Profissão: Maquinista

Cabine de controle - Trem série 7000 (Frota 7500 e 8000 são similares)
Por Diego Silva

Quem admira ferrovia, sempre se espelhou no maquinista como a figura mais importante e destacada do ambiente ferroviário. Pessoa responsável por conduzir as enormes máquinas, o maquinista hoje não é mais valorizado como outrora, onde era visto como uma pessoa importante.
Desde a criação do trem, sua presença é fundamental para o controle do veículo. Inicialmente, os maquinistas tinham um trabalho muito duro e sacrificante: conduzir máquinas a vapor, em ambientes muito quentes e abafados. Com a evolução do tempo, e chegada dos trens elétricos, essa profissão ganhou vida nova, e os maquinistas passaram a ter maior conforto e segurança em suas cabines. A cada nova frota de trem que surge no país, a tecnologia e os comandos são mais avançados, tornando cada vez mais necessária a sabedoria desses profissionais. Mas a tecnologia está avançando rápido demais, e em determinados lugares do mundo (inclusive São Paulo), os trens não necessitam mais de operadores, funcionando automaticamente em um sistema chamado 'Driverless' (sistema utilizado mais em Metrô, como a Linha 4-Amarela de São Paulo, por exemplo).
Na CPTM, que conta com um grande efetivo de maquinistas, a situação não é diferente. Ao assumir o controle e administração dos trens em SP, a empresa encontrou um quadro desqualificado, que operava trens muito antigos, em situação precária. As frotas, não possuíam qualquer modernidade ou segurança, o que exigia muito de seu operador. Nesses 19 anos, muita coisa mudou, e o maquinista hoje conta com um verdadeiro ''avião'', sob seu controle. Nessa evolução, os trens ganharam ATC (equipamente de controle automático do trem), velocímetros computadorizados (até os fins de 1994, os maquinistas tinham que saber a velocidade dos trens por puro instinto), rádios comunicadores, indicadores de portas, câmeras de vigilância, ar-condicionado e diversos outros recursos tecnológicos.
Nesse ponto, o maquinista precisa estar sempre antenado às novas tecnologias existentes, para saber controlar da maneira mais correta e eficiente seu trem. A CPTM treina todo o seu efetivo regularmente, apresentando todo o padrão de operação, em um simulador de última geração.

Como se tornar maquinista
A CPTM recruta maquinistas de tempos em tempos, para operação de 13 séries distintas de trens, espalhados por suas seis linhas. Para se tornar um operador de trens, a pessoa deverá ter mais de 18 anos, ensino médio completo, curso de 40h de eletricidade básica e ser aprovado em concurso público. Após aprovado, passa por treinamentos específicos de combate à incêndios, certificação NR-10, conhecimentos básicos de ferrovia e estágio supervisionado, até que recebe as chaves dos trens.
A carga horária é de 8 horas por dia, em escalas 4x2x3x1 (trabalha-se quatro dias, folgando dois e após mais três dias, folga-se um). O salário-base gira em torno de R$ 2 mil, mais benefícios.

Comentários

  1. Realmente uma bela profissao, mas como tem maquinista ruim nesta cptm. Ha maquinistas que dao tantos trancos ao sair, outros ao estacionar, enfim tenham um pouco mais de consideracao com o usuario, procurem treinar um pouco e aprimorem seus conhecimentos, afinal os usuarios sao seres humanos, nao bois indo parao abate.

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  2. Pois bem, o condutor da nave em um universo interligado. Esse é o maquinista, a maior figura das redes ferroviárias. Tomara que nunca acabem, pois são necessários, e muito. Apesar de amante da ferrovia, nunca sonhei em ser maquinista, mas no futuro...Quem sabe?
    Em fim, cada um maquinista, seja a cor,a raça,o tamanho merece felicitações, e que fosse, a cada dia uma nova homenagem, por ser um grande bem feitor. E a que descordam, imagine, como seria o mundo sem eles?

    Quanto a questão da qualidade, concordo e descordo, se bem que tem que se aprender a frenar direito, mas principalmente no 7000, é difícil de se frenar com mais conforto e destreza.

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  3. A CPTM gaba-se em dizer que possui um moderno sistema de treinamento para maquinistas. Eu diria que isso é no mínimo questionável. A mais assustadora dessas notícias foi a que destacou o simulador, dizendo que esse método reduziria em 50% o tempo de preparo, que hoje gira em torno de seis meses. Realmente, na minha opinião como ferroviário, formar um maquinista em 3 meses (50% a menos) não está certo.
    Tempos atrás demorava-se por volta de um ano e meio para formar tal profissional.
    Precisa de mais tempo, mais estágio, tanto no trecho como nos pátios. O simulador ajuda, não tenho a menor dúvida e significa um grande avanço, mas considero que, cair pela metade o tempo de preparo é, no mínimo arriscado. Abraço.

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  4. Concordo Paulinho, esse simulador e toda tecnologia nova nunca conseguirá formar maquinistas tão bem como formavam antigamente.
    Boa noite!!

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  5. Olá Paulinho!
    Conheci de perto parte do treinamento de maquinistas, e o simulador tem ajudado muito, isso não tem como negar. Tenho realizado treinamento de maquinista no simulador da Lapa, e os aparelhos simulam realmente toda a condição operacional. Claro, o estágio ainda é fundamental, para você conhecer de perto como tudo funciona. Talvez a redução do tempo não seja lá a melhor alternativa.

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