quinta-feira, 28 de maio de 2015

CPTM completa 23 anos de fundação

Trem da série 9000, última aquisição da CPTM, em testes no pátio de Presidente Altino

Por Diego Silva

Hoje a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos completa seu vigésimo terceiro aniversário. Muitas metas foram alcançadas nesse período, outras tantas ainda precisam ser alcançadas, mas uma coisa precisamos concordar: o serviço melhorou muito nesses anos. Novos trens, novas estações, acessibilidade, redução de intervalos, novas tecnologias, novos sistemas e novas possibilidades movem hoje o sistema ferroviário paulista.

Fundada em 1992, integralizando o patrimônio da antiga CBTU (braço metropolitano da então RFFSA - Rede Ferroviária Federal SA), a nova Companhia tinha por missão modernizar os serviços de transporte ferroviário na região metropolitana de São Paulo. Entrou em serviço efetivamente em 1994, assumindo os serviços de operação das linhas A, D, E e F (atualmente as linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira, respectivamente). Dois anos depois, assumiria os serviços das remanescentes linhas da Fepasa, batizadas de linhas B e C (atuais linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda).

Então, iniciou-se um processo de melhoria no sistema. Apesar da frota antiga e bastante comprometida à época, a Companhia deu o primeiro passo no Programa do Material Rodante, chamado internamente de PQMR1, modernizando e reformando as primeiras unidades. Em seguida, lançou o projeto de dinamização Sul, com a construção de oito novas estações na Linha C (são elas Hebraica-Rebouças, Cidade Jardim, Vila Olímpia, Berrini, Morumbi, Granja Julieta, Socorro, Jurubatuba) e a compra de 48 trens espanhois da série 2100.

Em 1999, duas aquisições de frota: trinta trens da série 2000 e mais dez da série 3000, totalizando o montante de 88 novos trens em apenas três anos. Observando as mudanças na Companhia, o usuário volta a utilizar o trem como principal meio de transporte. E a demanda começa a crescer em ritmo acelerado, causando grande impacto no sistema. Em 2003, inicia-se a modernização da estação Brás, que ganhou nova cobertura e mezanino para interligação com o Metrô. Mais à frente, começava também uma grande obra: a integração subterrânea da estação Luz com o Metrô.

E assim, o sistema se estabilizou. Apenas em 2008 foi adquirida nova frota, para reforço da Linha 9-Esmeralda (doze trens da série 2070). Nesse tempo, também vieram novas estações na mesma linha (Autódromo, Interlagos e Grajaú), além da reconstrução das estações mais críticas da Zona Leste (USP Leste, esta nova, Comendador Ermelino, Jardim Romano e Jardim Helena-Vila Mara, também novas, além de Itaim Paulista, todas na Linha 12-Safira). Em 2010, a maior compra de material rodante da história: 40 trens novos para atender quatro das seis linhas, num total de 240 carros. Após, mais uma compra: oito trens para a Linha 9-Esmeralda, similares aos quarenta da série 7000.

Conforme o tempo foi passando, as necessidades migravam de linha. Chegou-se um ponto que não havia a condição mínima de circulação na Linha 8-Diamante, com a frota série 5000 em número muito reduzido e um intervalo considerado alto para o novo padrão da empresa. Então, chegaram trinta e seis trens da série 8000, dando outra cara para a linha, reduzindo os intervalos, aumentando o número de viagens e o conforto do usuário. Em 2012, mais nove trens, agora para o Expresso Leste.
No ano passado, a licitação e compra de mais sessenta e cinco trens, para multiplicar a operação e dar conta dos quase três milhões de usuários que utilizam o sistema diariamente.

Em andamento, estão as obras da nova Linha 13-Jade, que ligará Engenheiro Goulart até o Aeroporto de Guarulhos, a extensão do Expresso Leste até Suzano, a extensão da Linha 9 até Varginha e a segregação dos trens de carga no trecho leste. Entre as novas estações, recentemente foram entregues as novas Vila Aurora e Franco da Rocha (na Linha 7); Ainda em obras: Suzano, Ferraz de Vasconcelos, Poá (Linha 11), Francisco Morato (Linha 7), Mendes-Vila Natal e Varginha (Linha 9).

E assim, a empresa vai crescendo e se modernizando. Deixamos os nossos sinceros parabéns à CPTM, que tanto se esforça para evoluir e se desenvolver. Nossos cumprimentos à todos os funcionários que não deixam o sistema parar, em suas vinte horas de atividades diárias. E que venham muitos anos mais.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Expresso Leste completa 15 anos


Por Diego Silva

Nesta quarta-feira, o serviço 'Expresso Leste' da Linha 11-Coral completa quinze anos de inauguração. Criado em 27 de maio de 2000, como alternativa para a Linha 3-Vermelha do Metrô (que corre paralela entre Itaquera e Brás), o trecho foi remodelado, perdendo parte de seu traçado original e algumas estações, mas ganhando agilidade e praticidade. Vale citar que, para o funcionamento do Expresso, deixaram de existir as estações Engenheiro Trindade, Sebastião Gualberto, Carlos de Campos, Vila Matilde, Patriarca, Arthur Alvim, XV de Novembro, Itaquera-velha e Guaianazes-velha.

Para sua existência, foram adquiridos 15 trens da série 2000, com ar-condicionado e equipamentos tecnológicos para o tempo. No ano 2000, então com oito anos de fundação, a CPTM ainda procurava melhorar a questão de segurança e confiabilidade no sistema, dando um grande salto de qualidade com o Expresso. Em seu pleno funcionamento, partia da estação Brás atendendo as estações Tatuapé, Corinthians-Itaquera (estação nova, substituindo a estação Itaquera, agora interligada ao Metrô, ao PoupaTempo e ao Shopping), Dom Bosco e José Bonifácio (estações novas) e a nova Guaianazes (construída alguns metros antes da antiga estação. Em 2003, após estratégias, o Expresso chegou na Estação Luz, onde até os dias de hoje faz seu terminal.

Em 2010, o Expresso Leste recebeu um reforço na frota, com a entrada em serviço de trens da série 7000. Em 2014, ano de Copa do Mundo no Brasil, entraram em serviço mais nove trens da série 9000. Atualmente, o Expresso é a segunda linha mais utilizada da CPTM, com média de 550 mil usuários por dia. Perde em números para a Linha 9-Esmeralda (Osasco x Grajaú), que contabiliza 670 mil usuários diariamente. Espera-se para 2016 a ampliação do serviço, que deverá chegar até Suzano, à leste, e em Palmeiras-Barra Funda, à oeste.

Ferroviários da CPTM adiam greve e decidem esperar negociações


Por Diego Silva
Fonte: Divulgação Sindicatos

Os funcionários da CPTM tiveram nesta terça uma nova audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, em São Paulo. Os representantes da empresa fizeram uma nova proposta de reajuste, de 7,72%. O percentual foi maior que o proposto anteriormente, de 6,65%, porém, menor do que o índice proposto pelo TRT (que foi de 8,25%).

Na assembleia, os ferroviários rejeitaram a proposta da CPTM e definiram uma contra-proposta de 9,29%. Apesar disso, os sindicatos entenderam que houve avanço nas negociações. Uma nova reunião está agendada para o dia 2 de junho, juntamente com uma nova assembleia (na noite do mesmo dia 2/6), para decidir sobre uma possível paralisação dos serviços à partir do dia seguinte.

Em nota publicada no Facebook, a CPTM diz ''confiar na responsabilidade de seus empregados em garantir a prestação de serviço e não prejudicar os cerca de 3 milhões de passageiros que diariamente utilizam o trem como meio de transporte'', reforçando assim, o funcionamento normal de suas seis linhas nesta quarta-feira.

terça-feira, 26 de maio de 2015

CPTM sobe proposta salarial para tentar evitar greve


Fonte: UOL

Sob a ameaça de uma greve dos funcionários, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), vinculada ao governo do Estado de São Paulo, elevou de 6,65% para 7,72% a proposta reajuste salarial para os trabalhadores. O novo índice representa a inflação anual mais 1% de aumento real.

A proposta foi apresentada em audiência de conciliação realizada na manhã desta terça-feira (26) no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, na capital paulista. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo, Eluiz Alves de Matos, foi um dos representantes dos funcionários no encontro.

Apesar da elevação, a oferta ainda ficou muito abaixo do pedido dos ferroviários, que é de 17,89%. A proposta da companhia também está aquém da sugestão de 6,65% mais 1,5% de produtividade feita ontem pelo desembargador Wilson Fernandes, vice-presidente judicial do tribunal, que busca um acordo entre as partes.

Na semana passada, os ferroviários decidiram em assembleia realizar uma greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (27) -- os funcionários do Metrô também ameaçam fazer greve a partir de amanhã. Porém, uma nova assembleia será realizada às 18h de hoje para analisar a proposta da CPTM. Os ferroviários também analisarão o pedido feito pelo TRT para que a categoria não entre em greve durante as negociações salariais.

Na última sexta-feira (22), a Justiça ordenou que, em caso de greve, os ferroviários devem manter 90% do efetivo de maquinistas e 70% dos demais funcionários nos horários de pico -- entre 4h e 10h e entre 16h e 21h – e um contingente de 60% nos demais horários.

A decisão judicial também impede que os trabalhadores liberem as catracas para os usuários. Os sindicatos que representam os funcionários estão sujeitos a pagar multa diária de R$ 100 mil caso não cumpram as determinações.

Fracassam tentativas de acordo para evitar greves no Metrô e na CPTM


Fonte: UOL

Terminaram sem acordo as audiências de conciliação do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) com representantes dos funcionários das duas empresas vinculadas ao governo do Estado de São Paulo. Os encontros aconteceram na tarde desta segunda-feira (25) na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, na capital paulista.
 
A CPTM oferece reajuste salarial de 6,65%, mas os ferroviários querem 7,89% de correção mais 10% de aumento real. Como solução, o desembargador Wilson Fernandes, vice-presidente judicial do Tribunal, propôs um reajuste 6,65% mais 1,5% de produtividade.
Uma nova audiência está agendada para as 10h desta terça-feira (26). "A audiência foi adiada para que possa haver uma discussão em cima de propostas reais. Vamos fazer o possível para evitar a greve", disse o desembargador.
Na última sexta-feira (22), a Justiça ordenou que, durante a greve, os ferroviários devem manter 90% do efetivo de maquinistas e 70% dos demais funcionários nos horários de pico -- entre 4h e 10h e entre 16h e 21h – e um contingente de 60% nos demais horários.

A decisão judicial também impede que os trabalhadores liberem as catracas para os usuários. Os sindicatos que representam os funcionários da empresa estão sujeitos a pagar multa diária de R$ 100 mil caso não cumpram as determinações.
 

Siga o blog por email

Seguidores