quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Demanda por trens turísticos aumenta

Expresso Turístico, da CPTM
Fonte: Webtranspo/ANPTrilhos

Cada vez mais os brasileiros estão recorrendo aos trens como uma alternativa de passeio turístico, uma prova disso é que este tipo de uso das linhas férreas cresceu 21%, no ano passado em relação a 2010, este desempenho foi levantado pelo Abottc (Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais).

Tendo isso em vista, o Governo Federal pretende oferecer serviços melhores aos turistas que procurarem esta opção, para tal, serão repassados ao setor, pelos cofres púbicos, R$ 500 milhões até 2015. Com esta quantia, serão adquiridas novas composições, outras serão reformadas e a malha ferroviária será revitalizada. Estas medidas visam, sobretudo, a Copa do Mundo e as Olimpíadas, quando este tipo de turismo será muito explorado.

Se, em 2011, os trens turísticos movimentaram quase três milhões de pessoas, este número deverá subir 65% e chegar a cinco milhões de passageiros em 2015. “Nosso setor começa a despertar interesse econômico, como boa oportunidade de investimento. Parte dos recursos, que será investido, compõe um elenco de ferrovias consideradas prioritárias pelo BNDES”, destaca Sávio Neves, presidente da Abottc.

O Brasil possui, atualmente, 32 trens turísticos em funcionamento em 11 Estados. Este número deve subir consideravelmente, uma vez que, de acordo com o Ministério do Turismo, existem 50 projetos de prefeituras e entidades privadas sendo analisados pelo grupo de trabalho de turismo ferroviário, criado em fevereiro de 2010. Somado a isso, 44 solicitações para este tipo de serviços estão sendo avaliadas.

O passeio de trem turístico mais requisitado é o do Corcovado, no ano passado foram transportadas 850 mil pessoas de acordo com a Associação. “Com a chegada de quatro novos trens, prevista para o final de 2013, e investimento privado de R$ 64 milhões, vamos ter capacidade de transportar 615 passageiros no Corcovado por hora, ante os 300 de hoje”, afirma Sávio Neves.

Outros roteiros requisitados são os do Vinho, no Rio Grande do Sul; do Pantanal, em Mato Grosso do Sul; e o da Vale Ouro Preto Mariana, em Minas Gerais; Serra do Mar, no Paraná e a Estrada de Ferro de Campos do Jordão, em São Paulo.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

CPTM irredutível. Linha 10 não voltará para a estação Luz

Trem série 2100 na estação Luz (Foto de Diego Silva)
Fonte: Blog Ponto de Ônibus
Texto de Ádamo Bazani

A CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos reiterou em audiência pública realizada na noite desta segunda-feira dia 27 de fevereiro de 2012 que as composições da linha 10 Turquesa que partem de Rio Grande da Serra, no ABC Paulista, continuarão indo apenas até a Estação Brás, excluindo a Estação da Luz dos serviços.

O presidente da CPTM, Manuel Bandeira, esteve na Câmara Municipal de Santo André, e não trouxe nenhuma esperança para a população do ABC Paulista que ainda acreditava no possível retorno.
Ele tentou justificar o encurtamento da linha dizendo que a medida foi para a segurança dos passageiros já que a Estação da Luz está sobrecarregada.
 
A Estação da Luz começou a receber no ano passado a demanda dos passageiros da linha 4 Amarela do Metrô, que parte do Butantã, na zona Oeste da Capital Paulista. Aliás, tem sido esta a característica da expansão do Metrô em São Paulo. Em vez de distribuir os serviços de melhor forma e criar mais pontos de integração, como foi realizado na estação Tamanduateí, as baldeações têm se concentrado em estações já saturadas, como Sé e a própria Luz. O tempo de viagem aumentou e o conforto diminui para os passageiros da linha 10.

Agora eles têm de desembarcar no Brás e para continuarem até a Luz devem pegar uma segunda linha de trem ou o Metrô da Linha 3 Vermelha, que são extremamente lotados.
Em agosto do ano passado, a linha foi encurtada sob a alegação de obras no trecho entre Brás e Luz, mas em janeiro a CPTM comunicou que a medida seria definitiva.

Num longo prazo, Manuel Bandeira disse que devem ocorrer inovações na linha 10 Turquesa. As estações da linha devem ser modernizadas, ficando no padrão da estação Tamanduateí, e ampliadas, já que as composições deverão ser aumentadas para 8 carros no lugar de 06 atualmente. Ele também prometeu reativar a estação Pirelli, em Santo André, por conta de novos empreendimentos no local, como torres de escritórios e residenciais no chamado Espaço Pirelli.

Manuel Bandeira disse que a linha 10 Turquesa será prolongada para a futura estação Bom Retiro, na região central de São Paulo. A maioria dos participantes da audiência pública saiu do encontro decepcionada com a posição da CPTM, considerada por alguns que estiveram presentes como arbitrária.

Aumento de usuários pode causar acidentes na CPTM

Embarque no Expresso Leste, estação Luz
Fonte: EBand

A frequência dos acidentes envolvendo os trens urbanos da Grande São Paulo pode estar ligada à pressão gerada pelo expressivo número de usuários, na opinião do professor do Instituto Mauá de Tecnologia Aurélio da Dalt. Nos primeiros dois meses deste ano foram registradas duas colisões entre trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), além de um descarrilamento.

As ocorrências motivaram o Ministério Público a solicitar informações sobre os casos à CPTM para apurar as causas dos problemas. Os acidentes também assustaram o segurança Manoel dos Santos, que usa o transporte há 20 anos. “Está tendo muito acidente, antes não existia isso”, ressaltou.

“À medida que vão exigindo uma frequência maior de trens por causa dos passageiros, você começa a ter um sistema não inseguro, mas um pouco mais suscetível a falhas, porque você aproxima um pouco mais um trem do outro”, explicou o especialista à Agência Brasil.

Outro problema, de acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Sorocabana, Múcio Alexandre, é a redução do período de capacitação dos maquinistas, feita ao longo dos últimos anos. 

“Os maquinistas têm feito um treinamento que, a nosso ver, está deixando a desejar”, ressaltou ao lembrar que tempo de capacitação dos operadores já chegou a ser de um ano. Segundo ele, atualmente, o treinamento é feito em cerca de quatro meses.

A CPTM diz que um dos acidentes e o descarrilamento foram causados por falha humana e demitiu por justa causa os condutores envolvidos. Ainda estão sendo apuradas as causas do outro acidente, que feriu 38 pessoas no último dia 15.

A companhia ressalta, no entanto, que os maquinistas recebem uma média de 810 horas de treinamento, variando conforme a linha que atuarão. A cada quatro meses os condutores passam por uma avaliação para ver se há a necessidade de passar por uma reciclagem. “Os treinamentos são de alta qualidade técnica, aplicados por profissionais gabaritados, com larga experiência profissional”, destaca a empresa.

O professor Da Dalt acredita, entretanto, que para atender à demanda que pressiona o serviço o ideal é a automatização dos trens, a exemplo do metrô. Para ele, a solução traria mais precisão ao sistema de controle e aumentaria a segurança do transporte. “No caso da CPTM você não sabe exatamente em que posição do bloco uma composição está, porque não tem uma antena capaz de identificar metro a metro onde cada composição está”, ao contrário do que acontece nos trens do metrô.

A companhia sustenta que o sistema de segurança usado nos trens “oferece um nível de segurança elevado” e é o mesmo adotado pelas principais malhas ferroviárias do mundo.

O professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) Telmo Porto também defende o ATC (do inglês, controle automático de trens). Segundo ele, o modelo reduz a velocidade dos trens em caso de risco de choque, minimizando o perigo aos passageiros.

“O sistema evita uma batida de grandes proporções, mas não evita uma de pequenas proporções”, destacou. Ele explicou que o projeto é desenhado desse modo para evitar atrasos que a linha seja paralisada todo vez que houver possibilidade de choque.

Para Porto, que já foi diretor de Operação e Manutenção da CPTM, o aumento do número de acidentes acontece devido ao crescimento do número de viagens feitas pelos trens. “O transporte da CPTM aumentou muito em número de viagens. Eles duplicaram de tamanho em oito anos”, disse.

De acordo com a companhia, 2,7 milhões de usuários são transportados todos os dias pelas ferrovias da região metropolitana.

Um desses passageiros é a empregada doméstica Divanir Prate, que apesar de achar o trem melhor do que o ônibus, reclama da superlotação e dos atrasos. “A lata de sardinha é mais vazia. Chega no serviço e diz que ficou 40 minutos no trem para ver se eles (empregadores) acreditam”, ironiza.

Segundo a CPTM, está previsto, desde 2010, R$ 1 bilhão em investimentos para modernização das ferrovias. “A rede aérea de energia e os sistemas de alimentação elétrica dos trens estão sendo trocados, bem como serão construídas novas subestações de energia em todas as linhas”.

Alstom irá fornecer 9 trens de oito carros para o Expresso Leste

Primeiro projeto que foi divulgado sobre o novo trem série 9000
Fonte: Alstom

A Alstom venceu a licitação pública e assinou o contrato para o fornecimento de 9 trens (72 carros), para a CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Os trens foram desenvolvidos estão sendo fabricados na unidade da Alstom em São Paulo, no bairro da Lapa, que emprega atualmente mais de 800 pessoas. (Trens serão da série 9000)

A Alstom fornecerá à CPTM os trens de última geração METROPOLIS, com oito carros cada. Todos são equipados com ar condicionado, câmeras de segurança, detectores de fumaça e equipamentos que fornecem aos usuários informações como mapa de linha dinâmico para indicar cada parada. Além disso, todos possuem itens de acessibilidade segundo as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), entre eles entrada apropriada para usuários de cadeira de rodas e sistema de fechamento de portas com sinal luminoso para os deficientes auditivos. 

Os carros terão ainda acesso contínuo de um carro para o outro, conhecido como gangway, que possibilita que um passageiro possa ir internamente do primeiro até o oitavo carro, com maior aproveitamento do espaço. 

“A Alstom possui tradição no fornecimento de trens para a cidade de São Paulo e ficamos muito felizes com este novo contrato que acaba de ser assinado, uma vez que teremos oportunidade de continuar trabalhando, com tecnologia e mão-de-obra brasileiras, para que a população da cidade tenha cada vez mais um transporte de qualidade com conforto e segurança”, declara Ramon Fondevila, Diretor Geral do Setor Transporte da Alstom no Brasil. 

Os trens serão utilizados na linha 11, conhecida como Expresso Leste, que vai da Estação da Luz à Estudantes, com 50,8 km de extensão, e transporta em média 521 mil passageiros de segunda à sexta-feira. As entregas devem ocorrer entre o 18º e 22º mês de contrato. 

Sobre a Alstom 
A Alstom é líder mundial em infraestrutura para geração e transmissão de energia e transporte ferroviário, e referência em tecnologias inovadoras que respeitam o meio ambiente. 

A Alstom constrói os trens mais rápidos e os metrôs automatizados de maior capacidade do mundo, fornece usinas integradas para a geração de energia, serviços associados para diferentes fontes de energia, como hidreletricidade, gás, carvão, nuclear e eólica, e também desenvolve equipamentos em ultra-alta tensão, interconexões em corrente contínua, além do gerenciamento das redes elétricas e da integração de fontes de energia renováveis à rede. 

O Grupo emprega 96.000 pessoas em 70 países e registrou vendas de 23 bilhões de Euros em 2009/2010 (sem considerar o setor de Transmissão de Energia, recentemente agregado ao Grupo). 

No Brasil, a Alstom está presente há 55 anos e conta com 5.000 funcionários diretos que trabalham em sete unidades instaladas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rondônia. Em 2011, a empresa terá sua 8ª unidade no País, no Estado da Bahia.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Trem Viracopos-São Paulo, um teste de racionalidade

Trem série 7000 (Q02) - Estação Palmeiras-Barra Funda - Linha 7-Rubi
Fonte: Folha de SP

O Estado de São Paulo, reabrindo um velho projeto, pretende construir uma ferrovia entre São Paulo e Campinas que passaria pelo Aeroporto de Viracopos, que deve ser ampliado e modernizado.

No projeto original, a ideia era que se fizesse o controle de embarque e de bagagens durante o trajeto. Não se falou mais disso, certamente porque a viagem seria muito curta. Mas a necessidade de uma ligação rápida São Paulo-Viracopos é absolutamente necessária para que esse aeroporto seja aceito pelo público, que se recusa a fazer o percurso de ônibus depois de uma cansativa viagem aérea.

Pode-se imaginar um espaçamento entre as chegadas dos aviões para evitar demora excessiva no uso do trem. Este poderia ter linhas que servissem Jundiaí e Campinas, mas com comboios diferentes do que levaria ao aeroporto.

A questão a resolver é se a ferrovia pretendida pelo governo de São Paulo deve ser diferente da proposta no caso do trem-bala, cuja construção deveria ser objeto de uma licitação nos próximos meses. Como se sabe, o trem-bala deverá atingir o Aeroporto de Viracopos e a cidade de Campinas.

Seria um absurdo econômico e financeiro que se construam duas linhas paralelas com o mesmo destino. Como se sabe, um dos gastos mais pesados nos projetos é a desapropriação imobiliária para a implantação dos trilhos. O bom senso e a racionalidade vêm se impor para que os dois projetos se fundam num só, a fim de reduzir o custo da nova ferrovia, cujo traçado, aliás, é ainda incerto.

Partindo do princípio de que o uso em grande escala de Viracopos depende de uma ligação rápida com São Paulo, pode-se considerar que se trata do trecho mais urgente, como também o que exigirá menos gastos. Os dois projetos - o do governo de São Paulo e o do trem-bala - deveriam ser integrados.

O governo federal vai apresentar seu projeto nos próximos meses, estabelecendo o traçado do trem-bala, que deve passar por São Paulo. O governo estadual poderia assumir o investimento do trecho São Paulo-Viracopos, com ajuda do governo federal ou sob a forma de concessionário, aceitando o traçado do governo federal e instalando os trilhos especiais para a circulação do novo trem. Sendo o trecho mais importante, poderia ser o primeiro a ser concluído e utilizado.

O Estado de São Paulo não precisa comprar locomotivas especiais, pois sabe-se que a velocidade entre os dois pontos será limitada em razão da pequena distância. Mais tarde poderá, porém, receber o trem-bala, se for necessário.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Série 1400



Por Diego Silva
Fotos: Acervo Pessoal

Caros leitores, dando continuação à essa série especial de matérias sobre a história das frotas da CPTM, hoje falaremos da frota 401 (RFFSA/CBTU), atual série 1400.

401, nos tempos de RFFSA, com destino à Suzano
No início da década de 1970, a demanda por transporte crescia cada vez mais. Em contrapartida, as empresas da época não ofereciam um número suficiente de trens para atender todo o público que era interessado. Pensando nisso, a já extinta RFFSA (Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima) realizou encomenda de 18 trens junto à The Budd Company. Em parceria com a paulistana Mafersa, a americana Budd realizou a fabricação das unidades, ficando sob responsabilidade da Mafersa, construir e realizar os primeiros testes. Os trens são de aço inox, com seis carros, dotados de um conforto ímpar para a época. As primeiras composições entraram em serviço entre 1976 e 1977, prontos para atenderem inicialmente a zona leste de São Paulo. Tais trens também circularam na região do ABC e na zona norte da cidade, chegando até Francisco Morato, em viagens ocasionais.

Unidade 516, em Barra Funda, atendendo serviços na linha de Francisco Morato
A frota 401 possui algo bastante genérico nos trens da Budd: além do já destacado aço inox (que por ventura, somente a Budd possuía a patente de uso. A critério de curiosidade, no Brasil, somente a Mafersa podia construir trens de aço inox, mediante licença da fabricante americana), os frisos laterais, o teto arredondado, o inesquecível som do gerador e a resistência dos trens eram detalhes que mereciam atenção por parte das pessoas que admiravam e admiram trens até os dias atuais. Pois bem, dado seu funcionamento nas linhas da zona leste e norte, os trens da frota 401 prestaram serviços fundamentais quanto de sua circulação. Porém, indo na contramão de sua rotina, muitos problemas aconteciam pela constante falta de manutenção por parte da CBTU (uma vírgula na nossa história: a RFFSA sempre priorizou o transporte de cargas, repassando para a CBTU, que era sua subsidiária, a responsabilidade de gerir o sistema de transporte de passageiros em SP).

401 estacionando em Barra Funda, 1995
A história dessa frota não conta com episódios muito peculiares. Durante seus já quase 40 anos de circulação, esses trens se envolveram em poucos acidentes, sendo que os poucos em que tiveram participação, não tiveram lá sua grande culpa. Dois acidentes merecem destaque, em sua história: um incêndio em Jaraguá, onde usuários atearam fogo em uma das unidades, revoltados pelo péssimo serviço apresentado pela RFFSA na época e a colisão com um vagão plataforma, nos arredores de Rio Grande da Serra.

Colisão em Rio Grande da Serra, com um trem da frota 401
Incêndio de uma composição no Jaraguá - Foto de Luiz Parra
Cena muito comum de se ver, durante a gestão da RFFSA/CBTU em SP
Com a chegada da CPTM, no início dos anos 1990, os trens restantes dessa frota ainda operavam em situações precárias. O passar dos anos e a falta de manutenção preventiva e corretiva deixou tais trens em estado lamentável. A zona leste de São Paulo, sempre com uma demanda altíssima e um péssimo serviço, contava com esses trens e outras frotas a mais, todas em estado deplorável. Existem relatos que os maquinistas dessas linhas (E e F) tinham que adivinhar a velocidade dos trens, circular 'no instinto', uma vez que nem os velocímetros funcionavam corretamente. Em 1998, os trens da série 1400 (renomeados pela CPTM) seguiram para revisão geral, realizada pela GEVISA. Com isso, componentes e estrutura foram avaliados e reparados. O trem, após tanto descaso, ganhava novos sistemas, mais atuais e seguros, sendo devolvido para operação nos princípios de 1999.

Trem série 1400, nas proximidades da estação Brás (Linha D, aprox. 1999)
Trens série 1400 na estação Brás, na então Linha F (Créditos ao autor)
Salão de passageiros (Foto extraída do site da CPTM em 2007)
Cabine de condução original da frota 1400
Unidade 1414, antes de sua modernização e revisão geral
Circulando até meados de 2005, com todo o sistema da revisão geral de 1998, a frota foi se desfazendo ao passar dos anos. Muitos carros foram condenados, outros foram retirados para compor a frota 1100 (carros reboque). Em 2006, iniciando um programa de recuperação das frotas da zona leste, a CPTM enviou algumas unidades para revisão geral e modernização. Em 2006, a primeira unidade (1401/1402) retornou, com um salão de passageiros completamente revitalizado, com freios mais potentes e uma cabine de condução mais confortável para o maquinista.

Depois da modernização, já com o padrão metropolitano da CPTM
Salão de passageiros, revitalizado
Cabine de condução, totalmente modificada e mais prática para o maquinista
Em duas outras composições, a CPTM solicitou a IESA que modificasse a máscara facial do trem, deixando ele com uma nova aparência, mas não modificando salão e cabine de condução. Renomeado para série 1400 fase II, foram as únicas que receberam uma frente diferente, vista na imagem a seguir.





Atualmente, das 17 composições encomendadas, apenas quatro estão circulando. São elas: 1401-1402 e 1409-1412 (Linha 12-Safira, com seis carros), 1403-1404, 1414-1405 (Extensão da Linha 7-Rubi, com quatro carros cada). A unidade 1407 está fora de serviço no pátio da Luz, com três carros (a mesma retornou da reforma na IESA com uma série de defeitos e não está apta para circulação). Um detalhe curioso é que a unidade 1403-1404, da extensão da Linha 7-Rubi, é a única que ainda circula nos padrões 'originais' (a mesma passou por revisão geral em 98).





Pouco a pouco, toda essa frota está desaparecendo. Após tantos anos de serviços prestados, a tecnologia vem chegando e junto com ela, o fim da frota 1400. Algo que poucos sabem: a CPTM tem contrato vigente para reforma de TODAS as unidades que ainda fazem parte do ativo circulante. As composições que estão baixadas ao lado do pátio da Lapa estão aguardando modernização, que pelo jeito, não irá acontecer. No pátio da IESA, em Araraquara, estão duas unidades e outras duas da série 1600 que a CPTM não autorizou retornarem, após a modernização. Ou seja, era para grande parte da frota Budd ainda estar circulando em São Paulo, pois a empresa autorizou a modernização mas não quis receber os trens posteriormente.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

CPTM altera operação nesse fim de semana, para obras de manutenção. Trens circulam uma hora a mais com fim do horário de verão

Trem de manutenção da rede aérea em Rio Grande da Serra
Fonte: CPTM

As obras de modernização e manutenção da CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos] vão alterar os horários e trechos específicos da operação deste sábado [25] e domingo [26]. Os trabalhos serão realizados em períodos de menor movimentação, com o objetivo de gerar menor impacto aos usuários. Programe sua viagem seguindo o horário de operação previsto para o fim de semana nas cinco linhas da CPTM.

Linha 7-Rubi [Luz - Jundiaí]: após as 15h de sábado [25] até o fim da operação comercial de domingo [26], serão realizadas obras de implantação de equipamentos de via entre as estações Pirituba e Jaraguá, o que provocará maior intervalo entre as composições.

Linha 8-Diamante [Júlio Prestes - Itapevi]: das 18h de sábado [25] até o fim da operação comercial de domingo [26] ocorrerá reposicionamento da via e implantação de componentes da rede aérea de alimentação elétrica dos trens entre as estações Sagrado Coração e Barueri. No domingo [26], das 9h às 18h, haverá manutenção de via entre as estações General Miguel Costa e Osasco. Por essa razão, os trens circularão com intervalo maior.

Linha 9-Esmeralda [Osasco - Grajaú]: das 18h de sábado [25] até o fim da operação comercial de domingo [26], equipes farão implantação de equipamento de via. Por conta disso, os trens circularão somente entre as estações Grajau e Presidente Altino. O usuário que precisar seguir até Osasco terá que se transferir para Linha 8-Diamante. Ainda no sábado [25], das 20h até as 20h de domingo [26], haverá manutenção da rede aérea de alimentação elétrica dos trens entre as estações Jurubatuba e Santo Amaro. As intervenções vão elevar o tempo médio de intervalo dos trens.

Linha 11-Coral [Guaianazes - Estudantes ]: ao longo da operação comercial de domingo [26], devido manutenção da rede aérea de alimentação elétrica dos trens entre as estações Suzano e Calmon Viana, o intervalo médio entre as composições será ampliado.

Linha 11-Coral [Luz - Guaianazes/ Expresso Leste]: durante toda a operação de domingo [26], entre as estações Brás e Tatuapé do Expresso Leste haverá maior intervalo entre os trens, devido à manutenção da rede aérea de alimentação elétrica dos trens.

Linha 12-Safira [Brás - Calmon Viana]: durante toda a operação de domingo [26], os trens circularão com maior intervalo entre as estações Aracaré e Calmon Viana por conta da manutenção da rede aérea de alimentação elétrica dos trens.

Trem série 7000 - Estação Palmeiras-Barra Funda (Foto de Denis Castro)
Horário de Verão

Com o fim do horário de verão neste fim de semana, Metrô, CPTM e ViaQuatro [concessionária da Linha 4-Amarela] irão funcionar uma hora a mais de sábado [25/2] para domingo [26/2], ou seja, até a 1h00 do horário novo [2h00 no horário antigo]. Vale lembrar que o término da operação comercial do sistema metroferroviário aos sábados ocorre à 1h00 de domingo.

O horário de verão termina a 0h00 de domingo, quando os relógios deverão ser atrasados em uma hora. Já as linhas de ônibus metropolitanos gerenciadas pela EMTU/SP que operam entre às 23 e 24h00 de sábado [25/2], realizarão novamente as partidas previstas para essa faixa horária.

CPTM
As seis linhas da CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos] irão operar uma hora a mais na madrugada de domingo [26]. A operação será iniciada normalmente às 4h00 do novo horário no domingo [26].

Metrô
Os usuários do Metrô poderão contar com o serviço por uma hora a mais de sábado [25] para domingo [26]. Com a ampliação do horário de circulação dos trens, o número de viagens ofertadas será maior. Na Linha 1-Azul [Jabaquara-Tucuruvi], serão 17 viagens a mais; na Linha 2-Verde [Vila Prudente-Vila Madalena], 20; na Linha 3-Vermelha [Corinthians-Itaquera/Palmeiras-Barra Funda], 22; e na Linha 5-Lilás [Capão Redondo-Largo Treze], 24. Na Linha 4-Amarela [Luz-Butantã], operada pela ViaQuatro, serão realizadas 26 viagens a mais.

EMTU
As linhas de ônibus metropolitanos gerenciadas pela EMTU/SP que operam entre 23 e 24 horas, realizarão novamente as partidas previstas para essa faixa horária.

Blog completa dois anos

Por Diego Silva

Caros leitores e seguidores, eis que mais um ano se passou e o blog CPTM em Foco já completa seu segundo ano no ar. Nesses dois anos, conquistamos um espaço mais do que importante no meio informativo da empresa que estamos focados. Mais do que isso, viramos um dos principais portais que abordam o tema 'CPTM' na grande rede. Como muitos já conhecem, outros ainda não, tudo começou num laboratório de informática da Universidade Nove de Julho. Aquele dia foi o primeiro passo para o que somos hoje. Um trabalho feito de maneira individual, uma vez que não conto com colaboradores fixos. O blog inteiro é feito e administrado por mim, contando com a presença de amigos com uma frequencia não muito relevante, mas que, quando participam, deixam contribuições fundamentais.

Na matéria comemorativa do primeiro ano de vida do blog (Blog completa um ano de vida), os números já eram bastante animadores para a época, tendo superado todas as expectativas. E o mais curioso: há um ano, estávamos com cerca de 27.500 visitas. Hoje, o número está quase dez vezes maior (com cerca de 260.000), ou seja, uma evolução astronômica em apenas um ano. Hoje, o blog CPTM em Foco perde apenas para o blog 'Diário da CPTM', do amigo Ricardo Guimarães. Mas acima da concorrência por mais visitas, está a amizade. Normalmente, trocamos informações e matérias, complementando os blogs.


Alguns detalhes que podem ser citados, em mais um ano de blog:

- Cerca de 260.000 visitas (com média diária de 2000 visitas);
- Mais de 500 matérias no ar, com informações técnicas e notícias;
- Visitas internacionais, de países como Argentina, Estados Unidos, Alemanha, França, Japão, China, Coreia do Sul, Hungria, Itália, Espanha, Angola e Turquia;
- 3º Blog mais popular do Brasil, de acordo com votação popular no Prêmio Top Blog 2011, categoria Notícias e Cotidiano

Certificado de 3º Lugar do Prêmio Top Blog 2011
No início desse ano, o blog ganhou sua terceira repaginação, com uma estrutura mais leve e atraente, mais comunicativa, aprovada por grande parte dos leitores e visitantes. E agora, comemoramos mais essa data, em plena evolução, crescendo e evoluindo cada vez mais. Para esse ano, esperamos conquistar o troféu do Prêmio Top Blog 2012, além de reforçar a presença do 'CPTM em Foco' nas mídias, como uma fonte 100% confiável de informação. Ainda esse ano, teremos a completa cobertura dos 20 anos da CPTM, com matérias especiais sobre duas décadas da empresa. Tudo isso, para você, leitor e visitante, funcionário da companhia e interessado em ferrovias. Tudo isso, até hoje, só foi possível graças a você, que contribui com o nosso trabalho. A todos que fazem parte desse projeto, o meu agradecimento especial!

Presença firme no dia-a-dia da CPTM, notícias, informações, história, fotografia, o lado da CPTM que o usuário não conhece, operações, bastidores... Tudo você encontra aqui! Blog CPTM em Foco: ''Queremos ir com você, aonde você for!''

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O vão entre o trem e a plataforma

O temido vão entre o trem e a plataforma: quando não é o espaço, é a altura

Foto: Portal G1
Texto: Diego Silva

Uma das maiores reclamações dos usuários diz respeito ao vão entre o trem e a plataforma. A CPTM anuncia exaustivamente em seus trens e estações para os usuários terem cuidado, mas vez ou outra, alguém acaba caindo no espaço. Fica a pergunta de muitos usuários: porquê o vão entre o trem e a plataforma é tão grande?
Na construção da ferrovia, a preferência era para os trens de carga. Nesse tempo, as estradas de ferro foram construídas com gabaritos de vagões de carga, não de carros de passageiros. Com isso, os trens de passageiros chegaram num espaço já dominado por trens cargueiros, e foram se adaptando com a situação. Os usuários normalmente dão um passo médio de 20 a 30cm de largura entre o trem e a plataforma (nos casos mais comuns), mas existem casos absurdos do vão se aproximar de um metro. Como é do conhecimento de todos, as linhas de trem da região metropolitana de São Paulo ainda são compartilhadas com trens de carga, deixando aberta a necessidade de existência do vão, pois os vagões de carga são mais largos que os carros dos trens.

O Governo do Estado assinou um projeto de construção do Ferroanel, que será uma via segregada para trens de carga. Com isso, os trens de passageiros terão vias exclusivas, e consequentemente, haverá de ter obras para a redução dos vãos pelas estações do sistema. Todavia, quando não é o vão, é a altura entre o trem e a plataforma, mas isso também deverá ser corrigido. Em todos os casos, seja em altura, seja em espaço, tenham cuidado ao embarcar e desembarcar, evitando assim, acidentes graves.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Acidente na Argentina faz dezenas de mortos e mais de 600 feridos

Colisão dos trens aconteceu na estação Once, em Buenos Aires
Fonte: BBC Brasil

Ao menos 50 pessoas morreram e 550 ficaram feridas em um acidente de trem em Buenos Aires nesta quarta-feira, segundo a Polícia Federal argentina.
"É um fato lamentável e ainda não temos explicações para o que ocorreu, só saberemos após as investigações do caso", disse o porta-voz da polícia, o delegado Nestor Rodríguez, diante das câmeras de televisão.

O acidente foi registrado às 8h30 (9h30 no horário de Brasília) quando o trem da empresa TBA, que saiu da estação de Moreno, na Província de Buenos Aires, tentou frear na estação de Once, na capital argentina, mas, segundo testemunhas, acabou batendo em uma contenção da plataforma e descarrilando.
As imagens mostram que um vagão se sobrepôs a outro do próprio trem, que estava lotado na hora do acidente.

Os bombeiros tiveram que abrir um buraco no teto de um dos vagões para tirar as pessoas que ficaram presas nas ferragens. Segundo a Defesa Civil, 60 passageiros ficaram presos no vagão e mais de dez deles foram retirados com vida, em uma operação que envolveu bombeiros, médicos, enfermeiros e policiais.

'Angustiante'

"Nunca vimos um acidente assim", disse Alberto Crescenti, responsável pela área de saúde do Sistema de Atenção Médica de Emergência (SAME) da Argentina.

O diretor da Defesa Civil, Daniel Russo, afirmou que a situação era "angustiante" porque "corpos ficaram empilhados" dentro do vagão.

Sindicalistas ferroviários disseram à imprensa local que o trem era um dos mais antigos da frota da TBA - era datado dos anos 1960. O sindicalista Roberto Nuñez, do sindicato União Ferroviária, disse acreditar que o veículo "perdeu o freio".

De acordo com os sindicalistas e com passageiros, o trem costuma viajar com as portas abertas e superlotado. A Justiça abriu investigação sobre o caso.

No ano passado, também em Buenos Aires, um trem bateu em um ônibus que atravessou o sinal vermelho e também deixou uma dezena de mortos e diversos feridos.

Segundo o jornal La Nación, o acidente desta quarta é a terceira tragédia ferroviária mais fatal da história da Argentina. Em 1970, o choque de dois trens teve um saldo de 142 mortos e 368 feridos na Província de Buenos Aires; e, em 1978, a colisão entre um trem e um caminhão de carga resultou na morte de 55 pessoas.

Usuários da Linha 7-Rubi são beneficiados

Trem série 1700 - Estação Luz - Linha 7-Rubi
Fonte: Estadão

Se a perda de uma estação de integração como a Luz prejudica os usuários da Linha 10-Turquesa da CPTM, quem é passageiro da Linha 7-Rubi (que liga a Luz a Jundiaí) poderá sentir na mudança uma medida positiva.

Até agosto, os passageiros dessa linha tinham de dividir espaço com usuários da Linha 11-Coral na plataforma central da Estação da Luz. A Coral é a linha mais superlotada da CPTM e era comum ver cenas de empurra-empurra quando as composições dos dois ramais estavam fazendo embarque e desembarque.

Sem os trens do ABC, a CPTM decidiu dividir o fluxo de passageiros da Linha 7-Rubi. A plataforma 1, que antes era usada só pela Linha 10-Turquesa, a partir de agora atenderá a Linha 7-Rubi. Assim, o embarque será em uma plataforma e o desembarque, em outra.

O mesmo esquema de embarque e desembarque ocorre na Linha 10-Turquesa, na Estação Brás. Na Luz, as pessoas saíam e entravam nos trens para o ABC na mesma plataforma. No Brás, as duas operações ocorrem em plataformas diferentes, o que traz um pouco mais de conforto para os usuários.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

CPTM promete novos freios nos trens até 2014

Freio do trem L36, do Metrô de São Paulo
Fonte: Diário de São Paulo

Somente neste ano, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) já contabilizou  três acidentes envolvendo trens da companhia. Em todos os casos a empresa atribui a falha a erro humano. Já o Metrô não registrou nenhuma ocorrência deste tipo desde o ano passado. Em entrevista na última quarta-feira, o gerente geral de operações da CPTM, Francisco Pierrini, afirmou que até 2014 a companhia terá um novo sistema que reduz a velocidade dos trens automaticamente sem a interferência do condutor.

De acordo com especialistas, tanto o Metrô como a  CPTM são meios de transporte seguros, mas as operações são diferentes. “No Metrô, a interferência do maquinista é mínima. A operação é totalmente automatizada, ao contrário da CPTM”, diz Aurélio da Dalt, professor de teoria das estruturas do Instituto Mauá de Tecnologia.

“O Metrô utiliza o sistema ATO (operação de tráfego automática). O nível de automação é total e o condutor está ali mais para acompanhar a situação. Ele não interfere diretamente na circulação dos trens. A Linha Amarela, por exemplo, já nem tem mais condutor”, explica Telmo Giolito Porto, professor do departamento de transportes da Poli-USP (Escola Politécnica).  “Já na CPTM, a automação é parcial, chamada de ATC (controle de tráfego automático). O centro de controle gerencia a operação, mas é o maquinista quem conduz o trem”, diz.

Em toda a linha férrea há sinalização. Quando a luz está verde, significa que não há trem à frente e o condutor pode prosseguir. Quando a luz está vermelha, o condutor deve desacelerar o trem. “Se o maquinista não para, um apito é disparado na cabine. Se ainda assim ele não age, aí o sistema automaticamente reduz a velocidade do trem”, explica Porto.

Segundo o professor, a automatização é necessária no Metrô porque um humano não conseguiria fazer o trem trabalhar em intervalos tão curtos, de cerca de um minuto. Na CPTM, esse intervalo é maior, de cerca de três a cinco minutos, o que permite a atuação do condutor. 
E por que os trens ainda colidem? “Porque o sistema da CPTM é programado para reduzir a velocidade até 20 km/h. Ele não para totalmente para não prejudicar o restante da circulação e para não diminuir o intervalo entre os vagões”, diz.

Segundo ele, nessa velocidade há chances de bater, mas não há risco de uma colisão forte, que cause mortes ou a destruição do trem. “Essa decisão foi tomada desde o início das operações”, diz.
Segundo Dalt, a completa automação da CPTM só será possível quando as linhas de carga e de passageiros forem separadas – atualmente, ambos os trens circulam na mesma via.

A CPTM demitiu por justa causa o condutor do trem que descarrilou na quinta-feira, na Estação Ceasa. No caso do acidente de quarta, na Estação Vila Clarice, a condutora da locomotiva que colidiu com outro trem só será ouvida no dia 27, já que ela permanece afastada por razões médicas.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Facebook e Twitter viram armas de protesto contra os transportes em São Paulo

Trem série 2000 - Estação Luz - Linha 11-Coral
Fonte: IG

Quer protestar contra ônibus e metrô lotados? Já não sabe a quem reclamar do semáforo da rua queimado há tempos? Tem o flagrante de um veículo parado irregularmente? Use o Facebook. Ou o Twitter. As redes sociais da internet estão se tornando o espaço preferido para pressionar governos por melhorias no trânsito e no transporte de São Paulo.

Um dos exemplos mais contundentes é o manifesto contra a mudança da Linha 10-Turquesa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Até o ano passado, ela ia até a Estação Luz; agora, o trecho termina no Brás. A página do Facebook sobre o tema, chamada "Queremos a Linha 10 da CPTM de volta à Luz", já reúne 700 pessoas interessadas em fazer com que o ramal funcione integralmente, com eventos e ações que tentam convencer a estatal.

O professor universitário Miguel Savietto, de 55 anos, é um dos signatários de um abaixo-assinado (com mais de 1,8 mil assinaturas) divulgado no site. Ele mora em Ribeirão Pires, e pega a linha para ir à capital. "O uso da internet é muito positivo. O que ficaria restrito a um grupo pequeno ganha repercussão."

A CPTM ainda recebe - e, às vezes, responde - reclamações em seu perfil oficial no Facebook. As queixas vão desde problemas operacionais nas linhas a protestos contra o recente aumento da tarifa. A empresa, porém, não é a única cobrada pelos internautas.

O Metrô é uma das estatais mais transparentes na web. A empresa foi uma das primeiras a ter Twitter e Facebook. Os comentários são pouco censurados e boa parte é respondida. Algumas reivindicações chegam até a ser atendidas.

Embora ainda não tenha uma conta própria no Facebook, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) também é alvo de pedidos. Em uma página criada por usuários do site, são publicadas fotos e queixas sobre o trânsito. Uma imagem mostra um semáforo supostamente apagado na altura do número 495 da Rua Parapuã, na Brasilândia, zona norte da capital paulista. "O farol está quebrado desde que acabou a luz na rua. Até agora, nada", escreveu um morador do bairro.

Pressão
Por enquanto, a CET, assim como a São Paulo Transporte (SPTrans), só se relaciona pelo Twitter. No entanto, esses canais são usados só para divulgar ações como interdições de vias. Quem faz perguntas ou reclamações recebe resposta.

Além disso, os comentários dos seguidores não podem ser vistos e discutidos pelos outros internautas, o que restringe uma das características mais poderosas das redes da internet: a multiplicação da cobrança. É a avaliação da professora da Universidade de São Paulo (USP) Giselle Beiguelman, especialista em redes sociais. "A pressão é a garantia de eficiência por parte do público. As pessoas sabem que têm de ser cúmplices do outro, porque vale a pena."

Ela diz que, com ferramentas como o Facebook e o Twitter, dificulta-se a tentativa de agentes públicos de encobrir reivindicações. "Não é mais como cobrar por e-mail ou por telefone, quando ninguém sabia se o outro lado estava recebendo a demanda."

Trem que ligará São Paulo à Campinas já está em fase de estudo

Trens série 7000 - Abrigo Lapa
Fonte: STEFZS

Muito antes de o trem-bala se tornar realidade, são grandes as chances de Campinas se ligar a São Paulo por meio de trens de média velocidade. Teve início nesta semana uma pesquisa para medir detalhadamente se há demanda para implantação de um trem regional que passe a operar entre as cidades de Campinas, Jundiaí e São Paulo. O estudo encomendado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) vai durar 11 meses e será feito pela empresa Oficina Engenheiros Consultores Associados. Com esse levantamento, o governo paulista vai cruzar informações sobre os diferentes tipos de deslocamentos realizados pela população, o tempo de viagem em cada tipo de transporte, principais distâncias percorridas, pontos de origem e destino, frequência e volume de pessoas.

O projeto para construir um ramal ferroviário nos 100 quilômetros que separam a capital paulista e Campinas é um projeto antigo, mas que ganhou mais evidência com a concessão de Viracopos. O aeroporto, que recebeu 7,5 milhões de passageiros no ano passado, terá sua demanda aumentada para 9,5 milhões de pessoas até 2014, segundo a Infraero. Inevitavelmente, a ambição do governo federal de transformar Viracopos na principal estrutura do sistema aéreo nacional passa diretamente pela implantação de uma ligação ferroviária.

Especialistas e profissionais do transporte ferroviário não criticam a decisão de se implementar o trem-bala na região, mas acreditam que há espaço para uma estrutura paralela de trem. "Com R$ 1,5 bilhão e três anos de trabalho, é possível colocar para rodar um trem de média velocidade (até 160km/h) na malha ferroviária que já existe entre Campinas, Jundiaí e São Paulo", diz Francisco Aparecido Felício, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias Paulistas (Sindpaulista).

A estrutura que atualmente liga Campinas a Jundiaí foi concedida à América Latina Logística (ALL) e apenas parte dela é usada para carga. Para receber um trem de média velocidade, o traçado teria de passar por adaptações. Pesa ainda a favor de um trem de média velocidade o fato de o país já deter uma indústria local capaz de atender à empreitada.

Para o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, o trem regional não atrapalharia em nada o projeto do trem-bala, tanto que a agência se comprometeu a liberar até 2015 diversas linhas de carga do Estado paulista para o transporte de passageiros, como os trechos São Paulo-Jundiaí, São Paulo-Santos e São Paulo-Sorocaba. "Não vejo problemas em ter um trem regional até Campinas. Esses trens regionais são projetos paralelos, que não concorrem com o trem de alta velocidade."

A prefeitura de Campinas, responsável pelo pedido de estudo levado à CPTM, informou apenas que aguarda uma definição do governo federal sobre o futuro do trem-bala. A CPTM informou que o projeto não tem possibilidade de ser um ramal competitivo de ligação entre Viracopos e São Paulo, porque a proposta é que ele se limite a um trem metropolitano, com paradas previstas em Valinhos, Vinhedo, Louveira e Jundiaí, para então chegar a São Paulo. No plano da CPTM estaria, na realidade, a operação de trem de até 100 km/hora, o que significaria cerca de três horas de viagem para chegar à capital paulista.

"Acredito que um trem de média velocidade nesse trecho seria realmente o projeto ideal", comenta Luciano Amadio, presidente da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop). "Se olharmos para o futuro de São Paulo e Rio de Janeiro, concluímos que o trem-bala será totalmente necessário, mas podemos ter também uma solução de médio prazo, e não só daqui a dez anos."

Se tudo der certo no cronograma previsto pela União, o trem de alta velocidade ficará pronto só em meados de 2019. "É preciso se ater ao senso da urgência. Não podemos nos dar ao luxo de demorar tanto com as coisas. Acredito que há espaço para mais de um tipo de solução", comenta Arlindo Fernandes, sócio-diretor da Oficina Engenheiros Consultores Associados, companhia que fará os estudos de demanda da região.

Em 2005, o governo paulista chegou a concluir os estudos para criação do chamado "Trem Bandeirante", que ligaria São Paulo a Campinas. O projeto foi estimado em R$ 2,7 bilhões e seria realizado por meio de uma parceria público-privada (PPP). O trem levaria aproximadamente 50 minutos para fazer o trajeto, a uma velocidade máxima de 160 Km. À época, a ligação com o aeroporto de Viracopos já estava no radar. O plano foi parar na gaveta, após a decisão da União em bancar o trem de alta velocidade.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Franco da Rocha ganha nova passarela da CPTM

Nova passarela da CPTM, em Franco da Rocha
Fonte: CPTM

A CPTM entregou à população de Franco da Rocha, nesta sexta-feira [17], uma nova passarela de pedestres sobre a Linha 7-Rubi [Luz-Francisco Morato]. Localizada no Km 33 da Linha 7-Rubi, nas proximidades da estação Franco da Rocha, a passarela liga a avenida Sete de Setembro à rua Dona Amália Sestini, perto do local que abrigará o futuro Parque Linear Municipal.

A nova estrutura de concreto dispõe de todos os itens de acessibilidade, iluminação e guarda-corpo de aço galvanizado na cor vermelha. O total da extensão das seis rampas chega a 153 m x 2 m de largura, atravessando a ria férrea. A iluminação composta por oito postes laterais tem holofote em cada um. O paisagismo foi realizado pela prefeitura, que por meio de convênio assinado com a CPTM ficará responsável pela manutenção e conservação da passarela.

Audiência pública vai debater volta dos trens a Estação da Luz

Trens da Linha 10 seguem somente até Brás
Fonte: STEFZS


A Câmara Municipal de Santo André foi o local escolhido para a realização da audiência pública que vai debater, na segunda-feira (27/2), a partir das 18h, as mudanças operacionais ocorridas na Linha 10, Turquesa, que recentemente deixou de transportar os passageiros até a Estação da Luz, determinando o Brás como estação final. A informação é do deputado Donisete Braga.

Segundo ele, representantes da empresa, da secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos e do Consórcio Intermunicipal do ABC estarão presentes, além de lideranças regionais. Na semana passada (7/2), o parlamentar participou de reunião na secretaria Estadual de Desenvolvimento Metropolitano quando se decidiu pela realização desta audiência.

“Tirar a linha 10 da estação da Luz foi uma medida que impactou a rotina de milhares de usuários. A audiência é uma oportunidade para ouvir os usuários e também apresentar o que vem sendo feito para melhorar o transporte público na região, como modernização das estações, implantação do Expresso ABC e da Linha 18 (bronze), do Metrô, acessibilidade, construção do viaduto Capuava, entre outras. a população precisa conhecer o cronograma destas obras”, explicou o deputado.

Investindo menos
Por outro lado, levantamento no Sistema de Acompanhamento da Execução do Orçamento (Sigeo) mostra que entre 2008 e 2011 praticamente todas as linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) tiveram cortes de recursos.

Somente em 2011, deixaram de ser aplicados R$ 242 milhões, ou seja, 31,4% menos que no ano anterior. Houve também cortes na compra de trens para a CPTM e o Metrô, que tiveram redução de 56% em relação a 2010. Os valores gastos caíram de R$ 684 milhões para apenas R$ 260 milhões.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Série 1100


Por Diego Silva
Imagens: Acervo Pessoal

Caros leitores, seguindo uma sugestão de um de vocês, dada no ano passado, estamos iniciando hoje a história das frotas da CPTM. Nos próximos domingos, iremos explicar a história de cada uma das séries de trem da companhia. Que comecem os trabalhos!

Desembarque dos primeiros carros Budd no porto de Santos, em 1958
A série 1100, atualmente a frota mais antiga da CPTM, circula desde 1958 pelas linhas paulistanas. Atualmente, onze unidades de seis carros cada prestam serviços fixos na Linha 7-Rubi (Luz - Jundiaí). A história dessa frota remonta um passado já distante, quando a então EFSJ (Estrada de Ferro Santos a Jundiái) necessitava de trens elétricos para melhorar o sistema de transporte de passageiros no trecho que compreendia Paranapiacaba até Jundiaí. Diante disso, a EFSJ realizou uma compra junto à famosa construtora ''The Budd Company'', de 30 unidades motoras mais 30 unidades reboque, para serviços de subúrbio.

Interior dos novos trens da EFSJ: Assentos estofados, para viagens mais confortáveis
Em meados de 1958, chegava ao porto de Santos os primeiros carros adquiridos. Os mesmos foram encarrilhados no porto e subiram a serra já pela linha, com o auxílio de locomotivas. Algumas dessas unidades adquiridas foram montadas pela Mafersa, na planta de São Paulo. No mesmo ano, as primeiras unidades já entrariam em serviço, atendendo a demanda da EFSJ, desde Paranapiacaba até Jundiaí. Um detalhe curioso que poucas pessoas não sabem: o trem série 1100 é o primeiro trem de aço inox do Brasil.

Unidade motora, no pátio da Lapa
Composição saindo da estação Luz. Reparem que as janelas abriam para cima.
Unidade saindo da estação Barra Funda, década de 1960
Unidade em Jundiaí, com identificação da CBTU (1993)
Uma das unidades originais chegou a receber o padrão CPTM (Paranapiacaba, 95)
Com o passar dos anos, a frota foi se desgastando, a ponto de serem perdidas algumas unidades. Nas décadas de 1970, 1980 e 1990, o transporte de subúrbio de São Paulo era bastante precário, o que levava ao uso exaustivo dos trens para tentar suprir a necessidade. Na década de 1980, até então exclusivo no trecho de operação, os trens série 101 começaram a ser substituídos por uma frota nova, também em aço inox, porém, com oito carros, mais motores e mais potente: a frota da Mafersa, série 700. Com a chegada da CPTM, em 1992, os trens ainda circularam por mais três anos, até serem enviados para sua revisão geral, onde ganhariam novos itens de segurança, além de uma completa revitalização.

Unidade 1102, no pátio da Mafersa, em São Paulo (1996)
Em 1995, os trens da então frota 101 deixaram de circular, seguindo para a modernização. Na época, dois lotes de reformas ganharam as licitações para realizar a modernização. Foram vencedores os lotes Cobrasma/CCC (Companhia Comércio e Construção), com 12 unidades (todas ímpares, do 1101 ao 1123) e o Consórcio Unitrens, formado principalmente pela Mafersa, responsável pelas outras 11 unidades (todas pares, do 1102 ao 1122). Nessa reforma, a principal modificação foi a alteração da máscara do trem, que foi separada do salão de passageiros. Constituída de fibra de vidro, a cabine foi moldada com o intuito de oferecer uma melhor visibilidade ao maquinista, além de tornar o trem muito mais bonito. As caixas de aço inox receberam reforços estruturais, polimento e os adesivos nas cores azul e vermelho, padrão CPTM da época.

Trem série 1100 #1107 na estação Brás, com destino a Francisco Morato (2001)
Em 1996, já com todos os trens prontos, a CPTM devolveu para a operação 11 composições 'novas' (mais uma unidade de três carros na reserva), totalmente modernizadas, confortáveis e confiáveis. A operação desses trens foi iniciada na Linha D (Rio Grande da Serra - Luz), onde grande parte estava em operação. Alguns trens voltaram a circular na Linha A (Brás - Francisco Morato). Em 1998, a Linha D recebeu novos trens, com ar-condicionado e, com isso, toda a frota 1100 passou a operar na Linha A. Em 2000, no fatídico acidente de Perus, uma das unidades modernizadas foi perdida: a composição 1103, que foi atingida pelo trem 1740, que vinha desgovernado desde Jaraguá. Desde então, as 11 unidades restantes compõem a frota, totalizando 66 carros.


Fortes e atuantes, os trens da série 1100 continuam prestando serviços na Linha 7-Rubi (antiga Linha A). As onze unidades dividem o trecho com trens das séries 1700 e 7000. Esporadicamente, essa frota pode ser vista em operação na extensão da Linha 7-Rubi, e com alguma sorte, na Linha 10-Turquesa. Apesar de serem menores que os demais de sua linha, odiado por muitos usuários da Linha 7, essa frota presta serviços com excelência, sendo um dos trens que possui menos defeitos na frota CPTM.


Ficha Técnica - Trem série 1100

 - Formação: M + R2 + R1

Pesos
- Peso Carro Motor: 65 t
- Peso Carro R2: 48 t
- Peso Carro R1: 45 t

Altura
- Altura com pantógrafos arriados: 4,65 metros
- Altura com pantógrafos levantados: 7,01 metros

- Comprimento por carro: 25,90 metros
- Largura por carro: 3,05 metros

- Velocidade Máxima: 90 km/h
- Potência: 1200 kw
- Tensão: 3000 V

Lotação

Sentados
- Carro Motor: 58 passageiros
- Carro R1 e R2: 68 passageiros

Lotado
- Carro Motor: 234 passageiros
- Carro R1 e R2: 238 passageiros

Super-Lotado
- Carro Motor: 292 passageiros
- Carro R1 e R2: 306 passageiros

sábado, 18 de fevereiro de 2012

CPTM irá realizar obras de manutenção nesse fim de semana, alterando a circulação dos trens

Serviços de manutenção irão alterar a circulação dos trens nesse fim de semana
Fonte: CPTM

A CPTM realizará obras de modernização e manutenção que vão alterar a operação em horários e trechos específicos durante o feriado de Carnaval. Os trabalhos ocorrerão em períodos de menor movimento, a fim de gerarem menor impacto aos usuários. Veja como fica a operação em cada linha e programe sua viagem com antecedência. Mais informações: www.cptm.sp.gov.br.

Linha 8-Diamante [Júlio Prestes - Itapevi]: das 18h até o fim da operação comercial de sábado [18], haverá substituição de equipamento de via entre as estações Domingos de Moraes e Imperatriz Leopoldina. Das 4h até o fim da operação comercial de domingo [19], até terça-feira [21], haverá serviços de manutenção nos sistemas de vias e de energia de alimentação dos trens, entre as estações Júlio Prestes e Lapa. Por conta disso, os trens da Linha 8 só circularão entre as estações Palmeiras/Barra Funda e Itapevi. Para chegar à região central, o usuário terá que fazer a transferência para a Linha 7-Rubi na estação Palmeiras/ Barra Funda. De segunda-feira [20] a quarta-feira [23], das 22h até o fim da operação comercial, equipes de manutenção da CPTM realizarão a implantação de equipamentos do sistema de energia elétrica de alimentação dos trens entre as estações Itapevi e Jardim Belval. As intervenções provocarão aumento no intervalo médio dos trens

Linha 9-Esmeralda [Osasco - Grajaú]: após as 22h de sexta-feira [17] até o fim da operação comercial de segunda-feira [20], equipes farão a implantação de equipamento de via entre as estações Pinheiros e Cidade Universitária. Das 4h de terça-feira [21] até o fim da operação comercial da quarta-feira [22], haverá implantação de equipamentos de sistemas de vias e de energia elétrica de alimentação dos trens entre as estações Cidade Universitária e Vila Olímpia. As intervenções aumentarão o tempo médio de intervalo entre trens.

Linha 11-Coral [trecho Guaianazes - Estudantes]: das 7h às 20h de terça-feira [21], será realizada a substituição de equipamento de via entre as estações Guaianazes e Ferraz de Vasconcelos. Por conta disso, o intervalo médio entre as composições será ampliado.

Linha 11-Coral [Trecho Luz-Guaianazes]: das 4h até o fim da operação comercial der domingo [19], será realizada manutenção no sistema de energia elétrica de alimentação dos trens entre as estações Tatuapé e Corinthians/Itaquera, ocasionando o aumento no intervalo médio entre os trens.

Linha 12-Safira [Brás - Calmon Viana]: das 22h de sexta-feira [17] até o fim da operação comercial de domingo [19], serão realizados serviços de manutenção e implantação de novo equipamento de via entre Calmon Viana e Itaquaquecetuba. Em razão dessas intervenções, os trens da Linha 12 circularão entre as estações Brás e Aracaré. Para transportar os usuários, será implantada a operação PAESE [serviço de ônibus gratuito] entre as estações Aracaré e Poá. Durante toda a operação comercial de terça-feira [21], acontecerá a manutenção do sistema de energia elétrica de alimentação dos trens. Os serviços provocarão ampliação do intervalo médio entre os trens.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Confira a programação dos transportes metropolitanos para o carnaval em São Paulo

Trem série 2070 - Estação Palmeiras-Barra Funda - Linha 8-Diamante
Fonte: CPTM

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos informa que o Metrô, a CPTM e a EMTU/SP terão esquema diferenciado de operação durante o Carnaval. Veja como será o funcionamento do transporte metropolitano:

CPTM
Durante o Carnaval, a circulação de trens da CPTM, no sábado [18] e domingo [19] , ocorrerá nos horários habituais para esses dias. Na segunda-feira [20], quando geralmente é registrada queda na demanda de usuários, os trens circularão com horários de sábado; e na terça-feira [21], de Carnaval, a circulação de trens será equivalente a de um domingo. Já na Quarta-feira de Cinzas [22], os trens irão circular normalmente com os mesmos horários de um dia útil. Devido à queda habitual na demanda em feriados, a Companhia também realizará manutenções programadas em alguns trechos de suas linhas, de sábado [18] à terça-feira [21].
 
Metrô
A partir da sexta-feira [17], o Metrô adotará esquema de operação especial de Carnaval. Para atender aos usuários que deixarem a cidade pelos terminais rodoviários do Tietê, Jabaquara e Barra Funda, o Metrô reforçará a oferta de viagens no período da noite nas linhas 1-Azul [Jabaquara-Tucuruvi] e 3-Vermelha [Corinthians/Itaquera-Barra Funda].

No sábado [18] e no domingo [19] de Carnaval, a oferta de viagens em todas as linhas metroviárias será semelhante à de um final de semana típico. Já na segunda-feira [20], a frota de trens em circulação será igual à de um sábado. Na terça-feira [21], o número de composições em operação será semelhante ao que é ofertado aos domingos.

Linha 2-Verde terá operação normal no domingo
No próximo domingo [19], as estações Vila Prudente, Tamanduateí e Sacomã, da Linha 2-Verde [Vila Prudente-Vila Madalena], terão funcionamento em horário normal; a partir das 4h40. Os testes do CTBC [Controle de Trens Baseado em Comunicação] que estão sendo realizados aos domingos não acontecerão nesse dia.

Quarta-feira de Cinzas: operação antecipada
Na Quarta-feira de Cinzas [22], para atender aos usuários que retornam à cidade, o início da operação será antecipado para as 4h00 nas linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. Na Linha 5-Lilás [Capão Redondo-Largo Treze], a operação terá início no horário habitual: às 4h40.

Linha 4-Amarela [operada pela ViaQuatro]
De sexta [17] a quarta-feira [22], a ViaQuatro, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela, vai operar normalmente para atender aos usuários que estiverem na cidade e precisarem se deslocar utilizando transporte público. Apenas na Quarta-feira de Cinzas, o horário de abertura de todas as estações [Butantã, Pinheiros, Faria Lima, Paulista, República e Luz] será especial. Para atender aos foliões que estiverem retornando de viagem, a Linha 4-Amarela terá horário de abertura antecipado de 4h40 para 4h00 da manhã, seguindo o que será praticado também nas linhas 1-Azul, Linha 2-Verde e 3- Vermelha, do Metrô.  

EMTU/SP
Haverá alteração no número de viagens da frota de ônibus metropolitanos da Grande São Paulo durante o Carnaval. No sábado e domingo [18 e 19], o número de viagens seguirá a redução normal dos demais fins de semana. Na segunda-feira [20], a operação gerenciada pela EMTU/SP será semelhante à de sábados; e na terça-feira [21], a redução será equivalente à de domingos e feriados. Na Quarta-feira de Cinzas [22], haverá reforço das viagens das 10h00 às 12h00, visando atender ao horário de entrada dos trabalhadores nas empresas.

As linhas que circulam no Corredor Metropolitano ABD [São Mateus-Jabaquara] cumprirão programação horária diferenciada, adequada ao comportamento da demanda. Informações detalhadas podem ser obtidas pelo telefone 0800 724 05 55 [Central de Atendimento ao Cliente], que funciona de segunda a sexta-feira, inclusive feriados, das 7h00 às 19h00.

Linhas 042, 500 e 500DV1: mudança temporária nos pontos finais
Os pontos finais das linhas intermunicipais 042 Mairiporã [Divisa] - São Paulo [Terminal Rodoviário Tietê]; 500 Guarulhos [Vila Galvão] - São Paulo [Terminal Rodoviário Tietê] via São Paulo [Av. Guapira]; e 500DV1 Guarulhos [Vila Galvão] - São Paulo [Terminal Rodoviário Tietê] via São Paulo [Av. Guapira] serão remanejados para a Avenida Cruzeiro do Sul, próximo ao Arquivo Nacional, de sexta-feira, [17] até segunda-feira de Carnaval [20], e no sábado [25], das 18h00 às 8h00 de domingo [26], devido ao Desfile das Campeãs.

A mudança vai ocorrer porque os pontos de parada localizados na Rua Marechal Odílio Denys, junto à Estação Portuguesa-Tietê, do Metrô, serão utilizados pelas vans do Serviço de Atendimento Especial - Atende, que transportarão pessoas com deficiência e mobilidade reduzida ao Sambódromo.

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