quinta-feira, 31 de maio de 2012

CPTM 20 Anos: Entrevista com o presidente Mário Bandeira

O blog CPTM em Foco solicitou uma entrevista ao presidente da CPTM, sr. Mário Bandeira, há pouco mais de 20 dias. A assessoria de imprensa da companhia recebeu as perguntas e informou enviar as respostas em seguida. Até a presente data, não recebemos as respostas, deixando essa matéria em falta. As perguntas tinham como objetivo explicar um pouco das duas décadas da Companhia, porém, não obtivemos sucesso.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

CPTM 20 Anos: Mensagem do blogueiro

Diego Silva, blogueiro do 'CPTM em Foco'
Por Diego Silva

Caros leitores, funcionários e admiradores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos... Lá se vão duas décadas da fundação da empresa. Concebida para tentar resgatar um sistema de transporte ferroviário completamente falido, não chegou a crescer como se esperava... Cresceu sim, em número de usuários: chegou a marca de quase 800 mil usuários transportados no final da década de 1990. Hoje, esse número é algo próximo de apenas uma linha: já são quase 3 milhões de usuários transportados diariamente.

Posso lhes dizer que cresci junto com a empresa. Desde criança, tive o sonho de ser maquinista, pois achava a profissão fantástica. Jamais imaginei que essa admiração fosse chegar onde chegou hoje: blogueiro, franco conhecedor da empresa, ex-funcionário e aguardando o grande dia de realizar meu sonho. Tenho um ano a mais que a CPTM, mas sempre a vi como uma grande companhia, que teria um grande futuro.

Nessas duas décadas, muitos desafios foram vencidos... A frota de trens está sendo renovada, novas estações foram construídas, o serviço melhorou muito em vista do início das atividades. Mas isso ainda não significa absolutamente nada diante da necessidade de transporte do paulistano. Todos os dias, a lotação nos trens e no Metrô é uma constante, que parece não ter fim. O governo promete uma senhora rede de linhas até 2020, mas até lá, quanto já teremos de demanda? O sistema vai aguentar tanta gente por mais 8 anos? Desde os anos 2000 que se fala de implementar o trem para Guarulhos... Doze anos depois, nada saiu do papel. Prometem para 2014. Projetos existem aos montes, mas execução...


Nessa postagem, queria deixar uma mensagem para os funcionários da CPTM, tanto aqueles que já passaram, aqueles que são da empresa e aqueles que, como eu, ainda serão: mantenham o foco. Não se deixem abalar por dificuldades no trabalho, pois todos pertencemos à uma mesma classe. Vocês, hoje, são responsáveis por 3 milhões de famílias, que viajam pelos 270 km de trilhos existentes em 22 munícipios de São Paulo. Sabe-se que é difícil, mas não façam nada contra a vontade. Se você, funcionário, está na CPTM apenas pelo salário e pelos benefícios, procure fazer do seu trabalho uma diversão. A ferrovia em São Paulo cresceu graças ao sacríficio de milhares de pessoas, algumas doaram a vida, para hoje termos o que temos. Não deixem tudo isso ruir diante dos próprios olhos.

Aos governantes, deixamos o seguinte: procurem investir mais nos trens e no Metrô. São Paulo não para de crescer um minuto sequer, precisando de fôlego a toda hora. Esse fôlego está aqui: transporte público de qualidade. Façam esses projetos virarem realidade, criando uma grande rede de trem e metrô na metrópole. Lembrem-se dos, hoje, sete milhões de usuários que dependem do transporte para chegar ao trabalho, para estudar, para conseguir o sustento da família, para levar a família ao lazer nos finais de semana. Pensem com o coração, não com o bolso. Criem uma política de incentivo ao uso do trem. A CPTM tem um grande potencial, que nunca foi explorado: ser a maior e melhor empresa de transporte ferroviário de passageiros do Brasil, quem dirá, da América do Sul. Basta vocês observarem o quão a empresa tem capacidade de chegar mais longe. Basta investir. Enquanto não houver políticos sérios nesse país, isso será apenas sonho.

Nesses 20 anos, gostaria de parabenizar a todos que já fizeram da CPTM o seu emprego, o seu sonho, o seu sustento. Pessoas que abrem as estações, que deixam as famílias em datas importantes (aniversários, Natal, Ano Novo, feriados...) para não deixar o sistema parar... Agentes operacionais, Controladores de tráfego, maquinistas, escalantes, técnicos da manutenção, alunos do Centro de Formação Profissional 'Engº James C. Stewart' (o qual tive orgulho de fazer parte), terceirizados da limpeza e segurança, Agentes de Segurança Operacional e todo o pessoal envolvido na operação: os meus parabéns, pelo esforço, paciência e determinação de conseguir manter o sistema sempre em ordem. Aos diretores, supervisores e gerentes, parabéns pelo serviço prestado e um pedido: mais valorização para o pessoal da operação. Vamos em frente, pois os próximos anos prometem crescimento e desenvolvimento.

terça-feira, 29 de maio de 2012

CPTM 20 Anos: Os próximos passos

Estação Pirituba - Linha 7-Rubi
Por Diego Silva

Com duas décadas de vida, quase uma centena de estações para administrar, diversas frotas e quase 3 milhões de clientes, a CPTM ainda tem grandes obstáculos para superar. Das 89 estações do sistema, são poucas as que contam com total acessibilidade. Aliás, acessibilidade é um tema que ganhou muita força nos últimos tempos, pois a presença de portadores de necessidades especiais aumentou consideravelmente.

Porém, caros leitores, a CPTM está administrando o sistema de transporte igual a cidade de São Paulo cresceu: de maneira descontrolada e errada. Atualmente, a companhia encomendou mais de 100 novos trens, de última geração, para auxiliar no aumento da demanda. Mas esqueceu de um detalhe crucial: rede aérea e via permanente não suportam tantos trens assim. Desde o começo da renovação dos trilhos, era preciso ter atentado para o detalhe da infraestrutura ferroviária. Se temos bons trilhos e uma rede aérea em boa qualidade, com um fornecimento de energia competente, podemos ter mais trens circulando, com menor intervalo e em maior potência.

Sinalização em Domingos de Morais
Mas e a sinalização? É outro fator que precisa ser considerado. A Linha 10, por exemplo, ainda usa o sistema CTC (Controle de Tráfego Centralizado). Atualmente, um sistema CTC não deve ser aplicado para o tamanho de demanda que a CPTM transporta diariamente. No caso do CCO da estação Brás, ainda não temos todas as linhas centralizadas, como foi prometido em sua entrega. Ou seja, a CPTM não está preparada para dar um salto de qualidade em seu serviço.

Os próximos passos para a empresa crescer e tentar ser tão consistente e confiante quanto o Metrô de São Paulo: 

- Estações: reconstruir as estações, dando à elas um padrão de conforto, total cobertura, com acessibilidade (escadas rolantes, elevadores, sinalização adequada). Promover a qualidade do entorno das estações, dando um padrão mais agradável para as regiões onde estão localizadas as paradas.
- Via Permanente: capacitar a via permanente com dormentes de concreto, muito mais resistentes que os atuais dormentes de madeira, promovendo uma maior segurança e regularidade na passagem dos trens, evitando a constante substituição dos dormentes. Quanto aos trilhos, realizar constante manutenção, mantendo as linhas em perfeito estado, onde os trens poderão desenvolver maiores velocidades.
- Rede aérea: Construção de novas subestações, oferecendo um maior índice de corrente elétrica. Com isso, acaba-se de uma vez o problema das quedas de energia, totalmente inadmissíveis no panorama atual.
- Sinalização: Completa substituição do sistema atual por um sistema único, centralizado e generalizado. Possibilitaria a redução dos intervalos, a proximidade dos trens, a realização de mais viagens e, consequentemente, atrairia mais usuários ao sistema.
- Recursos Humanos: treinamento de todo o efetivo atuante na empresa, do mais baixo ao mais alto cargo, com foco na operação. Agentes de estação, maquinistas, escalantes e demais pessoas envolvidas na base do triângulo empresarial devem ter forte treinamento, com foco no cliente. O usuário bem atendido é um usuário satisfeito, isso reflete em comunicação e traz mais usuários ao sistema.
- Segurança: Maior critério na escolha de vigilantes patrimoniais, exigindo um nível alto de qualidade e preservação do patrimônio da empresa. Aumento considerável do efetivo nas estações, oferecendo uma imagem de maior tranquilidade aos usuários. Aumentar, e muito, o número de agentes de segurança operacional (ASO), para distribuição nas estações, trens e arredores, promovendo o fim do comércio ambulante e de pedintes, dando uma nova cara para a CPTM.
- Novos trens: todos no padrão de metrô de superfície, com motorização mínima de 50% (metade dos carros motorizados) e com open-gangway (passagem livre entre todos os carros). Utilização de trens mais antigos em operações especiais, ou em finais de semana, onde a demanda é reduzida, possibilitando assim oferecer uma manutenção mais intensiva nos trens de menos idade.
- Relação com o usuário: promover a aproximação usuário-empresa, realizando o extinto programa 'Dirigente de Plantão', reuniões com lideranças de bairro, apresentações em escolas e universidades, mostrando a importância da Companhia para a população. Promover a questão do embarque seguro, com campanhas de conscientização entre usuários. Ser uma empresa firme contra usuários baderneiros, inclusive com a questão do vandalismo nos trens. Usuário que destrói patrimônio público é criminoso.

São alguns passos que devem ser tomados como prioridade pela gestão da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. A empresa merece destaque nacional, pois é maior empresa de transporte de passageiros do Brasil, mas ainda parece estar engatinhando em todos os setores. É preciso uma completa renovação dos quadros, para dar um novo fôlego na empresa.

A CPTM é uma empresa com grande potencial, mas parece que, durante seus 20 anos de existência, poucos perceberam isso. Em duas décadas, não bastou construir quase 20 estações novas e ter colocado em operação quase 200 trens novos. Duas décadas foram suficientes para colocar essa empresa no topo do serviço prestado. Mas ainda estamos dando os primeiros passos. Falta muito para chegarmos ao ponto de dizer que a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos está num patamar de qualidade.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

CPTM 20 Anos: A fundação da CPTM


Fonte: Justiça Brasil
Transcrição: Diego Silva

Caros leitores, hoje a CPTM completa seus 20 anos de fundação. Gostaríamos de parabenizar a todos os funcionários e administradores que não deixam esse sistema parar. Diariamente, das 04h às 00h, mais de 150 trens circulam pelas seis linhas da Companhia, levando e trazendo trabalhadores, estudantes e cidadãos que lutam por uma vida melhor. Nessas duas décadas, milhões e milhões de pessoas foram e voltaram utilizando os trens da empresa. Hoje, uma data bastante especial para a Companhia, não poderia passar em branco. O Blog CPTM em Foco parabeniza a CPTM pelos seus 20 anos de fundação, desejando sorte e sucesso nos próximos anos que estão por vir. Abaixo, a lei que autorizou a fundação da Companhia:

Lei nº 7.861, de 28 de maio de 1992 de São Paulo

Autoriza o Poder Executivo a constituir a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos - CPTM, e dá outras providências 

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte Lei: 

Artigo 1º - Fica o Poder Executivo autorizado constituir uma sociedade de economia mista, sob a denominação de Companhia Paulista de Trens Metropolitanos - CPTM, para o fim especial de explorar os serviços de transporte de passageiros, sobre trilhos ou gulados, nas entidades regionais do Estado de São Paulo, compreendendo as regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, na forma do artigo 158 da Constituição do Estado de São Paulo.

§ 1º - A sociedade prevista neste artigo será vinculada a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos.
§ 2º - Nas regiões ainda não institucionalizadas, a CPTM poderá exercer suas atividades mediante convênio com os municípios interessados, ou contrato com as entidades operadoras dos sistemas locais.
Artigo 2º - A sociedade terá sede e foro em município da Região Metropolitana de São Paulo e prazo de duração ilimitado, podendo instituir filiais, agências ou escritórios em outras entidades regionais que venham a ser criadas no Estado. 

Artigo 3º - O capital social inicial da CPTM será de Cr$ 10.000.000.000,00 (dez bilhões de cruzeiros), dividido em ações ordinárias nominativas, reservada a maioria absoluta ao Estado de São Paulo, que poderá integralizá- las em dinheiro ou em bens e direitos, e participar do capital diretamente ou por entidades de sua administração descentralizada.

§ 1º - A Ferrovia Paulista S/A - FEPASA poderá integralizar parte do capital da sociedade mediante a conferência de bens, móveis e imóveis, direitos, equipamentos e instalações da rede ferroviária por ela utilizada no transporte urbano ou metropolitano de passageiros, em operação na data da publicação desta Lei. 
§ 2º - As empresas que tenham por objeto a prestação de serviços de transporte urbano ou metropolitano de passageiros, nas entidades regionais do Estado de São Paulo, poderão integralizar as ações que subscreverem mediante a conferência de ações que subscreverem mediante a conferência de ações representativas do seu próprio capital.
Artigo 4º - A CPTM terá por objeto: 
I - planejamento, estudo, projeto, construção, implantação, exploração e manutenção das obras e serviços de transporte de passageiros sobre trilhos ou gulados, nas entidades regionais do Estado de São Paulo; 
II - execução das obras dos serviços complementares ou correlatos, necessários à integração do sistema de transporte por ela operado ao complexo urbanístico das cidades servidas pelo sistema;
III - operação de conexões intermodais de transporte de passageiros, no sistema por ela explorado, como terminais, estacionamentos e outras correlatas;
IV - prestação a terceiros de serviços de transporte de cargas, ou de passageiros, de passagem pelo território por ela servido;
V - comercialização de marca, patente, nome e insígnia; comercialização de áreas e espaços para propaganda; prestação de serviços complementares de suporte ao usuário, por si ou por meio de terceiros, com ou sem cessão de uso predial;
VI - comercialização de tecnologia, direta ou indiretamente, em sociedades ou em consórcios; prestação de serviços de consultoria, gerenciamento e apoio técnico; prestação de serviços de operação e manutenção de equipamentos; construção e implantação de sistemas de transporte e terminais de passageiros, no País ou no exterior; e
VII - edição de jornais, revistas e outras publicações de carácter técnico ou comercial.
Artigo 5º - No cumprimento de seus objetivos, a CPTM atenderá às diretrizes estabelecidas pelo Governo do Estado e, em especial, às determinações da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos, podendo:
I - subscrever ações de empresas das quais o Poder Público detenha o controle acionário e cujas atividades se relacionem com os serviços de transporte de passageiros em entidades regionais;
II - celebrar convênios e contratos com pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado; e
III - promover desapropriações.
Artigo 6º - A sociedade será administrada por um Conselho de Administração e uma Diretoria Executiva, e fiscalizada por um Conselho Fiscal.
§ 1º - O Conselho de Administração terá, no máximo, 7 (sete) membros, sendo 1 (um) representante dos empregados e 1 (um) representante dos acionistas minoritários.
§ 2º - O Conselho de Administração será presidido pelo Secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos.
§ 3º - O Conselho Fiscal terá, no máximo, 5 (cinco) membros, sendo 1 (um) representante dos acionistas minoritários.
 Artigo 7º - O Conselho de Administração fixará as metas de atuação da Diretoria Executiva, nos moldes do setor privado, de forma a promover a condução dos negócios da sociedade de maneira empresarial, mediante controle dos resultados, podendo utilizar - se do contrato de gestão e, se for o caso, ser exigida garantia da gestão, nos termos do artigo 148 da LEI Federal nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976.
Artigo 8º - A Diretoria Executiva contará com um Presidente e, no máximo, mais 4 (quatro) diretores, e atuará consoante o disposto no artigo anterior e em conformidade com as normas estatutárias.
Artigo 9º - A CPTM manterá padrão de gestão empresarial, tanto na área administrativa quanto na operacional, de acordo com indicadores de desempenho a serem definidos por ato do Secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos.
Artigo 10 - Todos os serviços prestados pela sociedade serão remunerados, ressalvadas as exceções previstas em Lei.
Artigo 11 - O regime jurídico do pessoal da sociedade será, obrigatoriamente, o da legislação trabalhista e previdenciária.

§ 1º - As admissões de empregados serão feitas, obrigatoriamente, mediante processo seletivo, salvo para os cargos e funções em comissão ou de confiança, na forma a ser definida em regulamento interno.
§ 2º - A admissão de pessoal para o Sistema Operacional da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos - CPTM fica condicionada, além da aprovação em processo seletivo, à observância de um dos critérios abaixo:
1 - experiência mínima de 4 (quatro) anos em atividades em transporte ferroviário metropolitano;
2 - aptidão comprovada através de certificado de freqüência e aproveitamento em curso técnico profissionalizante reconhecido, ou promovido pela própria empresa.
Artigo 12 - A CPTM deverá assumir os sistemas de trens urbanos da Região Metropolitana de São Paulo, operados pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos - CBTU e pela Ferrovia Paulista S/A - FEPASA, de forma a assegurar a continuidade e a melhoria dos serviços, para isso podendo efetuar os necessários acordos operacionais. 
Parágrafo único - Para o cumprimento de disposto neste artigo, a CPTM poderá celebrar contratos de prestação de serviços, gerenciamento de bens, ou quaisquer serviços de transporte de passageiros sobre trilhos ou gulados, de outras empresas ligadas ao sistema de transporte de passageiros na Região Metropolitana de São Paulo.
Artigo 13 - Para atender às despesas decorrentes da execução desta Lei, fica o Poder Executivo autorizado a: 
I - abrir, na Secretaria dos Transportes Metropolitanos, créditos especiais até o limite de Cr$ 10.00.000.000,00 (dez bilhões de cruzeiros), destinados à cobertura dos dispêndios necessários à instalação dos serviços da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos - CPTM;
II - proceder à incorporação institucional da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos - CPTM ao orçamento do Estado , neste exercício ou no próximo, promovendo, se necessário, a abertura de créditos adicionais suplementares, voltados a subvenções econômicas, e à integralização das parcelas de seu capital subscritas pela Fazenda do Estado. 
Parágrafo único - Os valores dos créditos adicionais a que se referem os incisos deste artigo serão cobertos na forma prevista no § 1º do artigo 43 da Lei Federal nº 4.320, de 17 de março de 1964.
Artigo 14 - À Procuradoria Geral do Estado incumbem as medidas necessárias para a regularização da sociedade.
Artigo 15 - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação. 

Palácio dos Bandeirantes, 28 de maio de 1992.

LUIZ ANTONIO FLEURY FILHO
Governador do Estado de São Paulo
Frederico Mathias Mazzucchelli
Secretário da Fazenda

Eduardo Maia de Castro Ferraz
Secretário de Planejamento e Gestão

Aloysio Nunes Ferreira Filho
Secretário dos Transportes Metropolitanos

Cláudio Ferraz de Alvarenga
Secretário do Governo 

Publicada na Assessoria Técnico - Legislativa, aos 28 de maio de 1992.

domingo, 27 de maio de 2012

Desativação de estação de trem preocupa população em Itapevi


Fonte: Via Oeste

As obras do trecho Itapevi-Amador Bueno da Linha 8-Diamante da CPTM desagradam moradores da região que costumavam utilizar a desativada estação Cimenrita, que ficava entre as estações Santa Rita e Ambuitá.

A modernização promovida no trecho começou em maio de 2010 e a previsão inicial da CPTM era de conclusão até 2012, o que não aconteceu. No entanto, a principal reclamação é a desativação da estação Cimenrita e mudança de local da estação Santa Rita, que será mais próxima da estação Itapevi.

Estação Cimenrita não será reconstruída

Os mais prejudicados são os moradores dos bairros Jardim Sorocabano, Jd. Itacolomi, Vila Santa Rita, Vila Gióia, Vila Esperança e CDHU. Por enquanto, até a conclusão da obra, são disponibilizados ônibus gratuitos para a população se deslocar entre as estações.

Após o fim da obra, quem utilizava a estação Cimenrita terá que pagar por um ônibus municipal (tarifa de R$ 3,00) para chegar ao trem. “A população que vai para Osasco e São Paulo terá que pagar o ônibus até o trem, gastando mais tempo e dinheiro. O bairro vai ficar isolado”, reclama o aposentado José Augusto, que mora no Jardim Sorocabano.

Morador do mesmo bairro, o metalúrgico José Antônio diz que será preciso ir até a estação Santa Rita, que agora vai ficar mais longe. “Agora tem que esperar um ônibus lotado, para depois pegar um trem lotado”, lamenta.

Companhia diz que não há demanda

O projeto de modernização do trecho Itapevi-Amador Bueno era reivindicação antiga, pois a linha é mais antiga que o resto da rede da CPTM e, por isso, era preciso fazer uma baldeação, já que os trilhos de bitola estreita não permitem que as composições da linha Julio Prestes-Itapevi cheguem ao local.

As composições que faziam o percurso são da década de 50, remanescentes da antiga linha Sorocabana e circulavam em péssimas condições. A linha que está sendo construída tem bitola larga (1,60m), o padrão adotado pela CPTM.

Esperança
A CPTM disse ao Visão Oeste que “não há uma demanda de usuários que justifique a implantação de uma estação de alta capacidade para reativação da estação Cimenrita”. No entanto, a situação ainda pode mudar: “a reativação de estações no trecho entre Santa Rita e Amador Bueno (Linha 8-Diamante) encontra-se em fase de estudos e entendimentos com a prefeitura de Itapevi”, informou a companhia.

CPTM 20 Anos: O Expresso Turístico


Por CPTM

Os mesmos trilhos que impulsionaram o desenvolvimento do Estado de São Paulo a partir da segunda metade do século XIX estão de volta para levá-lo a uma viagem inesquecível por meio da história, da cultura, da arquitetura e do meio ambiente.

O Expresso Turístico é um serviço ferroviário inaugurado em 18 de abril de 2009 pela Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos e pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Tem como objetivo integrar pontos de interesse turístico localizados ao longo da malha férrea.

A viagem é feita a bordo de uma composição, formadas por dois carros de aço inoxidável fabricados no Brasil na década de 50 e tracionados por uma locomotiva a diesel, da CPTM. Cedidos pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), os vagões foram totalmente restaurados pela CPTM. Ao longo do percurso sobre os trilhos, monitores dão informações históricas sobre a ferrovia paulista e as estações da CPTM.

O serviço foi desenvolvido para aqueles que enxergam na ferrovia, muito mais que um meio de transporte eficiente para os seus deslocamentos, uma excelente oportunidade para conhecer sua história, criando uma nova opção de turismo na Região Metropolitana de São Paulo.


Atualmente, há três opções de trajeto: Luz-Paranapiacaba (quinzenal, aos domingos), Luz-Jundiaí (semanal, aos sábados) ou Luz-Mogi das Cruzes (quinzenal, aos domingos). O trem sai da Estação da Luz, da CPTM, um dos mais importantes marcos arquitetônicos do país e um dos poucos monumentos da cidade tombados pelos órgãos de preservação do município, do Estado e da União. No caso do trajeto Luz-Paranapiacaba, o passageiro pode optar por realizar o embarque e desembarque na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André (Linha 10-Turquesa, da CPTM), com tarifa diferenciada.

Os passageiros têm como opção roteiros turísticos para complementar o passeio dentro da cidade de destino. Esse serviço não é de responsabilidade da CPTM e é pago à parte, diretamente às agências de turismo.

Roteiros


Luz x Jundiaí
A apenas 60 km da capital paulista, Jundiaí e as cidades vizinhas reservam uma série de atrações que podem ser feita pelo viajante do Expresso Turístico. Uma delas é o Museu Ferroviário, da Cia. Paulista de Estradas de Ferro, que praticamente desenhou o mapa ferroviário do interior de São Paulo. Há também as belezas naturais da Serra do Japi com suas trilhas e caminhadas, e o Circuito das Frutas, uma viagem nas fazendas produtoras de uva, morango, caqui, figo etc no entorno da cidade. Isso sem falar da bela arquitetura local, parques e feiras de artesanato.

A viagem
O trajeto é realizado semanalmente aos sábados, com partida às 8h30 na Estação da Luz e retorno às 16h30 na Estação Jundiaí. A viagem é feita a bordo de uma charmosa locomotiva da década de 50, totalmente reformada. O trem segue pela estrada de ferro implantada em 1867 pela antiga SPR (São Paulo Railway Co.), empresa de capital inglês. Essa foi a primeira ferrovia de São Paulo e foi construída para levar, principalmente, o café produzido na região de Jundiaí até o Porto de Santos.Atualmente chamada Linha 7-Rubi, ela ainda conta com estações construídas pela SPR, facilmente identificadas pela arquitetura em estilo inglês, como Perus, Caieiras e Jaraguá. Durante a viagem, que dura cerca de 1h30, monitores do Expresso Turístico fornecem informações históricas sobre a ferrovia.


Luz x Mogi das Cruzes
Localizada a 48 Km da capital paulista, Mogi das Cruzes compõe o grupo de municípios que formam o Alto Tietê, região próxima à nascente do Rio Tietê. A cidade, com cerca de 370 mil habitantes, é cortada pelas serras do Mar e do Itapeti.

Integrante do Cinturão Verde de São Paulo, atualmente Mogi é conhecida como centro produtor de flores, com destaque para as orquídeas, herança da forte presença japonesa na cidade na primeira metade do século 20. Além do Circuito das Flores, a cidade oferece outras atrações turísticas, como as igrejas da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo. Trata-se de um importante pólo musical, já que no século 17 a região foi referência na produção de música barroca. 

A viagem
O trajeto, que dura cerca de 1h30, é realizado quinzenalmente aos domingos, com partida às 8h30 na Estação da Luz e retorno às 16h30 na Estação Mogi das Cruzes.

Ao deixar a capital paulista, o Expresso Turístico toma a direção dos trilhos da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, ferrovia construída ainda no Império, em 1877, para ligar o Rio de Janeiro a São Paulo. 
Atualmente esse trecho integra a Linha 12-Safira da CPTM, que conecta o Brás à Estação Calmon Viana. O trecho é conhecido como “variante” à atual Linha 11-Coral/Expresso Leste, que foi aberta ao tráfego em 1934. Nesse caminho restaram duas estações com prédios da década de 1920, Calmon Viana e Aracaré. 
Durante o século 20, passaram por essa linha os mais importantes trens de passageiros de longo percurso que o Brasil já viu, ligando São Paulo ao Rio de Janeiro. Entre eles estavam o Cruzeiro do Sul, o Santa Cruz e, mais recentemente, o “Trem de Prata”, que operou até 1998.



Luz x Paranapiacaba
Esse é o mais novo trajeto do Expresso Turístico. Localizada no município de Santo André (SP), Paranapiacaba é uma charmosa vila de arquitetura inglesa que já se candidatou a Patrimônio Mundial da Humanidade e foi testemunha de uma importante fase de expansão da tecnologia ferroviária no Brasil na segunda metade do século XIX. Lá, os passageiros poderão conhecer diversas atrações culturais e ecológicas, como o Museu do Castelinho, o Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba e a Casa da Memória.

A viagem
O trajeto é realizado quinzenalmente, aos domingos. O passageiro tem a opção de embarcar às 8h30 na Estação da Luz ou às 9h00 na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André (Linha 10-Turquesa, da CPTM). O retorno ocorre às 16h30 em Paranapiacaba, com parada na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André. Atenção: No ato da compra do bilhete, o passageiro define em qual das estações prefere realizar o embarque e o desembarque.

A viagem é feita a bordo de uma composição, formadas por dois carros de aço inoxidável fabricados no Brasil na década de 50 e tracionados por uma locomotiva da década de 1950, totalmente reformada. O percurso de 48 Km leva 1h30 e é realizado ao longo da atual Linha 10-Turquesa, proporcionando ao turista uma viagem no tempo. Entre os destaques estão as estações Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, tombadas recentemente pelo patrimônio histórico de São Paulo. Elas foram construídas pela antiga empresa britânica SPR (São Paulo Railway) ― primeira ferrovia paulista, inaugurada em 1867.

Além disso, é possível encontrar em operação em Paranapiacaba a segunda locomotiva mais antiga do Brasil, que pertenceu à SPR e hoje integra o acervo da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF). Anualmente, no mês de julho, a vila também é palco do tradicional Festival de Inverno de Paranapiacaba, que reúne estrelas da MPB, rock, música clássica e atrações internacionais.

sábado, 26 de maio de 2012

CPTM altera circulação para obras de modernização; Linha 8-Diamante será parcialmente interditada


Fonte: CPTM

Neste fim de semana [26 e 28/05], obras de manutenção vão alterar os horários e trechos específicos da operação. Os trabalhos serão realizados em períodos de menor movimentação, com o objetivo de reduzir o impacto aos usuários.

Linha 7-Rubi [Luz - Francisco Morato]. No domingo [27], do início da operação comercial até 20h, por conta de manutenção no sistema de rede aérea nas proximidades da estação Jaraguá, os trens circularão com maior intervalo.

Linha 7-Rubi [Francisco Morato - Jundiaí]. Durante a operação comercial deste domingo [27], devido a serviços de manutenção de via permanente e de rede aérea na região da estação Botujuru, os trens circularão com maior intervalo.

Linha 8-Diamante [Júlio Prestes - Itapevi]. Durante a operação comercial deste domingo [27], por conta das intervenções do plano de modernização da Linha 8-Diamante, os trens não circularão entre as estações Júlio Prestes e Presidente Altino. Como alternativa de deslocamento, a CPTM acionará o plano PAESE, com 10 ônibus gratuitos, para transportar os usuários. Os coletivos circularão entre as estações Lapa, na Linha 7-Rubi, e Ceasa, na Linha 9-Esmeralda, de onde os usuários poderão seguir até a estação Presidente Altino e acessar a Linha 8.

Linha 9-Esmeralda [Osasco-Grajaú] Durante a operação comercial deste domingo [27], os trens circularão com maior intervalo médio, devido a obras de manutenção no sistema de rede aérea entre as estações Santo Amaro e Jurubatuba.

Linha 10-Turquesa [Brás - Rio Grande da Serra]. No domingo [27], do inicio da operação comercial até às 10h, os trens circularão com maior intervalo médio, por conta da manutenção no sistema de rede aérea na região da estação Mooca.

Linha 11-Coral [Luz - Guaianazes]. No sábado [26], das 18h até o fim da operação comercial de domingo, as composições circularão com maior intervalo devido a serviços de manutenção no sistema de alimentação dos trens na região da estação Tatuapé.

Linha 11-Coral Expresso Leste [Guaianazes - Estudantes]. Devido à substituição de equipamentos de via nas proximidades da estação Brás Cubas, os trens circularão com maior intervalo médio das 8h às 20h de domingo.

Linha 12-Safira [Brás - Calmon Viana]. Domingo [27], das 8h às 20h, os trens circularão com maior intervalo médio, em razão da substituição de elementos de via permanente entre as estações Jardim Romano e Aracaré.

CPTM 20 Anos: Novas frotas para um novo tempo

Novo CAF 8000: frota padronizada

Por Diego Silva

Caros leitores, bom dia! Hoje falaremos da renovação de frota da CPTM, que nesses seus vinte anos de operação e administração, investiu bastante nesse tema. Novos trens significam mais usuários, ou seja, quanto mais gente, mais trem.

CAF 2100 foi a primeira aquisição da CPTM
A renovação das frotas começou, efetivamente, em 1997, com a aquisição dos trens espanhóis da série 2100. Essa foi a primeira compra da CPTM, apesar dos trens já serem usados. Na compra, a operadora espanhola Renfe disponibilizou 48 trens de três carros cada. Até hoje, os trens circulam, em sua totalidade na Linha 10-Turquesa, onde melhor se adaptou.

Em 1999, a compra de 15 trens de oito carros cada, para o Expresso Leste. As composições, da série 2000, realizam viagens diárias no mesmo trecho, desde sua inauguração, em 2000. Os novos trens possuem padrão de metrô, sendo muito confortáveis e de bom desempenho.
Em seguida, a compra de 10 trens de quatro carros cada, para fazer um trajeto denominado 'Integração Centro'. Esse foi o começo de carreira dos trens série 3000, que hoje, estão na Linha 8-Diamante, após passarem bons anos prestando serviços na Linha 9-Esmeralda.

Alstom série 2070 - Aditivo de contrato
Novos investimentos ficaram mais escassos, sendo que a CPTM investiu mais na reforma dos trens de 2000 até 2007, quando recebeu um aditivo de contrato dos trens série 2000. A continuação da frota foi entregue para a Linha 9-Esmeralda, num total de 12 trens de quatro carros cada. Em 2009, a CPTM realiza uma grande aquisição: 40 trens de oito carros, que foram prometidos para as linhas 7-Rubi e 12-Safira, mas que no fim das contas, foram distribuidos pelas linhas para atender às necessidades. A série 7000 foi a segunda maior compra da Companhia. Em seguida, a série 7500 chegou: oito trens, com oito carros cada. Em 2010, um contrato de PPP trouxe os novos trens da série 8000. Serão 36 trens de oito carros, para a Linha 8-Diamante. Por fim, os novos trens da série 9000, num total de nove trens com oito carros cada.

Cabine dos novos trens: tecnologia e praticidade à bordo
A CPTM possui ainda, em sua frota de trens, composições bastante antigas, mas que prestam serviços fundamentais até os dias de hoje. Por mais que alguns trens já tenham passado de 50 anos de uso, sempre foram excelentes na prestação de serviço, tendo pouco índice de avarias ou defeitos graves (exemplos disso são os trens das séries 1100 e 4400). Porém, um trabalho de renovação exige que novos trens entrem em ação, deixando os mais antigos de lado. Hoje, a demanda gira em torno de 2,8 milhões de usuários por dia. Para tanto, a empresa não pode se prender aos antigos trens, que são lentos e com baixo desempenho (1100, 1400, 1600, 4400 e 5000). Para atender um sistema com quase 300 km de linhas, com rapidez e efetividade, é necessário trens atuais e modernos, que ofereçam conforto e praticidade. Para isso, estamos esperando uma nova encomenda, de 85 trens novos, que estão em financiamento. Essas novas composições deverão vir para retirar os trens mais antigos de operação, dinamizando a operação.

Apesar da idade avançada, trens prestam serviços com excelência
O que faz com que os trens mais antigos tenham menos problemas: a falta de tecnologia embarcada. Antes, não era preciso tantos aparatos eletrônicos para o trem, bem como anunciadores de estação, paineis informativos, dispositivos de segurança, telas de LCD e outras coisas mais. Isso hoje é interessante nos novos trens, pois é sinal de evolução e dá uma boa impressão para os usuários. O grande problema dos novos trens hoje é a constante falha nos equipamentos eletroeletrônicos (quando não, no ar-condicionado). Nessa parte, a CPTM tem um problema que precisará ser resolvido nos próximos anos, pois se a idéia é manter um nível de excelência na prestação de serviço, os mínimos detalhes precisarão ser observados.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Lama e buracos complicam acesso à estação Capuava

Estação Capuava, Linha 10-Turquesa
Fonte: Diário do Grande ABC

Chegar à estação Capuava da CPTM está cada dia mais difícil para os usuários. A avenida Manoel da Nóbrega, um dos acessos, está tomada por lama, principalmente junto às sarjetas e com buracos ao longo das vias.

''Buraco por aqui é o que não falta. Com o serviço que fazem e o volume de caminhões que circula pela avenida, não fica um remendo inteiro'', disse o comerciante José Raimundo dos Santos Dias, 28 anos. ''A lama é demais. Temos de lavar o chão todos os dias, senão fica impossível de trabalhar'', contou o atendente Anderson Diogo Aguiar, 34.

Grande parte do problema vem das obras nas avenidas Rosa Kasinski e Alberto Soares Sampaio, no entorno da Manuel da Nóbrega, que ligarão o complexo Jacu-Pêssego à Avenida dos Estados, para o escoamento de tráfego pesado.

As reformas são de responsabilidade da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), do governo estadual.

Serão construídos também dois viadutos de transposição da linha férrea, eliminando a passagem de nível do Capuava. Segundo a administração municipal, as intervenções da Dersa também incluem reformas nas avenidas Manoel da Nóbrega e Comendador Wolthers. ''A prefeitura solicitou à Dersa que, periodicamente, faça a aplicação de material que reduza o transtorno provocado pelas obras, uma vez que a realização da operação Tapa-Buracos no local é inviável economicamente.

Rompimento de cabo elétrico causa problemas na Linha 7 nessa manhã


Fonte: Folha de SP

O rompimento de um cabo da rede aérea de energia prejudica a circulação de trens na linha 7-Rubi da CPTM, em São Paulo, na manhã desta sexta-feira. Com o problema, o tráfego está interrompido entre as estações Várzea Paulista e Jundiaí --as duas últimas da linha.

Segundo a CPTM, o problema ocorreu por volta das 8h20 e afetou a circulação no trecho entre as estações Francisco Morato e Jundiaí. Técnicos foram acionados e a circulação entre Francisco Morato e Várzea Paulista foi mantida, porém, com velocidade reduzida e maior tempo de parada.

Para atender o trecho que está inoperante --Várzea Paulista a Jundiaí-- foi acionado o sistema Paese, com ônibus extras para fazer o percurso. Por volta das 9h40, ainda não havia previsão de normalização das operações na linha.

PROBLEMAS

As linhas da CPTM registraram diversos problemas nos últimos meses. Na última sexta (18), a linha 12-Safira da CPTM operou com velocidade reduzida e maior tempo de parada desde a abertura até por volta das 6h30 devido a um novo ato de vandalismo. Segundo informações da companhia, cabos de sinalização foram danificados e afetaram o trecho entre as estações Itaquaquecetuba e Calmon Viana.

Também na madrugada de sexta, um problema na via da linha 8-diamante fez com que uma via auxiliar precisou entrar em operação, o que fez com que a circulação na linha 9-esmeralda, com que a linha tem ligação, fosse alterada.

Em março, a linha 9-esmeralda começou a ser fechada aos domingos para passar por modernização. A medida foi anunciada após uma falha foi no sistema de energia fazer com que os trens passassem a circular em apenas uma via entre as estações Granja Julieta e Santo Amaro, no dia 14 do mesmo mês.

No início da semana, foi anunciado que a "[linha 8-diamante]": http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1094128-linha-8-diamante-da-cptm-sera-fechada-aos-domingos-para-manutencao.shtml, que liga a região central de São Paulo a Itapevi, cidade da região metropolitana, também será fechada parcialmente por 14 domingos, até agosto deste ano, para obras de modernização.

A primeira parada será no próximo domingo (27), quando a circulação de trens será interrompida entre as estações Júlio Prestes (centro da capital) e Presidente Altino (Osasco).

CPTM 20 Anos: Os primeiros passos para se tornar metrô de superfície

Novos trens para o novo tempo
Por Diego Silva

Desde sua fundação, a CPTM tem como metar recuperar, modernizar e capacitar o sistema de transporte metropolitano de trens para algo próximo de um 'metrô de superfície'. Para isso, a companhia vem trabalhando para estabelecer esse status. Novos trens, novas estações, nova sinalização, novo CCO, aumento do quadro de funcionários... Podemos citar em tópicos algumas dessas mudanças:


- Estações: Novas estações construídas, com plataformas amplas, escadas rolantes, elevadores e completa cobertura. Sinalização sonora de boa definição, sinais visuais, acessibilidade, conforto e segurança. Integração com o Metrô em determinadas estações.


- Via Permanente: Capacitação de via permanente, troca de dormentes, substituição de aparelhos de mudança de via (amv) na estação Luz para entrada e saída mais rápida dos trens, troca de trilhos, substituição de lastro, terraplanagem.


- Rede aérea: Em andamento, construção de novas subestações, oferecendo um maior índice de corrente elétrica. Além disso, substituição de cabos de alta tensão.

- Sinalização: Troca de sinais de via, novo CCO integrado.

- Recursos Humanos: Novos maquinistas, agentes operacionais, fiscais de limpeza, escalantes e supervisores de tração.

- Segurança: Investimento em ASO (Agente de Segurança Operacional), com armamento, oferecendo maior tranquilidade aos usuários. Recrutamento de mais seguranças patrimoniais.

- Novos trens: Aquisição de mais de 200 trens, com ar-condicionado, assentos anatômicos, avisos sonoros, conforto, segurança e praticidade.

São as primeiras de muitas mudanças. O Governo de São Paulo pretende investir para fazer da CPTM um sistema capacitado, que deverá atender muito mais gente.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Prefeito ameaça parar trens se obra continuar em ritmo lento

Antiga estação de Ferraz foi fechada no dia 03 de setembro de 2011
Fonte: DAT

O prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Jorge Abissamra, ameaçou ontem impedir a passagem das composições da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) pela cidade a partir do mês que vem, caso a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos e a CPTM não façam o consórcio TSJ acelerar as obras para construção da nova estação ferroviária na área central do município. 

O prefeito falou da medida drástica que poderá adotar para forçar a companhia a pressionar o consórcio, que está ganhando mais de R$ 40 milhões para instalar as novas plataformas de embarque, no início da tarde de ontem, durante entrevista coletiva promovida exatamente para anunciar as providências que a prefeitura pretende tomar para resolver o assunto.  Antes de ´barrar´ a passagem dos trens pela cidade, Abissamra deverá conversar com o secretário Estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e com diretores da CPTM.

"Conversei hoje (ontem) com o secretário Fernandes e ele me pediu uma ultima chance para fazer a empresa trabalhar. Também conversei com diretores da CPTM sobre a vergonha em que se transformou a obra da nova estação de Ferraz. A reunião será no dia 28 e queremos providências urgentes do secretário e da CPTM; que multem esse consórcio, que façam uma nova concorrência e contratem outra empresa", desabafou o prefeito. 

Ele explicou que se a obra continuar praticamente parada depois da reunião do dia 28, aí sim, o governo da cidade poderá tomar uma medida mais drástica contra o consórcio e a CPTM: "Vou encontrar uma forma de impedir a passagem dos trens aqui em Ferraz. Tem gente que acha que sou louco, então vão ver o que é loucura. Não podemos mais aceitar duas máquinas (uma parada) no canteiro de obras".   

Abissamra usou termos pesados para comentar a informação transmitida no início da semana pelo DAT, de que o pagamento da locação da estação provisória construída em Ferraz estaria consumindo o dinheiro reservado para a construção da estação nova, e esse seria mais um motivo para a lentidão verificada no canteiro da obra. 

O prefeito observou que essa situação é inaceitável: "Esse consórcio é desastroso. Tudo isso é uma grande vergonha para Ferraz e na reunião do dia 28 queremos uma posição oficial e definitiva da CPTM sobre tudo isso. Quero deixar bem claro que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) não tem nada a ver com isso. Ele não tem culpa se as pessoas que deveriam resolver, não estão resolvendo", reforçou Abissamra.

CPTM 20 Anos: Os presidentes


Por Diego Silva
Colaboração: Sandro de Lima (Revista Ferrovia)

Em seus 20 anos de existência, a Companhia Paulsita de Trens Metropolitanos contou com pessoas qualificadas em sua presidência. Nomes importantes, conhecedores do sistema metropolitano de transportes. Vamos à lista daqueles que já presidiram a Companhia:

- Oliver Hossepian Sales de Lima
Período: 1992 a 1994 e 1998 a 2002

Engenheiro mecânico-eletricista, formado pela Universidade de São Paulo (USP) em 1956, e com cursos de pós-graduação também na USP, Oliver Hossepian Salles de Lima tem uma longa carreira de serviços prestados no setor de transportes. Iniciou sua caminhada profissional na Estrada de Ferro Sorocabana, em 1957, como engenheiro de manutenção e inspetor de obras novas de eletrificação e sinalização. Em 1968 ingressou no Metrô de São Paulo, como chefe do departamento de implantação de sistemas e operação e foi gerente de sistemas de operação. Na área de transportes públicos, Hossepian exerceu diversas funções e cargos, incluindo os de diretor técnico, diretor de produção e diretor presidente da Ferrovia Paulista S.A. (Fepasa); diretor presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP); diretor de planejamento de transportes metropolitanos do Metrô de São Paulo; secretário adjunto da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos de São Paulo; e, por duas vezes, diretor presidente da CPTM.


- Frederico Bussinger
Período: 1994

Especialista em transportes, Bussinger foi Secretário Municipal de Transportes de São Paulo e Secretário Executivo do Ministério dos Transportes; Presidente da SPTRANS, CPTM, Cia. Docas de São Sebastião, dos Comitês Diretores da Estadualização da CBTU de SP e RJ, Conselho Nacional de Transportes Urbanos – CNTU e Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CONFEA; Diretor do Departamento Hidroviário (SP), CODESP (Porto de Santos) e METRÔ/SP. É membro dos Conselhos de Administração da CET, SPTRANS, CODESA (Porto de Vitória) e RFFSA; do Conselho Fiscal da ELETROBRAS e da Comissão Diretora do Programa Nacional de Desestatização – CD/PND. Coordena o grupo de trabalho de Transportes do Comitê Gestor da Política Estadual de Mudanças Climáticas – PEMC (SP). É pós-graduado em engenharia, administração de empresas e direito da concorrência, e possui extensão em arbitragem. Integra o Conselho de Administração da EMPLASA - Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano. Atua também como consultor em transporte público, planejamento urbano, logística, planejamento e gestão portuária e hidroviária, manutenção, modelagem e regulação. É, ainda, palestrante e articulista. 

- José Roberto Medeiros da Rosa
Período: 1995 a 1998
(Não foram encontrados dados sobre o ex-presidente da Companhia)


- Álvaro Armond
Período: 2007 a 2008

Com 25 anos de experiência profissional, sendo 13 deles no grupo britânico Lloyds TSB, foi diretor presidente da Cia. Paulista de Trens Metropolitamos. Com diversas especializações no Brasil e no Exterior, é professor em cursos de pós-graduação no Ibmec São Paulo e também consultor na área de Educação Corporativa e Executiva com projetos e trabalhos voltados para o Mercado Financeiro, Administração de Investimentos, Gestão Corporativa e Empreendedorismo.


- Sérgio Henrique Passos Avelleda
Período: 2009 a 2010

Advogado, 40 anos, formado pela Faculdade de Direito da PUC de Campinas, turma de 1994, pós-graduado em MBA executivo pela Insper, Gerente Jurídico do Metrô de SP entre 2002 e 2007, Diretor de Assuntos Coorporativos em 2007 e 2008. Na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM, ao assumir a presidência, encontrou uma companhia em desenvolvimento, ainda com certos desafios a serem cumpridos, mas enfrentou todos. Durante esse período de sua administração, podemos citar grandes e efetivas melhorias, entre elas: Aquisição de 57 novos trens; Modernização de 34 trens da CPTM, de diversas linhas; Parceria Pública Privada para a aquisição de 36 novos trens; Reconstrução de 7 estações; Unificação do Centro de Controle Operacional; Nova Identificação Visual da CPTM; Programa Usuário Amigo; Visitas Institucionais; Programa Dirigente de Plantão; Ciclovia do Rio Pinheiros; Aproximação CPTM e Usuário; SMS Denúncia; Expresso Turístico; Ciclista Cidadão; Câmeras de vigilância em todas as estações; Implantação de câmeras a bordo dos trens; Padronização da frota para 8 carros (em implantação); Cobertura total de grande parte das estações; Redução significativa do intervalo entre trens; Acessibilidade. Um fator determinante na administração de Sérgio Avelleda foi o contato. Em nenhum outro momento da CPTM um presidente foi tão acessível e compreensivo com a população usuária quanto Avelleda foi durante sua administração. Funcionários sempre elogiaram sua postura, e sempre frisaram que o presidente chegava às estações de trem, e não de carro como os anteriores faziam. Sérgio Avelleda optou pela simplicidade, viu que usuário é prioridadeEm 2011 foi nomeado presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô de São Paulo, cargo que deixou em meados desse ano. O Secretario Estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, classifica Sérgio Avelleda como “o profissional ideal para os novos desafios que o Metrô de São Paulo terá pela frente”. Ainda hoje é considerado como o melhor presidente que a CPTM já teve em seus 20 anos de existência. 


- Mário Manoel Rodrigues Seabra Bandeira
Período: 2003 a 2006 / 2011 a atual

Diretor-presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, Diretor-presidente da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo – PRODESP , Assessor do Secretário e Coordenador  do Programa de Redução de Custos dos Serviços Públicos e do Comitê Gestor do CADEMP, Diretor de Controle Econômico e Financeiro da ARTESP, Coordenador AdministrativoFinanceiro da Comissão de Monitoramento das Concessões e Permissões dos Serviços Públicos do Estado de São Paulo, Assessor da Superintendência do Departamento de Estradas de Rodagem – DER, Coordenador responsável pela implantação do Programa 5S na Cia. do Metrô e pela implantação do Projeto de Qualidade (TQC) na Gerência de Serviços Administrativos, Coordenador responsável pela estruturação das áreas de Finanças e Controle da COSIPA, Chefe do Departamento de Custos na Cia. do Metrô, Assistente da Gerência de Controle na Cia. do Metrô, coordenando a implantação do Sistema de Controle Financeiro, Ingressou na Companhia do Metrô de São Paulo, abril de 1973 exercendo a função de Auditor até 1976. Atuou nas áreas de Controle e Finanças, exercendo as funções de Analista e Coordenador de Controle Financeiro até dez/83.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Funcionários da CPTM fecham acordo e encerram paralisação


Fonte: G1

A reunião entre funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e a direção da empresa terminou com acordo na noite desta quarta-feira (23), no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT). Duas linhas, a 11-Coral e a 12-Safira, estavam paralisadas desde  o início da manhã.

Representantes dos sindicatos dos ferroviários informaram que o grupo já estava, paralelamente à audiência de conciliação, reunido em assembleia e aprovou o acordo firmado.

Por volta das 20h, o Sindicato Central do Brasil, que opera as duas linhas que pararam nesta quarta-feira (23), informou que os funcionários já voltavam a trabalhar, mas que o funcionamento de todas as composições não seria imediato, mas gradativo. Para a manhã desta quinta-feira (24), o sindicato prevê que esteja tudo funcionando normalmente.
 
Acordo
A CPTM decidiu dar um reajuste salarial de 6,63% aos quatro sindicatos de ferroviários. O valor é inferior ao que alguns dos sindicatos pediam, até 10%, mas maior do que a CPTM estava disposta a dar inicialmente: 6,17%. Foi o reajuste acertado no início da tarde para os funcionários do Metrô que serviu como ferramenta para os ferroviários pressionarem o governo estadual.

Apesar de o Metrô não confirmar oficialmente, o reajuste de 6,17% dos metroviários tinha em seu componente 1,94% de aumento real, segundo os sindicatos. Eles pediram, então, que o mesmo fosse dado aos ferroviários, chegando ao valor de 6,63%. O restante é o reajuste pela inflação. As duas categorias, porém, têm data-base diferente, por isso a diferença no valor final.

Além desse aumento, a CPTM concedeu reajuste no tíquete-refeição de R$ 18 para R$ 20 e um valor mínimo de R$ 3 mil de participação em resultados. O plano de carreira pretendido pelos ferroviários ainda não foi concedido e uma comissão entre integrantes da CPTM e do sindicato foi formada para estudar o tema.

Para o sindicalista Leonildo Canabrava, a paralisação de metrô e trens no mesmo dia “colaborou para ambos”. Também faz parte do acordo que a CPTM não irá pagar 50% referente às horas que os trabalhadores do Sindicato Central do Brasil deixaram de trabalhar.

Os sindicatos dos trabalhadores que operam as linhas 11, 12, 8 e 9 afirmam que continuam em estado de greve até o dia 28 de maio, quando será realizada uma nova assembleia. Já os sindicatos que operam as linhas 7 e 10, que concordaram com a proposta da CPTM no TRT, levariam o acordo para discussão em assembleia nesta noite.
 
Metrô
Mais cedo, os metroviários decidiram, em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (23), aceitar também o acordo com o Metrô e retornar ao trabalho. Eles paralisaram as atividades à meia-noite e interromperam a circulação de trens em trechos de três linhas da companhia. O acordo entre representantes do governo e do Sindicato dos Metroviários foi fechado em reunião também realizada na Justiça do Trabalho.

Na reunião entre o Metrô e o sindicato, o principal ponto definido foi o reajuste salarial de 6,17%. A companhia não informa quanto do índice é composto de reajuste de inflação e quanto é aumento salarial real. Os envolvidos no impasse participaram de audiência de conciliação no TRT, na região da Rua Consolação, em São Paulo. A reunião foi mediada pela desembargadora e vice-presidente do tribunal, Anélia Li Chum. O encontro começou por volta das 12h15 e terminou pouco depois das 13h30.

Inicialmente, o Sindicato dos Metroviários chegou a pedir reajuste salarial de 5,39%, com aumento real de 14,99%. O acordo obtido foi "o possível", disse ao final da audiência o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres Júnior. "Satisfeito eu não estou, mas foi o possível. O reajuste está aquém, mas temos muita preocupação com a sociedade", afirmou ele.

Antes da votação dos metroviários, ocorrida na sede do sindicato, na Zona Leste de São Paulo, o presidente da entidade defendeu o fim da greve. "Essa proposta não é a ideal, é uma importante conquista, mas não é uma vitória. Minha proposta é aprovar o acordo e levantar o moral da categoria para que a gente consiga avançar", disse Altino.
 
Nota da secretaria
Veja abaixo íntegra da nota da Secretaria de Transportes Metropolitanos sobre o fim da greve:
 
"Fim da greve no Metrô de São Paulo
 
É com satisfação que a população de São Paulo e o Metrô recebem a notícia do final da greve nociva e inútil iniciada ontem pelo Sindicato dos Metroviários e encerrada na tarde de hoje. Inoportuna, a paralisação criou dificuldades cruéis a milhões de trabalhadores da maior cidade do país. Criou também custo à eficiente classe dos metroviários, já que, se tivesse aceito a proposta feita ontem pela juíza, o sindicato poderia até ter obtido benefícios mais favoráveis sem o prejuízo à população.
Com isso, volta ao normal ainda esta tarde a circulação dos trens das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha. A circulação dos trens da linha 5-Lilás já estava normal. A greve completamente sem sentido foi deflagrada antes do fim das negociações, com o claro objetivo de prejudicar a população dentro de uma agenda político-eleitoral. Pelo acordo celebrado na tarde desta quarta-feira (23/05) no TRT, será oferecido reajuste salarial de 6,17%, que é a soma da reposição integral da inflação mais aumento real de 1,96%. Também ficou acertado aumento do vale-refeição de R$ 19,87 para R$ 23,00; aumento do vale-alimentação de R$ 150,00 para R$ 218,00; e aumento do “Adicional de Risco de Vida” (dos agentes de segurança e estação) de 10% para 15%.
Ao contrário do que o sindicato tenta confundir a opinião pública, o Metrô hoje já pratica salários compatíveis com o mercado, além de propiciar amplo leque de benefícios aos seus empregados."

Metroviários encerram greve; Ferroviários farão assembleia logo mais


Por Diego Silva

Os metroviários decidiram em assembleia agora há pouco pelo fim da greve em São Paulo. Após a paralisação desde a meia-noite de hoje, afetando milhões de usuários, os funcionários receberam contato do governador Geraldo Alckmin, solicitando para retornarem ao trabalho. Logo mais, notícias sobre a circulação dos trens nas linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. A linha 5-Lilás está funcionando normalmente.

Greve CPTM 2012: Greve no metrô e trens causa tumultos, prisões e lentidão recorde na capital paulista


Fonte: UOL

A greve parcial do metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), deflagrada à 0h desta quarta-feira (23) em São Paulo, causou tumulto, protestos e congestionamento recorde na história da capital, no período da manhã. Com a greve, o rodízio municipal de veículos foi suspenso.

No começo da tarde, o sindicato dos metroviários e o Metrô chegaram a um acordo, que será submetido a assembleia. 

Por volta das 7h de hoje, um grupo de usuários do metrô bloqueou a Radial Leste, em frente à estação Corinthians-Itaquera. A polícia dispersou o bloqueio com bombas de gás, e houve correria em frente à estação; um ônibus teve os pneus furados no meio da via. Uma mulher e dois homens foram detidos durante a manifestação. Levados à Central de Flagrantes do 63º DP (Vila Jacuí), os três assinaram um termo circunstanciado e foram liberados. Eles responderão em liberdade por desacato.

Também os trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) estão parados na linha 11-coral (Luz/Estudantes) e na 12-safira (Brás/Calmon Viana), que ligam o centro a cidades da região metropolitana.

A SPTrans --estatal municipal responsável pelos ônibus municipais-- diz que acionou o Paese (Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência). Com isso, as linhas de ônibus que operam com destino às estações de metrô serão estendidas até a região central da capital. De acordo com a empresa, as linhas farão os trajetos de Mogi das Cruzes a Guaianazes e de Guaianazes a Brás na linha 11, e de Poá a Itaim Paulista e de Itaim Paulista a Brás na linha 12 da CPTM.

O Metrô e o sindicato não deram informações sobre o total de pessoas afetadas. Em nota, a companhia diz que a operação está sendo realizada com funcionários que não aderiram à greve e com seu quadro administrativo, que foi deslocado e está atuando nas estações e bilheterias.

Vagões abandonados comprometem áreas de manobra de trens da CPTM

Carros e vagões estão abandonados nos pátios da CPTM
Fonte: G1


Os trens velhos e sem utilidade abandonados nos pátios comprometem a área de manobra na CPTM, em várias regiões do estado. Os vagões sem janelas e sem portas também podem se tornar criadouros do mosquito da dengue em períodos chuvosos.

O pátio de manobras Presidente Altino, em Osasco, onde os trens das linhas 8 e 9 ficam em manutenção, é ocupado por carros que ainda transportam passageiros todos os dias e quatro carros em péssimo estado de conservação estão atrapalhando a linha férrea.

No total, 311 vagões estão abandonados nos pátios de Presidente Altino, Luz, Lapa e Mooca, na capital. Eram trens de passageiros e de carga que estão pichados, enferrujados e destruídos. Eles viraram abrigo para moradores de rua e usuários de drogas.

As sucatas ocupam dois quilômetros de trilhos, que poderiam ser usados pelos trens em operação. Além disso, os trens, que estão sem janelas e sem portas, podem se transformar em criadouros do mosquito da dengue em períodos chuvosos.

As carcaças, que pertencem à antiga Rede Ferroviária Federal, foram abandonadas há mais de dez anos. Foram feitos vários pedidos oficiais para a retirada dos vagões junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT).

A CPTM pede desde 2008 a retirada das carcaças. Os representantes da companhia fizeram sete reuniões com funcionários do DNIT e enviaram sete ofícios à Brasília. O departamento informou que as negociações com a CPTM continuam, mas não deu uma data para a retirada dos trens abandonados.

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