segunda-feira, 30 de abril de 2012

30 de abril - Dia do Ferroviário

Composição da SPR
Fonte: Portal São Francisco

O ferroviário contribui para o funcionamento do complexo sistema de transportes que é a rede de trens. O mais famoso cargo, e o que mais rapidamente nos vem à cabeça, é o de maquinista - o "motorista", que comanda o trem. Mas ainda há muitas pessoas importantes envolvidas, e todas elas merecem nossa comemoração no dia de hoje. 

Para começar, é preciso lembrar que o ferroviário pode atuar em vários tipos de trens: urbanos, turísticos, de carga. Como sistema de transporte de pessoas ou carga, os trens representam uma opção mais barata, porém insuficientemente explorada no nosso país.
Seu custo é bem menor do que o rodoviário, pois os trens são movidos a diesel ou a eletricidade. Segundo a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), em apenas cinco anos houve um investimento de mais de 1 bilhão de reais no aumento da produção.

Além disto, foi reduzido em 50% o índice de acidentes e foram gerados 15 mil novos empregos na indústria ferroviária.

Trem de viagem da Fepassa, liderado pela lendária locomotiva elétrica V8
 
Histórias do trem no Brasil
A primeira estrada de ferro do Brasil foi a Estrada de Ferro Petrópolis, inaugurada em 30 de abril de 1854.

Era conhecida também como Estrada de Ferro Mauá, já que foi construída graças ao patrocínio do Barão de Mauá na empreitada: ligar a Praia da Estrela, na Baía da Guanabara, à raiz da Serra de Petrópolis. Já a locomotiva, trazida da Inglaterra, era homenagem à esposa do Barão de Mauá. Chamava-se "Baroneza" (com 'z' mesmo, por causa da grafia antiga). 

Foi criada ainda no mesmo século outra estrada de ferro, no Rio de Janeiro, tendo em vista o desenvolvimento da região. Chamava-se Estrada de Ferro D. Pedro II, mas mudou o nome para Estrada de Ferro Central do Brasil após a Proclamação da República, em 1889.
Sua principal função era integrar as áreas urbanas que não paravam de crescer, devido à chegada de imigrantes, libertação dos escravos e crise da lavoura canavieira.
A Central do Brasil foi se estendendo e, com o tempo, serviu também para ligar o subúrbio ao centro da cidade do Rio de Janeiro. 

A Estrada de Ferro do Corcovado, inaugurada em 1884, é mais um exemplo de investimento no transporte da moda do século XIX. Esta via tão antiga tem história: durante quatro anos consecutivos, transportou as peças do Cristo Redentor; recebeu passageiros ilustres como Dom Pedro II (que inaugurou a Estrada de Ferro), o secretário de Estado do Vaticano, Eugênio Pacelli (que veio a ser o Papa Pio XVII), os ex-presidentes Getúlio Vargas e Epitácio Pessoa, o Papa João Paulo II, o cientista Albert Einstein e a princesa Diana.

Foi conduzido até por Santos Dumont, freqüentador assíduo que sempre dava generosas gorjetas. 

TURISMOS SOBRE TRILHOS Além de um meio de transporte que facilita muito a vida de quem precisa ir para o trabalho ou viajar, os trens também servem para algo muito divertido: passeios turísticos! As opções geralmente estão associadas a lugares históricos,
já que os trens têm um quê de nostalgia que dão ao passeio um gostinho de saudade.

É dentro desta visão que existem os passeios que transpõem antigas rotas de mineração, ou os trilhos que atravessam antigas fazendas de café ou engenhos já extintos. O turismo ferroviário também inclui passeios ecológicos - as pessoas contemplam a natureza de dentro do vagão, e o ponto de chegada pode ser, por exemplo, um mirante com uma vista espetacular. Se você é preguiçoso, ou tem algum outro motivo para evitar uma caminhada, os trenzinhos podem ajudar. 

Alguns exemplos de onde você encontra estes passeios são: Tiradentes ou São João del Rei (existe um circuito que interliga estas cidades), em Minas Gerais; Serra da Graciosa, no Paraná; São João da Barra, no norte do estado do Rio de Janeiro; e o trem do Corcovado, imperdível para quem quer conhecer a Cidade Maravilhosa. 

CURIOSIDADES
A primeira locomotiva foi apresentada em público em 1814, graças a George Stephenson (1781-1848) As tentativas anteriores foram algo parecido, mas nada práticas. Richard Trevithick, por exemplo, construiu um veículo em 1803, pesando 5 toneladas e que podia desenvolver a velocidade de... 5 quilômetros por hora! 

Um pouco mais de velocidade foi alcançado por Stephenson, com a locomotiva "Rocket": 47 quilômetros por hora! Ganhou até prêmio. Mas a novidade da "Rocket" foi mesmo a utilização, pela primeira vez, da caldeira tubular e do escapamento do vapor pela chaminé. Bom, o que importa entender disto tudo é que o resultado foi o equilíbrio entre o consumo e a produção de vapor. Muito melhor!
Nos Estados Unidos, o primeiro trem para passageiros circulou no dia 25 de dezembro de 1839, na Carolina do Sul.  A primeira vez que uma locomotiva elétrica circulou foi na Exposição Industrial de Berlim, em 1879.
A primeira ferrovia da América do Sul foi construída no Peru, em 1849. É também no Peru que fica a linha Lima-Oroya, a mais alta do mundo: está a 4.816 metros de altitude!
E uma ferrovia transcontinental? Nos Estados Unidos, em 1869, a cidade de Nova York, no Atlântico, foi conectada a São Francisco, no Pacífico. O percurso totalizava 5.300 km.
No Brasil, a primeira ponte ferroviária foi construída em 1858, na região de Afogados, cidade do Recife.
 
A combustão interna conhecida como diesel foi patenteada pelo engenheiro Rudolf Diesel. A invenção contribuiu em grande parte para a evolução das estradas de ferro, que passaram a utilizar a tração diesel. O motor diesel também foi aproveitado nas indústrias nascentes como gerador de energia e, mais tarde, nos barcos, navios, locomotivas e caminhões. 

A ligação por trem das cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo foi um grande acontecimento. As duas mais importantes cidades do País foram unidas no dia 8 de julho de 1877.

Novo CAF série 8000 da CPTM
O blog 'CPTM em Foco' parabeniza todos os ferroviários, de todas as empresas do Brasil, em especial os profissionais da CPTM, pelo seu dia. Curta nossa Fan Page no Facebook: http://www.facebook.com/cptm.emfoco
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domingo, 29 de abril de 2012

Série 7000 e Série 7500

Q02 circulando na Linha 7: primeira viagem comercial

Por Diego Silva

Caros leitores, essa é a última matéria da série sobre as frotas de trens da CPTM. Antes de começar, gostaria de agradecer à todos vocês que participaram, comentando e visitando, tornando essa série um grande sucesso. Hoje, falaremos sobre o CAF 7000 e a sua continuação, o CAF 7500. Um trem que, diferente das demais frotas, acompanhamos todo o desenvolvimento, construção e entrega por parte da CPTM. Vamos à história:

Primeira proposta visual da CAF para os novos trens da CPTM
Proposta escolhida pela CPTM (divulgação)
A história da frota CAF 7000 é bastante curiosa, pois foi acessível para todos àqueles que quiseram acompanhar. A entrega desses trens aconteceu na gestão de José Serra, e o então secretário de transportes metropolitanos, José Luiz Portella, foi até Beasain, na Espanha, acompanhar a construção do primeiro novo trem da CPTM. As primeiras imagens foram divulgadas pelo Governo do Estado, dando mostras que iríamos ganhar um trem com padrão de primeiro mundo, com tudo o que há de mais moderno no mercado:

Estruturas do 7001: primeira foto que chegou para o blog
7001 em estado avançado de construção
Secretário José Luiz Portella, na cabine do novo trem (7001)
Foto oficial na CAF Beasain, com o 7001 pronto para ser enviado ao Brasil

Chegadas as fotos de como seria o novo trem, criou-se a expectativa da chegada do mesmo ao país, e isso demorou pouco. Posteriormente, soubemos que apenas duas unidades viriam da Espanha, e os 46 trens restantes seriam construídos numa nova fábrica que a CAF estava construíndo em Hortolândia, no interior de São Paulo. Então, nós que fazemos a mídia e as fotografias na CPTM, começamos a esperar pela chegada dos novos trens, e isso se deu em meados de janeiro/2010. Os 16 carros espanhois desembarcaram no porto de Santos, e foram acomodados em carretas, que fizeram o transporte até o pátio de Presidente Altino, para encarrilhamento e testes.

Desembarque de um carro motor em Santos
Carros foram acomodados em carretas, para virem à São Paulo
Durante o trajeto, realizado pela TransData
7001, em testes no pátio de Pres. Altino: apenas um carro vermelho
Ao chegarem em São Paulo, aproximava-se cada vez mais a data de entrega dos mesmos. Após testes, adesivação, padronização com a nova identificação visual e as demais burocracias, era chegada a hora da entrega. Em evento realizado na estação Tatuapé, no dia 28 de março, a CPTM entregava o primeiro novo trem, de um total de 40 da mesma série. A estação ficou repleta de usuários, admiradores e fãs da Companhia. Também estive presente, para cobrir a entrega do novo trem:


Q01, pronto para ser entregue na estação Tatuapé

Muita festa por parte dos presentes, muito espanto e admiração pelos usuários, que puderam enfim contemplar a chegada do novo trem. Realizamos também a viagem inaugural do novo trem, entre as estações Tatuapé e Brás, onde pudemos falar rapidamente com o então presidente da CPTM, sr. Sérgio Avelleda, e posteriormente, realizamos também a primeira viagem comercial do novo trem, entre as estações Brás e Calmon Viana.


Q03, prestando serviços no Expresso Leste
Atualmente, dos 48 trens encomendados, somente 45 estão em circulação. Por incrível que pareça, uma unidade está praticamente perdida, após uma colisão grave na estação Palmeiras-Barra Funda: Q02. Antes disso, Q01 e Q07 já haviam se acidentado também, permanecendo imobilizados até hoje (curiosamente, as metades não envolvidas formaram o Q49, trem que circula no Expresso Leste).

Q02, após colisão com o Mafersa 1717: Trem destruído
Q17, descarrilado perto da estação Ceasa
Em contrapartida, a série 7500 (que circula na Linha 9), ainda não sofreu acidentes. A única diferença de uma frota para a outra é a ausência de assentos nos salões de passageiros. Na frota 7500, estes vem em número bastante reduzido.

Dados Técnicos (7000)
CAF's 7000
Comprimento: 170,128 metros (8 carros)
Peso Carro Motor (M1 e M2): 45.7 ton.
Peso Carro Reboque (R1): 40.5 ton.
Peso Carro Reboque (R2): 39.4 ton.
Peso Total: 180 ton.
Carro Motor: 54 Ton.
Carro Reboque: 60 Ton.

PASSAGEIROS
Capacidade

Carro (M1-M2)
Sentadas: 54 pessoas
Sentadas + em pé (6 por m²): 240 pessoas
Sentadas + em pé (8 por m²): 302 pessoas

Carro (R1-R2)
Sentadas: 60 pessoas

Sentadas + em pé (6 por m²): 262 pessoas
Sentadas + em pé (8 por m²): 329 pessoas

TUE (M1-R1-R2-M2)
Sentadas: 228 pessoas

Sentadas + em pé (6 por m²): 1004 pessoas
Sentadas + em pé (8 por m²): 1262 pessoas

7000 em Santo Amaro (Linha 9-Esmeralda)

sábado, 28 de abril de 2012

Série 5500 e Série 5550


Por Diego Silva

Olá, caros leitores! Hoje, fugindo à regra, postaremos uma história de frota, por conta de um problema de calendário. Falaremos do Eletrocarro e de sua versão reformada. Infelizmente, a frota de Eletrocarros está totalmente imobilizada, por conta de seguidos problemas desses trens. Sua versão reformada ainda presta serviços, dando suporte fundamental na Linha 12-Safira.

Propaganda da Sorefame sobre seus próprios trens
Em 1977, a Fepasa licitou a compra de 50 trens, para utilização no seu, então, Ramal de Jurubatuba (hoje, Linha 9-Esmeralda). Os trens foram encomendados à empresa portuguesa Sorefame, em consórcio com a Mafersa e a belga ACEC. Em 1978, a então frota 9500 entrava em circulação.,
Seu uso foi, digamos, um pouco restrito, pois tratava-se de um trem que consumia um alto índice de energia elétrica, com um potencial relativamente baixo. Como sempre, a necessidade de trens era uma constante em São Paulo. Com isso, a então RFFSA solicitou à Fepasa que cedesse alguns trens para compor a frota da zona leste, que vivia um tremendo caos com a falta de trens. Nisso, lá pelo comecinho da década de 1980, os Eletrocarros seriam transferidos para as linhas de subúrbio da zona leste paulista.

Máscara detalhada do Eletrocarro (parte de um documento sobre o trem)
Eletrocarro em Presidente Altino
Propaganda da RFFSA, anunciando a chegada de 'novos trens' na Zona Leste
Foi na Zona Leste que o Eletrocarro fez maior fama. As poucas unidades que sobraram nas linhas da Fepasa logo foram enviadas também para a RFFSA, compondo uma frota única. Problemáticos como sempre, os 'belgas' sempre avariavam pelo caminho. Não espanta um dado: grande parte dos carros reboque se perderam ao longo dos anos. Tratava-se de um presente de grego, adquirido pela Fepasa. Reza a lenda que dois trens dessa série não poderiam passar no mesmo sentido, seguidos, pois causaria o desarme da subestação, tamanho era o seu consumo. Durante os anos 80 e 90, a frota quase toda se perdeu, devido à inúmeras avarias e problemas quase impossíveis de se corrigir. Quando começamos a conhecer o sistema, já restavam poucos trens dessa série, além de alguns sobreviventes de sua modernização.

Eletrocarro, já como 'Série 160' da RFFSA.
Em 2007, a CPTM recuperou alguns carros que estavam no pátio de Engenheiro Manoel Feio, enviando-os para a modernização. A reforma ficou a cargo das empresas Bombardier e Tejofran. A recuperação consistiu em total reavaliação da caixa, aplicação de nova máscara, modernização do interior e substituição dos equipamentos de tração e frenagem. Nisso, em 2008, os 'novos' trens retornaram, com uma cara completamente diferente do que eram:

Versão reformada: melhor que a versão original

Em 2010, uma notícia no mínimo curiosa: o retorno dos Eletrocarros à linha 8-Diamante. Por conta das diversas avarias nos trens da série 5000, a CPTM achou por bem enviar um reforço de frota, para tentar suprir a ausência dos trens que avariavam ao longo do dia. Com isso, um retorno não muito bem sucedido aconteceu. O que seria uma solução se tornou mais um problema: os Eletrocarros não se adaptaram à Linha 8, causando muitos atrasos. Até mesmo o ATC não reconhecia o sistema da Linha 8.


Pouco tempo de operação, os Eletrocarros foram devolvidos para a Linha 12-Safira, onde rodaram por mais alguns meses, até todos eles serem retirados de circulação. Atualmente, tudo o que sobrou dessa frota encontra-se encostado próximo à estação Tatuapé. São cerca de 6 composições, entre revisados e originais. Infelizmente, não temos os dados técnicos desses trens para fornecer à vocês.

Trens estavam sendo remobilizados: CPTM desistiu




A CPTM, por sua vez, tinha um contrato de revisar todas as unidades Eletrocarro existentes, para colocar todos de volta à operação. Mas, assim como fez com os Budd 1400 e 1600, simplesmente resolveu abandonar tudo e investir em trens mais modernos e atuais. Um fim triste para um trem que sempre foi muito problemático, mas que também deixou a sua história registrada em São Paulo. Seus últimos exemplares ainda estão em circulação, modernizados. Espera-se que tenham uma vida um pouco mais longa...

sexta-feira, 27 de abril de 2012

CPTM altera circulação no final de semana, para realizar obras de manutenção

Alteração na circulação dos trens da CPTM nesse final de semana
Fonte: CPTM

Neste fim de semana [28 e 29/04], obras de modernização e manutenção da CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos] vão alterar os horários e trechos específicos da operação. Os trabalhos serão realizados em períodos de menor movimentação, com o objetivo de reduzir o impacto aos usuários.

A Linha 9-Esmeralda [Osasco-Grajaú] vai operar parcialmente, após ser fechada aos domingos para obras de modernização. A integração com a Linha 4-Amarela estará aberta. Para o trecho entre as estações Pinheiros e Grajaú haverá ônibus gratuitos pelo sistema PAESE.

Programe sua viagem seguindo o horário de operação previsto para o fim de semana:

Linha 7-Rubi [Luz - Jundiaí]. Das 15h do sábado [dia 28] até o final da operação comercial de domingo [dia 29], serão realizados serviços de implantação dos aparelhos de mudança de via entre as estações Caieiras e Perus, o que ocasionará maior intervalo médio entre as composições. No domingo, por conta do lançamento de vigas entre as estações Barra Funda e Luz, será acionado o PAESE, serviço de ônibus gratuito, do início da operação até o meio-dia.

Linha 8-Diamante [Júlio Prestes - Itapevi]. Das 18h do sábado [dia 28] até o final da operação comercial de domingo [dia 29], as composições vão circular com maior intervalo médio por conta de obras de manutenção que serão feitas entre as estações Carapicuíba/Antônio João.

Linha 9-Esmeralda [Osasco - Grajaú]. Ao longo de todo o domingo [29], os trens vão circular normalmente entre as estações Presidente Altino e Pinheiros.

Linha 10-Turquesa [Luz-Rio Grande da Serra]. No domingo [29], das 8h às 18h30, por conta da manutenção da rede aérea, as composições vão operar com intervalo maior entre as estações Mauá e Capuava.

Linha 11-Coral [Guaianazes - Luz]. No domingo [29], por conta de serviços de manutenção de rede aérea e via férrea, entre as estações Itaquera/Guaianazes, as composições vão operar com intervalo maior.

Linha 11-Coral [Guaianazes - Estudantes]. No domingo [29], das 8h às 20h, as composições vão operar com intervalo maior para a realização dos serviços de substituição de trilhos e limpeza de faixa entre as estações Suzano e Brás Cubas.

Linha 12-Safira [Brás - Calmon Viana]. A partir das 18h de sábado [28] até o fim da operação do domingo [dia 29], as composições circularão com maior intervalo devido à realização de obras para implantação de sinalização na via férrea entre as estações Jardim Romano/Aracaré.

Louveira na luta para estender trens da CPTM até Campinas

Louveira também quer trens da CPTM
Fonte: Jornal de Itupeva

A luta para estender as linhas de transporte de passageiros por trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) até Campinas registrou mais uma atividade nesta quarta-feira, 18, desta vez em São Paulo.

Depois de percorrer cinco municípios da região, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias Paulista (SindPaulista) realizou Audiência Pública na Assembleia Legislativa de São Paulo. Louveira foi representada pelo vereador Reginaldo Lourençon (PSDB), que participou de todas as audiências desde a criação do movimento, em agosto de 2011.

O objetivo do movimento é sensibilizar a CPTM e o governo estadual para que amplie a linha 7 Rubi, que liga São Paulo a Jundiaí, estendendo-a até Campinas. Nesse traçado, os municípios de Louveira, Vinhedo e Valinhos também seriam beneficiados, interligando-a Região Metropolitano de Campinas, com o Aglomerado Urbano de Jundiaí e a metrópole paulista, permitindo que o trem seja utilizado para o deslocamento de estudantes, trabalhadores e pessoas que hoje dependem exclusivamente do transporte rodoviário para chegar até a capital.

“O trem serviria para integrar diversas cidades da região e São Paulo, com um custo menor, passagem a preço acessível, gerando empregos e reduzindo o impacto do trânsito”, comentou o vereador Reginaldo, que complementou afirmando que o movimento já ganhou força e apoio da população. “Se hoje levamos duas horas para chegar a São Paulo, daqui a dez anos a viagem de carro poderá demorar até seis horas, porque as rodovias estão cheias e paradas. O trem é a solução”, concluiu.

A mesa foi composta por autoridades locais e estaduais, sendo comandada pelo presidente da SindPaulista, Francisco Aparecido Felício. Estavam presentes os deputados Gerson Bittencourt e Pedro Bigardi, e os vereadores Ana Tonelli (Jundiaí), Sérgio Benassi (Campinas), Lorival (Valinhos), Carlos Páfaro (Vinhedo) e Reginaldo Lourençon (Louveira), além do representante do Ciesp, Gilson Aparecido Pichioti.

Atenção usuários da Linha 9-Esmeralda

De TV a cadeira de rodas: CPTM acha 75 mil itens perdidos em 2011

Achados e Perdidos da CPTM: Milhares de itens
Fonte: Terra

Responsáveis pelo transporte de mais de 2 milhões de passageiros por dia, as linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) acumulam uma média de cerca de 7 mil objetos abandonados por usuários. Segundo balanço divulgado hoje pela CPTM, ao longo de 2011, foram encontrados e armazenados na Central de Achados e Perdidos 75 mil itens. De janeiro a março deste ano, foram deixados nas estações e nos trens 18 mil objetos esquecidos. Muitos dos objetos nunca mais são procurados por seus proprietários.

As estações Brás, Luz, Guaianazes, Osasco, Lapa, por terem maior movimentação, são as que encaminham maior número de objetos para a central, localizada na estação Palmeiras-Barra Funda. Entre muitos deles, estão itens inusitados e que poderiam ser facilmente lembrados por seus donos, como cadeira de rodas, TV, carrinho de bebê, bengala, exame médico, caixa de ferramenta e instrumentos musicais, entre outros.
Dos 75 mil itens perdidos em 2011, 35 mil foram recuperados por seus proprietários. Dos 18 mil objetos deixados na Central de Achados e Perdidos no primeiro trimestre deste ano, cerca de 8,5 mil foram devolvidos.

Todos os itens encontrados nas estações da CPTM são encaminhados para a central, por onde passam por uma triagem, visando à identificação de um possível contato do proprietário, e são cadastrados no sistema. Se o dono não for localizado, eles permanecem guardados por cerca de 60 dias. Passado esse período, as peças conservadas e bem cuidadas são doadas para o Fundo Social de Solidariedade de São Paulo (Fussesp). Já os documentos pessoais, como RG, são devolvidos aos órgãos expedidores, e os cartões de banco, destruídos.

Segundo a CPTM, na maioria das vezes, cerca de 50% dos itens extraviados são recuperados pelos donos. O alto índice de devolução se deve ao trabalho de pesquisa da central. "Apenas 20% das devoluções são frutos de iniciativa do proprietário. Os demais 80% resultam de contato ativo feito com o usuário, obtido através de pesquisa minuciosa para localizá-lo, a partir das 'pistas' nem sempre evidentes, deixadas nos documentos e objetos", afirmou a chefe do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), Eliete Cury.

Entre as "relíquias" da central está uma aliança, esquecida ainda na caixinha em formato de coração. Fotos e uma caderneta escolar muito antiga figuram na coleção da central, que também reúne objetos inusitados, como um pacote com objetos eróticos.

Líderes de esquecimento
Os documentos pessoais respondem por 70% dos itens mais extraviados, dos quais 44% são recuperados pelos proprietários. Outros objetos campeões de esquecimento são peças de vestuário, carteiras e fotos, com cerca de 30% do volume registrado. Felizmente, nesses casos, cerca de 28% voltam para os donos.

Onde recuperar os objetos
Os usuários que perceberem a perda de objetos em trens ou estações da CPTM devem se dirigir à Central de Achados e Perdidos, localizada na estação Palmeiras-Barra Funda. A central funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, exceto feriados. Informações sobre itens perdidos podem ser obtidas através do telefone 0800-055-0121.

Dia do Ferroviário será celebrado com música na estação Júlio Prestes

Estação Júlio Prestes será palco de celebração do dia do ferroviário
Fonte: CPTM

Em homenagem ao profissional que há 158 anos contribui para o desenvolvimento econômico e social do país, é celebrado em 30 de abril o "Dia do Ferroviário". Para comemorar essa data, a CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos] traz a banda "The Doorments Railroad Rock Band" para uma apresentação especial nesta quarta-feira [25], a partir das 18h, na Estação Júlio Prestes.

A "The Doorments Railroad Rock Band", ou simplesmente Doorments, nasceu da união de colegas ferroviários da CPTM e músicos numa festa de final de ano em uma oficina da companhia, em 2000. O grupo resolveu levar o Rock¿n Roll, estilo que nunca morre, para alegrar o público. Seguindo as linhas do classic e do pop rock, o Doorments vem executando músicas das mais diversas bandas dos cenários nacional e internacional, como Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Raul Seixas, Ira, Deep Purple, Pink Floyd, Rolling Stones, entre outros.

A ferrovia no Brasil

Tudo começou em 30 de abril de 1854, data de inauguração da primeira linha ferroviária do Brasil, a Estrada de Ferro Petrópolis. O trajeto de 14,5 km ligava o Porto de Mauá, na Baía de Guanabara, à Serra da Estrela, em Petrópolis, Rio de Janeiro.

A partir dessa data, o desenvolvimento ferroviário avançou e várias ferrovias surgiram em todo o país, entre elas a São Paulo Railway [atuais linhas 7-Rubi e 10-Turquesa, da CPTM]. Inaugurada em 1867, a primeira ferrovia paulista tornou-se a mais importante do país por escoar a produção do interior para o porto de Santos, tornando-se fundamental para o desenvolvimento do país e principalmente do sistema ferroviário.

Enganam-se os que pensam que ferrovia seja apenas peça de museu ou capítulo de livros de história. Hoje, a ferrovia paulista vive novamente seu auge. Com 260 km de trilhos, a CPTM transporta diariamente mais de 2,6 milhões de passageiros em 22 municípios.

Para que isso seja possível, nada mais importante que o esforço de todos os ferroviários para levarem, com rapidez e segurança, as pessoas que deles dependem para suprir suas necessidades de deslocamento para o trabalho, o estudo ou simplesmente o lazer.

Serviço:
Estação Júlio Prestes
Praça Júlio Prestes, 148 - Bom Retiro.
Gratuito para usuários do sistema

Balanço das interdições na Linha 9-Esmeralda

Trens da Linha 9 irão voltar a circular parcialmente
Fonte: CPTM

No próximo domingo, 29/04, a Linha 9-Esmeralda [Osasco-Grajaú] vai operar parcialmente, após ser fechada aos domingos para as obras de modernização. Durante esse período, a CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos] acelerou o cronograma dos trabalhos, ampliando o tempo disponível para as obras que já estavam em andamento. Os recursos investidos para implantar a nova infraestrutura da Linha 9-Esmeralda são da ordem de R$ 307 milhões. Nessa primeira etapa, serão realizados R$ 55 milhões.

Nos últimos cinco domingos foram feitos, entre outros serviços, a implantação de 180 estruturas da nova rede aérea, implantadas 3 novas seccionadoras, substituídas outras 12 por modelos de maior capacidade, construção de 360 metros de rede de dutos para a sinalização dos novos terminais em Pinheiros e Jurubatuba, limpeza de vias, lançamento de 3100 metros de cabos ópticos para os sistemas de sinalização e telecomunicação, troca de 650 metros de trilhos, e correção da geometria em 3300 metros da via permanente. Estão sendo priorizados até o momento os serviços que requerem a interdição simultânea das duas vias. A partir de junho, as interdições serão apenas em uma das vias, permitindo aos usuários voltar a utilizar a linha 9 aos domingos, uma vez que as obras irão prosseguir com menores transtornos à população.

Se todos os serviços realizados até o momento tivessem ocorrido durante a semana, no sistema convencional, que é feito somente durante as madrugadas, seriam necessários aproximadamente cinco meses [150 dias] para serem realizados. Cerca de 220 operários trabalham a cada domingo nessas obras. Durante a interdição, é acionada a operação Paese, com ônibus gratuitos, sendo que mais de 132.000 passageiros fizeram a viagem gratuitamente.

Programação da Linha 9-Esmeralda nos próximos domingos

A partir do próximo domingo, 29, a Linha 9-Esmeralda prestará serviço parcialmente. Segue a programação:

- 29/4: os trens circulam normalmente entre as estações Presidente Altino a Pinheiros. A integração com a Linha 4-Amarela estará aberta. Para o trecho entre as estações Pinheiros a Grajaú haverá ônibus gratuitos pelo sistema PAESE. A ciclovia ficará fechada ao público durante todo o dia.

- 06/05 [evento Virada Cultural]: os trens circulam normalmente entre as estações Pinheiros e Grajaú. A integração com a Linha 4-Amarela estará aberta. Entre as estações Pinheiros e Presidente Altino a circulação ocorrerá por uma via, portanto, com maior intervalo e tempo de parada nas estações. A ciclovia estará aberta ao público.

- 13/05: os trens circulam normalmente entre as estações Presidente Altino a Pinheiros. A integração com a Linha 4-Amarela estará aberta. Para o trecho entre as estações Pinheiros a Grajaú haverá ônibus gratuitos pelo sistema PAESE. A ciclovia ficará fechada ao público durante todo o dia.

- 20/05 : os trens circulam normalmente entre as estações Pinheiros e Grajaú. A integração com a Linha 4-Amarela estará aberta. Entre as estações Pinheiros e Presidente Altino a circulação ocorrerá por uma via, portanto, com maior intervalo e tempo de parada nas estações. A ciclovia estará aberta ao público.

A CPTM disponibiliza a Central de Atendimento ao Usuário através do telefone 0800 0550121, assim como mantém abertos os canais de relacionamento através das Redes Sociais [Facebook e Twitter] para prestação de informações e esclarecimentos.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Linha 12-Safira deverá ganhar mais 11 trens

Trens série 2070 estão em testes na zona leste
Por Diego Silva

Caros leitores, uma novidade que está sendo discutida entre as pessoas que admiram e acompanham o sistema da CPTM é a alteração das frotas 2070 e 3000 para a Linha 12-Safira. Atualmente, essas frotas estão compondo a Linha 9-Esmeralda. A notícia vem em uma boa hora, pois a evolução da Linha 12-Safira em termos de qualidade do serviço vem sendo muito bem observada, tanto pela companhia quanto pelos usuários.

Essas duas frotas operaram na Linha 8-Diamante durante alguns meses, até a chegada dos primeiros trens da série 8000. No último domingo, durante viagem nas linhas 11 e 12, pude observar a presença da composição 2084 no pátio de Engenheiro São Paulo. Ontem à tarde, foi confirmada uma viagem-teste, sem usuários, pela Linha 12, seguindo pela Linha 11 até Estudantes. A princípio, esperava-se que a frota 2070 atendesse operação no Expresso Leste (afinal, trata-se de um aditivo de contrato dos trens dessa linha), enquanto que, os Siemens 3000 fossem para a Linha 7-Rubi. Porém, a escolha da Companhia foi que ambos seguissem para a Linha 12-Safira. Com isso, a Variante ganhará 11 trens de oito carros, todos com ar-condicionado e padrão de metrô de superfície.

Trens da Siemens também deverão seguir para a Linha 12-Safira

CPTM licita obras das linhas 13-Jade e 9-Esmeralda

Trem série 7500 - Unidade 7514 - Estação Pres. Altino
Fonte: Revista Ferroviária

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) pretende licitar até o final deste ano as obras de expansão da Linha 9-Esmeralda e da nova linha 13-Jade. Os dois projetos estão em fase de elaboração de projeto básico e executivo.

A CPTM pretende expandir em 4,5 km a Linha 9, entre o Grajaú e Varginha.  O novo trecho contará com duas novas estações, Mendes e Varginha. A expansão é uma antiga reivindicação dos moradores da região.
Já a Linha 13-Jade chegará até o aeroporto de Guarulhos, partindo da estação Engenheiro Goulart, da Linha 12-Safira, e passando por Zezinho Magalhães, em Guarulhos.  A linha terá 11 km e duas estações. O projeto contempla ainda a modernização da estação Engenheiro Goulart.  O presidente da CPTM, Mário Bandeira, explica que esta primeira etapa será um ramal saindo da Linha 12, uma ligação metropolitana com a mesma tarifa das demais linhas da companhia.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Atropelamentos na CPTM não tem explicação, diz secretário


Fonte: Rede Brasil Atual

Quatro meses depois da morte de dois trabalhadores atropelados por um trem da linha 8 – Diamante (Julio Prestes - Itapevi), no sentido Julio Prestes, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) não conseguiu apurar o motivo dos funcionários Edgard Antonio Dalbo e Antonio Camilo Severino, cada um com 34 anos de carreira, estarem nos trilhos no mesmo momento em que uma composição trafegava. O atropelamento ocorreu por volta de 10h05 no dia 2 de dezembro do ano passado. Na mesma semana, na madrugada de 27 de novembro, outros três trabalhadores também morreram atropelados na linha férrea, entre as estações Belém e Tatuapé da linha 11 - Coral.

Questionado sobre o motivo dos acidentes, o secretário Estadual de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, afastou a hipótese de falta de informação ou de má formação dos trabalhadores, mas não soube apontar a causa das mortes. “Eles morreram. Eles não contaram para nós: os dois faleceram”, disse, em entrevista coletiva na Assembleia Legislativa de São Paulo, na quarta-feira (18).

“Eles tinham de estar fora da linha, porque estavam os dois ao mesmo tempo sobre a linha, nós nunca saberemos. Eles morreram, nunca saberemos”, repetiu Fernandes. No mesmo dia, durante reunião convocada por deputados estaduais, o secretário minimizou as falhas nas linhas da CPTM e do Metrô, que segundo ele, estariam "dentro de quadro estatístico".

De acordo com Fernandes, um dos profissionais acidentados, que ele preferiu não identificar, “por incrível que pareça”, participou de uma palestra logo após o primeiro atropelamento daquela semana, em 27 de novembro. “O trem não sai do trilho como acontece numa rua em que alguém bêbado perde a direção e atropela gente na calçada”, comparou.

Governo define estações de VLT que ligará ABC à Guarulhos

Futura linha de VLT ligará Santo André até Guarulhos
Fonte: RD

O governo do Estado definiu as estações que farão parte da nova linha de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que vai ligar o ABC a Guarulhos. O projeto prevê a construção de 23 estações, cinco delas em Santo André. A criação da linha vem sendo discutida com a Prefeitura desde 2010, e agora começa a tomar forma. O traçado elaborado pelos técnicos da Secretaria de Transportes Metropolitanos inclui a retomada da Parada Pirelli, antiga estação da linha 10-Turquesa, desativada quando o trecho que cruza o ABC ainda era linha D.

A futura estação Pirelli seria a primeira parada da nova linha. Se sair do papel, o trecho vai permitir acesso direto não só a Guarulhos, mas a outras linhas da rede metro-ferroviária. Será possível realizar integração com as estações Corinthians-Itaquera, da linha 3-Vermelha do Metrô, e da linha 11-Coral da CPTM, além da futura estação União de Vila Nova, que será construída na linha 12-Safira.

O projeto prevê, ainda, integração com a futura estação Sapopemba, que fará parte do novo trecho da linha 2-Verde do Metrô, que já está sendo construído. “Há esboços, estudos funcionais. A ideia é fazer um VLT subindo perpendicularmente, lá debaixo da Pirelli passando todo aquele eixo da linha 11 e linha 12, chegando até Guarulhos”, explica o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, em entrevista exclusiva ao Repórter Diário.

O projeto ainda está em fase inicial, sem previsão oficial de sair do papel, apesar de a linha fazer parte da rede prevista pelo Metrô para 2021.


Estações A definição do local onde as futuras estações serão construídas foi feita em conjunto com o governo do Estado e Santo André. Partiu da administração municipal a ideia de que a Estação Pirelli fosse utilizada como terminal da nova linha.

O VLT vai passar pelas avenidas André Ramalho, Jorge Beretta e das Nações. Depois, segue para São Paulo, passando por regiões, como o Jardim Guarani, Cidade A.E. Carvalho e avenida São Miguel. As estações em Guarulhos ficarão próximas às rodovias Ayrton Senna e Presidente Dutra. Além da estação Pirelli, Santo André terá as estações Avenida dos Estados, Vila Curuçá, Cidade dos Meninos e Oratório.

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) deve ficar responsável pela operação do novo trecho. De acordo com o diretor de Planejamento da empresa, Silvestre Eduardo Rocha Ribeiro, a proposta está na fase do projeto funcional.

“O primeiro passo é fazer um estudo de viabilidade para saber se é possível ou não. O segundo passo é o [projeto] funcional, que já define uma diretriz, faz uma análise de demanda, de localização de estação”, explica o diretor. O passo seguinte é a realização do projeto básico, ainda sem previsão para ser feito.

Corredor ABD é prioridade A ideia de se construir uma linha para ligar o ABC a Guarulhos deve ainda demorar a sair do papel. Apesar de reconhecer a importância do novo trecho, o governo do Estado informa que tem outras prioridades de investimento na rede de transporte metropolitano. Uma delas que deve se tornar realidade antes do VLT é a ampliação do corredor ABD, que vai seguir até Guarulhos.

“O que está mais adiantado é o projeto para passar pela [avenida] Jacu-Pêssego, saindo do terminal São Mateus. Em todo aquele complexo do corredor ABD a pessoa vai estar no mesmo sistema sem pagar tarifa nenhuma a mais e vai embora até Guarulhos”, explica o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes.

A CPTM também pondera que linhas do sistema metro-ferroviário terão de ser modernizadas para suportar a demanda que a nova linha deve provocar.

“Existem outras prioridades que estão sendo colocadas até mesmo para modernizar o que já existe, para a CPTM avançar em outras linhas. Precisa que as linhas 10, 11 e 12 estejam arrumadas, porque senão estaremos colocando mais demanda nessas linhas sem elas estarem capacitadas para receber”, diz o diretor de Planejamento da empresa, Silvestre Eduardo Rocha Ribeiro.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Criminosos tentam matar supervisor da CPTM que auxiliou polícia nas investigações em Francisco Morato


Fonte: R7

Um supervisor da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) sofreu uma tentativa de homicídio, na madrugada deste sábado (21), quando dirigia de Francisco Morato, na Grande São Paulo, para Campo Limpo Paulista, onde mora. Bento Celestino Dantas, de 59 anos, ajudou a polícia a identificar pessoas que depredaram uma estação no dia 29 de março, após falha no sistema. As informações são da companhia.

Dantas estava na rodovia Edgard Máximo Zambotto, por volta da 0h40, quando o veículo que estava na frente dele reduziu a velocidade. Em seguida, um motociclista se aproximou do carro do supervisor e deu três tiros nele. Os criminosos conseguiram fugir.

Ainda de acordo com a CPTM, mesmo ferido, Dantas conseguiu dirigir até um hospital em Campo Limpo Paulista, onde recebeu os primeiros atendimentos. Depois, ele foi transferido para outro hospital, em Jundiaí, onde permanecia internado na noite deste sábado (21), mas sem risco de morrer. O caso foi registrado na delegacia de Franco da Rocha.

O supervisor trabalha há 37 anos na CPTM. Depois da depredação da estação Francisco Morato, em 29 de março, ele ajudou a polícia a chegar a alguns dos responsáveis pela confusão.

Ferroviários iniciam nova campanha salarial, recusando proposta da CPTM


Fonte: Sindicato Sorocabana

Em assembleia realizada no dia 18 de abril, na sede social do nosso Sindicato, os ferroviários mantiveram a posição e recusaram a proposta apresentada pela CPTM em 28 de Março.

Lembrando que no dia 12 de abril, nosso Sindicato realizou uma assembleia onde estudou juntamente com a categoria, a proposta apresentada pela empresa. Na ocasião, ficou deliberado à assinatura de um acordo parcial das cláusulas já consensadas como garantia de cumprimento por parte da empresa, apresentação para a categoria e Sindicatos, dos estudos do Programa de Participação de Resultados (PPR) e Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS)encaminhados pela CPTM aos órgãos de governo, como também, a continuidade das negociações.

Ainda na assembleia do dia 12, à categoria recusou a proposta econômica apresentada pela empresa. Devido a forte chuva neste mesmo dia, a categoria decidiu agendar uma assembleia específica, realizada na última quarta-feira (18), para definir um encaminhamento quanto aos índices econômicos.  Nosso Sindicato apresentou uma contra proposta, aprovada por unanimidade pelos presentes.

O documento foi encaminhado à empresa ainda na manhã desta sexta-feira (20).

Contra Proposta da Categoria:
Reajuste Salarial de 5,83% (INPC/IBGE-índice intermediário entre IPC/FIPE e ICV/DIEESE),  mais ganho Real de 5% (conforme pauta de reivindicação da categoria), estendido ao auxilio materno infantil e patrimônio/taxa de ocupação de imóveis , e tíquete refeição de R$ 21,50/dia - sendo 24 cotas por mês, totalizando R$ 516,00.

Adequação imediata de uma movimentação horizontal a todos os empregados, cujos cargos, não foram contemplados há mais de um ano.

Solicitar informação quanto à data prevista para implantação de um novo Plano de Previdência Privada ou extensão do Plano de Previdência Privada Suplementar da REFER a todos os empregados da empresa.

Apresentação para a categoria e Sindicatos dos estudos de PPR e PCCS encaminhados pela empresa aos órgãos de governo, como também, a continuidade das negociações.

Mobilização
Ficou deliberado pela categoria que as ações serão especificadas por setores. Para discussão, serão agendadas assembleias com datas e horários a serem divulgados.

Governo de São Paulo suspeita de sabotagem na CPTM

Governo cogita haver sabotagem na CPTM
Fonte: Estadão

Mais duas panes na sexta-feira na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) fizeram o governo do Estado de São Paulo declarar que a empresa está sendo vítima de sabotagem. As panes foram nas Linhas 11-Coral e 12-Safira, na zona leste.

O secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, disse que, contando os dois casos, há suspeita de crime em seis das 16 panes graves registradas na rede de trens desde dezembro.

Na sexta, segundo o governo, a caixa do sistema de sinalização, que controla o tráfego dos trens perto da Estação Itaquaquecetuba, da Linha 12-safira, foi estourada antes do começo da operação e teve fios arrancados. Mas nada teria sido levado. Já na Linha 11-Coral, a CPTM diz que uma calça jeans azul foi enroscada no pantógrafo, peça que liga o trem à rede aérea, perto da Estação Guaianases.
"Isso é indício claro de sabotagem, mas não pensem que estamos fugindo da responsabilidade. Tem coisas que são defeitos nossos e estamos corrigindo", disse Fernandes, acrescentando que a suspeita começou em dezembro, após descarrilamento de um trem perto da Estação Osasco, na Linha 8-Diamante. Segundo ele, o acidente foi provocado por uma pedra do tamanho exato para tirar a composição do trilho. "Não era nem muito grande nem muito pequena."
A polícia, porém, diz que até o momento não há evidência de sabotagem na sequência de falhas na CPTM. "Chega nessa época (de eleição) e começam a surgir casos em que há suspeita. Mas não há nenhum indício mais veemente", disse o delegado Valter de Oliveira Rosa, da Delegacia de Polícia do Metrô (Delpom).
Em 2010, o governo também levantou suspeita de sabotagem para uma pane que parou por mais de duas horas 18 estações da Linha 3-Vermelha do Metrô e chegou a dizer que uma blusa havia impedido o fechamento das portas. A perícia policial, no entanto, descartou vestígio de crime.
Fernandes não soube dizer que grupos teriam interesse em prejudicar a CPTM, que transporta diariamente 2,7 milhões de pessoas. "Tudo o que eu disser agora é especulação e pode prejudicar as investigações."

domingo, 22 de abril de 2012

Série 5000

Unidade 5055 em Itapevi
Por Diego Silva
Imagens: Coleção particular

Caros leitores, bom dia! Começando mais uma história para vocês, ainda comemorando a classificação no concurso de maquinista. Após tanta espera, o primeiro passo foi dado! Bom, hoje falaremos sobre os trens franceses da série 5000. Os gigantes da Linha 8-Diamante tem uma história extensa em São Paulo, mas assim como as demais frotas mais antigas, estão com os dias contados por aqui. Então, vamos começar:

Carro motor em fabricação

Trens no pátio da Cobrasma
Como contado na postagem anterior, sobre os famosos Toshibas, o serviço de passageiros exigia cada vez mais oferta de lugares. Ciente disso, a então Fepasa preparou a compra de 50 unidades de 6 carros, baseadas em aço inox, para melhorar a oferta do serviço prestado na época. O contrato foi firmado juntamente com a francesa Francorail e sua representante brasileira, a Cobrasma. Assim, começa a história dos trens franceses UI 9000 (unidade inox, série 9000, antiga forma de numeração da Fepasa). Um trem que foi exclusivamente projetado para circular na principal linha da Fepasa.

UI 9000 da Fepasa, ainda na França. Notem as janelas lacradas.
As primeiras unidades dos trens franceses chegaram ao Brasil em 1977. O lote francês contempla 20 unidades, que já vieram montados e prontos para operação. Os trens restantes foram construídos na fábrica da Cobrasma, localizada em Osasco. Uma imagem bastante curiosa que foi descoberta há tempos atrás mostra uma unidade em testes na estação de Rincão, que pertencia a então EFSJ (Estrada de Ferro Santos a Jundiaí).

Francorail na estação de Rincão, território da EFSJ, realizando testes
Com isso, a entrega dos primeiros vinte trens ocorreu no aniversário da cidade de São Paulo. A Fepasa fez um marketing na época, para promover a entrega de seus novos trens. Uma das propagandas, veiculadas no jornal 'O Estado de São Paulo', pode ser vista abaixo:


Propaganda da Fepasa, veiculada em revista
Matéria da revista Veja, sobre os novos trens da Fepasa
Desembarque de passageiros na estação Júlio Prestes
Já em 1980, todos os trens estavam em circulação pela linha principal da Fepasa, ligando Júlio Prestes à Itapevi. O serviço era um dos mais bem avaliados pela população paulista, pois a Fepasa sempre foi lembrada pela consideração que tinha com seus clientes. Mas a vida desses trens da então frota 9000 não foi das mais fáceis. Alguns acidentes, eu diria, inexplicáveis, aconteceram. Um deles, foi justamente em 1980, quando uma composição avançou um sinal e colidiu com outra, nas proximidades da estação Barra Funda. O resultado: 

Acidente em Barra Funda, 29/12/1980.
Dessa década para frente, acidentes envolvendo esses trens passaram a ser um pouco comuns. Grande parte deles estão marcados por conta das passagens de nível, encontradas ao longo do trecho. Podemos citar como exemplo, as passagens de nível em Quitaúna e Engenheiro Cardoso. Um problema para os usuários sempre foi a ventilação dos carros, nunca privilegiada. A princípio, a Fepasa iria instalar ar-condicionado nessa frota, mas uma mudança no projeto fez com que alguns trens viessem com janelas lacradas. Após algum tempo, foi possível ver algumas composições dessa série atendendo escalas no então ramal de Jurubatuba (atual Linha 9-Esmeralda). No ramal, as composições rodavam com seis carros. (na linha principal, rodavam com seus atuais 12 carros, sendo por alguns anos, o maior trem metropolitano em operação do mundo, estando presente até mesmo no Guiness Book).

UI 9000 na estação Luz - Atendia trecho entre Luz e Carapicuíba
Durante muito tempo, achavam que se tratava de uma lenda a Fepasa na estação Luz
Nesse tempo, a Fepasa começou uma alteração em seu patrimônio de material rodante. Com isso, os então UI 9000 passaram a ser UI 5000. Similarmente nessa época, foi possível ver algumas unidades da série 5000 estacionados na estação Luz: começava ali um serviço expresso da Fepasa, ligando o centro de São Paulo até a cidade de Carapicuíba. Em discussões ferroviárias, muitos achavam que se tratava de uma lenda, mas recentemente, imagens foram disponibilizadas na grande rede, comprovando a presença desses trens na famosa estação. O tempo foi passando, acidentes acontecendo, pouco a pouco a frota 5000 foi se perdendo...

Colisão com caminhão - Acidentes frequentes
Estação Júlio Prestes, com unidade francesa estacionada
Em 1992, nascia a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, incorporando as linhas da CBTU em São Paulo (atuais linhas 7, 10, 11 e 12). Em 1994, a CPTM assume o controle operacional da Fepasa, ou seja, passa a operar os trens das séries 4800 e 5000. Somente em 1996, com a privatização das ferrovias paulistas (e também brasileiras), acaba a história da lendária Fepasa, com a CPTM assumindo o total controle das, agora, linhas B e C. A primeira providência da nova companhia foi recuperar algumas unidades da série 5000, aplicando aos trens, o novo padrão de identificação visual:

Trem série 5000 em Presidente Altino - Novo padrão visual, da nova companhia
De 1996 para cá, caros leitores, a CPTM apenas deu prosseguimento ao serviço dos trens série 5000. Em 1999, algumas poucas unidades receberam revisão geral, ganhando também o novo padrão metropolitano, adotado pelas empresa ainda em 1998. Mas ainda hoje é possível encontrar composições que estão rodando sem ter passado por revisão geral, ou seja, estão rodando desde os tempos de Fepasa sem ter tido qualquer revisão mais aprofundada. Constatamos que algumas composições já estão beirando a marca de 5 milhões de quilometros rodados (a política da Companhia, em tese, seria de realizar revisão geral a cada milhão de quilometros). Uma razão pode ser comprovada: ausência de peças. Como o trem é baseado na França, é muito difícil encontrar peças de reposição para tal frota, sendo necessário baixar algumas composições para realizar o que chamamos de 'canibalismo' (retirar peças de um trem para repor em outro). Nessa história, atualmente temos apenas 13 trens operacionais (ou 26 trens de 6 carros).

Salão de passageiros
Unidade revisada, na estação de Osasco
Em 2010, a CPTM anunciou a compra de 36 novos trens, para substituição dos trens da série 5000. A nova frota, numerada como 'série 8000', possui trens de oito carros com passagem livre entre todos os carros (open gangway), ar-condicionado e tudo o que há de mais moderno no mercado ferroviário internacional. As novas composições já estão em circulação, atendendo escalas na Linha 8-Diamante. Com isso, pelo menos metade da frota operacional 5000 não está circulando. Até 2013, todos os novos trens estarão em operação, encerrando assim, o ciclo da série 5000 em São Paulo.





Correm boatos de que a Supervia estaria interessada nessa frota, uma vez que a CPTM não possui planos de modernizar ou reformar tais trens. Com isso, a empresa carioca poderia adquirir esses trens, dando-lhes uma reforma/modernização, para atendimento de suas linhas. Ainda não temos dados certos sobre esse assunto, mas pessoas do Rio de Janeiro já nos confirmaram a possibilidade disso acontecer. Em São Paulo, funcionários e administradores da CPTM não sabem nada a respeito. Mas, eis que fica contada mais uma história, de um trem magnífico, dotado de muito conforto e estabilidade. Uma pena que está chegando ao fim, pois trata-se de um trem robusto e favorito pelos usuários da Linha 8.


Dados técnicos
Construído por: CCTU (Consórcio Construtor de Trens Unidade, com empresas como Francorail, Brown Boveri, Joerlikon, Cobrasma, entre outras).

Comprimento
Carro motor: 19,8 m
Carro reboque: 19,5m

Peso
Carro motor: 50 t
Carro reboque: 32 t
Carro reboque (R1): 29 t

Passageiros sentados
Carro motor: 56
Carros reboque: 64

Altura
Pantógrafo levantado: 6,5 m
Pantógrafo abaixado: 4,9 m

Largura
Com estribo: 3,300 m
Sem estribo: 3,028m

Controle de Tração: Chopper
Motores: 4, ligados em série (por unidade)


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