje é a tecnologia e a praticidade. Como singela homenagem à frota que transportou duas gerações na zona oeste de São Paulo, vamos relembrar toda a história desse trem, que é o último da geração Fepasa metropolitano.

Carro motor em fabricação

Trens no pátio da Cobrasma
O serviço de passageiros exigia cada vez mais oferta de lugares. Ciente disso, a então Fepasa preparou a compra de 50 unidades de 6 carros, baseadas em aço inox, para melhorar a oferta do serviço prestado na época. O contrato foi firmado juntamente com a francesa Francorail e sua representante brasileira, a Cobrasma. Assim, começa a história dos trens franceses UI 9000 (unidade inox, série 9000, antiga forma de numeração da Fepasa). Um trem que foi exclusivamente projetado para circular na principal linha da Fepasa.

UI 9000 da Fepasa, ainda na França. Notem as janelas lacradas.
As primeiras unidades dos trens franceses chegaram ao Brasil em 1977. O lote francês contempla 20 unidades, que já vieram montados e prontos para operação. Os trens restantes foram construídos na fábrica da Cobrasma, localizada em Osasco. Uma imagem bastante curiosa que foi descoberta há tempos atrás mostra uma unidade em testes na estação de Rincão.

Francorail na estação de Rincão, realizando testes
Com isso, a entrega dos primeiros vinte trens ocorreu no aniversário da cidade de São Paulo. A Fepasa fez um marketing na época, para promover a entrega de seus novos trens. Uma das propagandas, veiculadas no jornal 'O Estado de São Paulo', pode ser vista abaixo:


Propaganda da Fepasa, veiculada em revista
Matéria da revista Veja, sobre os novos trens da Fepasa
Desembarque de passageiros na estação Júlio Prestes
Imagem que ficará na memória de muitos: Belga e Francês em Presidente Altino

Já em 1980, todos os trens estavam em circulação pela linha principal da Fepasa, ligando Júlio Prestes à Itapevi. O serviço era um dos mais bem avaliados pela população paulista, pois a Fepasa sempre foi lembrada pela consideração que tinha com seus clientes. Mas a vida desses trens da então frota 9000 não foi das mais fáceis. Alguns acidentes, eu diria, inexplicáveis, aconteceram. Um deles, foi justamente em 1980, quando uma composição avançou um sinal e colidiu com outra, nas proximidades da estação Barra Funda. O resultado: 

Acidente em Barra Funda, 29/12/1980.
Dessa década para frente, acidentes envolvendo esses trens passaram a ser um pouco comuns. Grande parte deles estão marcados por conta das passagens de nível, encontradas ao longo do trecho. Podemos citar como exemplo, as passagens de nível em Quitaúna e Engenheiro Cardoso. Um problema para os usuários sempre foi a ventilação dos carros, nunca privilegiada. A princípio, a Fepasa iria instalar ar-condicionado nessa frota, mas uma mudança no projeto fez com que alguns trens viessem com janelas lacradas. Após algum tempo, foi possível ver algumas composições dessa série atendendo escalas no então ramal de Jurubatuba (atual Linha 9-Esmeralda). No ramal, as composições rodavam com seis carros. (na linha principal, rodavam com seus atuais 12 carros, sendo por alguns anos, o maior trem metropolitano em operação do mundo, estando presente até mesmo no Guiness Book).

UI 9000 na estação Luz - Atendia trecho entre Luz e Carapicuíba
Durante muito tempo, achavam que se tratava de uma lenda a Fepasa na estação Luz
Nesse tempo, a Fepasa começou uma alteração em seu patrimônio de material rodante. Com isso, os então UI 9000 passaram a ser UI 5000. Similarmente nessa época, foi possível ver algumas unidades da série 5000 estacionados na estação Luz: começava ali um serviço expresso da Fepasa, ligando o centro de São Paulo até a cidade de Carapicuíba. Em discussões ferroviárias, muitos achavam que se tratava de uma lenda, mas recentemente, imagens foram disponibilizadas na grande rede, comprovando a presença desses trens na famosa estação. O tempo foi passando, acidentes acontecendo, pouco a pouco a frota 5000 foi se perdendo...

Colisão com caminhão - Acidentes frequentes
Estação Júlio Prestes, com unidade francesa estacionada
Em 1992, nascia a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, incorporando as linhas da CBTU em São Paulo (atuais linhas 7, 10, 11 e 12). Em 1994, a CPTM assume o controle operacional da Fepasa, ou seja, passa a operar os trens das séries 4800 e 5000. Somente em 1996, com a privatização das ferrovias paulistas (e também brasileiras), acaba a história da lendária Fepasa, com a CPTM assumindo o total controle das, agora, linhas B e C. A primeira providência da nova companhia foi recuperar algumas unidades da série 5000, aplicando aos trens, o novo padrão de identificação visual:

Trem série 5000 em Presidente Altino - Novo padrão visual, da nova companhia
De 1996 para cá, caros leitores, a CPTM apenas deu prosseguimento ao serviço dos trens série 5000. Em 1999, algumas poucas unidades receberam revisão geral, ganhando também o novo padrão metropolitano, adotado pelas empresa ainda em 1998. Mas ainda hoje é possível encontrar composições que estão rodando sem ter passado por revisão geral, ou seja, estão rodando desde os tempos de Fepasa sem ter tido qualquer revisão mais aprofundada. Constatamos que algumas composições já estão beirando a marca de 5 milhões de quilometros rodados (a política da Companhia, em tese, seria de realizar revisão geral a cada milhão de quilometros). Uma razão pode ser comprovada: ausência de peças. Como o trem é baseado na França, é muito difícil encontrar peças de reposição para tal frota, sendo necessário baixar algumas composições para realizar o que chamamos de 'canibalismo' (retirar peças de um trem para repor em outro). Nessa história, atualmente temos apenas 13 trens operacionais (ou 26 trens de 6 carros).

Unidade revisada, na estação de Osasco
Em 2010, a CPTM anunciou a compra de 36 novos trens, para substituição dos trens da série 5000. A nova frota, numerada como 'série 8000', possui trens de oito carros com passagem livre entre todos os carros (open gangway), ar-condicionado e tudo o que há de mais moderno no mercado ferroviário internacional. As novas composições já estão em circulação, atendendo escalas na Linha 8-Diamante. Com isso, pelo menos metade da frota operacional 5000 não está circulando. Até 2013, todos os novos trens estarão em operação, encerrando assim, o ciclo da série 5000 em São Paulo.


Dados técnicos
Construído por: CCTU (Consórcio Construtor de Trens Unidade, com empresas como Francorail, Brown Boveri, Joerlikon, Cobrasma, entre outras).

Comprimento
Carro motor: 19,8 m
Carro reboque: 19,5m

Peso
Carro motor: 50 t
Carro reboque: 32 t
Carro reboque (R1): 29 t

Passageiros sentados
Carro motor: 56
Carros reboque: 64

Altura
Pantógrafo levantado: 6,5 m
Pantógrafo abaixado: 4,9 m

Largura
Com estribo: 3,300 m
Sem estribo: 3,028m

Controle de Tração: Chopper
Motores: 4, ligados em série (por unidade)


33 comentários:

  1. Olha que fato curioso a referida Estação de Rincão na verdade é no interior Paulista antiga linha principal da Companhia Paulista que seguia até Colômbia passando por Barretos, a cidade com o mesmo nome fica depois de Araraquara é incrível como a Fepasa foi realizar testes por lá a quase 300 km essa foto realmente é rara

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  2. É UMA PENA ESSES TRENS SAÍREM DE CENA EU CHEGUEI A ANDAR MUITO NESSES TRENS,POIS O QUE DEVERIA SER FEITO SERIA O SEGUINTE REFORMAR TOTALMENTE TODA ESSA FROTA COLOCANDO ASSENTOS NOVOS,AR CONDICIONADO PROPORCIONANDO MAIOR VENTILAÇÃO JÁ QUE MUITO SE RECLAMAVA DE VENTILAÇÃO NESSA FROTA INSTALAÇÃO DE CAMERAS INTERNAS DE VIDEO VIGILANCIA E ITENS DE ACESSIBILIDADE TROCA TOTAL DE TODA MOTORIZAÇÃO COM A INSTALAÇÃO DE MOTORES MAIS MODERNOS E POTENTES EM CORRENTE ALTERNADA QUE SÃO MAIS ECONOMICOS E MAIS EFICIENTES DO QUE OS MOTORES DE CORRENTE CONTÍNUA ASSIM COMO A INSTALAÇÃO DE TODO O APARATO PARA ESSA NOVA MOTORIZAÇÃO COMO INVERSORES AUXILIARES E INVERSORES DE TRAÇÃO O QUE TRARIA MAIS AGILIDADE NAS ARRANCADAS MAIOR RETOMADA DE VELOCIDADE E MAIOR VELOCIDADE FINAL ALÉM DE É CLARO MODERNIZAR TODO O CONTROLE DE CONDUÇÃO DESSAS COMPOSIÇÕES POIS SE ISSO FOSSE REALMENTE FEITO ESSES TRENS PODERIAM SEREM INCREMENTADOS A FROTA JÁ EXISTENTES E DURAREM POR MAIS ALGUMAS DÉCADAS NOS TRILHOS PAULISTAS

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    1. Nossa, por todos esses itens, sem dúvida nenhuma era melhor ter comprado novos, como aconteceu. Você simplesmente listou TUDO que um trem tem... A vida útil dele chegou ao fim, simples assim. Deixe ele partir. Descanse em paz.

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    2. Concordo contigo Márcio! Ele poderia estar trilhando na linha principal até hoje... infelizmente não está... paciência... mas muito bom comentário seu. parabéns.

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  3. Prezado Diego Silva
    Meus sinceros parabéns pela homenagem. Eu vivo em Carapicuíba desde meus primeiros meses de vida, 33 anos atrás. Cresci andando no 5000, ora indo para Jandira visitar minha tia, ora indo para Osasco, Barra Funda e Julio Prestes.
    Já adolescente, utilizei esse trem para trabalhar em Jandira, durante doze anos. Nesse meio tempo fiz meu curso técnico em Leopoldina, e lá estava o 5000, pronto pra me levar.
    Em 2010 entrei na CPTM e então pude conhecê-lo de verdade. Adquiri uma série de informações sobre seu funcionamento, mecânico, pneumático e elétrico. Choppers, alma, AVI, ATC, isolamento de truques e até aprender a tracioná-lo.
    Um grande e incrível trem. Com certeza sentirei muitas saudades.
    Nos últimos dias, temos manobrado essas unidades para linhas do pátios de Santa Terezinha, Carapicuíba, Universidade (Ceasa) e na famosa "Linha do Barranco" do Pátio de Altino. Foram pra lá, aguardarem seu fim, todos funcionando (quase) perfeitamente.
    Hoje pela manhã ainda avistei no quadro de circulação 2 unidades e só. Nem o CCO o quer mais na operação.
    Triste fim, grande trem, mas tudo nessa vida passa, um dia acaba.

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    1. Um trem complexo, mas que deixará saudades, sem dúvidas... Acostumado a chegar em Palmeiras-Barra Funda e ver aquele gigante estacionando na plataforma... Hoje em dia, apenas verei a febre CAF espalhada por SP. Fica a saudade daqueles que gostam realmente de trens e ferrovia.

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    2. Belo comentário Paulo Farias. Parabéns!

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  4. E esse foi o fim... de um trem que não foi só mais um meio de transporte para a população do lado oeste de São Paulo, mais de um herdeiro de uma empresa que jamais será esquecida. Adeus Rei Paulista !!!

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  5. E esse foi o fim... não só de um trem maravilhoso, mais de uma herança de uma empresa maravilhosa que prestou ótimos serviços a população do lado oeste da cidade. Adeus FEPASA, adeus Rei Paulista !!

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  6. Seria bom se eles continuasem prestando serviço sem contar que o CCTU 5000 merecia sim uma modernização completa e é mais novo que o CAF 2100 "UT 440R" que está circulando na linha 10 Turquesa mas como a CPTM só quer trens novos então nem adianta discutir ADEUS 5000 e Obrigado!

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    1. Celso, apesar de ser quatro anos mais novo que os CAF 2100 e duas décadas mais novo que os Budd 1100, os Francorail sofrem com falta de peças de reposição. Isso que determinou o fim. O trem em si está em condições operacionais, a própria CPTM afirmou isso.

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    2. De fato e o mais engraçado que o 1100 que é de fabricação de 1956/1957 tá rodando até hoje e tem como arrumar,mas é uma pena o 5000 sair fora de circulação, e outra coisa amigo Diego soube que um CAF 2100 teve incendio qual é o estado dele? Eu tinha dado uma volta nele nos dias 16 e 17 de Outubro e fiz o trajéto Tamanduatei-Brás e gostei muito do que vi.

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    3. Celso, segundo informações, a composição 2139 está bastante danificada. O incêndio afetou partes vitais da composição. Agora, temos um trem completo imobilizado (2108 por explosão e 2139 por incêndio).

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  7. Eu que conheci esses trens na compania de meu Pai e amigos,Tenho imensa satisfação em me pronunciar,Eu tenho verdadeira admiração por estes Trens,é realmente uma pena ver eles dizendo adeus,Pra mim o Legado da FEPASA se encerrou definitivamenmte,ele era a ultima veia da Saudosa e Tão querida FEPASA,Francorail Mte UI9000,UI5000,para mim será pra sempre um TUE fantástico,futuramente algo pode sim de forma positiva ocorrer a eles,no momento não encontro mas palavras pois ainda é tudo muito recente,No Mais Diego Silva,Irmão te parabenizo mas uma vez pelo excelente trabalho,forte abraço!!


    FififooooooooooooooFiiiiiiiiiiiiii..........


    Ainda não se silênciou,ainda não!!!!

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    1. Eu também cara... Sou admirador da frota 5000, mas não como eu ferrofã, mas pelo conforto, mesmo sem o ar condicionado ela derruba a frota completa de 8000 existente, o desconforto da série 8000 até os carros S9 é enorme, os arrancos são sentidos até por quem está sentado

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    2. Ele (5000) saiu muito novo em relação as demais frotas que tem seus 35 a 50 anos...

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  8. Vá com Deus série 5000, nunca esqueceremos você!

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  9. Nao concordo em dizer que o trem da serie 8000 se equivale em conforto com o 5000. Os trens da serie 8000 sao instaveis e com assentos menores que o s 5000, os 8000 tem freadas bruscas, coisa que o 5000 nao tem. entao so posso dizer que o serie 8000 sao inferiores ao 5000, mas agora e so esperar o fim dos grandes trens francorail. Uma pena

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    1. Arquiteto! Quanto tempo não te vejo comentando por aqui! Disse que os CAF se equivalem no conforto dos Francorail pelo desempenho. Claro, os CAF tem freadas bruscas, instabilidade e os assentos bem menores. Mas o que difere é a aceleração e o consumo. Curiosamente, esses CAF tem um negócio de freio regenerativo (Quando freia, retorna energia para a subestação, gerando economia e possibilitando até o desarme desta, por não estar preparada). Por isso, tantas obras na CPTM.

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    2. Mais um dinossauro que está indo...
      Como fã ferroviário, lamento. Como passageiro diário, comemoro, e muito!
      Infelizmente não levou com ele os Budds-mafersa (1400-1600), os piores trens da empresa.
      Gosto do 4400 mas é outro que deveria se aposentar, bem como os péssimos 5550.
      Da mesma forma que não utilizamos aparelhos de tv de 20 anos atrás, a mesma obsolescência ocorre com os trens, então que se aposente logo. Com otimismo, que se preserve uma composição e está de bom tamanho.

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    3. Ah sim...o 5000 não tem freadas bruscas... talvez seja pelo péssimo sistema de freios, reclamação constante dessa série...

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    4. caro Diego, nao postei mais nenhum comentario, por estar vijando nos ultimos 2 meses, por sinal vi que nada mudou na cptm. estava no Japao a trabalho, e claro fiquei maravilhado com os trens deste pais que estive. Vou te falar uma coisa, nao da para comparar os trens niponicos com os brasileiros. La nao ha atrasos, e o trem e super confortavel, e para o povo do japao, o transporte e motivo de orgulho e de mutio cuidado, tanto para a populacao como para o Governo. ao contrario dos nossos politcos brasileiros, que sao verdadeiros anoes de jardim.( nao servem para nada). Obs. Ainda tive tempo para votar em seu blog por 2 vezes.

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    5. Agradeço pelos votos! Ainda acredito que teremos um transporte digno de verdade em São Paulo. Mas só quando os dinossauros que estão na administração largarem o osso e deixarem o espaço para jovens administradores que queiram realmente tirar a CPTM do buraco.

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  10. ALÔ ABPF! !!!! FIQUEM ALERTAS! VAMOS PRESERVAR PELO MENOS UM DESSES 5000's! JÁ QUE NÃO TEM MAIS JEITO NA CPTM, TEM JEITO COM VOCÊS!!!

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  11. Pois é, mais um grande trem que deixa nossos trilhos... Passou pela vida de muita gente: alguns nem repararam, outros ignoraram, outros odiaram, mas muitos idolatraram e continuarão a idolatrar, a final, o 5000 merece. Devo aproveitar bem o 1100, porque daqui algum tempo...

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  12. rezando que pelomenos uma unidade ... ou pelomenos uma parte (6carros) fique nas maos da abpf ... é a ultima ligação temporal com a fepasa ... assim como tb eu sei que vao me cair lagrimas quando o 1100 for aposentado que é a ultima ligação entre a cp e o ultimo trem que tocou o solo do litoral e desceu pela cremalhera ... embora os 1100 estejam travecados quanto a originalidade ... mascaras...interior...janelas....etc...etc...etc .. ainda são os 100 ... podiam modernizar pela caf os 5000 creio que sairia mais barato que mandar fazer novos .... assim como o metro fez .... são trens novos com carroceria antiga como os budds que vc olha da até orgulho de ver em como foram reformados pela metade de um preço de um trem novo ...

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    1. Reforma é sinônimo de mais dor de cabeça. O custo a longo prazo pode ser bem maior, e o trem nunca fica bom. Vide 5550. Chegou ao fim da vida útil, simples assim.
      E outra, reformar para utilizar só a "casca"??? Como vemos nas fotos, a casca não é lá grandes coisas... amassa e retorce como uma latinha de alumínio, vide fotos dos acidentes.
      Como passageiro diário comemoro. Como ferreofã, torço que uma unidade seja preservada e já está de bom tamanho.
      Não podemos ficar apegados ao passado, o mundo evolui, e que venham mais trens novos!

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  13. Caro Diego, esses dias passando pelo patio da lapa percebi que a CPTM esta desmontando composicoes da serie 1100, mas eu vou verificar a numeracao da composicao que foi desativada e esta sendo desmontado

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  14. Ei estão falando que hoje dia 24 de novembro viram 5 composições série 5000 passando na estação barra funda, isso é vdd?

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    1. Ouvi também uma pessoa comentar tal informação enquanto eu voltava 25-11 de manhã

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  15. Pra mim o barulho dos motores do "5000" vão ficar na saudade principalmente quando pedras batiam no assoalho, passei toda a minha infância e boa parte da minha adolescência andando "pra cima e pra baixo" com a cara pra fora das janelas, hoje com o 8000 ao da mais. Mas a falta de peças de reposição ai nao se tem o que fazer.

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  16. Tue 5000 fiz senai e logo fui pra trabalhar neste trem que sem duvida foi o trem que mais me deu prazer em trabalhar, trabalhei nele de 1979 a 1993 conhecia ele como poucos o conhece, trem versátil operacionalmente, exigia muito conhecimento dos fundamentos elétricos, eletrônicos, mecânicos e Pneumáticos, exigia-se profissionais de gabarito. porem temos que abraçar a modernidade e levarmos conosco os nossos conhecimentos lapidados neste trem excepcional, pois os novos trens trarão novos desafios, mais também traz muitos avanços tecnológicos, operacionais, de segurança e de conforto ao usuário. Adeus Tue 5000 ou devo chama-lo UI 9000 liberei muitos quadrados na madrugada com meus companheiros de trabalho, atendi muitos destes na passarela de altino, patio carapicuiba, Itapevi, Julio Prestes. Buzinei muitos deles na virada do ano por estar de plantão para garantir o transporte do Povão.....Treinei muitos amigos para trabalhar na manutenção deste grande trem (no sentido figurado e literal) aqui vai o Adeus do "COSTA" (MARCOS COSTA) a este meu Pão sagrado de cada dia e que me fez o Profissional que hoje sou.

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  17. Atualmente, é possivel ver o 5000 rodando. Alguns, com apenas 5 carros fazem a linha Itapevi-Amador Bueno. Não me perguntem o porque, mas os CAF só vão até o "Terminal Itapevi", enquanto os 5000 completam a Linha 08

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