domingo, 30 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012 - A história das frotas


Por Diego Silva

Sugestão de um leitor, a série de matérias sobre a história das frotas da CPTM foi disparado o maior sucesso no blog esse ano. Levei muitas horas para poder pesquisar todas as imagens, procurar em artigos, livros e em conversas com amigos mais vividos de ferrovia, para relembrar cada passo, cada frota... O resultado: uma epopéia de lembranças, de memórias e de informações que nem eu mesmo sabia, com meu afinco em saber sobre trem, ferrovia, história. Aqui, os links de cada trem, de cada história.

- Série 1100 (Budd/Mafersa - 1957)
Primeiro trem de aço inox, primeiro trem em formato metropolitano, a frota 101 (numeração original estipulada pela EFSJ - Estrada de Ferro Santos à Jundiaí) circula, não com o mesmo brilho de anos anteriores, mas com a força de quem ainda carrega a ferrovia em cada parafuso que o compõem. Construído nos Estados Unidos, em meados da década de 1950, chegaram ao porto de Santos quase no fim da mesma década. Trens confortáveis, construídos para rodar na ferrovia que estampava o nome na lateral dos carros, pronto para substituir os já defasados trens de madeira, puxados por locomotivas à vapor. Hoje, há quem diga que estão em seus últimos dias, mas ainda resistem, firmes e fortes.
Clique aqui e relembre a história: História da série 1100 

- Série 1400 (Mafersa - 1974)
Quase vinte anos depois da aquisição da frota 101, a já Rede Ferroviária Ferroviária (que incorporou todas as empresas ferroviárias do país) percebeu a necessidade de mais trens. A demanda, como nos dias atuais, crescia a taxas significativas, enquanto os primeiros trens adquiridos já não davam mais conta. Construídos praticamente na mesma base de seus antecessores, a frota 401 (numeração original) não fugia muito do que os usuários estavam acostumados a época.
Clique aqui e relembre a história: História da série 1400

- Série 1600 (Mafersa - 1976)
Dois anos após a compra da frota 401, a RFFSA encomendou à Mafersa mais um lote de trens. A nova frota, carimbada como série 431, era similar aos seus antecessores 101 e 401. Aço inox, carros longos, a 'cara chata' (que rendeu apelidos) e o Grupo Motor Gerador, com seu som inconfundível, eram os já conhecidos detalhes. Hoje em dia, restam poucas unidades em operação.
Clique aqui e relembre a história: História da série 1600

- Série 1700 (Mafersa - 1987)
Último grande projeto da Mafersa, fábrica de trens que construiu grande parte da história ferroviária metropolitana de São Paulo, a frota 700 leva estampada em seu inox a última placa do orgulho da indústria ferroviária brasileira. Um trem forte, robusto, resistente. Construído para carregar gente, vencer rampas e desenvolver grande velocidade em curto espaço. Literalmente um projeto digno. Última frota a ter os frisos nas laterais dos carros, identidade atípica dos trens Budd (aos que não sabem, a Mafersa era a única no Brasil que podia usar a tecnologia do aço inox, patenteada pela Budd. Por isso, os trens mantinham os frisos como identidade). Em estado de aparente abandono, os sobreviventes dessa frota ainda prestam serviços na CPTM com certa maestria, mas com notável descaso por parte da empresa e dos usuários.
Clique aqui e relembre a história: História da série 1700

- Série 2000 (CAF - Alstom - ADTranz - 1999)
Segunda aquisição da CPTM, a frota 2000 foi adquirida para rodar exclusivamente no então novo serviço, o 'Expresso Leste'. São trens em aço carbono (tecnicamente mais pesados que os trens de aço inox), com oito carros e com ar-condicionado. Possuem a mesma desenvoltura dos trens da série 1700: fortes e com técnica para vencer rampas. Um detalhe os diferencia: o conforto. São quinze trens de oito carros cada.
Clique aqui e relembre a história: História da série 2000

- Série 2000 fase II (Alstom - CAF - 2007)
Continuação do contrato dos trens do Expresso Leste, a série 2000 fase II não seguiu a mesma linha de construção: veio em aço inox e com diversas outras novidades. Esse aditivo de contrato, por ventura, nem circula no Expresso Leste. São trens confortáveis, com ar-condicionado não muito eficiente. É um trem relativamente novo, com pouca história a ser apresentada.
Clique aqui e relembre a história: História da série 2000 fase II

- Série 2100 (CAF - 1974)
Um verdadeiro cruzeiro sobre trilhos. Talvez essa seja a melhor definição para os trens da série 2100, adquiridos em 1997 pela CPTM. Trens pesados, de aço carbono, mas com um conforto nunca visto, em nenhum trem que circula por São Paulo hoje. Líderes absolutos da Linha 10-Turquesa, apenas uma composição está fora de serviço, por conta de um acidente. As outras vinte e três composições estão ativas.
Clique aqui e relembre a história: História da série 2100

- Série 3000 (Siemens - 1999)
Uma frota pequena, talvez até mesmo esquecida por grande parte dos admiradores de trens em São Paulo. A frota Siemens tem uma identificação peculiar: um curioso som musical no motor de arranque. São bastante agradáveis de viajar, mas contam com um ar-condicionado muito fraco, além de assentos muito retos (não são muito confortáveis). Fora isso, é um excelente trem, também em aço inox, com bom desenvolvimento.
Clique aqui e relembre a história: História da série 3000

- Série 4400 (FNV - Cobrasma - 1965)
Talvez a frota mais desconfortável da CPTM atualmente. Apesar disso, são os trens que apresentam menos problemas durante a operação. Formados por seis carros de aço carbono, curiosamente os motores estão no segundo e quinto carro de cada composição. Durante sua partida, dá a impressão que o trem vai desmontar. Segunda frota mais antiga da CPTM, divide operação na zona leste, nas linhas 11-Coral B e 12-Safira. Também estão com os dias contados na operação.
Clique aqui e relembre a história: História da série 4400

- Série 4800 (Toshiba - Nippon - 1958)
Ao lado da série 1100, era a frota mais antiga em circulação nos trilhos paulistas. Desde 2010 imobilizado, os famosos 'Jotinhas' encerraram as atividades de maneira decadente. Completamente sucateados, as composições se arrastavam pelos trilhos. Seus últimos dias foram na extensão operacional entre Itapevi e Amador Bueno, sendo que ironicamente sua última viagem foi no dia do ferroviário. As únicas três unidades restantes estão se acabando ao tempo, no pátio de Presidente Altino, em Osasco.
Clique aqui e relembre a história: História da série 4800

- Série 5000 (Francorail - MTE - CCTU - 1978)
Um trem que fez história durante seus dias de operação. O gigante da operação, com seus intermináveis doze carros, lembrado por todos os apreciadores como 'Fepasão', série 5000 encerrou em novembro desse ano as suas atividades. Assim como os demais trens herdados pela CPTM, também terminou de forma melancólica. No seu caso, a ausência de peças de reposição foi um fator agravante para seu fim. Ainda restam composições ligadas, mas apenas para uma emergência que não deverá surgir tão logo.
Clique aqui e relembre a história: História da série 5000

- Série 5500/5500 (Sorefame - Mafersa - 1978)
O 'Eletrocarro', trem belga que não deixou saudades na operação da CPTM, também teve seu fim nesse ano. Um trem consideravelmente ruim, sempre faminto por energia e nunca correspondendo à alimentação. Composto inicialmente por seis carros, depois por oito, rodou com doze na Linha 8 e voltou aos oito carros nos seus últimos dias de operação. Com um compressor que mais lembrava um Fusca, poucos lembram de sua existência. Os últimos exemplares estão esquecidos próximo ao Tatuapé. As versões reformadas, ligeiramente melhores, operam na Linha 12, dando suporte essencial na operação nos horários de pico.
Clique aqui e relembre a história: História das frotas 5500 e 5550


- Série 7000/7500 (CAF - 2009)
A maior aquisição da CPTM até então. Quarenta composições de oito carros, da série 7000. Trens em aço inox, com ar-condicionado e uma máscara aerodinâmica. Um salão de passageiros até amplo, com portas estreitas, mas com bastante lugar. Dos quarenta trens, duas composições estão fora de serviço, por conta de acidentes. As demais trinta e oito operam diariamente em quatro das seis linhas da CPTM. A frota 7500, similar à 7000, apenas tem menos assentos no salão de passageiros.
Clique aqui e relembre a história: História das frotas 7000 e 7500

Um comentário:

  1. Parabéns pelo trabalho!! Fico feliz em saber que alguém gosta desse assunto, que na minha visão é muito importante para a formação da São Paulo Metropolitana. Espero que sejam feitos museus para mostrar a história das composições nas diferentes épocas.

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