terça-feira, 23 de agosto de 2016

Estação Amador Bueno

A nova estação Amador Bueno, terceira da história, pouco antes de sua inauguração
Por Diego Silva
Pesquisa: Site Estações Ferroviárias

Caros leitores, seguindo a nossa nova série de publicações sobre a história das estações, partiremos do extremo da Linha 8-Diamante. Falaremos da distante Amador Bueno, última estação e fim do domínio da CPTM na região oeste da Grande São Paulo. Ontem, houve a republicação da história da estação Jundiai, extremo da Linha 7-Rubi e amanhã, falaremos da estação Grajaú, extremo da Linha 9. Com isso, pretendemos retomar a media de seis postagens por semana, ocupando todos os dias da semana com histórias e informações. Vamos embarcar nessa história?

Estação de Amador Bueno em 1940, ainda sem a eletrificação
ORIGEM DO NOME AMADOR BUENO
Amador Bueno de Ribeira, dito O Aclamado, foi um proprietário de terras e administrador colonial da Capitania de São Vicente. Tornou-se personagem importante do Brasil Colonial ao ser aclamado rei em São Paulo em 1641 pela população pró-castelhana como reação ao fim da união dinástica entre Portugal e Espanha. Amador Bueno prontamente recusou a aclamação dando vivas ao rei D. João IV de Portugal.

A ESTAÇÃO
A história de Amador Bueno pode ser contada em três fases: Sorocabana, Fepasa e CPTM. Hoje, a parada pertence ao município de Itapevi. Mas quando de sua construção original pela EF Sorocabana, em 1922 (ou em 1927, segundo documentos que contestam a primeira data), ainda sob o nome original de Fernão Dias. Teve seu nome alterado em 1933 para Amador Bueno sob pedido de João Prado, morador do bairro de Coruruquara (em Santana de Parnaiba, divisa com o então município de Cotia, que hoje é Itapevi). Não só a mudança de nome, mas também uma nova estação, maior e mais ampla, a fim de estocar toda a lenha que era trazida da região para alimentar as locomotivas a vapor da Estrada, inclusive pelo próprio João Prado.
A estação em 1945, agora com a eletrificação
O segundo prédio então, foi inaugurado em 1938, sendo Amador Bueno uma das paradas entre São Paulo e Mairinque, nos serviços regulares de trens da EF Sorocabana. No ano seguinte, a EFS resolveu suprimir o trecho referido, dando Amador Bueno como parada final dos trens provenientes da capital. Sob protestos da população local, foi retomado o serviço e novamente retirado, por diversas vezes. Fato é que, de uma vez por todas, suprimiram o serviço e Amador Bueno ficou definitivamente como final da linha dos serviços de trem de suburbio.
Em 21/06/1985, o então segundo prédio foi substituído por outro, mantendo o nome, para atender agora os trens metropolitanos da Fepasa. O prédio original ficou alguns metros à frente da nova Amador Bueno, abandonado até meados de 2004, quando a prefeitura de Itapevi resolveu reformar e descaracterizar o mesmo. Passou a Centro Cultural e, durante uma visita nossa em 09/04/2010, parecia mais uma creche, onde era possível ver alunos e trabalhos escolares. Com o tempo, foi totalmente vandalizada, tendo vidros quebrados e sofrendo pichações frequentes. Em 2012, foi demolida definitivamente.

O prédio em 2002: alvo de vandalismo e abandono
A segunda estação, erguida pela Fepasa em 1985, destoava completamente da sua antecessora. Nada mais era que uma plataforma central, com linhas laterais e metade (ou um terço) coberta. Curiosamente, com o fim dos trens até Mairinque, Amador Bueno era apenas uma parada de extensão operacional, sendo transformada pela Fepasa em estação. Suas seguintes Ambuitá, Cimenrita e Santa Rita não tiveram o mesmo destino, se mantendo apenas como paradas. O serviço de trens metropolitanos durou até 2010, quando foi realizada a última viagem com o trem japonês Toshiba (série 4800, adquirido ainda pela Sorocabana e com mais de 50 anos de uso). 

Prédio da EF Sorocabana, reformado e descaracterizado: demolido em 2014 na remodelação do trecho
ATUALMENTE
Com a administração da CPTM, o trecho ficou fechado por mais de quatro anos e foi totalmente remodelado, ganhando vias de bitola larga e nova eletrificação. Junto desse serviço, as estações Cimenrita e Ambuitá foram demolidas, restando apenas Santa Rita e a própria Amador Bueno, que foram também demolidas e reconstruídas. Atualmente o trecho permanece em operação, com os trens franceses série 5400 que até então circulavam no trecho principal da Linha 8-Diamante.

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