segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Estação Jundiaí


Por Diego Silva
Pesquisa: Site Estações Ferroviárias

Prezados e prezadas que me acompanham, hoje eu trago mais uma novidade para vocês. Seguindo no nosso retorno à mídia e, de alguma forma, aproveitando o embalo de uma série que deu muito certo (a história dos trens, que será relançada também), começamos hoje um trabalho que vai durar muito tempo, mas que valerá cada letra digitada: a história das estações. Muito falamos do material rodante, dos trens que nos transportam e nos encantam com suas formas, cores e sons. Mas sem esquecer os santuários e templos erguidos na ferrovia, as estações, com suas histórias, formatos e lembranças. É mais uma iniciativa que deverá gerar frutos para pesquisas e para lembranças de muitos que nos acompanham. Rodaremos por mais de cem estações, nas seis linhas da CPTM, semanalmente. E começaremos por Jundiaí, limite da Linha 7-Rubi.

ORIGEM DO NOME JUNDIAÍ
O nome da cidade de Jundiaí faz referência ao Rio Jundiaí. A palavra 'Jundiaí' provém do Tupi-Guarani e significa 'Rio dos Jundiás' (Jundiás são bagres, peixes da ordem Siluriformes).

A ESTAÇÃO
A estação de Jundiaí foi a escolhida para ser a última parada da então São Paulo Railway Co., primeira ferrovia construída em solo paulista. Na outra ponta de seus quase 200 km de extensão, está Santos, já na baixada. O intuito de ligar o planalto à baixada santista se deu graças à necessidade de escoar a produção de café de maneira rápida, segura e barata, uma vez que à época, o café transportado por mulas e tropeiros demorava semanas para chegar até o porto.

A cidade teve seu crescimento acelerado após a construção da estação, que data de 18 de fevereiro de 1867 (consequentemente, data de inauguração da São Paulo Railway). Nela, chegavam cargas de diversos lugares e ferrovias, que realizavam transbordo e seguiam viagem até o Porto de Santos, sobre os trilhos da Inglesa. Com a utilização de trens de passageiros, a estação de Jundiaí viu também grande êxito em deslocamentos. Quando a Fepasa passava ali com seus trens de longo percurso, aconteciam trocas de locomotivas ou até mesmo incorporação de mais carros.
Um pouco à frente da atual estação ferroviária, estão os galpões que abrigaram as oficinas da CPEF (Companhia Paulista de Estradas de Ferro) e posteriormente da Fepasa. Um espaço muito amplo onde se realizavam manutenções leves e pesadas em locomotivas elétricas e diesel. A última grande utilização daquele espaço foi na construção dos trens da série 2000 da CPTM, quando estes chegaram da Espanha. Atualmente, os galpões estão fechados e sem qualquer uso. Adiante, está a estação de Jundiaí Paulista, onde havia uma cabine de controle e uma estação simples, com apenas uma plataforma. Era ponto de parada dos trens de passageiros e hoje serve como moradia.

As oficinas de Jundiaí, erguidas pela Companhia Paulista: abandonadas no tempo
ATUALMENTE
A estação de Jundiaí hoje é a última parada dos trens da Linha 7-Rubi da CPTM, provenientes ora de Francisco Morato, ora da estação Luz. Em determinados horários, alguns trens fazem a viagem completa Luz x Jundiaí. Nos horários de pico, é normal ver algum movimento na plataforma, principalmente de trabalhadores e estudantes. O intervalo médio é de quinze minutos, com trens de quatro carros. Hoje, rodam trens da série 1100 (com seis carros), série 1400, 1600 e 1700 (com quatro carros). Quando sobem trens diretos da Luz, podem ser da série 1100 (com os mesmos seis carros), ou então das séries 1700, 3000 e 7000 (estes com oito carros e, os dois últimos, com ar condicionado). A estação mantém seus moldes originais no padrão São Paulo Railway, com poucas modificações. Nos finais de semana, a estação recebe o Expresso Turístico, trem de turismo da CPTM que refaz o papel dos antigos trens de passageiros.

Estação Jundiaí, vista do lado São Paulo. Com arquitetura original, preserva traços da São Paulo Railway.

2 comentários:

  1. "Atualmente, os galpões estão fechados e sem qualquer uso.", apenas corrigindo, boa parte das antigas oficinas da Companhia Paulista estão em uso. O local abriga o Poupatempo, a FATEC (faculdade), o Museu Ferroviário, Centro de Educação e Lazer da Melhor Idade (Celmi) e diversos orgãos municipais como a Guarda Municipal, Divisões de Trânsito (Setransp), Fundação de Ação Social (FUMAS). Uma parte da área ainda está abandonada, com diversas locomotivas, inclusive a número 1 da Companhia Paulista. Ao lado, está a antiga estação ferroviária da Companhia Paulista, conhecida como Jundiaí Fepasa, em completo abandono, a não ser por um antigo ferroviário que mora no local. Mesmo assim, parabéns pelo artigo.

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